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Boardwalk Empire

27/04/2012

às 11:52 \ Séries Anos 2010-2019

A terceira temporada de ‘Boardwalk Empire’

Quem acompanha a série sabe que o final da segunda temporada definiu uma mudança drástica nos rumos da história de Boardwalk Empire. Ainda sem muitas informações divulgadas sobre o que está por vir na terceira temporada, que já está em fase de produção, o elenco e os produtores da série participaram de um painel realizado na Academia de Televisão em Los Angeles, onde conversaram com jornalistas e fãs.

[Spoilers] Segundo divulgado pela imprensa americana, a terceira temporada inicia cerca de quinze meses após os fatos ocorridos no final da segunda. Será a noite de ano novo de 1922, e os personagens se preparam para o início do ano de 1923.

A Lei Seca enfrenta um de seus períodos mais violentos, visto que as bebidas alcóolicas estão ficando cada vez mais escassas, e Al Capone inicia a trajetória que o levará ao topo da pirâmide. Michael Shannon, intérprete de Nelson Van Alden, comentou que seu personagem sofrerá muitas mudanças. Segundo ele, Nelson se transformará em outra pessoa. Sem entrar em detalhes, Shannon disse apenas que tem sorte de ‘saber tocar trompete’. [Fim dos Spoilers]

Com doze episódios, a terceira temporada contará com novos personagens: Gyp Rosetti (Bob Cannavale), gângster que desafia Nucky; Gaston Means (Stephen Root), investigador especial que trabalha para o Departamento de Justiça; Tonino (Chris Caldovino), um motorista e ‘pau para toda a obra’; Dean O’Banion (Arron Shiver), um gângster de origem irlandesa que enfrenta Capone e Torrio; e Billy Kent (Meg Steedle), uma atriz da Broadway.

A terceira temporada de Boardwalk Empire ainda não tem uma data definida de estreia, mas deverá ocorrer em setembro, nos EUA.

Cliquem na foto para ampliar.

Novos personagens

Ed Speelers

Downton Abbey – A terceira temporada de  Downton Abbey estreia na Inglaterra no segundo semestre deste ano trazendo a família Crawley e seus empregados vivendo no início da década de 1920.

Além da presença já divulgada de Shirley McLaine, que interpreta Martha Levinson, a mãe de Cora, a série também introduzirá novos criados na casa: Ivy (Cara Theobald), uma nova auxiliar de cozinha, Srta. Reed (Lucille Sharp), Alfred (Matt Milne), sobrinho da Sra. O’Brien, e Jimmy (Ed Speleers).

Com o sucesso que a série fez nos EUA, a terceira temporada terá a co-produção do canal americano PBS, que exibe Downton Abbey. 

[Spoilers] Segundo Rebecca Eaton, representante da PBS em entrevista ao jornal Orlando Sentinels, os novos episódios mostrarão o casamento de Matthew e Mary. A temporada ainda trará um nascimento e uma morte. Com essa declaração, a imprensa acredita que o nascimento seja o filho de Mary e a morte poderia ser a perda de Violet, interpretada por Maggie Smith, atriz que ainda não renovou seu contrato com a série. [Fim dos Spoilers].

A série estreia no Brasil no dia 19 de maio pelo canal Globosat HD.

Arron Shiver

Boardwalk Empire – Também entrando em sua terceira temporada, a série da HBO terá doze episódios com estreia para o segundo semestre, nos EUA.

Além das presenças já divulgadas dos atores Bob Cannavale e Stephen Root, os novos episódios também terão as participações recorrentes de Chris Caldovino (A Família Soprano) como Tonino, um motorista e ‘pau para toda obra’; Arron Shiver, como Dean O’Banion, gângster de origem irlandesa que na vida real enfrentou Al Capone e Johnny Torrio; e Meg Steedle, como Billy Kent, uma atriz da Broadway.

Single LadiesComo já divulgado, a série do canal americano VH1 substituiu Stacey Dash pela atriz Denise Vasi.

Além dessa mudança, a segunda temporada também trará Ricky Whittle, que interpretará Charles, um jornalista e músico amador que se envolve romanticamente com Rachel (Vasi); e Cassandra Freeman (Numb3rs), como Morgan Hayes (não foram divulgados detalhes sobre a personagem). Ambos terão participações recorrentes. Já o ator cubano William Levy será visto em dois episódios.

13/02/2012

às 12:08 \ Atores Convidados, Séries Anos 2010-2019

Novos personagens em ‘Boardwalk Empire’

Bobby Cannavale

Quem acompanha a série sabe que Boardwalk Empire promoveu uma verdadeira limpa no elenco durante sua segunda temporada. Agora, preparando-se para iniciar a produção da terceira, a série começa a escalar novos atores para dar continuidade à sua história.

[Spoilers] O primeiro nome anunciado foi o de Bobby Cannavale, que também estará na quarta temporada de Nurse Jackie. O ator interpretará Gyp Rosetti, um gângster considerado charmoso, mas perigoso, que desafia a soberania de Nucky Thompson.

Outro ator que veremos na terceira temporada de Boardwalk Empire é o veterano Stephen Root, que ficou conhecido pelos fãs de séries por Nos Bastidores da Lei e pela sitcom Newsradio.

Stephen Root

Tendo feito dezenas de participações especiais, sendo a mais recente em Fringe, Stephen entra na série interpretando Gaston Means, um vigarista, falsificador e suspeito de assassinato que se torna investigador especial para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, respondendo diretamente ao promotor público Harry Daugherty (Christopher McDonald).

Entre os atores que não devem mais retornar estão Michael Pitt (Jimmy Darmody), Dabney Coleman (Comodoro), Aleksa Palladino (Angela Darmody) e, segundo a imprensa americana, Paz de la Huerta (Lucy Danziger).

A saída dos três primeiros foi vista nos episódios da segunda temporada. Já a intérprete de Lucy não retorna para a terceira porque os produtores decidiram não renovar seu contrato. Mas visto que sua personagem está viva, nada impede que no futuro ela faça alguma participação especial. [Fim dos Spoilers]

A terceira temporada de Boardwalk Empire terá 12 episódios produzidos, com previsão de estreia para o final do ano.

25/01/2012

às 11:31 \ Curiosidades, Imagens de Bastidores

Vídeo: os Efeitos Visuais de Boardwalk Empire – 2ª Temporada

Os efeitos visuais da série “Boardwalk Empire” estão a cargo da empresa Brainstorn Digital, em parceria com a Base FX, Crazy Horse Effects, Digital Symphony e Yannix Technologies. A série utiliza o recurso CGI para diversas situações, que vão desde cenários às deficiências físicas e ferimentos sofridos por  personagens. Veja o vídeo da primeira temporada aqui.

As 10 Melhores Séries de 2011

Chegou a hora de listar as produções seriadas que se destacaram ao longo do ano.

Ao contrário de 2010, foi difícil completar a lista das 10+ de 2011. Acredito que muitos irão concordar comigo quando digo que o ano foi muito fraco para a TV americana. Promessas não cumpridas e retornos abaixo das expectativas predominaram no mundo das séries.

As aparências foram mais importantes que o conteúdo. Diálogos didáticos ou excessivamente expositvos e abordagens que remontam à década de 1980 predominaram, bem como personagens, situações e propostas já vistas em outras produções foram reformuladas para dar cara nova às séries. As comédias retomaram o humor ingênuo, generalizando situações em torno de temas, alguns dos quais já exaustivamente explorados. Espero que as melhores estreias tenham sido agendadas para 2012.

Muitos poderão questionar as razões pelas quais não incluí suas séries favoritas na lista Top 10 de 2011. A resposta é simples: a lista é elaborada de acordo com a minha opinião do que é uma boa série de TV. Ela não é o resultado de um concurso de popularidade ou um apanhado geral das maiores audiências do ano. As produções foram selecionadas com base em suas propostas, bem como no desenvolvimento dos personagens e situações.

A lista inicia com as produções que, em minha opinião, se destacaram. No final da postagem encontram-se as séries que, embora não tenham entrado na lista das 10+, também são produções que valeram a pena assistir. Este ano começo a incluir na lista as minisséries, formato que faz parte do conteúdo deste blog, mas por falha minha não foram lembradas na postagem das melhores de 2010. Algumas produções ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no mercado internacional.

Gostaria de lembrar que “Mad Men”, uma das melhores séries da atualidade, não consta da lista porque em 2011 não ofereceu episódios novos. Em função de uma disputa contratual, ela perdeu um ano em sua sequência de produção, retornando com sua 5ª temporada em 2012.

1. The Slap – Minissérie – Drama

Esta é uma produção australiana com base no bestseller de Christos Tsiolkas, dividida em oito episódios. Durante um churrasco que reúne familiares e amigos, Harry, primo do dono da casa, dá um tapa no rosto de Hugo, uma criança de três anos que vinha se comportando mal sem ter sido repreendida pelos pais. Este é o ponto de partida para narrar a vida de oito personagens, que reagem cada um à sua maneira à atitude de Harry. Cada episódio é protagonizado por um dos personagens.

Trata-se de uma belíssima obra que retrata de forma delicada a trajetória de cada personagem sem tomar partido, seja em relação ao tapa ou ao estilo de vida de cada um. Ninguém está 100% certo ou errado. São pessoas que vivem de acordo com suas opiniões e seus desejos, independentemente da necessidade de se tornarem simpáticas diante dos olhos de terceiros.

As opiniões e atitudes de cada um se contrastam: o homem que é escravo da família (Hector) x o homem que escraviza a família (Harry); a mulher presa às responsabilidades (Aisha) x a mulher que foge de responsabilidades (Anuk); o pai que ‘perdeu a voz’ (Manolis) x a mãe que sempre se faz ouvir (Rose); a adolescente que busca o amor (Connie) x o jovem que esconde e sufoca seus sentimentos (Richie).

2. Forbrydelsen  - 1ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção dinamarquesa que gerou a série americana conhecida como “The Killing”. Mas, como a maioria dos remakes, a versão americana está muito abaixo da qualidade do original. Embora a primeira temporada de “Forbrydelsen” tenha sido produzida em 2007, ela somente ficou disponível para o mercado internacional em 2011.

Em 20 episódios da primeira temporada, a história acompanha as investigações em torno do assassinato de uma jovem sob circunstâncias que levam a diferentes interpretações. A narrativa divide-se entre o trabalho da polícia, comandado por Sarah Lund, e a vida pessoal de cada personagem envolvido de alguma forma com o crime ou com as investigações.

Lentamente, e de forma simples, o cenário sentimental desta série vai se formando em torno dos fatos que são revelados a cada episódio. Emoção e razão convivem de forma equilibrada, sem muito melodrama ou protecionismo por parte dos roteiristas. Através de olhares, gestos ou diálogos rotineiros, tomamos conhecimento de relacionamentos complexos e com um longo histórico, os quais não são solucionados simplesmente porque a investigação, que predomina na trama, encerrou. Meu comentário sobre a temporada está aqui.

Na segunda temporada, a série traz 10 episódios que reduzem a abordagem do lado pessoal dos personagens, embora ainda esteja presente. O foco principal é a investigação em torno do assassinato de uma advogada.

3. Men of a Certain Age – 2ª e Última Temporada – Drama

Uma das minhas decepções é a tendência atual da TV a cabo de se aproximar da TV aberta. Quando começou a produzir na década de 1990, a TV a cabo veio com uma proposta de se tornar uma alternativa para as produções oferecidas pela rede aberta. Seu sucesso forçou a TV aberta a buscar programas mais complexos e com um desenvolvimento de personagens mais profundo, que pudessem competir com o que era oferecido no cabo.

Por cerca de 10 anos ela conseguiu se manter nesse caminho, oferecendo séries com temáticas voltadas para diferentes segmentos de público. Como resultado, produções com baixa audiência conseguiram sobreviver. Aos poucos, com algumas exceções, a TV a cabo vem mudando esse perfil. Ela começou a adotar como critério de produção a medição do nível de audiência que se tornou determinante na renovação de uma série. No entanto, não é o público que a TV a cabo formou que decide o futuro de um programa, mas aquele que dá audiência à rede aberta e que também se tornou alvo dos canais a cabo. Nada contra séries de puro entretenimento, com histórias leves e desenvolvimento controlado, desde que elas não predominem, em especial na TV a cabo.

Digo tudo isso porque “Men of a Certain Age”, que por incrível que pareça surgiu na TNT, um canal que vem adotando a cada ano que passa um perfil mais popular, foi cancelada por baixa audiência para dar lugar à nova versão de “Dallas”. Para os fãs, resta a ideia de que pelo menos tivemos a oportunidade de conhecer a série.

Esta é uma das mais belas produções dos últimos anos sobre a crise da meia idade. Com uma abordagem simples e intimista ela apresenta personagens que aos poucos vão se conscientizando da passagem do tempo e do rumo que suas vidas seguiram. A princípio, eles adotam uma postura derrotista mas, lentamente, cada um ao seu próprio tempo, começa a perceber que ainda dá tempo de criar um novo futuro. A segunda temporada traz uma espécie de despedida dos personagens, já que o último episódio conseguiu oferecer, de certa forma, uma definição das situações protagonizadas por eles.

4. Breaking Bad – 4ª Temporada – Drama

Ao lado de “Mad Men”, esta série consegue manter a credibilidade do canal americano AMC, que em suas últimas estreias vem optando por uma linguagem mais popular e caricata. Renovada para sua última temporada, a série promete entrar para a história da televisão como mais uma produção que conseguiu manter sua qualidade e objetivos do começo ao fim.

A história tem início quando um pacato professor entra na vida do crime depois que descobre sofrer de câncer. A partir daí, inicia-se uma jornada que é uma verdadeira montanha-russa. Cheia de altos e baixos, Walter se arrisca constantemente, conseguindo ficar fora do alcance da polícia. Tentando manter o controle de sua vida e daqueles que o cercam, Walter descobre que isto nem sempre é possível.

Nesta quarta temporada ele, por algum tempo, perde esse controle. Sob o jugo de Gus, Walter é ‘aprisionado’. Mas como se domestica um redemoinho? Acreditando que ainda mantém o controle, Walter primeiro tenta manipular e depois mede forças com Gus. Sem resultados, ele entra no processo de ebulição que irá explodir no final.

Enquanto isso, a temporada destaca os demais personagens, como Gus e sua história, bem como sua tentativa de separar Walter e Jesse. Este sofre uma crise de identidade colocando em dúvida sua amizade e sua fé em Walter. Já Skyler revela ser perfeitamente capaz de cometer seus delitos em nome da sobrevivência. Imagino se no final o confronto será entre Walter e Hank ou se entre Walter e Skyler.

5. Him & Her - 2ª Temporada – Dramédia

Esta é uma série inglesa que já figurava em minha lista do ano passado, na categoria Vale a Pena Conferir. Ela não é uma produção que cai fácil no gosto popular mas, para quem procura algo mais que bordões e caricaturas, “Him & Her” é uma boa opção.

A série é essencialmente uma peça de teatro. Presa a um único cenário, a história transcorre em um pequeno apartamento dividido em quatro cômodos: o hall de entrada, a cozinha, o quarto e o banheiro. Dependendo da posição em que está, a câmera consegue mostrar todos os cômodos de uma só vez. Em outros casos, a câmera abre, apresentando simultaneamente o que acontece em dois cômodos, com a tela dividida por uma parede. Em alguns episódios o cenário também inclui o corredor, que fica em frente ao apartamento onde os protagonistas vivem. Ao longo da série vemos episódios que retratam situações típicas da narrativa teatral, como a construção do imaginário do público através de relatos que os personagens fazem da vida lá fora, e o entra e sai de personagens em um único ambiente.

Com uma narrativa naturalista, a série traz uma abordagem que segue a linha perpetuada por Samuel Beckett no teatro, com personagens vivendo o nada mas revelando muito. Em “Him & Her” ninguém está à espera de Godot, nem tampouco da morte, embora a história também seja centrada em dois vagabundos que em sua rotina entediante demonstram não ter entusiasmo pela vida ou objetivos a serem alcançados. No elenco também está o casal formado por Laura e Paul, ela irmã de Becky, uma jovem dominadora e egocêntrica, ele um noivo submisso.

Por opção, o casal formado por Becky e Steve se sustenta com os benefícios do governo. Sem trabalhar, os dois passam o dia dentro do apartamento tentando fazer apenas o que gostam: transar, assistir DVD e jogar games. Eles saem pouco e quando isto ocorre é, geralmente, por obrigação. Em contrapartida, os familiares e amigos insistem em bater à porta do casal se intrometendo em sua vida, algo que ocorre com mais frequência na segunda temporada.

6.  Rev. – 2ª Temporada – Dramédia

Esta é outra produção britânica que constava de minha lista de 2010, categoria Vale a Pena Conferir, que nesta segunda temporada amadureceu.

A história gira em torno de Adam, um Reverendo anglicano e sua relação com a paróquia, colegas de trabalho e sua esposa, que deseja engravidar. Inseguro, muitas vezes ingênuo, mas com uma grande vontade de ajudar o próximo, esse homem de Deus revela ser um ser humano como qualquer outro. Cheio de fraquezas, ele se vê confrontado por questões existenciais que se apresentam na rotina do dia a dia. Seu maior obstáculo é ele mesmo.

Tal como ocorre com outras produções da Inglaterra, “Rev.” tem a liberdade de explorar temas que nos EUA seriam considerados tabus, especialmente para a TV aberta. O principal deles é a religião, que ainda é evitada por diversas produções mundo afora. Na série são discutidas de forma simples, mas abertamente, situações como a estrutura política e administrativa da igreja anglicana, sua relação com as demais religiões, bem como com a sociedade.

A série também abrange temas como a solidariedade, a homossexualidade dentro da igreja, o culto às celebridades e à mídia, o uso de drogas e a dependência aos vícios, exorcismo, fé, burocracia, preconceito, a educação de jovens, e a pedofilia, que além de comentada também é vista de forma simbólica como na cena em que Adam, vestindo uma batina, persegue Enid no parque, que corre gritando como se estivesse sendo atacada.

 7. Treme – 2ª Temporada – Drama

Esta é uma produção que exemplifica o que a TV a cabo era quando surgiu. Voltada a um segmento de público específico, mantendo baixa audiência, a série da HBO consegue ser renovada para novas temporadas, sem sofrer pressão do canal para popularizar sua narrativa com o objetivo de atrair o interesse de um público maior.

A série traz uma história com conteúdo pessoal, significativo e atual: a cultura regional em contraste com a globalização cultural.

A segunda temporada desta série teve um único problema: as cenas dramáticas ficaram perdidas na quantidade exagerada de números musicais. Mas, ainda assim, conseguiu se manter fiel à sua proposta, desenvolvendo mais a fundo sua história e a complexidade de seus personagens, os quais começaram a se desprender de suas raízes e de seu passado para tentar reconstruir suas vidas.

Com isso, alguns se perdem no meio do caminho, abandonando suas crenças e dando as costas à sua cultura. Outros buscam alternativas para manter seu amor e sua fé na cultura de Nova Orleans e na importância que ela tem para a sociedade em que vivem.

8. Justified – 2ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção da qual não esperava gostar, embora seja fã de faroestes. Quando anunciaram a série como um faroeste moderno, torci o nariz. Logo concluí que seria apenas mais uma produção policial com narrativa procedimental estrelada por um agente federal que usa chapéu de cowboy. Nada disso. Embora esses elementos se façam presentes, a série traz uma belíssima construção de personagens que conduzem a história e não vice-versa.

Nesta segunda temporada, “Justified” trouxe uma das mais belas personagens que já vi nos últimos anos. Mags Bennett é uma espécie de Ma Parker. Uma mulher que, com a ajuda dos filhos, mantém um negócio de bebida clandestina. Mas ela é ambiciosa e ao longo dos episódios busca expandir seus negócios para outras áreas.

Esta temporada se aprofundou na história do condado e o valor afetivo que o lugar tem para os moradores que nasceram e cresceram na região. A trama também explorou a forma como os relacionamentos do passado determinam o comportamento no presente. Raylan passou por cima de seus princípios para ajudar Winona e, como inimigos cordiais, Mags e seus filhos mantiveram uma distância respeitável de Raylan e sua família, ao menos enquanto foi possível.

A atriz Margo Martindale rouba todas as cenas em que aparece, mas nem por isso o restante do elenco fica diminuído. Ao contrário, os atores que contracenaram com ela ganharam com sua presença. Juntos eles construíram cenas belíssimas, transformando a temporada em um prazer de se acompanhar, embora os personagens tenham sido melhor desenvolvidos que a trama proposta.

9. Boardwalk Empire - 2ª Temporada – Drama

A série é situada na década de 1920, iniciando sua trama logo após a decretação da Lei Seca. Embora o foco principal seja o contrabando de bebidas, “Boardwalk Empire” é uma série sobre proibições e transgressões, as quais são vistas em diversos níveis. O contrabando e a luta pelo poder é apenas o ponto de partida e uma referência prática para contar a história de personagens que se envolvem em diferentes situações, as quais os obrigam a tomar decisões. Geralmente a resposta encontrada por eles é a de transgredir as leis, sejam as do homem ou as de Deus. A forma como realizam essas transgressões, ou tentam evitá-las, e a maneira como lidam com as consequências compõem a trama.

Ao longo da história alguns personagens, que tinham uma forma de vida clara e objetiva, começam a se perder; outros que estavam perdidos começam a se questionar e a buscar alternativas de vida. Mas, em todos os casos, cada um deles precisa romper com padrões enraizados, tomando decisões que, para o estilo de vida que seguiam, podem ser consideradas amorais ou proibitivas. Ninguém é inocente ou puro para ser poupado das transformações que sofrem ou de suas consequências.

A segunda temporada explorou mais a fundo o passado, a solidão e as motivações de personagens, alguns dos quais se despediram do público. A temporada encerra uma etapa da história, introduzida no início da série. Foi feita uma limpa entre os personagens, levando a história a sofrer uma reestrutura.

O mais importante é que Nucky deixou de ser apenas um personagem que reage às situações que se apresentam para assumir de fato sua posição como gângster. Ao eliminar o representante da chamada ‘geração perdida’, Nucky desceu do muro. Sua transgressão terá consequências, uma das quais poderá ser o surgimento de uma nova inimiga, talvez mais poderosa que o Comodoro: Gillian.

10. Homeland – 1ª Temporada – Drama 

Acredito que ainda seja cedo para dizer se esta série chegou para ficar, mas em sua primeira temporada, “Homeland” conseguiu se estabelecer como uma das melhores estreias de 2011. A série é uma versão americana de uma produção israelense. Seguindo a linha de “24 Horas”, “Homeland” trabalha a questão do terrorismo.

Embora se mantenha no nível de um thriller de espionagem, tomando liberdades criativas para narrar sua história, a série consegue oferecer personagens e situações que os transformam em algo mais que simples protagonistas de uma ação.

O tema principal é a relação entre terrorismo e doença. A personagem central é Carrie. Diagnosticada como bipolar, ela é capaz de identificar padrões de comportamento. Poucos acreditam nela, o que a faz assumir uma postura neurótica e de stalker para provar suas teorias. Esta mulher, dependente de drogas prescritas, representa seu país, vendo em qualquer pessoa ou situação um terrorista em potencial. Desta forma, ela justifica suas ações, mesmo quando protagoniza um ataque pessoal à liberdade daqueles que estão sob suspeita.

Em segundo plano temos Brody, um fuzileiro resgatado do Afeganistão que teve sua mente abalada ao longo dos oito anos em que foi prisioneiro. Prefiro não comentar o  personagem para não passar spoilers, mas vale a pena dizer que ambos são, de alguma forma, constantemente traídos e pressionados a reagir, cada um à sua maneira, às situações que se apresentam diante deles.

A cada episódio é revelado um pouco mais sobre esse universo e seus personagens, terminando sempre com uma situação que leva o telespectador a querer saber o que vem depois.

Outras séries que valeram a pena conferir em 2011. A relação abaixo segue a ordem alfabética:

Comédia: 30 Rock, Curb Your Enthusiasm, Modern Family, Parks and Recreation.

Dramédia: The Big C, Bored to Death, Californication, Divã, Enlightened, Episodes, Friday Night Dinner, Louie, Shameless, Sirens, Secret Diary of a Call Girl, Twenty Twelve, Weeds.

Drama: Boss, Case Sensitive, The Closer, Friday Night Lights, The Good Wife, Sons of Anarchy.

Ficção/Fantasia: Doctor Who, Fringe, Game of Thrones.

Minisséries: Black Mirror, The Crimson Petal and the White, The Shadow Line, The Sinking of Laconia, Women in Love, The Yard.
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Por Fernanda Furquim: @fer_furquim
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12/10/2011

às 15:18 \ Séries Anos 2010-2019, Séries Renovadas

Boardwalk Empire é Renovada para a 3ª Temporada

Com apenas três episódios exibidos de sua segunda temporada, “Boardwalk Empire” é renovada para a terceira temporada. O canal ainda não informou o número de episódios que serão produzidos.

A série estreou em 2010 registrando a média de 4,8 milhões de telespectadores, chegando a 7 milhões com as reprises. A temporada ficou na média de 3.1 milhões ao vivo.

Com apenas um episódio exibido, “Boardwalk Empire” foi renovada para sua segunda temporada, que retornou em 2011 com cerca de 2.9 milhões de telespectadores, sendo que a média da audiência ao vivo dos três primeiros episódios exibidos chega a 2.78 milhões.

Criada por Terence Winter, ”Boardwalk Empire” é uma produção de Martin Scorsese.

As Estreias da Semana

Melissa & Joey

Melissa & Joey, a série do ABC Family  já renovada para sua segunda temporada, estreia hoje às 21h no canal Sony Spin. A primeira temporada tem 30 episódios.

Criada por David Kendall e Bob Young, a história resgata o enredo de “Who’s the Boss?”, série dos anos de 1980, que lançou Alyssa Milano ao estrelato. Melissa Joan Hart, de “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”, é Mel Burke, que assume a guarda de seus dois sobrinhos adolescentes, Lennox e Ryder. Sem ter a menor noção de como cuidar deles, Mel decide contratar uma babá. É aí que entra Joe Longo (Joey Lawrence), que lhe pede a chance de provar ser apto para o trabalho.

Hot in Cleveland

No dia 6 de outubro é a vez de “Hot in Cleveland, que estreia às 22h30 pelo TBS, novo canal do grupo Turner, disponível via Embratel.

A série criada por Suzanne Martin, de “Frasier” e “Ellen”, é estrelada por Valerie Bertinelli, de “One Day at a Time”, Wendie Malick, de “Just Shoot Me”, e Jane Leeves, de “Frasier”. A série ainda conta com a presença de Betty White, de “Mary Tyler Moore”, “Supergatas” e “Boston Legal”.

Na história, três mulheres de Beverly Hills se vêem presas em Cleveland quando seu vôo para Paris é forçado a fazer uma aterrisagem no aeroporto local.

A forma como elas se vestem e se comportam as transformam nas estrelas do lugar. Por isso, elas decidem ficar morando na cidade por algum tempo. Logo elas fazem amizade com a vizinha, uma senhora que não deixa a idade impedi-la de continuar aproveitando a vida.

A primeira temporada tem 10 episódios produzidos. Atualmente, a série se prepara para estrear a terceira temporada nos EUA, prevista para o dia 30 de novembro.

No Brasil, “Hot in Cleveland” concorre com “Gravity, que estreia no mesmo dia e horário pelo canal Globosat HD.

Criada por Jill Franklyn e Eric Schaeffer, a série teve apenas uma temporada produzida nos EUA, com um total de 10 episódios. A história acompanha um grupo de apoio a sobreviventes de tentativas de suicídio. Entre eles está Lily Champagne (Krysten Ritter), vendedora de maquiagem, emprego que detesta. Considerada clinicamente depressiva, ela sente a falta do amor do pai. Não conseguindo se conectar com ninguém, Lily tenta se matar. Mas, no hospital, ela testemunha um breve momento de uma visão que lhe dá um novo propósito para sobreviver e recomeçar sua vida.

Mais informações sobre a história aqui.

No dia 7 de outubro estreia pelo SBT a série “Homens de Certa Idade”, título em português de “Men of a Certain Age“, que será exibida no ingrato horário das 5h da manhã.

Criada por Ray Romano (Everybody Loves Raymond) e Mike Royce, a série foi cancelada com apenas duas temporadas produzidas, com 12 episódios cada.

Estrelada por Romano, Scott Bakula e Andre Braugher, a dramédia gira em torno de três amigos de longa data que passam pela crise da meia idade. Reavaliando suas vidas e as decisões que tomaram ao longo do caminho, eles tentam reescrever seus respectivos futuros.

O canal GNT anunciou a estreia de “InSecurity” para o dia 7 de outubro, mas não confirmou o horário. Cique no link acima para obter mais informações sobre a produção.

Murdoch Mysteries

No dia 8 de outubro, às 21h, estreia pela Globosat HD a série canadense “Murdoch Mysteries“, produção que estreou em seu país em 2008 e já foi renovada para sua quinta temporada.

Criada por Cal Coons e Alexandra Zarowny, a série acompanha as aventuras do detetive Murdoch (Yannick Bisson) desvendando mistérios em Toronto na década de 1890. A primeira temporada tem 13 episódios produzidos.

No dia 9 de outubro, às 21h  estreia pela HBO Brasil a segunda temporada de “Boardwalk Empire“, produção de Martin Scorsese estrelada por Steve Buscemi. A série situada no período da Lei Seca americana tem 12 episódios encomendados para sua segunda temporada, que estreou nos EUA registrando a média de 2.9 milhões de telespectadores, ao vivo, praticamente a metade do público que conquistou na estreia da primeira temporada.

No mesmo dia, às 22h, estreia pelo TCM a versão dublada em português da minissérie “Os Pilares da Terra“. Adaptada da obra de Ken Follet, a trama é situada na Inglaterra do Século 12 quando a Kingsbridge Cathedral, a primeira igreja gótica do Reino Unido, começa a ser construída. A história é ficcional e narra 40 anos da vida dos personagens envolvidos na construção, que gerou crises políticas e religiosas. A minissérie tem oito episódios produzidos, sendo que uma continuação já está em produção com o título de “World Without a End“.

Acompanhem as estreias de séries, temporadas e minisséries no Brasil, Canadá, EUA e Inglaterra pelo nosso Calendário.

22/09/2011

às 10:20 \ Cartazes, Séries Anos 2010-2019, Trailers

Trailer e Cartazes de Boardwalk Empire – 2a. Temporada

No dia 25 de setembro, a HBO americana estreia a segunda temporada da série “Boardwalk Empire“, que tem previsão de chegar ao Brasil no dia 9 de outubro. A temporada tem 12 episódios produzidos.

[Spoilers] Na história, Nucky enfrenta seus aliados e amigos, liderados pelo Comodoro Louis Kaestner, que colocam em prática um plano para tirar-lhe o comando de Atlantic City. Nesse meio tempo, ele se torna alvo de investigação do governo por suspeita de fraude nas eleições para prefeito, que podem acarretar em sua prisão. A situação é observada de longe pelos gângsters de Chicago, que vêem a oportunidade de expandir seu império. [Fim dos Spoilers]

Cliquem nas imagens da galeria para ampliar.

17/09/2011

às 12:19 \ Emmy Awards, Opinião

Emmy 2011 – Séries Dramáticas

Mais um ano, mais um Emmy. Estamos na véspera do maior evento do ano para a televisão americana. Realizada há 63 anos, a cerimônia de entrega do prêmio Emmy, oferecido pela Academia de Televisão, marca o final de um período e a recompensa por um trabalho realizado. É bem verdade que, daqui a alguns anos, ninguém mais vai se lembrar quem ganhou o que e quando. O valor é momentâneo, pois a fama de uma série ou de um ator depende de sua durabilidade na telinha ou do reconhecimento do público, bem como da lembrança da mídia.

Vamos e convenhamos, ninguém mais se lembra ou se importa com o fato de que a produção britânica “Upstairs, Downstairs” (a série original) concorreu e ganhou três vezes derrotando as americanas “Os Waltons”, “São Francisco Urgente”, “Kojak”, “Columbo”, “Família, “Baretta” ou  ”Os Novos Centuriões/Police Story”, séries cultuadas até hoje. Também não importa mais que “Cidade Nua” nunca tenha ganho um Emmy ou que “Dallas” e “Dinastia” tenham sido indicadas na categoria de Melhor Série Dramática; ou que “O Desafio/The Practice” e “24 Horas” tenham sido consideradas melhor que “Os Sopranos”.

Afinal, não é o Emmy que determina a qualidade de uma série para o público ou para os críticos. Seu valor é maior para aqueles que fazem parte da indústria. Ser indicado ou sair vencedor eleva seu valor de mercado e poder de barganha.

Este ano o Emmy de Melhor Série Dramática é disputado por seis produções: “Mad Men”, “The Good Wife”, “Boardwalk Empire”, “Game of Thrones”, “Friday Night Lights” e “Dexter“. A grande dúvida da noite não é quem sairá vencedor mas se “Mad Men” será desbancada.

Qualquer um que derrote esta série ganhará da noite para o dia um reconhecimento instantâneo, merecendo ou não. O fato da série de Matthew Weiner sair vencedora por três anos seguidos é motivo de discórdia para uma parte do público, visto que muitos preferem acompanhar premiações que ofereçam resultados diferentes a cada ano. É a regra do ansioso que vem predominando nos meios de comunicação. Se não houver novidades, se não houver surpresas e reviravoltas, a ‘coisa tá chata’.

Mas este ano “Mad Men” ainda é uma forte concorrente. Para perder o prêmio ela teria que ter declinado em sua qualidade ou teria que ter surgido uma nova produção/temporada superior ao conteúdo oferecido por ela, o que não ocorreu.

A série vem crescendo em qualidade a cada temporada e este ano é representada por seis episódios fortes e consistentes que, por si só, já determinam a superioridade da produção. Juntos, se tornam quase imbatíveis.

Digo quase porque sempre existem fatores externos ao conteúdo desenvolvido por uma série que podem alterar o resultado do ‘concurso’. O destaque dos episódios indicados fica por conta do excelente “The Suitcase”, o qual explora a relação entre Don e Peggy.

Antes de continuar, um esclarecimento: os produtores de uma série inscrevem seis episódios que representarão a produção no Emmy. Estes seis episódios são divididos em três pacotes com dois episódios cada, os quais são distribuídos aos membros votantes da Academia. Desta forma, nem todos assistem aos mesmos episódios. Por isso mesmo, é necessário inscrever os melhores, que possam se completar quando formarem dupla com outro.

Confiram aqui a lista dos episódios inscritos por cada produção e profissional que concorre ao Emmy.

A série que, ao meu ver, está à altura de disputar a estatueta com “Mad Men” é “The Good Wife”, única produção dos indicados nesta categoria que representa a TV aberta. O lema desta série deveria ser: ‘nem parece CBS’.

Este canal vem, nos últimos anos, se acomodando em oferecer produções de fórmulas, geralmente policiais ou sitcoms tradicionais (que têm como base a caricatura). É um canal que não se arrisca mais com receio de não dar certo. Como resultado, os roteiros oferecidos por suas séries são repetitivos, reproduzindo e predominando o que já vem sendo feito há décadas pelos gêneros explorados pelo canal.

“The Good Wife” segue esta linha ao apresentar uma produção situada em um ambiente de tribunal, gênero mais que explorado ao longo dos anos.

No entanto, seus roteiros conseguem oferecer personagens e situações que extrapolam o lugar comum, chegando muito próximo ao conteúdo que, nas últimas décadas, vem sendo encontrado mais na TV a cabo. Com diálogos inteligentes, sucintos e bem aproveitados, temos uma série que aborda diversos temas e situações. Para completar, nem todos os personagens são simpáticos, heróis ou corretos, nem têm personalidades de fácil leitura. Mesmo Alicia, a protagonista da série, não é uma pessoa agradável de se conviver.

Neste Emmy a série é representada por seis episódios sólidos, com temas diferenciados, que oferecem situações independentes mas que não deixam de lado os personagens e a trama proposta. O agrupamento dos episódios favorece a série, oferecendo ao júri os contrastes de personalidades dos personagens bem como dos temas propostos. O destaque fica por conta do excelente episódio “VIP Treatment”, no qual a equipe de advogados precisa decidir em poucas horas se representa ou não uma massagista que acusa uma figura pública de tentar molestá-la.

“Boardwalk Empire”, ao meu ver, ficaria em terceiro lugar entre os indicados a Melhor Série Dramática. Trata-se de uma produção muito boa, com uma excelente proposta, mas que nesta primeira temporada não conseguiu atingir seu potencial.

A qualidade de roteiros variou ao longo da exibição da série, prejudicando o desenvolvimento de alguns personagens e situações.

Como se não bastasse, os protagonistas perdem para os coadjuvantes. Nelson é, de longe, um personagem mais interessante que Nucky; o mesmo vale para a esposa de Jimmy, que se sobrepõe à Margaret.

Mesmo assim, “Boardwalk Empire” se torna um forte candidato ao Emmy, a ponto de ameaçar a soberania de “Mad Men”, por ser uma produção de Martin Scorsese. Quer queiram, quer não, este fator pesa, e muito, na decisão final. Dificilmente a Academia de Televisão negará a Scorsese o prêmio Emmy de Melhor Série Dramática. Ainda mais tendo um episódio dirigido por ele entre aqueles que foram oferecidos para avaliação.

O pacote de episódios de “Boardwalk Empire” não é forte e consistente como os de “Mad Men” e “The Good Wife”. Vários se apóiam na fraca relação entre Nucky e Margaret ou no envolvimento entre Jimmy e a Máfia de Chicago, que poderia ter sido mais aprofundado. Poucos dão destaque aos personagens coadjuvantes, que poderiam contribuir para a série se fortalecer na corrida ao prêmio. Por isso mesmo, o destaque fica por conta de “A Return to Normalcy”, último episódio da temporada, no qual temos um leque maior de situações e personagens, os quais permitem um retrato mais significativo e consistente de “Boardwalk Empire”.

Em quarto lugar fica “Game of Thrones“, série coqueluche do ano que, se não tivesse sido indicada, a Academia seria ‘execrada em praça pública’ pelos fãs, pelos críticos e pela mídia.

Trata-se de uma produção com uma excelente proposta e acabamento visual, mas que peca nos diálogos.

Como comentei aqui, os roteiristas não souberam adaptar a obra literária ao oferecer diálogos excessivamente expositivos e repetitivos, que enfraqueceram a trama e os personagens.

Muitos deles nem precisavam ter suas histórias explicadas neste momento, pois suas ações e trajetórias já teriam sido suficientes para situá-los na trama. Mas os roteiristas acharam por bem explicar nos mínimos detalhes quem é quem e o que querem.

Neste primeiro momento, “Game of Thrones” é uma série de época, visto que os elementos de fantasia propostos pela história não são significativos, o que eleva o potencial da série para a corrida pelo Emmy. Como devem saber, a Academia não tem tradição de favorecer séries de ficção ou fantasia. Ao longo de seis décadas apenas “Além da Imaginação”, “Jornada nas Estrelas (original e Nova Geração)”, “A Bela e a Fera”, “Contratempos”, “Arquivo X”, “Lost”, “Heroes” e “True Blood” foram indicadas nesta categoria, sendo que “Lost” foi a única que saiu vencedora. Mesmo assim, ganhou por seu primeiro ano, quando os elementos fantásticos não eram tão determinantes quanto nas demais temporadas. De qualquer forma, foi um precedente.

O pacote de episódios de “Game of Thrones” tem duas vantagens: favorece todos os personagens introduzidos nesta temporada e forma duplas com episódios em sequência. Por exemplo, o primeiro pacote é composto do piloto e do segundo episódio; o segundo pacote é formado pelos episódios seis e sete; e o terceiro pelos dois últimos episódios. Com isso, as situações propostas conseguem se apresentar com mais clareza para aqueles que não assistiram a temporada quando exibida na TV.

A primeira dupla favorece o núcleo de personagens da família Stark; o segundo favorece o grupo de Daenerys e os Lannisters; já o terceiro traz uma relação de todos os personagens e situações propostas, completando-se com um desfecho. Cada pacote traz um episódio que se sobressai ao outro. Tal como ocorre com “Boardwalk Empire”, a força da série está representada no último episódio, “Fire and Blood”.

Em quinto lugar na lista está “Friday Night Lights“, série já cancelada, que concorre por sua última temporada. Embora aclamada pela crítica, a produção nunca figurou na lista do Emmy nesta categoria. Concordo quando a imprensa americana afirma que a presença da série neste ano é uma forma da Academia tentar reconhecê-la antes que se vá. O que me faz lamentar que não tenham tido a mesma consideração por “A Escuta/The Wire” ou “Battlestar Galactica” que, embora situada em um ambiente de ficção científica, tratava-se de uma série política.

Podemos considerar “Friday Night Lights” como a zebra da noite. Embora não tenha força para ganhar o prêmio sempre existe a possibilidade da Academia enlouquecer e dar à produção o Emmy de Melhor Série Dramática. Mas, embora seja boa, ela não está bem representada.

Os produtores cometeram o erro de escolher os seis últimos episódios da temporada para retratar a série. E visto que se trata da despedida, temos um longo segmento composto por muita choradeira, declarações melosas e posturas nobres adotadas por diversos personagens para definir suas respectivas situações, à base de muito videoclipe, o que, no conjunto geral, prejudicam as chances da série na corrida pelo prêmio. Para os fãs que acompanharam “Friday Night Lights” a temporada pode ter lhes dado um bom final para a série, mas para aqueles que vão conferir apenas esses seis episódios para avaliar a produção, é enjoativo, mesmo quando conferido dois a dois.

Por último está “Dexter”, produção que figura nesta lista todo ano desde 2008. Que os fãs desta série me desculpem, mas “Dexter” entrou nesta lista por força do hábito. Até mesmo o mais apaixonado por esta produção terá de admitir que a quinta foi a pior temporada já produzida até agora.

Com isso, “Dexter” tirou o lugar de séries que mereciam e poderiam ter seus trabalhos reconhecidos pelas indicações ao prêmio, como é o caso de “Treme”, “Men of a Certain Age” ou “Justified”.

Tal como “Game of Thrones”, a produção de “Dexter” entregou episódios sequenciais para a formação de cada dupla. Assim temos os episódios sete e oito; nove e dez; e onze e doze, que representam o final da temporada.

No entanto, existe um desequilíbrio de conteúdo oferecido pelos episódios. Na primeira sequência/dupla, temos uma história que favorece o personagem principal, apresentando-o em sua transição entre as situações que ocorreram na quarta temporada e a que se inicia. Portanto, as histórias são fortemente centradas em sua confusão mental. As duas duplas seguintes salientam sua relação com Lumen, favorecendo a personagem convidada, além de mostrar Debra e suas investigações. Ao meu ver, o único episódio forte deste pacote é o primeiro, que faz a transição entre temporadas.

“Dexter” tem pouca ou nenhuma chance de sair vencedora na cerimônia de domingo à noite. Na verdade, não dá para considerá-la sequer uma zebra na corrida pelo Emmy. Se ganhar, podemos gritar em uníssono: injustiça! Porque não estará recebendo o prêmio por seu desempenho em 2010.

De minha parte, acredito que “Boardwalk Empire” sairá vencedora, mas isto não me impedirá de continuar torcendo por ”Mad Men”. No entanto, não farei ‘cara feia’ se “The Good Wife” receber o prêmio. Se “Game of Thrones” ganhar será apenas ‘a cereja em cima do bolo’, visto que a produção não precisa do prêmio para conquistar o reconhecimento e o respeito da indústria.

A cerimônia de entrega do prêmio será exibida no Brasil pelo canal Warner, a partir das 21h.

18/08/2011

às 12:03 \ Cartazes, Séries Anos 2010-2019

Cartaz de Boardwalk Empire – 2a. Temporada

A nova temporada da série da HBO estreia nos EUA no dia 25 de setembro. Por enquanto, foi liberada apenas esta foto do novo cartaz da série. Assim que uma imagem em alta definição for disponibilizada, substituirei esta. No cartaz está escrito: “saiba quem está atrás de você”. Ainda não há previsão de estreia da segunda temporada no Brasil. Confiram aqui o primeiro trailer divulgado.


 

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