Blogs e Colunistas

A Família Soprano

20/07/2013

às 17:19 \ Curiosidades, Falecimentos, Televisão

Lista: 38 séries que sofreram baixa no elenco pela morte de atores

Cory Monteith

No dia 14 de julho, o público foi surpreendido com a notícia da morte de Cory Monteith, ator que interpretava Finn na série musical Glee. Mais uma vítima de overdose, o ator deixa para os produtores e colegas a difícil tarefa de lidar com sua perda e dar continuidade a uma das séries mais populares dos últimos anos.

Ele não foi o primeiro nem será o último a morrer durante a produção de uma série. Em comparação ao número de séries produzidas, a quantidade daquelas que tiveram que lidar com este problema é até insignificante. Desde o início da produção televisiva até os dias de hoje ocorreram diversos casos parecidos. Alguns provocaram maior comoção, como foi o caso com Cory e daqueles que cometeram suicídio, outros quase passaram despercebidos, seja por interpretarem personagens menores ou por já estarem com a saúde abalada.

Fiz um levantamento das produções sobre as quais me lembrava. A lista limita-se às séries americanas. Se alguém se lembrar de alguma que faltou na lista e quiser contribuir com o levantamento, peço que deixe as informações nos comentários, a título de registro.

A lista segue a ordem alfabética dos títulos em inglês.

John Ritter

01. 8 Simple Rules For Dating My Teenage Daughter – Também conhecida como 8 Simple Rules, a sitcom foi produzida entre 2002 e 2005. A sitcom marcava o retorno de John Ritter, ator que ficou conhecido com Um é Pouco, Dois é Bom e Três é Demais/Three’s Company, na década de 1970. Mas a série perdeu seu astro principal na segunda temporada. Durante a produção do quarto episódio, o ator começou a reclamar de dores no peito. Quando começaram os ensaios, ele se sentiu mal e desmaiou, entrando em coma. Levado para o hospital, Ritter chegou já sem vida. A produção foi suspensa, retornando dois meses depois com a decisão da ABC de incorporar na trama a morte do ator. Assim, Cate (Katey Sagal) fica viúva e responsável por criar seus três filhos, com o apoio de seus pais (James Garner e Suzanne Pleshette) e seu sobrinho (David Spade). A viúva de Ritter chegou a processar o médico do ator, bem como aquele que o atendeu no dia de sua morte, por não terem diagnosticado uma doença cardíaca congênita. O tribunal concluiu que não houve negligência, mas um acordo financeiro foi definido fora dos tribunais.

 

Pete Duel

02. Alias Smith & Jones/Smith & Jones – A série de faroeste foi produzida entre 1971 e 1973, trazendo a história de dois foras da lei que, pensando em conseguir o perdão do governador, fazem um acordo para ficarem longe de problemas. Durante a produção da segunda temporada, o ator Pete Duel se matou, aos 31 anos de idade, com um tiro na cabeça. A polícia chegou a investigar a possibilidade de um crime, visto ter encontrado um segundo buraco de bala na parede da sala, onde Duel foi encontrado morto. Mas as investigações revelaram que o segundo tiro tinha sido disparado alguns dias antes pelo próprio Duel, quando ficou frustrado por não ter sido indicado à diretoria do SAG. Duel apresentava um quadro de depressão e alcoolismo, mas ainda assim sua morte surpreendeu seus colegas e fãs. Embora fosse véspera de ano novo, a produção da série finalizava as filmagens do episódio dezenove. Ao invés de suspender os trabalhos, a Universal ordenou que as filmagens continuassem. No mesmo dia da morte de Duel, o estúdio contratou o ator Roger Davis para substituí-lo. Assim, a série continuou com Davis interpretando o mesmo personagem, como se nada tivesse acontecido. A série durou mais uma temporada.

 

George Reeves

03. The Adventures of Superman/As Aventuras do Superman: a série foi a primeira adaptação de sucesso das histórias de um super-herói para a TV. A fama que ela conquistou na época marcou a carreira do ator George Reeves, que era obrigado por contrato a aparecer em público vestido como Superman para estimular o imaginário das crianças. Participando de eventos para promover a série vestido como o super-herói, também reforçou a identificação do ator com o personagem para os produtores de Hollywood, que evitavam lhe oferecer outros papéis. Em junho de 1959, o ator foi encontrado morto em sua casa, com um tiro na cabeça. A polícia classificou o caso como suicídio, com base em um quadro de depressão e alcoolismo. Mas até hoje existe a dúvida se a morte de Reeves não teria sido acidental ou crime. Quando Reeves morreu, os produtores planejavam a sétima temporada da série. Reeves não foi o único que morreu durante a produção de As Aventuras do SupermanJohn Hamilton, que interpretava Perry White, morreu em 1958, após a produção da sexta temporada. Visto que a série foi cancelada com a morte de Reeves, Hamilton não precisou ser substituído.

 

Jack Soo

04. Barney Miller – Produzida entre 1975 e 1982, a topical sitcom fez muito sucesso em sua época, apresentando a rotina de uma delegacia de polícia. Contando com um grande elenco, ela apresentava histórias sobre a criminalidade em uma grande cidade, bem como a dificuldade da polícia em manter seu trabalho com poucos recursos. Esta é uma das produções que abriram caminho para Chumbo Grosso na década de 1980. Hal Linden liderava o elenco, interpretando o chefe de polícia Barney Miller. Entre os coadjuvantes estava o veterano Jack Soo, que interpretava o detetive Nick Yemana. Em 1978, durante a produção da quinta temporada, o ator foi diagnosticado com câncer no esôfago. A doença se espalhou rapidamente, levando o ator à morte no início de 1979. A série continuou a ser produzida, incorporando na trama a morte do ator. Para homenageá-lo, a produção ofereceu um episódio especial no qual o elenco rompe a quarta parede, dirigindo-se ao público para apresentar uma retrospectiva do trabalho do ator na série. A cena termina com o elenco erguendo um brinde ao colega falecido.

 

Alice Pearce

05. Bewitched/A Feiticeira – Ainda cultuada pelos fãs até hoje, a série foi produzida entre 1964 e 1972. Acompanhando a vida de um bruxa que se casa com um mortal, a série introduziu uma personagem na história que ganhou rapidamente a afeição do público. Nas duas primeiras temporadas, a Sra. Kravitz, a vizinha bisbilhoteira de Samantha, era interpretada pela atriz Alice Pearce, que deu à personagem uma entonação mais cômica. Pouco depois de ter sido contratada, Pearce foi diagnosticada com câncer no ovário. Ao invés de substituí-la, os produtores decidiram mantê-la no elenco. Assim, ela continuou trabalhando enquanto submetia-se ao tratamento. Mas, ao final da segunda temporada, a atriz perdeu sua luta contra o câncer, falecendo aos 48 anos de idade. Quando a produção entrou em sua terceira temporada, Pearce foi substituída por Sandra Gould, que interpretou o mesmo personagem.

Marion Lorne

O mesmo procedimento não ocorreu quando Marion Lorne, que dava vida à Tia Clara, morreu aos 84 anos de idade, vítima de parada cardíaca, pouco antes de iniciar a produção da quinta temporada da série. Sendo um personagem muito querido do público, os produtores decidiram que não havia razão para contratar outra atriz para dar continuidade ao personagem. Assim, Clara deixa de aparecer na casa de Samantha. Pelo que me lembro, a produção não chegou a oferecer uma justificativa para o desaparecimento de Clara. Acredito que ela não tenha sido sequer mencionada depois da morte da atriz. Foi como se ela nunca tivesse existido. Na temporada seguinte, os produtores contrataram Alice Ghostley para interpretar a Tia Esmeralda que, tal como Clara, tinha problemas para controlar seus poderes. A atriz já tinha feito uma participação na segunda temporada da série, interpretando uma mortal.

 

Dan Blocker

06. Bonanza – Produzida entre 1959 e 1973, a série se transformou em um clássico da televisão. Acompanhando as histórias da família Cartwright, o pai Ben e os filhos Adam, Hoss e Little Joe, a série fez parte da vida de diversas gerações de telespectadores, sendo cultuada até hoje. A produção já tinha sofrido com a perda de Pernell Roberts, o intérprete de Adam, que decidiu não renovar seu contrato, deixando o elenco ao final da quinta temporada. Na história, Adam se muda para outro país. Durante um tempo a série conseguiu se equilibrar com as presenças dos demais personagens, mas a produção sofreu um novo baque em 1972, pouco antes de iniciar a produção da 14ª temporada. Dan Blocker, que interpretava Hoss, submeteu-se a uma cirurgia de vesícula. Naquela época, o procedimento para este tipo de operação era mais precário. Após nove dias em recuperação, Blocker começou a ter dificuldades para respirar. Exames mostraram que um coágulo de sangue tinha se formado, possivelmente em consequência da cirurgia, se instalando nos pulmões. Levado novamente à sala de cirurgia, Blocker faleceu vítima de parada cardíaca durante o procedimento. Na série, Hoss morre afogado tentando salvar a vida de uma mulher. Para preencher o vazio deixado pelo ator, os produtores chamaram de volta David Canary, que interpretara o vaqueiro Candy entre 1967 e 1970, e introduziram mais um ajudante, Griff (Tim Matheson). Ao final da 14ª temporada, apesar de manter uma boa audiência, a série foi cancelada pela NBC.

 

Nicholas Colasanto

07. Cheers - Esta é uma sitcom produzida entre 1982 e 1993, que acompanhava a vida de Sam Malone (Ted Danson), proprietário de um bar. Cada episódio mostrava como Malone lidava com seus problemas pessoais e profissionais. Em paralelo, o público acompanhava a vida dos demais funcionários do bar e dos frequentadores. Nicholas Colasanto interpretava Ernie, um ex-treinador de futebol que atuava como bartender. Na terceira temporada da série, sofrendo de problemas cardiovasculares, Colasanto precisou ser internado, com um quadro de água nos pulmões. Após ser liberado do hospital, Colasanto tentou voltar ao trabalho, mas o departamento médico da produção não aprovou seu retorno. O ator morreu em fevereiro de 1985, de parada cardíaca, enquanto assistia televisão. A morte do ator foi incorporada na trama e seu personagem foi substituído por Woody, interpretado por Woody Harrelson, no início da quarta temporada.

 

Freddie Prinze

08. Chico and the Man – Esta é uma série que faz parte da leva das topical sitcoms produzidas na década de 1970. Exibida entre 1974 e 1978, a sitcom acompanhou a amizade que surge entre um americano rabugento dono de uma garagem e um jovem mexicano otimista que trabalha para ele. Freddie Prinze, de 22 anos, interpretou Chico durante as três primeiras temporadas da série. Em janeiro de 1977, Prinze foi encontrado em sua casa com um tiro na cabeça. O ator chegou a ser levado ao hospital, onde os médicos declararam sua morte cerebral. Os aparelhos foram desligados dois dias depois. Tendo em vista o quadro de depressão e abuso de drogas de Prinze, a polícia concluiu que ele se suicidara. Sua mãe lutou por dois anos na justiça para reabrir o caso. Em 1979, a corte declarou que a morte do ator foi acidental. Faltando apenas quatro episódios para finalizar a terceira temporada, a produção da série continuou. O primeiro episódio inicia explicando para o público que Chico foi para o México para tentar se reconciliar com o pai. No último episódio foi introduzido Raul (Gabriel Melgar), um menino mexicano que entrou clandestinamente nos EUA. Ele é adotado por Ed (Jack Albertson) e a quarta e última temporada foi produzida.

 

Madeline Kahn

09. Cosby – Esta é a sitcom que trouxe Bill Cosby e Phylicia Rashad de volta à TV depois do sucesso conquistado na década de 1980 com Cosby Show. Produzida entre 1996 e 2000, a série apresentava a vida de Hilton (Cosby), um aposentado que tenta se ajustar à sua nova vida. Rashad interpretava sua esposa Ruth, que mantém seu próprio negócio tendo como sócia sua amiga Pauline, personagem interpretada pela veterana Madeline Kahn. Em 1998, durante a produção da terceira temporada, a atriz foi diagnosticada com câncer no ovário. Mantendo suas atividades na série, a atriz se submeteu ao tratamento de quimioterapia. Mas Madeline perdeu a luta contra o câncer, falecendo durante a produção do nono episódio da quarta temporada. Sua morte foi incluída na trama e mais onze episódios foram produzidos para fechar a temporada. Ao final daquele ano, a série foi cancelada por baixa audiência.

 

Jon-Erik Hexum

10. Cover Up/Retrato Falado – Esta foi uma série de aventura produzida entre 1984 e 1985. Na história, Danielle Reynolds (Jennifer O’Neill) é uma fotógrafa de moda casada com um agente do governo. Quando ele é assassinado, Dani decide assumir seu lugar. Mantendo a fachada como fotógrafa, ela viaja pelo mundo na companhia de Mac (Jon-Erik Hexum), um agente do governo que se faz passar por modelo. Durante a produção do oitavo episódio, que traz o título de Golden Opportunity, Hexum precisou gravar uma cena na qual seu personagem, sentado na cama, pega um revólver calibre .44 e o carrega com balas de festim. Depois de gravar uma vez, o diretor decidiu fazer uma nova tomada sob outro ângulo. Enquanto aguardava os ajustes de cena, Hexum começou a brincar com a arma. Ele descarregou o revólver deixando apenas uma bala no tambor. Em seguida, começou a brincar de roleta russa. Quando ele colocou a arma na cabeça e disparou, o festim o atingiu ferindo-o gravemente. Sangrando e consciente, mas incapaz de falar, ele foi levado ao hospital. Após passar cinco horas na sala de cirurgias, o ator precisou ser ligado a aparelhos. Seis dias depois, ele foi declarado clinicamente morto. Os aparelhos foram desligados e seus órgãos doados pela família. Faltando quatorze episódios para finalizar a primeira temporada, a rede CBS decidiu substituir o ator por Anthony Hamilton, que interpretou Jack, um novo agente designado para trabalhar com Dani enquanto Mac está em uma missão solo. Ao final do primeiro episódio em que ele aparece, Jack diz a Dani que Mac não vai mais voltar. Subentende-se que o personagem foi morto em ação.

 

Jim Davis

11. Dallas – A série, que se tornou um marco na TV americana entre 1978 e 1991, precisou lidar com a perda de Jim Davis, ator que interpretou o patriarca da família Ewing. Durante a quarta temporada ficou claro para os produtores que a saúde de Davis estava declinando. Com 71 anos de idade, o ator lutava contra um câncer. Desta forma, decidiram produzir uma cena para o episódio New Beginnings no qual Jock e dona Ellie decidem fazer uma viagem de segunda lua-de-mel. A ideia era tirar o personagem da série caso o ator não estivesse em condições de retornar para uma nova temporada. Antes mesmo que o último episódio da temporada fosse exibido, o ator morreu. No início da temporada seguinte, dona Ellie retorna da viagem dizendo que o marido decidiu ir para a América Latina cuidar de negócios importantes. Dez episódios depois, ela recebe a notícia de que seu marido morreu em um acidente de helicóptero. Sem que seu corpo fosse encontrado, Jock só foi declarado oficialmente morto dezenove episódios depois. Ao longo da série, os produtores ainda utilizaram o recurso de introduzir Wes (Steve Forrest), um homem que se faz passar por Jock. Tendo sobrevivido ao acidente e passado por uma cirurgia plástica, ele tenta ocupar o lugar de Jock. Na oitava temporada, dona Ellie se casa com Clayton (Howard Keel), outro rancheiro.

 

Larry Hagman

12. Dallas – Vinte anos depois do cancelamento da série original, o canal CW TNT lança uma nova versão de Dallas, que dá continuidade à sua história, desta vez acompanhando a vida dos filhos de JR (Larry Hagman) e Bobby Ewing (Patrick Duffy). Para dar validade à nova produção, os atores que deram vida aos famosos personagens foram chamados de volta. Durante a produção da primeira temporada, Hagman foi diagnosticado com câncer, durante os exames de rotina ao qual os atores são submetidos pela produção de uma série. Embora tenha se submetido a um tratamento, Hagman veio a falecer em 2012, depois de filmar seis episódios dos doze que seriam produzidos para a segunda temporada. A morte do ator representou a morte de um ícone da cultura popular. JR foi enterrado quatro meses depois que seu protagonista.

 

Joseph Kearns

13. Dennis the Menace/O Pimentinha – Inspirada no personagem que surgiu nas tiras de quadrinhos, a sitcom foi produzida entre 1959 e 1963. A história acompanhava a vida de Dennis (Jay North), um garotinho que, apesar das boas intenções, vivia aprontando arte. O sr. Wilson (Joseph Kearns) era quem mais se incomodava com ele. Tentando aproveitar sua aposentadoria, ele tinha sua paz e tranquilidade constantemente abaladas por Dennis. Faltando apenas seis episódios para finalizar a terceira temporada, Kearns faleceu vítima de uma parada cardíaca. Os produtores tiveram pouco tempo para preparar o episódio seguinte, no qual John Wilson, irmão de George, chega na cidade para fazer companhia à cunhada Martha enquanto o Sr. Wilson está viajando. No último episódio da temporada, Martha vende a casa para John e se muda para outra cidade com o marido (que não aparece no episódio). A série teve mais uma temporada antes de ser cancelada. A justificativa que foi dada na época era o fato de Jay ter crescido muito, não podendo mais interpretar o personagem.

 

Lynne Thigpen

14. The District – Exibida entre 2000 e 2004, a série apresentou a rotina de trabalho de Jack Mannion (Craig T. Nelson), chefe do departamento de polícia de Washington. Entre seus colegas estava Ella Farmer, analista de computadores interpretada por Lynne Thigpen, atriz que fez carreira no teatro musical. Ela migrou para o cinema quando o musical Godspell foi adaptado. Depois de diversas participações em séries, e de dublar a chefe na animação Em que Lugar da Terra está Carmen Sandiego?, Lynne entrou para o elenco de The District. Mas, durante a produção da terceira temporada, a atriz começou a sentir fortes dores de cabeça. Não consta que ela tenha procurado um médico. Poucos dias depois, ela foi encontrada morta em sua casa. A causa da morte foi divulgada como sendo hemorragia cerebral. Faltando seis episódios para finalizar a temporada, a produção suspendeu os trabalhos por uma semana. Quando retornou, sua morte foi incorporada à série. Mannion se nega a aceitar sua morte ao longo de quatro episódios. No penúltimo da temporada, ele finalmente aceita o fato.

 

Barton Yarborough

15. Dragnet – Produzida entre 1952 e 1959, a série (que surgiu no rádio) se tornou um clássico da televisão americana, gerando um retorno entre 1967 e 1970, outro em 1989 e um terceiro em 2003, e mais três filmes. A série acompanhou a rotina de trabalho do Sargento Friday (Jack Webb) da polícia de Los Angeles ao lado do Sargento Ben Romero, interpretado por Barton Yarborough, que após a produção dos dois primeiros episódios morreu vítima de um ataque cardíaco. Ao longo dos onze episódios seguintes, ele foi substituído por Ken Peters e depois por Barney Phillips, que interpretaram os sargentos Cummings e Jacobs. Quando a segunda temporada estreou, o ator Herb Ellis assumiu a função de parceiro de Friday, como o oficial Frank Smith. Depois de cinco episódios, ele foi substituído por Ben Alexander, que permaneceu ao longo da série interpretando Smith. Visto que os episódios eram exibidos fora da ordem de produção, o público acompanhou as idas e vindas de Ellis e Alexander vivendo o mesmo personagem.

 

Diana Hyland

16. Eight is Enough/Oito é Demais – Produzida entre 1977 e 1981 a série foi uma dramédia familiar de sucesso da rede ABC. Inspirada na vida do escritor Thomas Braden, a história acompanhava a rotina de uma família com oito filhos. Depois da produção do episódio piloto, a atriz Diana Hyland, que interpretava Joan, a esposa de Tom (Dick Van Patten), ficou doente. Anos antes da produção da série ter início, ela tinha passado por um tratamento de câncer de mama. Agora, acreditando que apenas sofria de fadiga, a atriz se submeteu a novos exames que revelaram que o câncer voltara e se espalhara pela coluna, chegando ao cérebro. Diana continuou trabalhando enquanto se submetia a uma nova sessão de quimioterapia. Ela aguentou até o quarto episódio, quando então revelou sua situação para a produção que a afastou dos trabalhos. Na história, sua personagem viaja para ajudar uma parente que teve um bebê. A atriz morreu após a exibição da primeira temporada, que teve apenas nove episódios, exibidos na midseason de 1977. Renovada, a série retornou para sua segunda temporada, que inicia explicando para o público que há três meses Tom perdeu a esposa. Agora viúvo, ele precisa cuidar dos oito filhos. Ao longo dos episódios, ele conhece Abby (Betty Buckley), com quem se casa em um especial de duas horas de duração.

 

Dolph Sweet

17. Gimme a Break! – Esta é uma sitcom produzida entre 1981 e 1987, que gira em torno de Nell (Nell Carter), uma governanta afro-americana que trabalha na casa de um viúvo e suas três filhas. Ele era interpretado por Dolph Sweet que, ao final da terceira temporada, começou a ter problemas de saúde. Em agosto de 1984, ele foi submetido a uma cirurgia exploratória, a qual revelou que Dolph sofria de câncer no pâncreas. A série tinha sido renovada para a quarta temporada e assim Dolph voltou ao trabalho. Devido à fadiga, ele perdeu as filmagens de quatro episódios, nos quais foi substituído por John Hoyt e Telma Hopkins, que interpretaram o avô das crianças e uma amiga de Nell, respectivamente. O ator aguentou até o final da quarta temporada. Renovada, a série voltou para sua quinta temporada, quando é revelado ao público que o personagem de Dolph morreu. Seus filhos ficaram sob os cuidados de Nell, que se torna a mãe adotiva deles. A série se estendeu até a sexta temporada, quando foi cancelada.

 

Kevin Peter Hall

18. Harry and the Hendersons/Um Hóspede do Barulho – Produzida entre 1990 e 1993, a série é uma adaptação do filme exibido nos cinemas em 1987. Na história, a família Henderson atropela o Pé Grande (ou Sasquatch) durante sua viagem de férias. Depois de cuidar dele, eles decidem adotá-lo. O maior problema era manter Harry (como era chamado) escondido dos vizinhos. Tanto no filme quanto na série, o Pé Grande era interpretado por Kevin Peter Hall, mais conhecido dos fãs de série por Curto Circuito/Misfits of Science. Em 1990, o ator sofreu um grave acidente de carro, que o levou a ser submetido a uma cirurgia. Durante o procedimento, ele recebeu sangue contaminado com o vírus da AIDS, doença que se manifestou alguns meses depois. Hall faleceu durante a produção da primeira temporada, aos 35 anos. Visto que ele utilizava uma fantasia, sua substituição não foi percebida pelo público. Na segunda temporada o personagem foi interpretado por Dawan Scott e na terceira por Brian Steele.

 

Michael Conrad

19. Hill Street Blues/Chumbo Grosso – Produzida entre 1981 e 1987, a série se tornou um marco na história da televisão americana. A trama acompanhou a vida e o trabalho de diversos policias de um departamento de polícia. Entre eles estava o sargento Phil Esterhaus, interpretado pelo veterano Michael Conrad. Rosto conhecido dos fãs de séries por suas participações em diversas produções entre as décadas de 1950 e 1980, Conrad integrava o elenco de sua segunda série, a primeira a lhe dar um reconhecimento nacional. Mas, durante a produção da terceira temporada, o ator foi diagnosticado com câncer uretral. Conforme a doença foi progredindo, sua presença na série foi sendo reduzida. O ator morreu durante a quarta temporada. Na história, foi dito que o personagem morreu vítima de parada cardíaca durante o ato sexual com sua noiva. Conrad foi substituído por Robert Pronsky, que interpretou o sargento Stan Jablonski.

 

Anne Baxter

20. Hotel – Série de Aaron Spelling produzida entre 1983 e 1988. A história acompanhou a vida dos funcionários e hóspedes de um hotel, que era de propriedade de Laura Trent, personagem interpretada pela veterana Bette Davis. Esta seria a primeira série de Davis, que já tinha feito participações em outras produções. Embora tenha filmado o piloto, a atriz estava relutante em fazer parte do elenco da série, caso ela tivesse sua produção aprovada. Neste meio tempo, Davis sofreu um derrame, que a afastou definitivamente da produção. Assim, quando a série foi aprovada, Davis foi substituída por outra veterana, a atriz Anne Baxter, que na década de 1950 trabalhou com Davis no filme A Malvada. Anne interpretou Veronica, irmã de Laura, que assume o comando da empresa. Durante a produção da segunda temporada, Baxter morreu repentinamente, vítima de aneurisma cerebral. Ao invés de substituí-la, os produtores decidiram que o personagem de James Brolin, que era o gerente do hotel, herdaria a empresa. Assim, ele assumiu o comando do hotel até o último episódio da quinta temporada, quando a série foi cancelada.

 

Samantha Smith

21. Lime Street/Culver, Agente de Alto Nível – Esta é uma série que teve apenas uma temporada de oito episódios produzidos em 1985. Estrelada por Robert Wagner, a série apresentou a história de um viúvo que morava em um rancho com duas filhas e o pai. Enquanto cuidava das filhas ele ainda atuava como investigador de seguros. A filha mais velha era interpretada por Samantha Smith, uma menina que aos dez anos de idade ficou conhecida por ter escrito uma carta para Yuri Andropov, presidente da União Soviética, na qual expressava suas preocupações sobre uma possível guerra nuclear entre os dois países. A carta foi publicada no jornal Pravda, chamando a atenção dos jornalistas americanos, que localizaram Samantha, transformando-a em celebridade. O frenesi da mídia levou o Presidente soviético a responder a carta e a convidá-la a visitar a Rússia. Acompanhada pela imprensa e pela família, Samantha passou duas semanas conhecendo a União Soviética. Na sua volta aos EUA, ela escreveu um livro, participou de talk shows e foi convidada para participar de diversos programas. Foi assim que ela chegou no elenco de Lime Street. Após finalizar as filmagens do quarto episódio, Samantha e seu pai, que estavam em Boston, pegaram um avião de pequeno porte para voltar para casa no Maine. Ao se aproximar do aeroporto, a aeronave sofreu uma pane, caiu e pegou fogo, matando os passageiros e tripulantes. A produção ainda completou os quatro episódios seguintes, sem substituir a atriz ou justificar sua ausência. A perda trágica da atriz esfriou os ânimos dos produtores e do elenco. A baixa audiência conquistada pela série (que não conseguiu enfrentar a concorrência de As Supergatas), a levou a ser cancelada.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

23/06/2013

às 13:39 \ Atores, Séries Anos 1990-1999

Gandolfini, para sempre Tony Soprano

A morte de James Gandolfini esta semana na Itália fez o público lembrar que o sucesso de A Família Soprano/The Sopranos se deve ao carisma e ao talento do ator. Criada em torno de Tony Soprano, a série dependia de alguém que pudesse estabelecer rapidamente seu personagem.

Tudo começou em 1995, quando David Chase (Arquivo Confidencial) decidiu criar uma série que retratasse a relação que ele tinha com sua própria mãe. Na história, inicialmente concebida como uma comédia/dramédia, Tony seria o chefe da máfia de New Jersey que, ao internar a mãe em um asilo, começa a se sentir culpado por abandoná-la. Na tradição italiana, os filhos cuidam dos pais até o fim da vida. Assim, sua crise de consciência o leva a procurar um terapeuta.

Esta era a ideia central que foi oferecida a diversos canais da rede aberta. Ao ler o enredo, os diretores de programação da época criticavam o fato de que um mafioso precisaria da ajuda de um terapeuta (o filme A Máfia no Divã ainda não tinha sido lançado nos cinemas).

Passando o projeto de canal em canal, Chase conseguiu despertar o interesse da Fox, que encomendou o roteiro do episódio piloto para avaliação. No entanto, o canal, que surgiu para ser mais audacioso em sua programação, chegou à conclusão de que não desejava ter uma série sobre uma família mafiosa em sua grade. Sem opções, Chase se voltou para os canais a cabo.

Nesta época, Oz – a Vida é uma Prisão fazia sucesso junto a crítica. A boa receptividade da comédia The Larry Sanders Show estimulou a HBO a investir em séries dramáticas que pudessem atender seu público acostumado às produções cinematográficas exibidas pelo canal. Assim, o objetivo da HBO era o de oferecer séries com ‘ares’ de cinema. Oz abriu esta porta, incentivando roteiristas e produtores a levarem seus projetos para o canal. Chase foi um deles.

Acreditando que a proposta de Chase tinha consistência de personagens e enredo, Carolyn Srauss, diretora do departamento de entretenimento do canal na época, levou o projeto para os demais executivos da HBO. A maior preocupação era a de que o público não aceitasse um personagem como Tony. Agora desenvolvida como uma série dramática, a história acompanharia a trajetória de um homem de meia idade que conseguiu conquistar tudo o que queria na vida, mas ainda assim passa pelo inevitável autoquestionamento e pela queda, retratando o perfil dos EUA e da geração baby boomer.

A produção da série dependia da escolha do ator certo para interpretar Tony Soprano, já que sem ele a história não existe. O roteiro, a direção e a estética poderiam ser impecáveis, mas se o ator que desse vida ao protagonista não conseguisse atingir o mesmo nível, A Família Soprano se transformaria em apenas mais uma produção sobre a máfia.

(E-D) Gandolfini, Steven Van Zandt e Tony Sirico

Entre os atores que disputaram o papel estão Anthony LaPaglia (Without a Trace), Steven Van Zandt (que ficou com o personagem Silvio Dante), Michael Rispoli (que ficou com o personagem Jackie Aprile) e John Ventimiglia (que ficou com Artie Bucco). Ilene Landress, produtora executiva da série, era uma das responsáveis por conduzir os trabalhos em torno dos testes de atores para o papel. Ela já tinha ouvido falar de Gandolfini, conhecido do meio por interpretar bandidos e sujeitos grosseiros. Mas, segundo Landress em entrevistas da época, ela percebeu em sua atuação a sensibilidade necessária para definir o personagem.

Contratar Gandolfini, um nome desconhecido do grande público e com uma aparência que não poderia ser classificada como galã, foi uma grande ousadia do canal. Resumindo, era tudo ou nada. Gandolfini correspondeu às expectativas da HBO e dos produtores. Quando A Família Soprano estreou em 10 de janeiro de 1999, a crítica destacou seu trabalho como referência da qualidade da série. Para o ator, o personagem foi um grande desafio. Inicialmente a carga de trabalho, na qual ele filmava a média de dezesseis horas por dia e decorava diariamente quatro a cinco páginas de diálogos (em que Tony conversa com a terapeuta), fez com que o ator entrasse em pânico diversas vezes.

Depois que o piloto foi produzido, Chase e os demais produtores e atores ficaram aguardando a decisão da HBO. Enquanto o canal avaliava o resultado para decidir se aprovaria ou não a produção da série, Chase chegou a elaborar o plano B. No caso da HBO decidir não aprovar A Família Soprano, ele imploraria de joelhos para que um segundo episódio pudesse ser produzido com o objetivo de finalizar a situação para que a história pudesse ser exibida como telefilme. O plano B foi descartado quando o canal telefonou ao produtor encomendando mais doze episódios para a primeira temporada.

Com a exibição da série, vieram as indicações a prêmios como Emmy, Golden Globe, WGA Awards e Peabody. A Família Soprano e Sex and the City abriram as portas para a produção seriada da TV a cabo no circuito de prêmios, quando se tornaram as primeiras séries a levar o Emmy (até então, apenas telefilmes e minisséries tinham levado o prêmio). Em 2004, depois de ser indicada três vezes, a série derrotou a favorita The West Wing, que vinha ganhando nesta categoria nos últimos quatro anos.

Em sua história, A Família Soprano ganhou o Emmy de melhor produção apenas duas vezes. Além de The West Wing, a série também perdeu para O Desafio/The Practice24 Horas. Por curiosidade, Joseph, da TNT, foi a primeira minissérie de um canal a cabo a ganhar o Emmy em sua categoria, em 1995; enquanto Da Terra à Lua foi a primeira da HBO a levar o prêmio nesta categoria em 1998.

Gandolfini e Edie Falco em cena de 'A Família Soprano'

A série chegou ao fim em 2007, com a exibição de um último episódio que gerou polêmica. Tal qual ocorreu na década de 1960, quando O Prisioneiro apresentou sua conclusão, A Família Soprano encerrou sua trama com uma situação que ficou em aberto, permitindo que o público fizesse sua própria interpretação dos fatos apresentados. Na opinião de Chase, não havia motivos para dar ao público uma explicação ou uma recompensa. Vamos considerar que acompanhar a série já é uma grande recompensa para aqueles que procuram algo de qualidade na TV.

Nos anos seguintes, muitos alimentaram a esperança de que um dia um filme fosse produzido para que o público pudesse ter uma ideia concreta sobre o que aconteceu com Tony naquela noite em que ele foi jantar com a família. A morte de Gandolfini colocou um ponto final na história.

Nos últimos anos de vida, Gandolfini trabalhou em diversos filmes, geralmente interpretando o coadjuvante, algo que ele dizia preferir. Mas é como Tony Soprano que ele será para sempre lembrado.

Ele deixa em aberto o remake de Criminal Justice. Esta é uma série britânica que foi transformada em minissérie americana pelo canal HBO. O ator chegou a filmar o primeiro episódio, que serviu para avaliação do canal. Ainda não há informações sobre se a HBO pretende dar continuidade a esta produção com outro ator ou se ela será cancelada. Outro projeto no qual Gandolfini estava trabalhando (desta vez apenas como produtor) era Taxi-22, remake de série franco-canadense. Originalmente oferecido para a HBO, que a rejeitou, o projeto foi resgatado pela CBS, que já anunciou que dará continuidade ao seu desenvolvimento para avaliação.

Com a ajuda de pessoas importantes do governo americano, a família de Gandolfini conseguiu acelerar o processo de liberação do corpo do ator para ser trasladado para os EUA. Ele chegará na segunda-feira, dia 24, e será enterrado na quinta-feira, dia 27 de junho.

Em nota divulgada à imprensa, Michael Kobold, amigo e porta voz da família, agradeceu a ajuda do governo americano, em especial a de John Kerry e o Departamento de Estado, bem como aos funcionários do Departamento do Estado italiano, que trabalharam dia e noite para ajudar na liberação do corpo; além do apoio do ex-Presidente Bill Clinton, da ex-Secretária de Estado Hillary  Clinton, da Vice Consulesa Patricia Hill e demais funcionários da Embaixada Americana em Roma. Kobald também estendeu os agradecimentos da família à HBO e à United Airlines.

Cliquem nas fotos para ampliar. 

21/06/2013

às 12:19 \ Atores, Falecimentos, Séries Anos 1990-1999

Autópsia confirma a causa da morte de James Gandolfini

James Gandolfini

Um porta voz da família de James Gandolfini confirmou esta manhã que a causa da morte do ator foi de fato uma parada cardíaca provocada por causas naturais. Nenhuma substância química foi encontrada em seu corpo.

Uma nota oficial divulgada à imprensa por Michael Kobold, amigo de Gandofini, diz que: ‘James veio à Itália para passar as férias com a família. Ele teve um ótimo dia. Visitou o Vaticano e jantou em seu hotel na companhia de seu filho, enquanto aguardava a chegada de sua irmã. Hoje recebemos o resultado da autópsia que definiu a causa da morte como parada cardíaca, provocada por causas naturais. Segundo a autópsia, mais nada foi encontrado em seu sistema. Estamos todos devastados por sua perda. James era um marido devotado um pai amoroso para seus dois filhos, um irmão e um primo com quem sempre se podia contar. Agradecemos a todos pela privacidade neste momento difícil’.

Gandolfini faleceu na quarta-feira, dia 19 de junho, aos 51 anos de idade. Segundo vem sendo divulgado pela imprensa americana, depois que voltou para o hotel, ele passou mal enquanto estava no banheiro. Sendo socorrido pelo filho de treze anos, que pediu ajuda ao gerente, o ator foi levado ao hospital ainda com vida onde, após várias tentativas para ressuscitá-lo, teve sua morte declarada pelos médicos que o atenderam.

O funeral do ator será realizado em Nova Iorque em data ainda a ser definida. Segundo Kobold, o processo de liberação do corpo pode levar até dias úteis (a partir da divulgação da autópsia) em virtude da burocracia italiana. A expectativa é a de que o governo italiano consiga acelerar o processo.

'A Família Soprano'

A morte de Gandolfini elevou a venda de DVDs da série A Família Soprano/The Sopranos produção da HBO estrelada por Gandolfini. Ela se tornou uma das séries mais vendidas pelo site Amazon nos dois últimos dias e uma das mais baixadas pelo site iTunes, da Apple. No Brasil, a HBO  começa a exibir a partir de hoje uma maratona de episódios selecionados de A Família Soprano e de alguns filmes estrelados pelo ator.

Confiram a lista dos títulos, as datas e os horários, lembrando que a série completa já foi lançada em DVD no Brasil.

Cliquem nas fotos para ampliar.

HBO

22 de junho –  a partir da meia noite

Maratona de 10 episódios selecionados de A Família Soprano:

1ª temporada: Episódios 1 e 5
2ª temporada: Episódio 13
3ª temporada: Episódios 4 e 11
4ª temporada: Episódios 9 e 13
5ª temporada: Episódios 3 e 12
6ª temporada: Episódio 21

22 de junho – 16h45

Cinema Verité – Telefilme

HBO SIGNATURE

11 e 13 de julho –  Cinema Verité

21 a 23 de julho – Maratona de 10 episódios selecionados de A Família Soprano

HBO GO  - SKY

A partir de 20 de junho

Todas as temporadas da série A Família Soprano, e os filmes In the Loop (spinoff cinematográfica da série britânica The Thick of It) e Cinema Verité estarão disponíveis em uma área especial do site para os assinantes SKY que possuem acesso à HBO GO.

Em breve:

Stories USA e Alive Day Memories: Home From Iraq, documentários produzidos pelo ator.

HBO On Demand  - NET Now

De 22 de junho a 10 de agosto

In the Loop, Cinema Verité, Stories USA, Alive Day Memories: Home From Iraq e A Família Soprano (1ª temporada: Episódios 1 e 5;  2ª temporada: Episódio 13; 3ª temporada: Episódios 4 e 11; 4ª temporada: Episódios 9 e 13; 5ª temporada: Episódios 3 e 12; 6ª temporada: Episódio 21).

08/06/2013

às 13:40 \ Opinião, Televisão

Comentários: as melhores séries de todos os tempos

Esta semana o Sindicato dos Roteiristas Americanos divulgou uma lista onde constam os 101 melhores programas ficcionais de todos os tempos. Como normalmente ocorre, a lista não agradou a todos que esperam ver suas séries favoritas incluídas.

Em maio de 2012, quando o WGA (Writers Guild of America) anunciou que iria elaborar a lista, foi dito que seriam levados em consideração apenas programas com o mínimo de seis horas produzidos (o que deixou os telefilmes de fora), falados em inglês e que tivessem sido exibidos nos EUA. Na avaliação, não seria levada em consideração a popularidade do programa, direção, edição, estética ou atuação, apenas o roteiro que, além de bem desenvolvido, teria que refletir a cultura de sua época.

A lista surpreendeu por algumas escolhas e pela ausência de programas que, pelo roteiro, precisavam ter sido incluídos. Por exemplo, I Love Lucy e O Prisioneiro entraram apenas pelo piloto, quando deveriam ser representados por todos os episódios ou, no caso de I Love Lucy, teria que entrar pelo menos as três primeiras temporadas. Mas, se ainda assim quisessem escolher apenas um episódio, este teria que ser L. A. at Last e não o piloto. Além da Imaginação aparece apenas pela primeira temporada, quando a qualidade da série se manteve ao longo de sua duração, talvez caindo o nível na última temporada; Jornada nas Estrelas é representada por toda a série, quando até mesmo os trekkers concordam que a última temporada ofereceu episódios muito abaixo de seu potencial; o mesmo vale para Arquivo X e House que, a partir da quinta temporada perderam seu valor. E assim por diante.

Acho extremamente difícil (se não impossível) elaborar uma lista das melhores séries de todos os tempos. O principal problema é que, para fazer essa lista, seria necessário conhecer todas as séries já produzidas ou pelo menos conhecer uma amostragem considerável. Ainda assim, apenas ter conhecido não é o suficiente. Seria preciso rever tudo, com o objetivo de seleção, porque não dá para confiar na memória. Também não dá para confiar na fama conquistada pela série quando exibida (a exemplo de As Panteras Baywatch, que fizeram muito sucesso mas jamais conseguiriam entrar na lista de melhores roteiros). Muitos poderiam utilizar a crítica publicada na época como referência, mas aí seria a opinião de terceiros e não da pessoa que está encarregada de dar seu voto.

Elenco de 'A Família Soprano'

O que pareceu muito bom na época que foi exibido pode não ter o mesmo significado hoje. Um bom roteiro é aquele que, representando sua época, consegue sobreviver à passagem do tempo. E aí entra outra questão. Na minha opinião, a lista não deveria incluir as séries que ainda estão em produção, porque para avaliar se a qualidade do roteiro sobreviveu ao tempo é necessário que passe, pelo menos, dez anos do fim de sua produção.

Desta forma, Mad Men, Breaking Bad, 30 Rock, Friday Night Lights e tantas outras que figuram na lista, não poderiam ser levadas em consideração. Também não deveriam considerar séries apenas pelo episódio piloto (que configura telefilme) ou os talk shows (que poderiam figurar em uma lista própria). Afinal, eles são essencialmente programas de entrevistas, apenas uma parte é dedicada aos shows de stand-ups do apresentador.

Entre as séries esquecidas ou desconsideradas, acho um erro não terem incluído Cidade Nua (anos 50), Combate (anos 60), Maude (anos 70), Blackadder, Yes Prime Minister (ambas britânicas dos anos 80), Da Terra à Lua (anos 90) ou Slings & Arrows (canadense dos anos 2000 – se bem que estou em dúvida sobre quando ela estreou nos EUA), só para citar algumas. Estas certamente entrariam na minha lista.

Com relação aos dois primeiros lugares da lista, que coincidentemente representam os gêneros drama e comédia, acho que A Família Soprano é uma das melhores séries já produzidas pela TV americana e merece figurar entre as dez primeiras da lista. Seu valor histórico é inquestionável. Graças ao sucesso de Oz (que figura em último lugar da lista), David Chase ofereceu A Família Soprano para a HBO, abrindo as portas para outras produções de qualidade artística e de conteúdo. Seu desenvolvimento de roteiro (personagens e situações) é primoroso e sua estética cinematográfica é um verdadeiro exemplo da capacidade da TV de oferecer produtos tão bons quanto ou melhores que o cinema.

Ainda assim, se eu tivesse que escolher que série mereceria figurar em primeiro lugar, apenas pela qualidade de seu roteiro e representação cultural, esta seria The Wire. Apesar de todas as mudanças que A Família Soprano promoveu, ela ainda oferece um roteiro que se apóia no tradicional, ou seja, ele acompanha a vida de um protagonista em torno do qual os demais personagens giram. Direta ou indiretamente, seus desejos, suas vontades, suas ações e opiniões determinam o rumo da história e daqueles que fazem parte da trama. Se tirarmos Tony Soprano da história, a série fica aleijada e perde seu sentido.

Em The Wire, criada por David Simon, o protagonista é a cidade de Baltimore e o tráfico de drogas. Além de oferecer belíssimos personagens e desenvolvimentos de situações, a série inovou ao mudar de foco a cada temporada. Na primeira, temos o trabalho da polícia contra o tráfico de drogas; na segunda, a relação da sociedade com o tráfico; na terceira, a política do governo no combate ao tráfico; na quarta temos a ação do sistema educacional na prevenção e combate às drogas dentro das escolas; e na quinta, a relação dos meios de comunicação no combate ao tráfico. Tendo em vista as mudanças de foco, cada temporada elegia uma espécie de protagonista da trama, levando os demais personagens a figurarem como coadjuvantes, mesmo tendo ganho destaque na temporada anterior. A série se transformou em matéria acadêmica, mas nunca recebeu um Emmy ou foi paparicada pela mídia (embora tenha recebido o apoio da crítica).

Elenco de 'Seinfeld'

O segundo lugar da lista divulgada pelo WGA é ocupado pela série Seinfeld que, por ser comédia, é considerada a melhor sitcom da TV americana. Jamais escolheria a série como a melhor comédia de todos os tempos (e olha que sou fã de Seinfeld).

Além de resgatar o tipo de humor que se fazia nas décadas de 1940 e 1950 no vaudeville/variedades e programas humorísticos, a série promoveu uma transformação cultural negativa na produção de sitcoms. Quando foi classificada como uma série sobre o nada, slogan no qual a NBC se apoiou para divulgá-la, Seinfeld passou a ser utilizada como referência dos produtores que tentaram reproduzir seu sucesso. Com isso, apesar de algumas exceções, como Arrested Develompent, 30 Rock ou Parks and Recreation, por exemplo, as sitcoms da rede aberta esvaziaram seu conteúdo. Eles (e nós) ainda estão pagando pelo erro de acreditar que Seinfeld é uma sitcom sobre o nada. É uma série sobre comportamentos e consequências.

Retratando o comportamento de pessoas como elas realmente são (em suas mentes) e não como elas se apresentam na sociedade, a série cresce por ser situada em Nova Iorque (os personagens não funcionariam da mesma forma em outro lugar). Ambientada em uma cidade multicultural e individualista, Seinfeld conseguiu explorar personagens infantilizados, mais preocupados com suas vontades e desejos que com o ambiente e aqueles que os rodeiam.

Se tivesse que eleger algo com este tipo de abordagem, The Larry Sanders Show seria a minha escolhida. A série retrata os bastidores de produção de um talk show. Esta foi a primeira comédia da HBO a fazer sucesso (embora Sex and the City, que veio depois, tenha repercutido mais na mídia). Na verdade, foi The Larry Sanders Show que definiu a produção de séries na HBO. Seu sucesso com a crítica levou o canal a investir em Oz, que abriu as portas para A Família Soprano e Sex and the City, e assim por diante.

Na minha opinião, Tudo em Família/All in the Family, deveria figurar em segundo lugar na lista (representando a primeira comédia). Não existiria Um Amor de Família, Os Simpsons, South Park ou qualquer outra comédia que faz humor em cima de tabus se não fosse por Tudo em Família (que é uma adaptação de série britânica). Esta foi uma das primeiras representantes das topical sitcoms, gênero que a ditadura do politicamente correto e a abordagem sobre o nada tentam destruir. Passados mais de trinta anos, a série permanece atual e com um humor afiado, mesmo para os dias de hoje em que boa parte das situações retratadas parecem ser típicas do período. Tudo em Família traz um texto ainda relevante ao mostrar personagens debatendo diversas temáticas sobre a sociedade e sobre o indivíduo, cada um defendendo seu ponto de vista e seu comportamento, evoluindo ao longo dos anos.

Mas, como disse no início desta postagem, cada um tem sua opinião sobre quais produções deveriam ou não figurar na lista. Talvez o ideal seja selecionar as melhores por décadas (e ainda assim seria difícil). Analisando o resultado de um modo geral, boa parte das séries selecionadas mereceram o reconhecimento do WGA, quanto a isto não há dúvida. Mudando a ordem, incluindo alguns títulos e tirando outros a lista poderia se tornar de fato uma referência para quem tenta conhecer as séries que melhor representam, em termos de qualidade, o que a TV americana tem a oferecer.

Quem tiver curiosidade sobre quais séries considero as melhores dos últimos anos, pode conferir a lista anual de Top 10 que publico todo o mês de dezembro neste blog. Basta clicar aqui.

Cliquem nas fotos para ampliar.

25/06/2010

às 5:35 \ Opinião, Séries Anos 2000-2009

Quarta Temporada de Mad Men Estreia em Julho

No dia 25 de julho estreia nos EUA a quarta temporada de “Mad Men”, uma das séries de maior sucesso de crítica dos últimos anos.

A série foi criada por Matthew Weiner, um dos roteiristas de “A Família Soprano”, que a ofereceu à HBO americana; esta impôs uma condição para bancar o projeto: David Chase, criador dos Sopranos, teria de ficar como responsável pela produção. Mas o projeto era de Weiner, e por isso foi levado ao canal AMC que, embora menor, abraçou a série tornando-a ‘a menina de seus olhos’.

Se “A Família Soprano” foi uma das principais responsáveis em colocar a produção da TV a cabo no mapa, coube a “Mad Men” elevar o canal AMC a um nível igual ou até mesmo acima (em minha opinião) da HBO. Também foi “Mad Men” que carregou a ‘tocha’ da “Família Soprano” como vencedora do prêmio Emmy. A série de David Chase ganhou o prêmio da Academia em 2004 e 2007, enquanto que a produção de Weiner levou o prêmio em 2008 e 2009.

“Mad Men” estabeleceu o nível de produção do AMC, que agora se vê na difícil tarefa de oferecer produtos com a mesma qualidade. Até agora o canal escorregou apenas com a minissérie “O Prisioneiro”, remake da série inglesa dos anos 60, visto que “Breaking Bad” conseguiu se estabelecer no mesmo nível qualitativo. Em função disso a crítica americana está aguardando os novos projetos do canal, “Rubicon” e “The Walking Dead”, com o mesmo nível de respeito que dedica às duas produções de sucesso do AMC.

A série trouxe uma proposta contrária à que vinha sendo explorada na TV e no cinema nessa década. Distante do formato blockbuster, a série explora a sutileza de personagens vivendo situações em uma época em que não existia liberdade para que as pessoas se sentissem à vontade para discutir abertamente seus sentimentos ou opiniões – ao menos, a geração retratada na série, já que foi na década de 60 que a contracultura se estabeleceu através do movimento dos jovens.

As mudanças externas vividas pela sociedade da época, são apresentadas na série através das transformações internas pelas quais os personagens passam. Lentamente eles vão se percebendo, se descobrindo e se colocando no lugar em que gostariam de estar desde o início, mas que não sabiam como chegar. Foram essas mudanças, muitas vezes inconscientes, que permitiram que o comportamento social se transformasse nesse que conhecemos hoje: mais aberto, direto e opinativo.

A sutileza não se restringe à composição dos personagens; ela se estende aos cenários, ao figurino, às referências históricas e de cultura popular do período, às interpretações e aos pequenos gestos ou diálogos que pontuam com uma profundidade, muitas vezes desconcertante, o objetivo de “Mad Men”.

Ao longo dos episódios, os personagens que passeiam pelo universo da série vão se despindo lentamente. Através de comportamentos e posturas vamos identificando seus valores, sentimentos e frustrações, muitas vezes sem ter a necessidade de ouvi-los dizer em voz alta. O sentimento de frustração é marcante em toda a composição da série, pois é ele que faz com que os personagens se movimentem, a ponto de levá-los para uma encruzilhada, na qual terão que decidir que caminho seguir.

Temas como racismo, adultério, homofobia, discriminação sexual, anti-semitismo, bem como desdém com o meio ambiente, com as relações familiares e a ignorância dos efeitos do excesso de cigarro e de consumo de bebida acompanham o desenvolvimento da trama focada em dois núcleos de personagens: o do ambiente de trabalho e o familiar.

Foi justamente no início dos anos 60, período no qual a série é ambientada, que essa divisão de núcleos se tornou mais presente nas séries de TV americanas. Ao longo dos anos 50, as produções seriadas se limitavam a focar um ou outro ambiente, com raras produções abraçando os dois núcleos no mesmo nível.

No início da década de 60, uma das séries que melhor explorou essa divisão de núcleos foi “Comédias Dick Van Dyke/The Dick Van Dyke Show”. Nela, vemos a história de um jovem roteirista que trabalha em um programa humorístico da TV, dividindo-se entre suas responsabilidades no trabalho e em casa, com a esposa e o filho.

Em “Mad Men” as frustrações dos personagens caminham lado a lado com o medo de assumir compromissos. Ao longo das três primeiras temporadas vemos a maioria dos personagens sofrendo as consequências desse medo ao mesmo tempo em que buscam uma forma de definirem seu lugar no mundo. Ao final da terceira temporada, cada um deles percebe que, para alcançar seus objetivos e eliminarem as frustrações, terão que deixar de lado seus medos. A partir desse ponto a série irá desenvolver a história de sua quarta temporada, que ainda não tem previsão de estréia no Brasil, onde é exibida pela HBO.

Em abril desse ano, Matthew Weiner declarou durante uma palestra na Convenção da National Association of Broadcasters – NAB, em Las Vegas, que a série terá no máximo seis temporadas. Sua estrutura narrativa explora os saltos no tempo entre uma temporada e outra. A história teve início em 1960, chegando à segunda temporada 14 meses após os fatos ocorridos na primeira. Já a história da terceira temporada iniciou quatro meses após o término da segunda, encerrando em dezembro de 1963.

Ainda não se sabe qual será o tempo transcorrido entre a terceira e a quarta temporada, mas o projeto inicial da série determinava que ela teria início em 1960 e terminaria no ano de 1969. Assim sendo, a decisão de Weiner em não ultrapassar seis temporadas está de acordo com o projeto inicial. Se a história chegar aos anos 70, o perfil da série terá de ser totalmente reformulado.

Fernanda Furquim: @Fer_Furquim

Confira no video abaixo as cinco principais regras de “Mad Men”

28/11/2009

às 21:10 \ Cartazes, Séries Anos 2000-2009, Televisão

As 10 Melhores Séries da Década


O jornal The Hollywood Reporter publicou esta semana uma lista com as dez melhores séries da década. Segundo a publicação, foram levados em conta a qualidade do desenvolvimento de roteiros e personagens, bem como a estética, além da sua contribuição ao formato seriado. A audiência dos programas não foram levadas em consideração, tendo em vista tratar-se de uma lista que visa qualidade e não popularidade. Para serem avaliadas como as melhores da década, foram levadas em consideração séries que tiveram início a partir de 1999.

Segue abaixo a lista das séries na ordem do 10º ao 1º lugar, com os comentários do jornal.

10º – Modern Family (ABC – 2009-em produção):
É um pouco arriscado escolher uma série que recém estreou e colocá-la em uma lista dos melhores da década. Mas no caso de “Modern Family”, o risco diminui em vista do currículo de seus criadores, Steven Levitan e Christopher Lloyd. Em uma época em que a maioria das novas séries ainda estão tentando se definir, esta tem se revelado consistente, engraçada, inteligente e bem escrita. Ela tem todos os ingredientes de um clássico em produção.

9º – Lost (ABC – 2004-em produção)
Parte aventura, parte mistério, parte ficção científica, “Lost” ainda conta com caracterizações convenientes. Supostamente concebida como uma mescla de “O Senhor das Moscas” (já em DVD no Brasil), “Survivor”, “A Ilha dos Birutas/Gilligan´s Island” e “Cast Away”, a série conseguiu desenvolver uma mitologia única e um ritmo nada convencional que misturam histórias do presente com o passado e com o futuro. Os criadores Jeffrey Lieber, J. J. Abrams e Damon Lindelof, apresentaram um dos maiores elencos televisivos com personagens profundamente interessantes.

8º – 24 Horas (Fox – 2001-em produção)
Robert Cochran e Joel Surnow conceberam esta série em uma época em que a idéia de um ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center parecia inconcebível. Mas quando o inimaginável ocorreu, a América uniu-se ao incansável agente Jack Bauer (Kiefer Sutherland) em histórias que apresentavam um super-suspense aliado a muita ação. Até mesmo a CIA de verdade acompanhou. Com um ótimo olhar para a seleção de atores convidados e um formato em tempo real, “24 Horas” injetou excitação à telinha.

7º – 30 Rock (NBC 2006-em produção)
Talvez seja porque Tina Fey e Lorne Michaels conhecem a televisão de ambos os lados da câmera. Mas mais do que isso, eles compreendem as loucuras que ocorrem quando a cultura corporativa encontra a anarquia criativa. “30 Rock”, uma série dentro de uma série é culpada, vez por outra, por morder a mão daquela que a programa (NBC), mas nunca perde o rumo e apresenta sátiras maduras sobre o ramo do showbiz.

6º – Mad Men (AMC 2007-em produção)
Matthew Weiner voltou no tempo quase meio século para criar um drama que promove um novo olhar aos relacionamentos, aos negócios e ao gênero. Situada no início da década de 60 em uma proeminente empresa, “Mad Men” é lindamente escrita e abençoada com um grande elenco, começando por Jon Hamm como o executivo Don Draper. Foi uma longa caminhada, mas com certeza é muito bom olhar para trás.

5º – Damages (FX 2007-em produção)
Poucos ou quase nenhum roteirista conseguiu criar algo tão intrigante e surpreendente quanto Glenn Kessler, Todd A. Kessler e Daniel Zelman conseguiram fazer com “Damages”. Um drama jurídico de alta qualidade no qual quase nada é exatamente o que aparenta ser. Um elenco soberbo, a começar por Glenn Close, traz à vida um dos mais ambiciosos enredos já concebidos para a televisão. A série consegue ser intrigante e viciante como poucas conseguiram.

4º – The Shield (FX 2002-2008)
Da mesma forma que David Chase encontrou uma nova e poderosa direção para o drama criminal, Shawn Ryan definiu o molde para o drama policial. “The Shield” é tudo o que uma série policial nunca foi até agora, a começar pelo anti-herói Vic Mackey (Michael Chiklis), um simpático porém corrupto, policial de Los Angeles que define suas próprias regras de como se aplicar a lei, de acordo com o “andar da carruagem”. A moral ambígua promove um escapismo às histórias que foram reais e absolutamente incríveis.

3º – Curb Your Enthusiasm (HBO 2000-em produção)
Com seu lucro como um dos criadores de “Seinfeld”, Larry David poderia ter comprado uma das Ilhas Virgens e se aposentado para o resto da vida aproveitando o lazer e a luxúria. Ao invés disso, ele se colocou em uma série cômica que satiriza o politicamente correto e faz mais graça ainda com uma versão de si mesmo. Com histórias sem roteiro, apenas com definição de enredo, “Curb Your Enthusiasm” transformou a mortificação e a falta de tato em uma forma de arte.

2º – The West Wing (NBC 1999-2006)
Aaron Sorkin, criador da série, jurou que esta não era sua forma de fazer com que os direitos civis pudessem ser apresentados a uma audiência de massa, mas é justamente isso que a série faz. Neo-conservadores comandavam a verdadeira Casa Branca na época em que a série era produzida. Na televisão, no entanto, uma equipe formada por progressistas de elevados princípios morais determinavam o nível do governo. É bem possível que esta série infalível, espirituosa e inteligente, embalada com atuações poderosas, tenha ajudado a estimular a fome do país por mudanças.

1º – The Sopranos (HBO 1999-2007)
De sua abertura com Tony Soprano na piscina enfrentando os patos, passando por sua ambiguidade e chegando ao seu final que gerou polêmica, “A Família Soprano” deu início a uma nova forma de drama. O criador David Chase brilhantemente mesclou o lado intimista do chefe da máfia, Tony Soprano (James Gandolfini), e o mundo violento do crime organizado que ele comandava, com as convenções da classe média suburbana. Incrivelmente a série dominou as conversas nos intervalos dos expedientes, mesmo sendo um programa da HBO, disponível a uma pequena fração da audiência nacional.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados