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Atualização de elencos

David Harewood (Foto: Frederick M. Brown/Getty)

David Harewood (Foto: Frederick M. Brown/Getty)

The Leftovers – A segunda temporada contará com a presença de Regina King (Southland) em seu elenco regular. Ela interpretará Erika Murphy, uma médica que está no comando de um centro de atendimento de emergência. Erika é casada com John, com quem tem dois filhos, Evie e Michael.

Empire – A partir da segunda temporada, as atrizes Gabourey Sidibe e Ta’Rhonda Jones, passam a fazer parte do elenco regular da série. Sidibe interpreta Becky, assistente de Lucius, e Jones é Porsha, assistente de Cookie.

Grace and Frankie – Nova série do Netflix, a comédia acompanha a vida de Grace (Jane Fonda, de The Newsroom) e Frankie (Lily Tomlin, de Murphy Brown) que se divorciam de seus respectivos maridos quando eles anunciam que estão apaixonados um pelo outro e pretendem se casar. O ator Craig T. Nelson (Parenthood, Couch) terá participação em quatro episódios interpretando Guy, novo interesse romântico de Grace. A série estreia nos países onde o site opera no dia 8 de maio.

Beowulf – Esta é uma série do canal britânico ITV, que ganhou a encomenda de treze episódios para sua primeira temporada. Trata-se de uma nova versão de poema britânico de autor desconhecido. Beowulf (Kieran Bew, de Da Vinci’s Demons, WPC 56) é um mercenário que volta à cidade de Herot para honrar o falecido Barão Hrothgar (William Hurt, de Humans e Damages), o homem que o criou. Mas, ao chegar ao local, ele é atacado pelo terrível monstro Grendl. Ao eliminá-lo, Beowulf cai nas graças da Baronesa Rheda (Joanne Whalley, de Wolf Hall, Jamaica Inn) e da comunidade. David Harewood (Homeland) será o guerreiro Scorann. A estreia está prevista para 2016.

American Crime Story – Esta é uma série antológica do canal FX que a cada temporada apresentará a história de um crime que ficou famoso nos EUA. A primeira temporada trata do julgamento de O. J. Simpson (Cuba Gooding Jr.), sob a perspectiva dos advogados e promotores. O ator Sterling K. Brown (Army Wives) interpretará o promotor Christopher Darden, que ficou famoso por ter pedido a Simpson para experimentar uma luva encontrada no local do crime manchada de sangue.

Masters of Sex – A terceira temporada da série contará com a participação recorrente de Isabelle Fuhrman. Ela interpretará a versão adolescente de Tessa, filha de Virginia (Lizzy Caplan). Ela substitui Kayla Madison, que deu vida à personagem nas duas primeiras temporadas. Os novos episódios começam a ser exibidos no dia 12 de julho, nos EUA.

Doctor Who – O ator David Schofield (The Shadow Line, Da Vinci’s Demons) terá participação em dois episódios da nona temporada, interpretando Odin. Ainda não está claro se o personagem é o Deus da mitologia, mas é bem possível. David substitui Brian Blessed, que precisou deixar a produção por problemas de saúde.

Shadowhunters – Nova produção do ABC Family, a história é uma adaptação da série literária Os Instrumentos Mortais/The Mortal Instruments. A história acompanha a trajetória de Clary Fray, uma jovem que, em seu aniversário de dezoito anos, descobre ser uma descendente dos shadowhunters (caçadores de sombras), híbrido de anjo e ser humano. Quando sua mãe Jocelyn é sequestrada, Clary se une a Jace (Dominic Sherwood, de The Cut), outro shadowhunter, e seu melhor amigo Simon para caçar demônios. Jace é um homem narcisista que está determinado a encontrar o homem que matou seu pai.

20/04/2015

às 17:12 \ Minisséries, Versão Televisiva

Trailer da minissérie ‘Childhood’s End’, adaptação da obra de Arthur C. Clarke

Prevista para estrear nos EUA em dezembro, Childhood’s End é uma minissérie do canal SyFy adaptada por Matthew Graham (Life on Mars) da obra de Arthur C. Clarke, publicada em 1953. Considerado um dos melhores trabalhos do escritor, o livro surgiu do conto Guardian Angel, escrito em 1946.

Na história, os Overlords, uma raça alienígena, chegam à Terra colocando um fim em todas as guerras. Intelectual, tecnológica e militarmente superior aos humanos, a raça, de forma pacífica, consegue reconstruir a sociedade, transformando a Terra em um planeta quase utópico. No entanto, neste processo, os humanos perdem sua identidade cultural.

Karellen (Charles Dance, de Game of Thrones) é o embaixador dos Overlords, que faz contato com a Terra através do fazendeiro Ricky Stormgren (Mike Vogel, de Under the Dome, Pan Am), ganhando rapidamente a confiança dos humanos. No entanto, sua insistência em lidar apenas com Ricky e de não revelar sua verdadeira aparência faz com que algumas pessoas questionem suas verdadeiras intenções.

No elenco também estão Colm Meaney (Hell on Wheels) como Wainwright, proprietário de uma grande empresa de comunicação; Charlotte Nicado (Please Like Me, Camp) como Rachel Osaka, uma zoóloga; Julian McMahon (Nip/Tuck) como o empresário e colecionador de livros Rupert Boyce; Daisy Betts (Last Resort, Chicago Fire) como Ellie, uma artista casada com Ricky; Ashley Zukerman (Manhattan, The Code) como Jake Greggson, um designer que descobre que os filhos começaram a desenvolver poderes psíquicos; e Osy Ikhile como Milo.

Com direção de Nick Hurran (Sherlock), a minissérie é uma produção da Universal Cable Productions.

20/04/2015

às 16:50 \ Séries Anos 2010-2019, Versão Televisiva

Websérie ‘High Maintenance’ ganha versão para a TV pela HBO

HMWebO canal HBO encomendou a produção de seis episódios para a primeira temporada de High Maintenance. Esta é uma série que adapta a websérie do site Vimeo, que teve um total de dezenove websódios. Ainda este ano, estes websódios serão disponibilizados pela a HBO Go, HBO Now e site do canal.

Criada pelo casal Ben Sinclair e Katja Blichfeld, a história acompanha um vendedor de maconha (Sinclair) que faz entregas em sua bicicleta a clientes que vivem em Nova Iorque, lidando com diferentes tipos de neuroses.

A websérie estreou em 2012, com três websódios. Bem recebida pela crítica, ela foi renovada para sua segunda temporada.

Atualmente, ela está em sua quinta temporada, que foi financiada pelo Vimeo. A primeira metade destes websódios foram liberados em novembro de 2014, e a segunda em fevereiro deste ano, sendo que o acesso passou a ser cobrado.

Trata-se de uma produção antológica, que apresenta a cada episódio um grupo novo de clientes, tendo apenas o vendedor, conhecido como ‘o cara’, como elo.

A produção é da Janky Clown Productions.

No vídeo, trailer da websérie.

20/04/2015

às 11:33 \ Séries Anos 2010-2019, Trailers

Teasers de ‘Stitchers’, que estreia em junho

No dia 2 de junho, o canal americano ABC Family começa a exibir Stitchers, série criada por Jeffrey A. Schechter.

A história apresenta a vida de Kristen Clark (Emma Ishta, de Black Box), uma mulher esperta que tem dificuldades de se relacionar socialmente. Incapaz de sentir emoções ou perceber a passagem de tempo, ela se dedica às suas habilidades como hacker de computador. Um dia Kristen é recrutada por uma agência secreta do governo para trabalhar com um programa capaz de ler a mente de pessoas já falecidas. Penetrando na mente deles, ela utiliza suas memórias na investigação de crimes.

Kristen atua sob as ordens de Cameron (Kyle Harris, de The Carrie Diaries), filho de Maggie (Salli Richardson-Whitfield, de Eureka), responsável pelo programa. Ainda vivendo com a mãe, Cameron vê com certa reserva a forma como Kristen realiza sua função.

No elenco também estão Felix Gomez, como o Dr. Pecha, professor de computação; Allison Scagliotti (Warehouse 13), que substituiu Minni Jo Mazzola como Camille, amiga de Kristen recrutada para trabalhar como sua assistente; Ritesh Rajan, como Linus, um engenheiro bioelétrico e técnico em comunicações; Oded Fehr (Covert Affairs), como Leslie Turner, o misterioso chefe do departamento que recruta Kristen. O personagem será introduzido no meio da temporada.

Salli substituiu Diane Farr (Numb3rs), que chegou a filmar o episódio piloto produzido para avaliação.

20/04/2015

às 11:29 \ Séries Alemanha, Séries Anos 2010-2019

A alemã ‘Weissensee’ será exibida nos EUA

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O canal MHz adquiriu a série Weissensee para exibição em território americano em seu idioma original. Trata-se de um drama familiar situado na Berlim Oriental, entre os anos de 1980 e 1987.

A série estreou na Alemanha em 2010 conquistando a crítica e o público. Com seis episódios produzidos para cada temporada, Weissensee estreará a terceira durante o período da Fall Season. Criada por Annette Hess, a história acompanha a vida de duas famílias que estão politicamente em lados opostos.

Martin (Florian Lukas) é um policial que conhece Julia (Hannah Herzsprung), uma esteticista. Mas, quando os dois iniciam um relacionamento, a cantora Dunja (Katrin Sass), mãe de Julia, uma dissidente, faz de tudo para separar o casal. Ocorre que o rapaz é filho de Hans (Uwe Kockisch), um alto funcionário da Stasi, a polícia secreta alemã, com quem ela se envolveu no passado. Enquanto isso, Julia conhece Robert (Ronald Zehrfeld), um homem que ajuda alemães a escapar para o lado ocidental, e está sob a mira da Stasi.

A série é produzida pela ARD Degato e Ziegler Film, com distribuição da Global Screen. Weissensee também foi adquirida por canais da Finlândia (YLE) e Suécia (SVT).

O MHz é um canal regional da Virgínia do Norte que pode ser encontrado em algumas programadoras de TV a cabo, nos EUA. O canal já tem em sua programação outras produções europeias, tais como Salamander (Bélgica), Borgen (Dinamarca), Wallander (Suécia), Bron/Broen (Dinamarca/Suécia), Ill Commissario Montalbano (Itália), Sebastian Bergman (Suécia), Tatort (Áustria), Bukow & König (Alemanha), Cenk Batu (Alemanha), Unni Lindell (Noruega), The Eagle (Dinamarca), Dirty Money White Lies (Noruega), Look of a Killer/Tappajan näköinen mies (Finlândia), Crime Scene Cleaner/Der Tatortreiniger (Alemanha), Unit One (Dinamarca) e Good Night Darling (Noruega), entre outras. O MHz tem uma loja online na qual oferece para venda estas e outras séries em DVD, com legendas em inglês.

Cliquem na foto para ampliar. No vídeo, trailer da primeira temporada da série (não encontrei um vídeo com legendas em inglês).

Opinião – ‘The Slap’, remake americano

TS-Cartaz

Em 2010, foi lançado na Austrália o livro The Slap, obra de Christos Tsiolkas que recebeu diversos prêmios de literatura. Controverso, o livro foi logo adaptado pela televisão. A minissérie estreou em seu país em 2011, gerando boa receptividade crítica e conquistando prêmios. Não demorou muito para a produção iniciar sua carreira internacional, sendo exibida em diversos países, entre eles, o Brasil, onde chegou pelo canal +Globosat. O tema provocante e o bom desempenho da minissérie levaram a rede NBC a encomendar um remake americano.

O objetivo de um remake é o de adaptar uma história para a cultura do país. No caso dos EUA, séries com temáticas médicas, policiais, jurídicas ou de espionagem/conspiração são as que mais despertam o interesse do grande público. Assim sendo, uma produção que traz como tema um evento polêmico passível de um processo gera interesse. Em entrevistas, os produtores responsáveis pela adaptação disseram que o foco do remake era o processo jurídico, ao contrário da minissérie australiana, que tratou o caso como uma desculpa para narrar as vidas dos personagens envolvidos.

Na história, durante um churrasco que reúne familiares e amigos, um homem dá um tapa no rosto de Hugo, uma criança de quatro anos que vinha se comportando mal sem ter sido repreendida pelos pais. Estes se sentem ultrajados pela agressão e levam o agressor à justiça. A situação divide opiniões, forçando os demais a tomar posições, defender valores e reavaliar relacionamentos.

Para falar do remake terei que comentar sobre a produção original, já que a série americana reutilizou personagens e situações, até mesmo alguns diálogos que, com as mudanças, perderam o sentido. No original, cada episódio acompanha um dos oito personagens centrais que participavam do churrasco.

A descrição de personagens contém spoilers.

O primeiro é o aniversariante, Hector (Jonathan LaPaglia, de Cold Case), um homem domado pela esposa Aisha (Sophie Okonedo, de The Escape Artist). Ele cresceu em uma família de origem grega que supervaloriza a família e esta é a visão de vida que Hector carrega para dentro de sua casa, e que o leva a se submeter às decisões da esposa.

Ao completar 40 anos, ele começa a questionar seu estilo de vida e suas decisões. Hector não deseja o divórcio, mas gostaria de ser menos pressionado. Sua válvula de escape é Connie (Sophie Lowe, de Once Upon a Time in Wonderland, The Returned), uma jovem de 17 anos que trabalha na clínica veterinária de Aisha, e como babá de seus dois filhos. Os dois se sentem atraídos. Mas, enquanto Hector está consciente de que se trata de uma atração física, Connie acredita estar apaixonada por aquele homem mais velho e proibido. Mesmo lutando contra seus desejos, Hector tem alguns encontros com Connie, o que alimenta os sonhos da menina. No dia do churrasco, sob os efeitos do álcool e da cocaína, Hector luta para controlar seus impulsos, razão pela qual não testemunha o tapa.

Aisha ignora a situação do marido. Veterinária dedicada, dona de sua própria clínica, ela divide seu tempo entre o trabalho e os cuidados da família. Em casa, tal qual na clínica, Aisha dá ordens e espera ser obedecida. Ela controla a todos com pulso de ferro, pressionando Hector a tomar sempre a atitude correta em relação à educação dos filhos, aos cuidados da casa e à sua relação com ela. Cobrando e criticando, ela não pára para pensar nas consequências de seus atos. A família de Hector é outra dor de cabeça para Aisha. Intrometidos, exigentes e carentes de atenção, os sogros a fazem se sentir como Hector, ou seja, ela se torna uma mulher que precisa fazer sempre a coisa certa para agradar a família do marido.

Aisha não tem família (ao menos, ela não aparece, nem é mencionada). Por isso, suas duas amigas de infância são tratadas por ela como irmãs. Tal qual Hector, que defende a família custe o que custar, Aisha se coloca ao lado das duas amigas, Rosie (Melissa George, de Hunted e Alias) e Anouk (Essie Davis, de Miss Fisher’s Murder Mysteries), mesmo  quando acha que tomaram decisões erradas.

Anouk é roteirista chefe de uma novela, onde trabalha seu atual namorado, Rhys (Oliver Ackland, de Cloudstreet e Party Tricks), um homem dezessete anos mais novo que ela. Postergando o livro que ela sonha em escrever, ela vai levando seu trabalho da melhor forma possível, embora menospreze o programa e o veículo no qual trabalha. Sua mãe Rachel (Gillian Jones) está passando por um tratamento de quimioterapia e necessita do apoio emocional da filha, algo que Anouk não consegue oferecer. Ela acha que é suficiente oferecer à mãe os cuidados materiais básicos que ela precisa, o que leva Rachel a depender emocionalmente de Rosie, a única que a visita com regularidade e se dispõe a passar algumas horas lhe fazendo companhia e cuidando dela, juntamente com Hugo.

Rosie é uma jovem que adotou um estilo de vida mais natural. Ela tomou a decisão de amamentar pelo tempo que o menino achar necessário (ou seja, até ele não desejar mais o peito). A educação de Hugo (Julian Mineo) é totalmente livre de repreensões ou castigos. O menino pode se expressar da forma como bem desejar. O máximo que ele recebe são informações sobre o que é certo e errado, e sobre como deve tratar as pessoas. Isto não é o suficiente para domar o espírito de Hugo, um moleque cheio de energia e curioso, que gosta de explorar os ambientes e fazer parte das atividades que estão à sua volta.

Rosie é casada com Gary (Anthony Hayes, de Secrets & Lies e Gallipoli), um artista alcoólatra que não apoia todas as decisões da esposa. Sua maior frustração é a de pertencer à classe média baixa, o que o torna uma pessoa revoltada com o sistema e com as pessoas que estão em posição social melhor que a dele. Razão pela qual Gary não suporta Harry (Alex Dimitriades, de Underbelly), um homem que esbanja dinheiro e se vangloria de seu status.

O comportamento de Hugo durante o churrasco incomodou todo mundo, mas nenhum dos convidados chega ao ponto de levantar a voz ou repreende-lo de alguma forma. O calor, o uísque correndo solto e os problemas pessoais que cada um carrega levam ao incidente. Quando Hugo se recusa a largar o jogo de críquete (beisebol na versão americana), agitando o taco e colocando em risco as demais crianças, Harry decide segurá-lo, o que o leva a dar um tapa no rosto do menino.

Harry é um sujeito que tem dificuldades de lidar com sua raiva, tornando-se, por vezes, violento. Imigrante bem sucedido e orgulhoso, ele perdeu o pai ainda jovem, sendo acolhido pelos tios, Manolis (Lex Marinos) e Koula (Toula Yianni), pais de Hector e Elisavet (Eugenia Fragos) que lutam para preservar os valores familiares e as tradições. Casado com Sandi (Diana Glenn), com quem tem um filho, Rocco (Raffaele Costabile), Harry também mantém uma relação extraconjugal com uma mulher estrangeira, que tem uma filha (não fica claro se ele é o pai da criança).

Depois que o incidente ocorre, o público vai percebendo, ao longo dos episódios, que os demais envolvidos concordam que Hugo precisava ser repreendido, embora o tapa tenha sido um exagero. Harry acha que tomou a atitude correta e que o tapa será esquecido pelo menino. Já Rosie está determinada a puni-lo. Inicialmente revoltado com a atitude de Harry, Gary vai cedendo até chegar à mesma opinião dos demais, que tudo pode ser resolvido com um pedido de desculpas.

A série original trabalha a forma como as pessoas têm dificuldades de olhar para seus próprios erros e de assumir responsabilidades sobre seus atos. Trabalha a frustração e os desejos reprimidos, os sonhos adiados, as pressões familiares, o preconceito, o cinismo, a aceitação do próximo, e a visão moderna de educação infantil x a tradicional. Cada episódio é estrelado por um dos protagonistas, Hector, Anouk, Harry, Rose, Manolis, Connie, Aisha e Richie (um rapaz gay amigo de Connie que se torna obcecado por Hector). Com esta abordagem (que foi adaptada do livro), cada personagem tem seu momento único na série para contar sua história, apresentar sua versão sobre seus atos e opiniões, e compartilhar sentimentos e experiências, independente do incidente ocorrido no churrasco.

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(E-D) Harry, Hector, Rosie e Aisha na versão australiana (Foto: ABC1/Arquivo)

A versão americana até tentou adotar este estilo narrativo, mas se perdeu no caminho. O remake trocou a forma sutil com que a série original apresentou ao público algumas informações e personalidades, bem como a delicadeza com a qual tratou situações, para oferecer ao telespectador um melodrama grosseiro que busca chocar o público com diálogos, os quais explicam a todo momento as opiniões e sentimentos de cada um, repetindo as mesmas informações a cada episódio.

As cenas introspectivas e silenciosas do original, que ajudam a construir personagens e ambiente, desapareceram, sendo substituídas por mais diálogos que possam explicar o que está acontecendo ou quem são os personagens.

Os episódios trazem em seu título o nome do personagem que protagoniza a história, mas ele acaba dividindo seu tempo com os demais.

O tema e os personagens da série são os mesmos, mudaram algumas personalidades e trajetórias. No remake, Hector (Peter Sarsgaard, de The Killing) é um homem mais inexpressivo, o que leva o telespectador a se perguntar por que razão Connie (Makenzie Leigh) se interessaria por ele. Talvez por isso a relação entre os dois se restrinja a um beijo. Ela perde rapidamente interesse em Hector, que se mantém submisso às vontades dos pais e da esposa, embora Aisha (Thandie Newton, de Rogue) seja aqui uma mulher mais amável e compreensiva, chegando a demonstrar respeito e carinho pelo marido. Aisha foi transformada em médica, o que torna sua decisão de, muitas vezes, colocar seus pacientes acima das necessidades da família mais aceitável pelo público.

A história de Connie mudou. Ela é mais madura e consciente do momento pelo qual está passando. Por vergonha, ela toma a decisão de se afastar de Aisha, largando o emprego. Visto que ela se afastou do casal, a trajetória de Connie foi alterada. Ela vive com a mãe e o padrasto, com quem não se relaciona bem. Seu pai era um homossexual que deixou a esposa e a filha para morar com outro homem. Já falecido, ele deixou algumas lembranças para a filha, que agora tenta compreender os sentimentos e opiniões de seu pai. Assim, o remake eliminou a fixação que Connie tinha por Hector.

A história de Anouk (Uma Thurman) também mudou. Aqui ela é uma profissional mais confiante, pois já tinha experiência como autora teatral antes de migrar para a TV. Assim, ela não se sente insegura para começar a escrever seu livro. Embora ela continue sendo uma mulher que mantém um relacionamento com um homem mais jovem (Penn Badgley, de Gossigp Girl), Anouk tem uma relação diferente com sua mãe. Virginia (Blythe Danner) é uma mulher rica que mantém uma vida social e conta com um assistente para ajudá-la e lhe fazer companhia. Professora universitária de psicologia, ela critica a decisão da filha de migrar do teatro para a TV. Ao longo da história, Anouk descobre que a mãe foi diagnosticada com uma doença grave, a qual a leva a tomar a decisão de se mudar para a Escócia. Praticamente, temos uma inversão de personalidades. Aqui é Virginia que mantém uma distância emocional segura, enquanto Anouk ainda tenta se conectar com a mãe.

Rosie (novamente interpretada por Melissa George) se mantém a mesma. A diferença é que sua relação com o marido é mais estável e saudável. A atriz disse em entrevistas que aceitou interpretar Rosie porque desejava explorar mais a fundo sua personalidade. Infelizmente, ela não conseguiu, já que a personagem se manteve presa à sua obsessão por colocar Harry na cadeia. A diferença poder ter ficado por conta do tempo de exposição na tela.

Por sua vez, Gary (Thomas Sadoski, de The Newsroom) deixou de ser o alcoólatra descontrolado que sente pena de si mesmo para se tornar uma pessoa mais equilibrada, que consegue lidar melhor com a bebida (embora esteja sempre com um copo ou uma garrafa na mão). Aqui ele tem mais controle sobre seu casamento, chegando ao ponto de demonstrar maior preocupação e afeto pela esposa.

Nesta versão, Manolis (Brian Cox, de Bob Servant) se apresenta como uma pessoa mais preocupada com o caso que envolve Harry, a quem ele tenta ajudar. No original, ele deixa que o sobrinho e seu filho decidam o que deve ser feito e como. Harry (Zachary Quinto, de Heroes) foi transformado em um vilão de novela. Suas nuances desapareceram e sua personalidade raivosa e suas atitudes preconceituosas e egoístas foram acentuadas. Por outro lado, os problemas de Rosie e Gary foram diluídos. Assim, temos uma visão clara do bem x o mal, do fraco x o forte, que não existe no original.

Thenollis (Michael Nouri), que na série australiana é o ex-namorado de Koula (a quem Manolis encontra no enterro de um amigo), é elevado a personagem importante nesta versão americana. Ele foi transformado em um advogado bem sucedido, preconceituoso e sem escrúpulos, que faz uso de qualquer informação ou forma juridicamente cabível para ganhar uma causa no tribunal.

A história de Richie (Lucas Hedges) também é outra. No original, ele é um rapaz inseguro e sociável, filho de uma das assistentes de Aisha na clínica veterinária. Ele se torna obcecado por Hector quando acredita em uma mentira que Connie lhe contou. Sua atitude imatura o leva a tentar o suicídio, quando se envergonha por ter cometido uma injustiça. Na versão americana, Richie é um fotógrafo que sobreviveu a uma tentativa de suicídio. Ele se mantém afastado dos problemas dos demais personagens, bem como de Connie. Sua função no remake se restringe a mostrar o bullying contra gays, e a de se tornar ‘aquele que ilumina a mente dos demais sobre o que é importante na vida’, dando uma lição de moral no final da minissérie.

Algumas mudanças politicamente corretas adotadas pelo remake para a rede aberta americana:

- o uísque que corre solto na festa de Hector foi substituído por vinho tinto;
- a cocaína que Anouk deu de presente para Hector (que a utilizou durante a festa) foi substituída por cigarros de maconha medicinal;
- a decisão de Anouk de abortar e dispensar o namorado foi trocada pela de ter o filho e tentar levar uma vida de casada;
- a amante de Harry e sua filha desapareceram, sendo substituída por um casinho de escritório;
- o alcoolismo de Gary e seus problemas de relacionamento com a esposa são super suavizados, o que os transformam em um casal mais saudável e equilibrado, acentuando a imagem de vilão de Harry.
- o remake eliminou a cena em que Harry masturba Connie no carro, ou seja, a relação de um homem de 40 anos com uma menina de 17 fica restrita a um beijo. A vida sexual de Connie também não é explorada;
- a relação extraconjugal de Aisha com um total estranho é trocada por uma quase traição com um antigo conhecido. Uma aliança de casamento a leva a desistir na última hora;
- a cena em que Richie se masturba olhando uma foto de Hector desapareceu, já que aqui o rapaz não se sente atraído por ele.

Existem outras mudanças, mas não irei listá-las. O mais importante aqui é a troca de foco. Ao adotar o caso jurídico como o ponto alto da história, os produtores deveriam ter se dedicado a construir o processo em seus detalhes, oferecendo ao público um debate ideológico mais profundo sobre o tema. Mas o que a série nos dá é apenas mais um processo judicial tratado de forma sensacionalista e superficial. Eles engrandeceram um caso sem contudo apresentar novas argumentações, de defesa ou de acusação, que justificassem este foco.

No original, o caso faz parte das histórias de Harry e Rosie, sendo definido no quarto episódio (de um total de oito). Os demais episódios/trajetórias quase nem o mencionam ou ele é visto em segundo plano. Se a versão americana tivesse reduzido a atenção aos problemas pessoais que nada tinham a ver com o processo, e se dedicado a construir argumentos de acusação e de defesa que se equilibrassem para que pudessem sustentar um debate, o remake teria sido justificável, apresentando uma outra abordagem para a mesma história. Pela forma como foi feita, a versão americana esvaziou o conteúdo do original, enfraquecendo a trama e seus personagens, sem oferecer algo em troca.

A versão australiana de The Slap está disponível em DVD no mercado internacional. O remake americano pode ser visto no site da NBC, por aqueles que moram ou visitam os EUA.

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‘Eye Candy’ está cancelada

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O canal MTV decidiu não renovar a série Eye Candy para sua segunda temporada. A informação foi divulgada pela atriz Victoria Justice em seu perfil do Twitter, e confirmada pela imprensa americana.

Adaptação de Jason Blum, Emmy Grinwis e Catherine Hardwicke da obra de RL Stine, a história acompanha a vida de Lindy (Justice), uma jovem que trabalha na área de computação de uma empresa financeira. Em suas horas livres, ela mantém um blog sobre ataques terroristas e suspeitos de assassinato, o que a afasta da vida social. Decidida a seguir os conselhos de Sophia (Kiersey Clemon, de Transparet), sua companheira de quarto, ela começa a entrar em sites de encontro online. Mas logo Lindy descobre que Jake (Ryan Cooper), um de seus pretendentes, é um perigoso stalker e assassino em série em potencial. Assim, com a ajuda de seus amigos, ela começa a investigá-lo.

A série teve dez episódios produzidos, que registraram a média de 590 mil telespectadores, com 0.25% entre o público alvo vivo. Número abaixo da média conquistada pelas outras produções ficcionais do canal, que atualmente é de 1.1 milhão, com 0.53% entre o público alvo ao vivo.

Esta é a segunda série cancelada pelo canal este ano. A primeira foi Happyland. Para a próxima temporada, a MTV já tem duas outras séries Scream, versão televisiva da franquia cinematográfica Pânico; e Shannara, adaptação da obra de Terry Brooks.

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18/04/2015

às 15:05 \ Séries Anos 1970-1979, Spinoff

Lembra da série ‘Mary Tyler Moore’?

Elenco de 'The Mary Tyler Moore Show' (Fotos: CBS/Arquivo)

Elenco de ‘The Mary Tyler Moore Show’ (Fotos: CBS/Arquivo)

Uma das sitcoms mais importantes da história da TV americana, Mary Tyler Moore/The Mary Tyler Moore Show permanece atual, com um ótimo texto e um bom desenvolvimento de personagens.

A série revolucionou a forma como a mulher é retratada pelas comédias americanas. Com quatro perfis bem distintos, Mary Tyler Moore trabalhou os sonhos e a realidade da mulher solteira, bem como o da mulher frustrada no casamento.

Mary (Mary Tyler Moore) representava a mulher que todas desejavam ser. Ela era gentil, preocupada com a sociedade e os relacionamentos, bem como uma profissional dedicada, que busca realizar o melhor trabalho possível, visando qualidade e seu crescimento.

Livre, Mary não era uma virgem à procura do príncipe encantado, mas uma mulher madura que busca um relacionamento, sem que este determine quem ela é. Inicialmente insegura e ingênua, Mary foi crescendo ao longo da série, aprendendo a se posicionar e a expressar suas opiniões, tanto pessoal quanto profissionalmente.

Para o público da década de 1970, Mary se tornou uma porta voz da revolução feminina, em uma época em que as mulheres cresciam no mercado de trabalho. Mas como ocorre com qualquer mudança sócio-cultural, essas mulheres eram discriminadas, seja no ambiente profissional ou social e familiar.

A série não se restringiu a um único perfil feminino. Na história, Mary termina seu longo noivado com um estudante de medicina, chocando amigos e familiares. Ela então se muda para Minneapolis onde aluga um apartamento e arranja um emprego de produtora de um noticiário, em uma emissora de TV local.

O apartamento fica em uma antiga casa dividida em três moradias. Sua síndica é Phyllis (Cloris Leachman), personagem que representava a mulher que todas temiam ser ou se tornar. Phyllis seguiu o padrão de comportamento social de sua época. Casou cedo achando que sua vida seria definida pela felicidade de ser esposa e mãe. Ao longo dos anos, ela foi se desiludindo com sua vida de casada mas, como foi educada para nunca admitir sua infelicidade em público, Phyllis finge que é feliz e satisfeita. Ela se dedica à educação de sua filha Bess (Lisa Gerritsen), uma pré-adolescente com quem ela testa todos os métodos de psicologia divulgados em sua época de como lidar com uma criança. Tratando a menina como se fosse um brinquedo novo, ela se surpreende ao perceber que a filha é mais equilibrada que ela.

A outra moradora do prédio, que vive no sótão transformado em apartamento, é Rhoda (Valerie Harper), judia e solteira que representava a mulher que todas realmente eram. Hippie chique, Rhoda trabalhava como decoradora de vitrines de lojas de roupa. Irônica, por vezes sarcástica, vivendo uma eterna luta contra a balança, Rhoda buscava realização profissional e um casamento (não necessariamente nesta ordem). Mas sua maior dificuldade era a de segurar um namorado, que muitas vezes não aguentavam sua personalidade franca e direta.

O quarto perfil feminino trabalhado na série é o de Sue Ann Nivens (Betty White), personagem que representava a mulher que todas temiam ter por perto. Sue Ann era a apresentadora de um programa de culinária. Considerada uma ‘cobra criada’ e  ‘devoradora de homens’, ela era uma mulher bem sucedida, porém solitária, que precisava chamar a atenção para sentir-se importante. Sem admitir sua solidão, ela entrava nos ambientes esbanjando confiança, mantendo seu radar sempre ligado, insinuando-se de todas as formas possíveis para seduzir um homem e provocar inveja nas outras mulheres, a quem ela constantemente diminuía.

Ainda podemos acrescentar a esta lista de personagens femininas Georgette (Georgia Engel), que teve uma participação menor, porém importante. Georgette era a mulher ingênua e de bom coração, aparentemente de personalidade submissa, mas que tem opiniões bem definidas.

'The Mary Tyler Moore Show'

‘The Mary Tyler Moore Show’

Ao longo de sete temporadas, a série trabalhou esses perfis femininos, que evoluíram ao longo da história, sem deixar de lado as figuras masculinas que circulavam por este ambiente.

Entre eles, Lou Grant (Ed Asner), o chefe de Mary na pequena estação WJM, onde ele era o editor chefe do telejornal local. Mary foi contratada como produtora do telejornal e secretária de Lou. Veterano do jornalismo, ele se vê preso a um emprego no qual não consegue crescer. Mantendo uma rotina que o sufoca, Lou sonha em divulgar grandes notícias que o desafiem como profissional. Rabugento, Lou tinha problemas de expressar seus sentimentos. Toda vez que precisava se abrir com alguém, ele pedia para Mary fazê-lo em seu lugar. Machista, pai de família, o personagem foi moldado em John Merriman, apresentador do telejornal The CBS Evening News.

O maior desafio de Lou era o de aceitar a presença de seu âncora, Ted Baxter (Ted Knight), um sujeito que ninguém entende como consegue manter seu emprego. Ted é o ‘bobo da corte’, um sujeito atrapalhado, de baixo nível cultural, que acredita ser um galã de cinema. Apoiando-se 100% em sua aparência, Ted não busca estudo ou algum tipo de aperfeiçoamento para realizar melhor seu trabalho, mesmo sabendo que precisa. O personagem foi criado para ser interpretado por um ator mais jovem, mas quando Knight (já falecido) fez o teste, os produtores perceberam que seria muito melhor envelhecer o personagem que continuar procurando alguém mais jovem.

Por fim, a série também tem o personagem Murray (Gavin MacLeod), o redator das notícias lidas por Ted. Considerando-se um brilhante jornalista e redator, Murray não se conforma com o fato de se empenhar em escrever bons textos só para que Ted trocasse as palavras e muitas vezes o sentido das frases. Seu sonho é o de, um dia, ter coragem para largar o emprego e se tornar escritor. Mas, casado e com uma filha para criar (Helen Hunt em início de carreira), Murray se acomodou no emprego que arranjou. O personagem era inspirado no jornalista Dick Robinson.

A série surgiu em 1969, quando Grant Tinker, então vice-presidente da 20th Century Fox, procurou por um veículo em que sua esposa, pudesse estrelar. Mary já tinha feito sucesso na década de 1960 quando interpretou Laura Petrie, esposa de Dick Van Dyke, na série Comédias Dick Van Dyke/The Dick Van Dyke Show. Contudo, desde o fim da sitcom ela não conseguia fazer sucesso com outros trabalhos.

(E-D) Rhoda, Mary e Phillis.

(E-D) Rhoda, Mary e Phillis.

Tinker apresentou para a rede CBS um argumento sobre o cotidiano de uma mulher que, sem pertencer à classe operária, trabalhava para sobreviver. A CBS gostou do projeto e, sem ter um roteiro escrito ou enredo desenvolvido, encomendou a produção de treze episódios para a primeira temporada. Tinker então contratou os roteiristas e produtores Allan Burns e Jim L. Brooks (Os Simpsons), que tinham feito sucesso com Room 222, para desenvolver os roteiros e os personagens.

No início, Mary Richards deveria ser uma mulher divorciada. Mas a rede CBS não aceitou esta proposta. A razão era simples: nenhum canal da época queria se arriscar a gerar críticas negativas da sociedade conservadora (e dos anunciantes) por apresentar uma comédia sobre uma divorciada.

Alegando que o público veria Mary como sendo Laura divorciada do personagem de Van Dyke, os executivos da rede temiam que ela gerasse uma antipatia instantânea do telespectador. Assim, ficou decidido que Mary seria solteira, mas teria terminado um relacionamento duradouro, neste caso, um noivado. Desta forma, os roteiristas deixavam a ideia do divórcio subtendida e o canal não arcava com a polêmica que poderia gerar a figura da mulher divorciada.

Produzida pela MTM Enterprises Productions Inc, empresa criada por Tinker e Moore com este objetivo, a série estreou no dia 19 de setembro de 1970, frustrando o canal. Sem conseguir conquistar uma boa audiência, a sitcom quase foi cancelada. Foi Fred Silverman, vice-diretor de programação, que a salvou. Tendo se apaixonado pela série, ele mudou o horário de sua exibição na expectativa de gerar maior audiência. Ao final da primeira temporada, a série já ocupava o vigésimo segundo lugar da audiência americana. Uma boa posição, mas foram as oito indicações ao Emmy (das quais ganhou quatro) que garantiram sua continuidade. Ao todo, a série foi indicada a 67 Emmy, com 29 vitórias.

No início da segunda temporada, Knight pediu para ser liberado de seu contrato. Considerando seu personagem muito pequeno e pouco trabalhado, o ator estava insatisfeito e desejava buscar novas oportunidades de trabalho. Para mantê-lo, os produtores introduziram Georgette, que se tornaria sua namorada, gerando novas situações para ele. Ted conhece Georgette durante uma festa na casa de Mary. Mais tarde, os dois se casam e têm dois filhos, Mary Lou e David, que foi adotado. Na temporada seguinte, foi a vez da produção introduzir na série a personagem Sue Ann Nivens, a apresentadora de um programa de culinária.

Apesar do sucesso que a sitcom conquistou ao longo dos anos, Moore pediu para encerrar sua produção. Assim, a trajetória dos personagens chega ao fim em 1977 quando, no último episódio, todos são demitidos, menos…. Ted Baxter. Ao todo, foram produzidos 168 episódios.

Elenco de 'Rhoda'.

Elenco de ‘Rhoda’.

Mary Tyler Moore gerou três spinoffs. A primeira foi Rhoda, que estreou em 9 de setembro de 1974 apresentando a vida da personagem, novamente interpretada por Valerie.

Vivendo em Nova Iorque, ela se casa com Joe Gerard (David Groth), um homem divorciado e proprietário de uma empresa de demolição.

No elenco de personagens também estão os pais de Rhoda, Ida (a impagável Nancy Walker) e Martin (Harold Gold), sua irmã Brenda (Julie Kavner, a voz americana de Marge Simpson em Os Simpsons), e Carlton (Lorenzo Music), o porteiro do prédio, cuja presença era marcada apenas pela voz, via interfone. Entre outros.

O interessante da série é que ela trabalhou, ao longo de sua produção, o tema do divórcio. Rhoda se casa com Joe na primeira temporada mas, na terceira, os dois se separam, sendo que o divórcio ocorre na quarta temporada. Durante este processo, os dois chegam a fazer terapia de casal. Quando Joe deixou Rhoda, o público se revoltou, mas a audiência não despencou.

Com a separação, Rhoda se tornou a personagem que os produtores queriam trabalhar quando Mary Tyler Moore foi criada, ou seja, a vida de uma mulher divorciada na década de 1970. O tema chegou a se estender ao casal da terceira idade, quando, na última temporada, os pais de Rhoda também se separaram. Eles não chegaram a se divorciar, visto que, aos poucos, ele vão se reconciliando.

A série foi cancelada em 1978, quando perdeu audiência para CHiPs. Ao todo, a sitcom teve cinco temporadas com 110 episódios produzidos, sendo que os quatro últimos somente foram exibidos quando a série entrou em reprise em canais regionais.

'Phyllis'

‘Phyllis’

A segunda spinoff de Mary Tyler Moore foi Phyllis, que estreou em 1975.

A história mostra a vida de Phyllis que, viúva, vai morar em San Francisco com a sogra Audrey (Jane Rose) e o segundo marido dela, o juiz Jonathan Dexter (Henry  Jones), que também acolhem a neta Bess. Mais tarde, a mãe (Judith Lowry) do juiz também vai morar na casa.

Precisando de dinheiro, Phyllis busca um emprego. Na primeira temporada, ela trabalha como secretária no estúdio de fotografia de Julie Erskine (Barbara Colby), que se torna sua amiga. A atriz Barbara Colby foi assassinada em um estacionamento após as filmagens de três episódios, levando a produção a substituí-la por Liz Torres, que interpretou a mesma personagem. Na segunda temporada, Phyllis vai trabalhar como assistente de um supervisor municipal.

O objetivo da série era o de contar a história de uma mulher de meia-idade que, sempre sustentada por alguém, busca se estabelecer no mercado de trabalho. Ao longo da produção, a história também tratou dos relacionamentos amorosos na terceira idade, quando a mãe do Juiz Dexter decide se casar de novo.

Perdendo audiência para Os Pioneiros, a série foi cancelada em 1977, com duas temporadas e 48 episódios produzidos.

A terceira spinoff de Mary Tyler Moore foi Lou Grant, que estreou em 1977. Ao contrário das demais produções, esta série era um drama que acompanhou a vida de Lou depois que ele foi demitido da WJM.

Inspirada no filme Todos os Homens do Presidente, de 1976, a série acompanha Grant, que se muda para Los Angeles, onde vai trabalhar como editor do jornal Tribune, que estava sob o comando de Margaret Jones Pynchon (Nancy Marchand, a mãe de Tony em A Família Soprano).

Entre as spinoffs, esta foi a que conquistou maior aceitação crítica, recebendo diversos prêmios, entre eles, treze Emmy. Através desta série, os produtores trabalharam questões sociais e políticas que ocorriam na época e se tornavam manchete do jornal onde Lou trabalhava. Os episódios mostravam o levantamento da notícia, a forma como ela era trabalhada pelos jornalistas e editor, e sua publicação, muitas vezes arcando com as consequências. Na redação, existiam conflitos entre repórteres, editores, departamento de publicidade e diretoria, sempre que um tema gerava polêmica, revelando a posição de cada um.

Entre os temas apresentados na série estão prostituição, violência infantil, estupro, direitos civis, homossexualidade, preconceito racial, corrupção, alcoolismo, pena de morte, armas nucleares, poluição, doenças mentais, suicídio, greves, política, acidente aéreo, tráfico de bebês, gravidez na adolescência, neo-nazismo, brigas de gangue, imigração ilegal, assassinatos em série, pesquisas científicas e ética jornalística, entre outros.

Elenco de 'Lou Grant'

Elenco de ‘Lou Grant’

Ironicamente, a série foi cancelada em 1982 por uma questão política. Recém eleito presidente do Sindicato dos Atores, Asner criticou publicamente o governo de Ronald Reagan e sua relação com El Salvador, que na época violava os direitos civis. Enquanto o ator era condenado por parte da imprensa e recebia ameaças de morte, a audiência de Lou Grant caiu. A rede NBC ainda cogitou a possibilidade de resgatar a série, mas acabou desistindo. Lou Grant foi cancelada em 1982, com um total de cinco temporadas e 114 episódios produzidos. Na época, o canal HBO chegou a propor a produção de um telefilme para encerrar sua trajetória, mas os produtores recusaram, por não se sentirem capazes de desenvolver um texto naquele momento.

Tal qual Mary Tyler MooreLou Grant também marcou a história da TV americana, por ser a primeira série a oferecer os bastidores do jornalismo de forma mais realista, levando ao telespectador uma outra perspectiva da profissão. Ela também serviu como um registro dos problemas sociais e políticos pelos quais os EUA passaram na virada dos anos 70 para os anos 80.

Até agora, apenas Mary Tyler Moore e Rhoda saíram em DVD, nos EUA, sendo que existem episódios disponíveis na íntegra no You Tube. As quatro primeiras temporadas de Mary Tyler Moore estão aqui; sendo que a quinta, sexta e sétima temporada também estão online. Rhoda também está completa no You Tube, com sua primeira, segunda, terceira, quarta e quinta temporada. No You Tube também está Lou Grant, com sua primeira, segunda e terceira temporada. Já Phyllis tem alguns episódios, ou trechos deles, espalhados no site.

Nos vídeos abaixo, erros de gravação de Mary Tyler Moore.

Cliquem em algumas das fotos para ampliar.

17/04/2015

às 10:09 \ Cartazes, Internet, Séries Anos 2010-2019

Cartazes de ‘The Whispers’ e ‘Deadbeat’

Cliquem nas fotos para ampliar.

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‘Friday Night Dinner’ terá quarta temporada

S3FND-Elenco1O Channel 4 da Inglaterra anunciou a encomenda da quarta temporada de Friday Night Dinner. O número de episódios não foi divulgado.

Criada por Robert Popper, a série narra a vida dos Goodmans, uma família judia que não chega a ter uma postura rigorosa em relação às tradições religiosas, mas faz questão de manter o compromisso de se reunir toda sexta-feira à noite para jantar.

Cada episódio retrata um desses jantares. Adam (Simon Bird, de The Inbetweeners) e Jonny (Tom Rosenthal) são irmãos que consideram essas reuniões um mal necessário. Mas toda semana eles encontram com seus pais, Jackie (Tamsein Greig, de Episodes) e Martin (Paul Ritter, de The Game).

A família Goodman tem um vizinho chamado Jim (Mark Heap, de Lark Rise to Candleford) que, embora tenha medo de seu próprio cachorro, não consegue ficar sem a companhia de Wilson. Jim é um daqueles vizinhos que sempre tem uma desculpa para aparecer na hora do jantar.

Exibida entre junho e julho de 2014, a terceira temporada registrou a média de 1.6 milhão de telespectadores, com 4.6% da audiência em seu horário. Números bons, visto que, até setembro de 2014, a audiência média do canal era de 4.4%.

Bem recebida pela crítica britânica, a série é alvo da TV americana. Em 2011, a NBC encomendou a produção de um episódio piloto para avaliação. Estrelado por Allison Janney (Mom) e Tony Shalhoub (Monk), ele foi descartado. Em 2014, a CBS também encomendou a produção de um piloto, que logo foi descartado.

A produção é da Big Talk Productions. No Brasil, a série chegou pelo canal I.Sat.

Cliquem na foto para ampliar.

 

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