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Arquivo da categoria Por Onde Andam?

16/06/2013

às 14:06 \ Atores, Por Onde Andam?

Robert Conrad, o eterno James West

Robert Conrad como James West na década de 1960

Esta semana foram divulgadas as imagens do 53º Festival de Televisão de Monte Carlo e para minha surpresa identifico entre os convidados um ator que fez parte da minha infância.

Robert Conrad está atualmente com 78 anos de idade. Visivelmente frágil, ele posou ao lado do Príncipe Albert de Mônaco e das estrelas do momento. Para quem não o conhece, ele é apenas um senhor de idade, mas para quem o acompanhou semanalmente ele ainda é James West.

Conrad foi um dos galãs da década de 1960 que costumava tirar a camisa para elevar a audiência de suas séries. Não me recordo de uma única produção em que ele não tenha exibido seu físico (ele ainda faz isso como podem ver no vídeo abaixo). Conrad estrelou diversas séries, minisséries (entre elas a imperdível Saga do Colorado) e telefilmes mas é por James West que ele é mais lembrado pela imprensa e pelos fãs.

Este foi o primeiro faroeste de espionagem, terror e ficção científica das séries de TV. A mistura de gêneros trouxe um problema para a rede CBS, que não sabia como divulgar James West. Na década de 1990, a Fox tentou copiar essa fórmula com As Aventuras de Brisco Jr. mas, apesar de bem recebida, ela não conseguiu reproduzir o mesmo impacto que James West teve em sua época.

No auge da fama de James Bond, o produtor Michael Garrison imaginou como um agente como 007 conseguiria sobreviver no velho oeste.

Conrad em 1994

Adaptando a parafernália vista nos filmes de Bond para o período, Garrison criou James West e seu colega Artemus Gordon (Ross Martin), especialista em disfarces. Os dois são agentes secretos que trabalham diretamente para o Presidente Ulysses S. Grant.

Conrad tinha a função de ser o galã da série e Martin servia como seu auxiliar, muitas vezes representando o elemento cômico da história. Juntos eles enfrentaram diversos vilões que tinham ideias e métodos à frente de seu próprio tempo, como Miguelito Loveless (Michael Dunn), um anão decidido a conquistar o mundo. Para tanto, este gênio da ciência cria diversas fórmulas e maquinários que deveriam servir para ele realizar seu objetivo.

Mundos paralelos, fonte da juventude, experiências genéticas, mortos vivos, máquinas de destruição, controle da mente, cyborgs, invisibilidade, miniaturização, fantasmas, alucinógenos, criaturas submarinas e lobisomens foram alguns dos temas abordados na série, que em 1999 ganhou uma versão cinematográfica (a qual não lhe faz jus). Um remake chegou a ser planejado em 2010, pelo produtor Ron Moore, mas parece que o projeto não foi adiante.

Conrad é o único ator do elenco principal ou recorrente que ainda está vivo. Martin morreu em 1981 aos 61 anos de idade, vítima de parada cardíaca. Os problemas no coração foram a razão pela qual o ator se ausentou da série por alguns episódios, sendo substituído por atores convidados. Dunn morreu em 1973 e Victor Buono, o Conde Manzeppi, morreu em 1982.

Conrad no Festival de Monte Carlo em junho deste ano

A saúde de Conrad ficou seriamente comprometida em 2003 quando o ator sofreu um acidente de carro. Dirigindo embriagado, ele bateu no carro de Kevin Burnett, um jovem de 26 anos. Os dois foram retirados do local seriamente feridos. Burnett faleceu em 2005.

Conrad foi condenado a seis meses de prisão domiciliar e a cinco anos de liberdade condicional. Ele também respondeu a um processo civil, movido pela família de Burnett, o qual foi acertado fora do tribunal.

No acidente, Conrad sofreu lesão na medula espinhal que o deixou com o lado direito do seu corpo parcialmente paralisado, sendo que seu braço esquerdo também ficou comprometido.

Durante um bom tempo, Conrad precisou utilizar uma cadeira de rodas para poder se locomover. Atualmente, ele consegue caminhar (com dificuldades). Tendo sido um atleta durante toda a vida, sua situação logo após o acidente o levou à depressão que, segundo sua esposa, Lavelda Conrad, foi combatida com medicamentos.

O último trabalho de Conrad como ator foi o filme de 2002, Dead Above Ground, mas em 2010 ele chegou a participar do programa Pioneers of Television, programa documental do canal PBS que apresenta a história da TV americana. Ele ainda mantém um programa de rádio semanal, The PM Show with Robert Conrad na CRN, no qual responde perguntas dos ouvintes.

Em parceria com a filha Kaja, Conrad planeja escrever sua biografia, que tem o título de The Duke of 63rd Street.

Cliquem nas fotos para ampliar.

Roger Moore pede participação em ‘Doctor Who’ e ‘Sherlock’

O Twitter foi a ferramenta utilizada por Roger Moore (O Santo, Ivanhoé) para entrar em contato com Mark Gatiss, roteirista e produtor de Doctor Who e Sherlock, e pedir participações nas séries.

Famoso por interpretar o agente James Bond, Moore respondeu a uma mensagem enviada por Gatiss, na qual se lê um elogio que ele faz a Moore por seu trabalho em The Man Who Haunted Himself, de 1970. Gatiss disse que Moore estava maravilhoso no filme ao que o ator respondeu: ‘obrigado, eu seria igualmente maravilhoso em Doctor Who ou Sherlock, se fosse convidado’. Quase uma hora depois Gatiss declarou: ‘minha vida está completa! Manterei contato’.

Entre os atores que (oficialmente) já interpretaram James Bond, apenas Timothy Dalton apareceu em Doctor Who. Ele foi visto em The End of Time, episódio em duas partes estrelado por David Tennant.

Mas Moore já interpretou Sherlock no telefilme Sherlock Holmes in New York, de 1976. Nesta produção, Patrick McNee (Os Vingadores) era o Sr. Watson, o diretor John Hoston era Moriarty e a atriz Charlotte Rampling (Reckless, Dexter) era Irene Adler. Se Moore conseguir aparecer em algum episódio da série Sherlock, esta referência poderia ser utilizada na história.

Atualmente com 85 anos de idade, Moore continua na ativa. Ele está no elenco de Summer Night, Winter Moon, filme em fase de pré-produção; e da nova versão de O Santo, série independente que está sendo oferecida a canais internacionais.

A terceira temporada de Sherlock ainda está em fase de produção, devendo estrear na Inglaterra entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014. Doctor Who encerrou a exibição de sua sétima temporada, mas voltará em novembro com um especial e um telefilme que marcarão os 50 anos do personagem, e com o especial natalino, que será exibido em dezembro. No Brasil, a sétima temporada já estreou pela TV Cultura.

Por onde anda James Drury, ‘O Homem de Virgínia’?

James Drury em 1965

Quem foi criança nas décadas de 1960 e 1970 deve ter visto pelo menos um episódio de O Homem de Virgínia. Este era um dos faroestes que rivalizava em popularidade com produções como Bonanza, A Caravana ou Gunsmoke.

Estreando em 1962, a série se tornou uma das primeiras a oferecer episódios com 90 minutos de duração, recurso utilizado por outras produções ao longo da década. Ao longo de nove temporadas e 249 episódios, o público acompanhou as aventuras do virginiano (James Drury), o personagem nunca disse seu um nome, e de Trampas (Doug McClure), dois vaqueiros que trabalhavam no rancho Shiloh.

Adaptada da obra de Owen Wister, a série era situada no ano de 1886 em um rancho do Wyoming, de propriedade do juiz Garth (Lee J. Cobb) e de sua filha Betsy (Roberta Shore). Muitos episódios introduziam personagens convidados que comandavam a história, levando os atores fixos a figurarem como coadjuvantes da trama. A série serviu de palco para o piloto de Laredo, que teve seus personagens introduzidos em O Homem de Virgínia, em um episódio estrelado por McClure.

Ao longo de sua produção, a série sofreu diversas mudanças de elenco, levando o rancho a mudar de dono algumas vezes. Os vaqueiros que trabalhavam no local também eram trocados, bem como alguns dos personagens que representavam moradores da cidade mais próxima. Drury e McClure foram os únicos que permaneceram até o final, em 1971.

'O Homem de Virgínia'

Em sua última temporada, O Homem de Virgínia mudou de nome, passando a ser chamada de The Man From Shiloh. Adotando uma estética mais próxima à do faroeste italiano, a série contou com a rotatividade do elenco central, agora formado por Drury, McClure, Lee Majors e Stewart Granger, que se revezavam a cada semana.

A série surgiu no programa Decision, que exibida pilotos de projetos que estavam em desenvolvimento pelo canal NBC. Também estrelado por Drury, o piloto recebeu o título de The Virginian, apresentando uma história com meia-hora de duração. A proposta não foi bem recebida pelo público e o projeto foi descartado em 1958.

No início da década de 1960, a NBC resgatou o projeto, transformando-o em uma série com episódios de longa duração, os quais eram filmados ao longo de oito dias, sendo que era comum o elenco filmar cenas de dois ou mais episódios por dia (com equipes técnicas diferentes) para cumprir o cronograma.

A obra de Wister já tinha sido adaptada para o cinema, com filmes estrelados por Dustin Farnum (1914), Kenneth Harlan (1923), Gary Cooper (1929) e Joel McCrea (1946). A última adaptação da obra de Wister é datada de 2000, com um telefilme estrelado por Bill Pullman. Drury voltou a interpretar o personagem em um episódio de Duro na Queda, na década de 1980, no qual foram reunidos alguns dos atores que estrelaram séries de faroeste de sucesso.

Drury em foto mais recente

Com o fim da série, Drury voltou para o circuito de participações especiais. Ele também foi para o teatro, onde integrou o elenco de diversas montagens, incluindo algumas peças de William Shakespeare. Em 1974, Drury tentou estrelar uma nova produção, com Firehouse, série que retratou a rotina de uma equipe de bombeiros. Drury interpretou o Capitão da equipe.

O ator se afastou definitivamente da carreira artística no final da década de 1990, retornando em duas participações. Uma em 2000, com o telefilme de O Homem de Virgínia, e outra em 2005, com o filme, também de faroeste, Hell To Pay.

Ele foi casado três vezes. A primeira com Cristall Othoneos (1957-1964), com quem teve dois filhos, entre eles, o músico Timothy Drury. Seu segundo casamento foi com Phyllis Mitchell (1968-1979). Em 1979 ele se casou com Carl Ann Head, com quem ainda vive.

Na década de 1970, Drury começou a investir no ramo de petróleo e gás natural tornando-se, ao longo dos anos, um empresário do ramo. Atualmente com 79 anos, Drury vive em Houston, Texas. O ator mantém contato com os fãs fazendo participações em convenções que reúnem os atores de O Homem de Virgínia, bem como eventos relacionados às produções televisivas e de faroeste.

Quem tiver interesse em entrar em contato com o ator, Drury mantém uma página no Facebook e um site sobre a série.

Cliquem nas duas primeiras fotos para ampliar.

Nos vídeos, cenas da série e painel com a presença de alguns dos atores de O Homem de Virgínia, realizado no Gene Autry Museum em 2012, quando foram comemorados 50 anos de sua produção.

06/04/2013

às 11:54 \ Atores, Por Onde Andam?, Séries Anos 1980-1989

Por onde anda Danny Pintauro, de ‘Who’s the Boss?’

(E-D) Judith Light, Tony Danza, Katherine Helmond, Alyssa Milano e Danny Pintauro em 'Who's The Boss?'

A sitcom Who’s the Boss? foi um dos maiores sucessos de audiência do canal ABC entre 1984 e 1992. Criada por Martin Cohan (falecido em 2010) e Blake Hunter, a série teve um total de oito temporadas e 196 episódios. No Brasil, ela foi exibida pelo canal Warner. A sitcom também ganhou uma versão brasileira produzida pela Sony e exibida na Rede Bandeirantes. Com o título de Santo de Casa, a série era estrelada por Daniel Boaventura, que interpretou o personagem que Tony Danza fez no original.

A brasileira não foi a única versão internacional da série. Ela também ganhou remakes na Inglaterra (The Upper Hand), México (Una Família con Ángel), Argentina ( ¿Quién es el Jefe?), Colômbia ( ¿Quién manda a quién? ), Alemanha (Ein Job fürs Leben), Polônia ( I kto tu rządzi?) e Rússia (Kto v dome hoziain? ). Algumas fizeram sucesso, outras não.

A série foi precursora do tema: ‘marido que fica em casa cuidando do lar e dos filhos enquanto a esposa sai para trabalhar’. Na história, o ex-jogador de beisebol Tony Micelli (Danza) se muda para Connecticut com a filha Samantha (Milano).

Ele arranja emprego como empregado doméstico de Angela Bower (Judith Light), uma publicitária divorciada que vive com o filho Jonathan (Danny Pintauro). Tony e Angela passam a morar na casa, que recebe a constante visita de Mona (Katherine Helmond), a mãe liberal de Angela.

É claro que logo surge uma tensão sexual entre Angela e Tony a qual se estende por toda a série. Os dois só se casam na última temporada, na mesma época que Samantha.

A maioria dos atores que estrelou a série americana ainda está em atividade. Alyssa se prepara para estrear Mistresses, remake de série britânica que irá ao ar nos EUA na Summer Season; Judith está fazendo participações recorrentes na nova versão de Dallas, onde interpreta Judith Ryland; Danza tentou voltar às séries de TV em 2012, com o projeto de The Guys, descartado pela ABC (atualmente ele está no elenco de dois filmes lançados este ano, Don Jon e Aftermath); e Katherine tem feito participações especiais em episódios de séries. Ela foi vista em True Blood, interpretando Caroline Bellefleur, Harry’s Law e Melissa & Joey, série da ABC Family que reutiliza a mesma proposta de Who’s The Boss?: mulher que trabalha fora contrata um homem para cuidar da casa e das crianças.

Danny em foto recente

O único do elenco que estava ‘sumido’ era Pintauro. Quando a série estreou, ele tinha oito anos. No ano em que Who’s The Boss? encerrou sua produção, Pintauro já estava com 16 anos.

O ator se afastou da carreira logo depois para fazer faculdade, formando-se em arte dramática em 1998 pela Stanford University. Um ano antes, ele assumiu sua homossexualidade durante uma entrevista ao tablóide National Enquirer.

Depois de passar um tempo atuando no teatro, Pintauro afastou-se definitivamente da carreira. Atualmente com 37 anos, ele mora em Las Vegas onde trabalha como gerente de um restaurante.

Esta semana ele foi matéria da revista US Weekly ao anunciar seu noivado com Will Tabares, com quem vive há um ano. Tabares é um dos artistas que se apresentam em shows de entretenimento do cassino Cosmopolitan. Os dois planejam se mudar para a Califórnia, onde pretendem se casar assim que a Proposta 8 for derrubada (Proposta que proíbe a união legal entre pessoas do mesmo sexo).

07/02/2013

às 15:29 \ Minisséries, Por Onde Andam?

Atores de ‘Raízes’ falam sobre a importância histórica da minissérie

(E-D) LeVar Burton, Louis Gossett Jr., Leslie Uggams e Ben Vereen

Raízes é uma das maiores audiências da TV americana até hoje. A minissérie é uma adaptação da obra de Alex HaleyRoots: the Saga of An American Family, que por sua vez narra a vida dos antepassados do autor. Exibida em 1977, a minissérie acompanha a trajetória de Kunta Kinte, um africano levado para os EUA, onde é vendido como escravo. Embora apresente a vida de um homem e seus descendentes, a história também faz um retrato de uma nação e sua transformação ao longo dos anos.

A história inicia com a vida de Kunta Kinte (LeVar Burton, de Jornada nas Estrelas: a Nova Geração), capturado no final da década de 1760. Vendido a um fazendeiro (Lorne Greene, de Bonanza) de Maryland, Kunta recebe o nome de Toby e é posto sob a guarda de Fiddler (Louis Gossett Jr., de Missão Heróica), outro escravo, que tem a missão de ensinar-lhe inglês e as regras de como se comportar. Após várias tentativas de fuga, passando por castigos cada vez piores, Kunta aceita sua situação.

A minissérie segue acompanhando a vida de Kunta ao longo dos anos, passando por seu casamento e o nascimento de sua herdeira. A trama segue adiante acompanhando a vida de sua filha, seu neto e bisneto, passando pelas mudanças políticas e sociais até chegar à Guerra Civil Americana e o fim da escravidão nos EUA.

Mais informações sobre a minissérie aqui.

Esta semana, alguns dos atores que integraram o elenco da minissérie se reuniram no Museum of the Moving Image para participar do painel Changing the Picture. Com o título de Making Roots, Making TV History o debate contou com as presenças dos atores Ben VereenLou Gossett Jr.LeVar Burton Leslie Uggams.

Aproveitando o evento, os atores também fizeram a ronda de talk shows, aparecendo em programas como o Wendy Williams Show, Today e The View.

Confiram alguns vídeos.

Nicholas Hammond apresenta documentário sobre a família Von Trapp, de ‘A Noviça Rebelde’

Nicholas como Peter Parker, em 'O Homem Aranha'

Seu nome pode não ser muito conhecido, mas todos conhecem o ator. Nicholas Hammond iniciou carreira com dez anos de idade fazendo participações em filmes (O Senhor das Moscas), montagens da Broadway e em diversas séries de TV. O sucesso mundial veio com o filme A Noviça Rebelde, no qual interpretou Frederick, o filho mais velho do capitão Von Trapp.

Mas, apesar do sucesso, o filme não ajudou sua carreira. Lutando para fazer a passagem entre ator infantil e adulto, Nicholas parecia ter tirado a sorte grande quando foi escolhido para interpretar o jornalista Peter Parker na série O Homem Aranha, produção da década de 1970 para o canal CBS.

O filme piloto, com duas horas de duração, chegou a ser exibido nos cinemas, mas a série não conseguiu passar de sua primeira temporada. Dizem que o problema não foi a audiência, mas as críticas recebidas pela forma como a HQ foi adaptada e pela falta de super vilões nas histórias.

Nicholas (ao lado de Julie Andrews) e parte do elenco de 'A Noviça Rebelde', em 1965

Na época, o canal também exibia A Mulher Maravilha e O Incrível Hulk. Assim, buscando afastar-se da imagem de ‘canal dos super-heróis’, a CBS teria cancelado O Homem Aranha, com apenas quatorze episódios produzidos.

O fim da série levou Nicholas de volta ao circuito de participações especiais. Mas logo ele percebeu que seu lugar não era nos EUA. No final da década de 1980, ele se mudou para a Austrália, onde mantém até hoje sua carreira de ator, de diretor e de roteirista.

Mas sua relação com o filme A Noviça Rebelde se mantém firme e forte. Tanto que ele foi convidado pela produtora Northern Upstart para apresentar o documentário Climbed Every Mountain, que revela a verdadeira história por trás do filme.

O especial, com uma hora de duração, leva Nicholas de volta à Áustria, onde ele conversa com diversas pessoas que conheceram Maria von Trapp, retratada no filme por Julie Andrews. Nicholas também passa por Vermont, para apresentar ao público os descendentes da família.

Com cenas dos bastidores de produção do filme (filmadas pela mãe de Nicholas, a atriz Eileen Bennett) e com imagens da verdadeira família Von Trapp, produzidas na década de 1950, o documentário será exibido pelo canal BBC2, da Inglaterra, no início de 2013.

A distribuição internacional é da Zodiak Rights.

Cliquem nas duas primeiras fotos para ampliar. 

Confiram o reencontro dos atores de A Noviça Rebelde em 2010.

Nicholas, atualmente com 62 anos, no documentário 'Climbed Every Mountain'

Elenco de ‘Melrose Place’ se reúne após treze anos

O programa matutino Good Morning America apresentou uma reunião do elenco de Melrose Place. Bom, parte do elenco. Afinal, a série novela durou sete temporadas, contando com uma longa lista de atores.

Os atores Heather Locklear, Courtney Thorne-Smith, Grant Show, Daphne Zuniga, Josie Bisset, Doug Savant, Andrew Shue, Marcia Cross e Laura Leighton participaram de uma sessão de fotos promovida pela revista EW. O programa Good Morning America acompanhou o encontro e conversou rapidamente com os atores, que falaram sobre a série, seus personagens e seus momentos favoritos.

Por curiosidade, a entrevista é conduzida por Amy Robach, correspondente do Good Morning America, que é casada com o ator Andrew Shue, o intérprete de Billy.

Spinoff de Barrados no Baile, a série acompanhava a vida dos moradores de um condomínio de luxo. Produzida entre 1992 e 1999, a série gerou sua própria spinoff, Models Inc., que não teve o mesmo sucesso e foi logo cancelada. O mesmo destino teve a nova versão de Melrose Place produzida pelo CW entre 2009 e 2010.

29/09/2012

às 12:35 \ Atores, Por Onde Andam?

Evento em Los Angeles reúne atores de séries clássicas

Ron Ely como Tarzan (Foto: arquivo)

Entre os dias 21 e 22 de setembro, o Paley Center, nome pelo qual o Museu da Televisão é conhecido, realizou alguns painéis que contaram com a presença de atores de antigas séries de TV. Com o título de The Retro TV Action-Adventure-Thon, o evento foi organizado pelo Warner Archive Collection para promover o lançamento de suas séries em DVD.

As produções que contaram com a presença dos atores que as estrelaram foram Tarzan, Capitão Marvel, Cheyenne e O Homem do Fundo do Mar.

Ron Ely é o único sobrevivente do elenco de Tarzan, que também contava com a presença de Manuel Padilla Jr., falecido em 2008. Atualmente com 74 anos, Ron está aposentado de sua carreira de ator, trabalhando apenas como escritor de romances policiais.

A primeira temporada, divivida em dois volumes, foi lançada nos EUA pelo sistema MOD, Manufacture-On-Demand, em março deste ano. A segunda temporada está prevista para 2013.

Ron Ely hoje (Foto: Tibrina Hobson/Film Magic)

Já a série Capitão Marvel, que nos EUA traz o título de Shazam!, será lançada por lá no dia 23 de outubro. O box com a série completa tem três discos, mas nenhum extra. Quem compareceu ao evento teve a oportunidade de rever Michael Gray, ator que deu vida ao personagem Billy Batson.

Para quem não se lembra ou não conhece, a série foi produzida entre 1974 e 1976. Apesar de ser estrelada por um super-herói, ela não apresentava aventuras de mocinhos derrotando vilões. A série era voltada para o público infantil, com o objetivo de passar lições de moral e cívica.

Na história, o jovem Billy (Gray) viaja pelo EUA em um trailer, tendo como companhia seu amigo chamado Mentor (Les Tremayne, falecido em 2003). Ajudando pessoas em dificuldades, Billy recebia conselhos de Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Mercúrio e Aquiles, que apareciam para ele na forma de personagens animados. Quando a situação da pessoa que ele tentava ajudar se complicava, Billy se transformava no Capitão Marvel gritando o nome Shazam. Neste momento, o ator Michael Gray era substituído por Jackson Bostwick, na primeira temporada, e depois por John Davey. Por curiosidade, as vozes dos antigos sábios eram feitas pelos próprios produtores da série.

Michael Gray como Billy Batson na série 'Capitão Marvel'

Durante o painel, Michael disse que, apesar de ser uma produção infantil exibida aos sábados pela manhã, os produtores resolveram transformá-lo em um ídolo juvenil. Assim, ele precisou fazer o circuito de participações especiais em talk shows e eventos públicos, além de entrevistas para revistas voltadas para o público adolescente.

Quando a série estreou, ela teve uma boa cobertura nacional. No entanto, quando foi cancelada, o assédio em torno de Michael também acabou. O que sobrou foi a sina que persegue aqueles que estrelaram séries muito populares: Michael ficou marcado pelo papel.

Tendo dificuldades de conseguir trabalhos até em novelas, Michael afastou-se da carreira. Depois de passar algum tempo como professor de teatro para crianças, Michael se casou e durante alguns anos foi proprietário de uma floricultura. Atualmente, ele trabalha em uma loja de roupas masculinas.

Para o ator Clint Walker, a série Cheyenne representou sua transição de dublê e figurante para ator. Sob contrato da Warner Studios na década de 1950, ele foi escalado para estrelar a série, que teve um total de oito temporadas e 108 episódios. Cheyenne era exibida em semanas intercaladas com duas outras produções que faziam parte do programa Warner Brothers Presents: as versões televisivas de Casablanca e de Em Cada Coração um Pecado/King’s Row. Apenas Cheyenne sobreviveu, tornando-se independente do programa.

Michael Gray hoje (Foto: Tibrina Hobson/Film Magic)

A série de faroeste retratava as aventuras de Cheynne Bodie, criado por índios depois que sua família foi massacrada por eles. Adulto, ele se tornou batedor do exército durante a guerra civil. Após o conflito, partiu para o Oeste onde arranjou diversos empregos ao longo da série. A cada episódio, ele encontrava pessoas que, de alguma forma, precisavam dele para ajudá-los em momentos de dificuldades. A série transformou Walker em um astro mas seu salário continuava o mesmo.

Além de atuar em Cheyenne, também era exigido dele que realizasse suas próprias cenas de ação, fizesse aparições públicas em eventos e gravasse álbuns como cantor para a gravadora da Warner (esta era uma cláusula comum nos contratos de atores que trabalhavam para a TV, especialmente aqueles que posavam como galãs, motivo pelo qual existiram tantos discos lançados com eles, mesmo quando não sabiam cantar). Assim, em 1958, Walker entrou em disputa contratual com o estúdio exigindo aumento de salário e cortes em algumas cláusulas que ele considerou abusivas.

Clint Walker em 'Cheyenne' (Foto: Arquivo)

Durante a temporada em que Walker ficou afastado da série, ela foi substituída por Bronco, estrelada por Ty Hardin interpretando Bronco Layne, um ex-oficial confederado que viaja pelo oeste americano. Depois que Walker voltou para Cheyenne, a série passou a ter sua exibição intercalada com Bronco, que continuou a ser produzida.

Quando a série foi cancelada em 1962, Walker entrou para o circuito de participações especiais, chegando a tentar estrelar uma nova série em 1974. Kodiak, na qual interpretou um patrulheiro no Alasca, teve apenas uma temporada produzida. Tendo se aposentado no início da década de 2000, Walker faz participações em convenções.

Para o painel de O Homem do Fundo do Mar, o evento reuniu o ator Patrick Duffy, visto recentemente na nova versão de Dallas, e Belinda Montgomery, que interpretaram Mark Harris e a Dra. Elizabeth Merill. Pelo que sei, os dois não são vistos juntos em público desde o cancelamento da série em 1977. Informações sobre O Homem do Fundo do Mar aqui.

Clint Walker hoje (Foto: James Lemke Jr./WireImage)

Para conseguir o papel que lhe abriria as portas para outros trabalhos na TV, Patrick precisou passar por vários testes e por exercícios físicos. Na época, ele trabalhava como carpinteiro, mantendo um estilo de vida muito simples, com pouco dinheiro para gastar. Sem ter sequer um calção de banho para fazer os testes, o ator conseguiu com o tempo provar ser a pessoa certa para o papel, o qual, pela vontade do estúdio e do canal, deveria ser interpretado por alguém famoso.

No ano seguinte, Patrick se tornaria esse alguém famoso quando foi escolhido para interpretar Bobby Ewing em Dallas. Com o sucesso desta produção, as reprises de O Homem do Fundo do Mar chamaram a atenção da mídia e do público.

Belinda Montgomery não teve a mesma sorte. Após o fim da série, ela entrou no circuito de participações especiais.

Cerca de seis anos depois, ela conseguiria um certo reconhecimento quando entrou para o elenco de Miami Vice, na qual interpretou Caroline, ex-esposa de Sonny Crockett (Don Johnson), em participações recorrentes. Ela voltaria a ser reconhecida pelo grande público quando estreou a sitcom Tal Pai, Tal Filho/Doogie Houser, na qual fazia a mãe de um gênio que, na adolescência, se forma médico e vai trabalhar no hospital ao lado de seu pai. O gênio era interpretado por Neil Patrick Harris, na época com 16 anos.

Atualmente com 62 anos, Belinda ainda faz trabalhos esporádicos como atriz, dedicando mais tempo a sua carreira de artista plástica, especializada em pintura a óleo e acrílico, bem como esculturas.

Cliquem nas fotos para ampliar. 

Elenco de ‘Malcolm’ se reúne após seis anos

Lembram de Malcolm in the Middle? Produzida entre 2000 e 2006, a sitcom foi um dos sucessos do canal Fox americano.

Criada por Linwood Boomer, um dos atores de Os Pioneiros, série familiar da década de 1970, Malcolm, como ficou conhecida no Brasil, foi uma das produções que conseguiu ser bem recebida pela crítica e pelo público.

Ao longo de sete temporadas a série narrou as aventuras e desventuras de uma família formada por Hal (Bryan Cranston), sua esposa Lois (Jane Kaczmarek), e seus filhos: Francis (Christopher Masterson), Dewey (Erik Per Sullivan), Malcolm (Frankie Muniz) e Reese (Justin Berfield). Lá pela metade da série nasceu mais um filho, Jamie (James e Lukas Rodriguez).

Malcolm, o protagonista, era um gênio condenado a viver entre os normais, ou quase normais, já que sua família excêntrica testava constantemente sua lógica.

Após seis anos do cancelamento da série, os atores se reuniram para relembrar ‘os velhos tempos’. O encontro foi divulgado pelo ator Frankie Muniz, atualmente o baterista da banda Kingsfoil, que em seu perfil do Twitter publicou algumas fotos.

A reunião não foi completa. O ator que interpretava Dewey não pode comparecer, mas na hora de tirar a foto da família reunida, Justin Berfield segurou a foto de Erik Per Sullivan para marcar sua presença.

Cliquem nas imagens para ampliar.

23/07/2012

às 10:58 \ Atores, Minisséries, Por Onde Andam?

Atores de ‘Pássaros Feridos’ se reencontram 30 anos depois

(E-D) Richard Chamberlain, Rachel Ward e Bryan Brown durante coletiva de imprensa (Fotos: Getty)

Produzida em 1982 e exibida em 1983 pela rede ABC, a minissérie Pássaros Feridos foi um marco na história da TV americana. Adaptada por Carmen Culver e Lee Stanley da obra de Colleen McCullough, publicada em 1977, a minissérie teve um total de dez episódios exibidos em quatro noites.

Situada entre os anos de 1920 e 1962, a história acompanha a vida de Meggie (Rachel Ward) e o padre Ralph de Bricassart (Richard Chamberlain). Ainda menina, Meggie (Sydney Penny) vai morar com a família em Drogheda, uma fazenda de criação de carneiros na Austrália, de propriedade de sua tia, Mary Carson (Barbara Stanwyck). Lá ela conhece o padre Ralph, que se torna seu amigo e confidente.

Com o passar dos anos, Meggie cresce nutrindo um grande amor pelo padre. Por sua vez, Ralph também se vê apaixonado por Meggie, mas sua ambição fala mais alta. Desejando seguir carreira na igreja, ele troca Maggie pelo Vaticano. Ele assume o cargo de Cardeal e ela se casa com Luke (Bryan Brown), um tosquiador de ovelhas.

Anos mais tarde, quando Bricassart retorna à Austrália, ele reencontra Meggie, que a essas alturas deixou o marido. Nesse reencontro, os dois vivem um romance. Ele a abandona para voltar ao Vaticano sem saber que Meggie ficou grávida de um menino (Philip Anglim), que ao crescer decide se tornar padre.

Apesar da ameaça de boicote por parte de grupos conservadores que eram contra a exibição de uma história sobre um padre que quebra seus votos de celibato, a audiência da minissérie nos EUA chegou a registrar 41/59 de rating/share entre o público alvo do anunciante (veja como ler os números da audiência aqui), o que a transformou em uma das produções mais bem sucedidas da história da TV americana.

Após 30 anos de sua produção, os atores Richard Chamberlan, Rachel Ward e Bryan Brown se reuniram pela primeira vez para conversar sobre a minissérie durante uma coletiva de imprensa organizada pelo TCA – Television Critics Association. O evento foi realizado no último domingo em Beverly Hills.

Durante a conversa, Richard contou que se encontrou com Rachel uma vez, em um aeroporto da Tailândia. Foi em 2006, quando os dois trabalharam no telefilme Barba Negra. Eles não atuaram juntos, apenas se viram por dez minutos quando Richard chegou ao país e encontrou Rachel no aeroporto que, tendo filmado suas cenas, estava voltando para a Austrália onde vive com o marido, o ator Bryan Brown. Os dois se casaram em 1983 e estão juntos até hoje. O casal tem três filhos: Rosie, Joseph e Matilda, que também é atriz.

Entre os três, Richard continuou sendo o ator mais conhecido do grande público. Famoso pela série Dr. Kildare da década de 1960, ele estrelou diversas minisséries na década de 1980 que o levaram a ganhar o título de o Rei das Minisséries, tendo em vista que a maioria delas foi sucesso de público. Atualmente com 78 anos, Richard assumiu sua homossexualidade em 2003. Ainda atuando no cinema e na TV, embora com menor frequência, ele foi visto recentemente em episódios de Chuck, Brothers & Sisters, Leverage e Desperate Housewives. 

Já Rachel largou a carreira para se tornar diretora. Durante a conversa com os jornalistas, ela revelou ter recebido duras críticas por seu trabalho como atriz, o que a deixou insegura. Tendo feito mais alguns trabalhos nessa área, Rachel tomou a decisão de ir para trás das câmeras. Atualmente com 54 anos, ela ainda faz trabalhos esporádicos como atriz. A mais recente é a minissérie australiana Rain Shadow, produzida em 2007.

Seu marido, Bryan Brown, que está com 65 anos, manteve sua carreira de ator. Seu trabalho mais recente é a série The Good Wife, na qual fez participações especiais interpretando Jack Copeland, um oficial de justiça que, ao entregar uma intimação, desperta o interesse de Diane (Christine Baranski).

Bryan Brown e Cloris Leachman

Além dos atores de Pássaros Feridos, a coletiva também contou com as presenças de Louis Gossett Jr., que representou o elenco de Raízes, outro marco da TV americana. No palco também estavam Michele Lee e Cloris Leachman. O grupo se reuniu para divulgar a terceira temporada do programa Pioneers of Television, série documental da PBS que narra a história da TV americana.

Apresentando entrevistas com aqueles que fizeram história, o programa estreou em 2008 oferecendo quatro episódios dedicados aos formatos sitcom, variety, talk shows e game shows. Em 2011 o canal exibiu a segunda temporada, a qual cobre a trajetória da ficção científica, do faroeste, dos dramas criminais e dos programas infantis locais da TV americana em quatro episódios.

A terceira temporada da série estreia nos EUA em janeiro de 2013 com três episódios: Minisséries, Prime Time Soaps (a trajetória das séries com narrativa de novela) e Funny Ladies (destacando as atrizes que fizeram carreira na comédia). Pioneers of Television continua sendo uma produção inédita na TV brasileira, que não tem demonstrado interesse nesse tipo de programa. Mas, para quem desejar conhecer a produção, ela está disponível no mercado internacional de DVD.

Cliquem nas fotos para ampliar.

(E-D) Louis Gossett Jr., Michele Lee, Richard Chamberlain e Rachel Ward

Abaixo, trailer da minissérie Pássaros Feridos:

 

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