Blogs e Colunistas

21/09/2014

às 19:50 \ Galeria de Fotos, Séries Anos 2010-2019

Fotos do elenco de ‘American Horror Story’, quarta temporada

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21/09/2014

às 16:23 \ Séries Anos 2010-2019

CBS estreia ‘Madam Secretary’

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A rede CBS estreia esta noite nos EUA sua nova aposta. Madam Secretary é uma série que retrata os bastidores da política americana pelo ponto de vista de uma mulher. Ela será exibida em ‘dobradinha’ com The Good Wife, outra produção da CBS que explora o universo feminino.

Madam Secretary traz a atriz Téa Leoni de volta à TV. Esta é sua primeira série desde o cancelamento de The Naked Truth em 1998, produção que a estabeleceu. Neste meio tempo, ela trabalhou em algumas produções cinematográficas e se casou com David Duchovny (Arquivo X, Californication), com quem teve dois filhos (e de quem se divorciou recentemente). Em 2011, ela fez sua primeira tentativa de retornar à TV, estrelando o piloto Spring/Fall, projeto situado no universo da moda, que foi descartado pela HBO.

Em Madam Secretary, ela interpreta Elizabeth McCord, uma professora universitária e ex-analista da CIA casada com Henry (Tim Daly, de Private Practice), outro professor universitário, especializado em história religiosa do período medieval. O casal tem três filhos, Stephanie (Wallis Currie-Wood), que está na faculdade; Caroline (Katherine Herzer), uma adolescente popular; e Adam (Evan Roe), um garoto anarquista.

Tim Daly e Téa Leoni (Fotos: CBS)

Tim Daly e Téa Leoni (Fotos: CBS)

Quando o avião do Secretário de Estado cai, ela é convidada pelo Presidente Conrad Dalton (Keith Carradine, de Dexter e Fargo) para ocupar o cargo. Acreditando que, por Elizabeth não fazer parte da panelinha de políticos que o cercam, ela a única pessoa em quem ele pode confiar no momento.

A história sofre um salto no tempo para mostrar como Elizabeth se estabeleceu no cargo. Lidando com crises internacionais e tentando manter a diplomacia, ela ainda precisa se fazer presente na vida dos filhos (que detestam morar em Washington) e do marido.

No trabalho, um dos seus maiores obstáculos não é o Presidente de um país estrangeiro ou a política internacional como um todo, e sim o chefe de gabinete do Presidente Conrad, Russell Jackson (Zeljko Ivanek, de Damages), que não concorda com sua forma de agir, tornando-se abertamente seu adversário.

Em meio a tudo isso, Elizabeth recebe a informação de que seu antecessor pode ter sido assassinado por ter descoberto algo importante na relação entre os EUA e a América Latina.

No elenco também estão Geoffrey Arend (Body Of Proof), como Matt, responsável por escrever os discursos de Elizabeth; Patina Miller, como Daisy, assessora de imprensa da Secretária de Estado; Bebe Neuwirth (Frasier, Law & Order: Trial by Jury), como a chefe do pessoal; Erich Bergen, como o assistente da Secretária de Estado; Sebastian Arcelus, como Jay Whitman; Patrick Breen, como Andrew Munsey, diretor da CIA; Marin Hinkle, como Isabelle; e Nilaja Sun, como Juliet, entre outros.

Alguns críticos americanos classificaram a série como uma mistura de Scandal com The West Wing, sendo que ela penderia mais para Scandal. Mas, pelo enredo divulgado, ela pode estar mais próxima de Commander in Chief, série exibida pela ABC entre 2005 e 2006. Esta produção apresentou a vida de Mackenzie Allen (Geena Davis), ex-professora universitária e congressista que assume o cargo de Presidente dos EUA. Nesta produção, a personagem também precisa se dividir entre o mundo da política e do poder, e a convivência com a família.

A série foi recebida pela crítica com reservas. Segundo eles, Madam Secretary ainda não está pronta, especialmente a parte que aborda a política, mas tem potencial para crescer.

Criada por Barbara Hall (Judging Amy) e Lori McCreary, a série tem produção da CBS Studios em parceria com a Revelations Entertainment, empresa do ator Morgan Freeman, com distribuição da CBS.

Acompanhem as estreias de séries, temporadas e minisséries pelo nosso Calendário.

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20/09/2014

às 14:46 \ Séries Anos 1960-1969

‘A Feiticeira’ faz 50 anos

York, Moorehead e Montgomery em 'A Feiticeira' (Fotos: ABC/Arquivo)

York, Moorehead e Montgomery em ‘A Feiticeira’ (Fotos: ABC/Arquivo)

No dia 17 de setembro, a série A Feitceira completou 50 anos de sua estreia. Exibida pela rede ABC entre 1964 e 1972, a sitcom apresentou a vida de uma bruxa que se casa com um mortal, a contragosto dos pais e da família.

Produzida em um período de turbulência social, a série retratou de forma divertida situações que questionavam a felicidade no casamento, os relacionamentos interraciais, a velhice, a solidão e o feminismo, entre outros temas.

Samantha (Elizabeth Montgomery) é uma mulher inteligente e bonita que um dia conhece o amor de sua vida. Seu nome é James (Dick York/Dick Sargent), um publicitário cabeça quente com quem ela se casa após um breve romance. Na lua de mel, Samantha conclui que é chegada a hora de revelar ao marido sua verdadeira identidade: ela é uma bruxa. James aceita a nova situação com uma condição: nada de bruxarias. Se ela o ama, Samantha terá que viver sob suas regras e padrões.

A bruxinha concorda, mas ela ‘esquece’ de avisar ao marido que sua mãe Endora (Agnes Moorehead) jamais aceitará qualquer imposição de um mortal. Assim, quando a sogra descobre sobre James, passa a dedicar sua vida a destruir o casamento da filha, para que ela possa voltar a viver como uma bruxa, com todos os direitos que lhe cabem.

Essa situação vivida por Samantha, Endora e James apresentou ao público a transição que a mulher vivia na década de 1960. A vida daquela mulher que se dedicava unicamente ao bem estar dos filhos, marido e da casa foi colocada em xeque. Enquanto Samantha tenta se enquadrar na forma como a sociedade masculina via a posição da mulher em seu mundo, Endora representa o movimento feminista que chegara para fazer a mulher entender que ela tinha o poder e o direito de ser mais independente; que o casamento não deveria representar o objetivo final. A personagem chegava a utilizar frases e expressões popularizadas por feministas da época. Samantha sofre as influências e agressões externas ao longo de toda a série, ora questionando suas escolhas, ora determinada a se manter nos padrões que lhe foram impostos, mas sempre tentando conciliar os dois mundos.

York

York, Tobias, Sould, Montgomery e Erin Murphy

Achincalhado, humilhado, surrado, transformado nas mais diversas formas vivas ou inanimadas, James foi castigado diversas vezes por seu comportamento e crenças. Embora ainda finque o pé em manter sua decisão, ele também vai se transformando ao longo da série, tornando-se mais paciente e receptivo aos poderes da esposa.

Ao redor deste trio orbitaram diversos personagens que também retratavam a riqueza do ser humano. Através da Tia Clara (Marion Lorne) a série questionou a forma como os idosos eram tratados pela sociedade; Esmeralda (Alice Gostley) representou a solidão e a frustração da mulher em uma sociedade que acreditava que ser solteira era ter falhado na vida; em contrapartida, a série apresentou Serena (também interpretada por Elizabeth), que retratava a ideia da mulher livre e sem compromissos seja em relação a marido e filhos, seja em relação ao que a sociedade pensa; Gladys (Sandra Gould) e Abner (George Tobias), os vizinhos dos Stephens, faziam uma crítica à forma como muitos casais optavam por continuar vivendo juntos, mesmo depois da relação ter terminado; a competitividade de mercado, aliada à ganância, era vista através do trabalho de James na agência de propaganda comandada por Larry Tate (David White), um homem ambicioso que distorce situações e mente para manter um cliente e ‘ganhar mais um milhão’; a série também abordou o voyerismo (Dr. Bombay, interpretado por Bernard Fox), o ego (Morris, vivido por Maurice Evans), a inveja (Gladys) e, é claro, a força do amor (James e Samantha).

A forma leve e divertida com que a série tratou da condição humana faz com que A Feiticeira continue conquistando novas gerações de fãs, apesar do período em que ela foi produzida já não existir mais.

Montgomery, Sargent, Murphy e Lawrence.

Montgomery, Sargent, Murphy e Lawrence.

A Série 

A Feiticeira surgiu do interesse de Elizabeth e seu marido, o produtor William Asher, de trabalhar juntos. Asher chegou a desenvolver um projeto sobre um casal formado por um frentista e uma herdeira que, ao se casar, concorda em viver dentro do poder aquisitivo do marido. A família dela não concorda com a união da moça com alguém de uma classe social mais baixa e faz de tudo para separar o casal.

Com o título de The Fun Couple, o projeto foi apresentado para a Columbia Television e ao produtor William Dozier (Batman), que achou o enredo muito parecido com o projeto de A Feiticeira, criado dois anos antes por Harry Ackerman. Assim, Dozier sugeriu que Asher e Ackerman se unissem. Asher concordou, na condição de que Ackerman aceitasse Elizabeth como a intérprete de Samantha. Ackerman já tinha convidado a atriz Tammy Grimmes mas, por estar envolvida com uma produção no teatro, ela recusara. Assim, Asher, Ackerman e Elizabeth chamaram Sol Saks e Danny Arnold para escrever os roteiros e definir a personalidade dos demais personagens, dando início à produção de A Feiticeira.

Enquanto o elenco se formava, os produtores enfrentaram a resistência da rede ABC de aceitar o projeto. Por se tratar de uma série sobre bruxas e feitiçarias, os executivos do canal na época achavam que ela afugentaria o público mais tradicional, especialmente aquele do interior. Mas, quando os representantes da Quaker Oats e da Chevrolet começaram a procurar programas para a compra de espaços publicitários, eles ‘se encantaram’ com A Feiticeira. Com a venda garantida para estas duas empresas, a ABC aceitou a série, mas na condição de que ela não fosse transformada em veículo de propaganda/merchandising de novos produtos, através da agência de propaganda onde James e Larry trabalhavam. Assim, uma equipe foi criada com a única função de investigar se os nomes dos produtos e de clientes que apareciam na série já não existiam.

Montgomery e Evans

Montgomery e Evans

O início das filmagens da série sofreu dois reveses. Logo após a produção do episódio piloto, Elizabeth descobriu que estava grávida. O bebê nasceu durante o período em que a série foi adquirida pela rede ABC. Para não atrasar o cronograma, a atriz começou a filmar os novos episódios menos de um mês após o parto. Por esta razão, ela foi filmada em close-ups ou atrás de algum móvel.

O segundo problema que a produção enfrentou foi a morte de John F. Kennedy. O Presidente americano foi assassinado no dia em que as filmagens tiveram início. Elizabeth e Asher tinham trabalhado na campanha de Kennedy, sendo que Asher chegou a produzir o vídeo no qual Marilyn Monroe canta feliz aniversário para Kennedy. Apesar do choque e para atender ao cronograma estabelecido, eles não interromperam a produção.

A primeira temporada da série ficou em segundo lugar na audiência da rede ABC, perdendo apenas para Bonanza. Registrando a média de 31% entre o público alvo, A Feiticeira foi renovada. Mas conflitos entre Arnold e a rede ABC, que exigia mais cenas de magias, fez com que o roteirista deixasse a equipe de produção, sendo substituído por Jerry Davis, que trouxe mais situações de magia para a segunda temporada. Davis deixou a produção na terceira temporada, período em que a série passou a ser filmada a cores.

A Feiticeira se manteve entre as demais maiores audiências da TV americana ao longo de suas três primeiras temporadas. A série começou a perder fôlego na quinta, quando era visível a falta de criatividade dos roteiristas, que já reciclavam ideias e situações vistas nas primeiras temporadas da série, bem como de outras produções, especialmente I Love Lucy, da qual Asher foi diretor.

Mas a maior dificuldade enfrentanda pela produção de A Feiticeira foi a decisão de substituir York por Sargent. Durante a produção do filme Heróis de Barro/They Came From Cordoba, de 1959, York sofreu um acidente que prejudicou sua coluna. Nos primeiros anos que se seguiram ao acidente, York conseguiu controlar os problemas de saúde com medicamentos, o que o levou a se tornar dependente deles. Mas com os anos sua saúde foi declinando, levando-o a perder alguns episódios de A Feiticeira. A ausência do personagem era justificada com uma viagem de negócio, levando os pais de James a substituí-lo algumas vezes. Mas, durante as filmagens de um episódio da quinta temporada, York desmaiou. O ator foi levado ao hospital, onde os médicos o informaram que ele não tinha mais condições de continuar trabalhando.

Marion Lorne

Marion Lorne

Os produtores decidiram substituir o ator, visto que não seria aceitável Samantha se divorciar de James e casar com outro. Assim, Sargent, que tinha sido a primeira opção para interpretar James, foi chamado. O ator trouxe outra dinâmica para o personagem, tornando-o uma pessoa mais serena. Tendo em vista que os problemas de York tinham sido noticiados pela mídia, nenhuma justificativa sobre a troca de atores foi feita dentro da história da série.

York não foi o único a ser substituído ao longo da produção da série. Irene Vernon, que interpretou Louise, a esposa de Larry, durante a fase em preto e branco, foi substituída por Kasey Rogers quando a série passou a ser filmada em cores. Irene pediu para sair para buscar outras oportunidades de trabalho.

Na fase em preto e branco A Feiticeira também contava com outra atriz como intérprete da vizinha xereta Gladys. Ela era vivida por Alice Pearce, que faleceu vítima de câncer em 1965. Em seu lugar foi chamada Sandra Gould, que era vinte anos mais nova que Tobias, o intérprete de Abner. Por isso, ela precisou envelhecer sua aparência. Os pais de James foram vividos alternadamente por Roy Roberts e Robert F. Simon, que eram contratados por episódio. Assim, eles revezavam no papel dependendo da disponibilidade dos atores.

Talvez a perda mais sentida tenha sido a de Marion, intérprete da Tia Clara. A atriz faleceu em 1968. Ao invés de simplesmente chamar outra pessoa para dar vida à personagem, os produtores decidiram aposentar Clara, que desapareceu da história sem qualquer explicação. Para preencher o vazio que Clara deixou foi criada a personagem Esmeralda, que era tão atrapalhada com seus poderes quanto Clara.

Montgomery e Alice Gostley.

Montgomery e Alice Gostley.

Ao longo da série, Elizabeth ficou grávida mais duas vezes, levando a personagem a também engravidar. Primeiro nasceu Tabatha, interpretada por Heidi e Laura Gentry, depois por Tamar e Julie Young. Na fase em cores, ela é vivida por Erin e Diane Murphy, que permaneceram no elenco até o final da série. Tabatha era feiticeira como a mãe mas, por ser muito pequena, não tinha controle sobre seus poderes, o que gerava uma nova leva de situações. Mais tarde nasceu Adam, mortal como o pai, interpretado por Greg e David Lawrence.

Ao longo da década de 1970, séries que se apoiavam na fantasia ou que exploravam o humor ingênuo começaram a ser canceladas para dar lugar às topical sitcoms, que introduziam um humor ácido e faziam abertamente críticas sociais e políticas. A guerra do Vietnã, os escândalos políticos e os movimentos sócio-culturais transformaram o público e a televisão. Assim, A Feiticeira, que perdia para a concorrência com Tudo em Família, foi cancelada com um total de 255 episódios produzidos.

Ao longo de sua trajetória, a série inspirou a produção de Jeannie é um Gênio, pela rede NBC e o desenho Sabrina, personagem da Turma do Archie. Ela também gerou uma spinoff (ou sequência).

Em 1977, a Columbia decidiu produzir a série Tabatha (que em inglês é escrito Tabitha). Visto que Erin (única das gêmeas a ter interesse em continuar sua carreira artística) ainda não era adulta, os produtores selecionaram a atriz Liberty Williams para interpretar a personagem no episódio piloto produzido para avaliação. Ao seu lado estavam Bruce Kimmell, que interpretou Adam, e Archie Kahn, como o namorado de Tabatha, Cliff. A série foi aprovada mas os atores foram substituídos por Lisa Hartman, Robert Urich (Vega$), como o namorado Paul, e David Ankrun, como Adam.

Na série, Tabatha trabalha como produtora do talk show apresentado por seu namorado, que nada sabe sobre seus poderes. Tabatha era vigiada de perto por seu irmão Adam, que fazia o papel de James de controlar os poderes da irmã. Além de Adam, ela também tinha que lidar com o melhor amigo dele, Roger (Barry Van Dyke) que, apaixonado por ela, tentava convencê-la a largar Paul. Entre os parentes que apareciam na série estava a Tia Minerva (Karen Morrow), que fazia o papel de Endora, tentando convencer a sobrinha a deixar o mundo mortal e viver entre as feiticeiras. Dentre os personagens do elenco de A Feiticeira, a série contava com as participações de Gladys, Abner e o Dr. Bombay, novamente interpretados pelos mesmos atores.

Montgomery e Paul Lynde como Tio Arthur.

Montgomery e Paul Lynde como Tio Arthur.

Tabatha não fez sucesso e foi cancelada com apenas uma temporada de doze episódios produzida. Mas esta não foi a única tentativa de resgatar a magia de A Feiticeira. Os filhos dos Stephens também estrelaram uma série animada entre 1973 e 1974, com o título de Tabitha and Adam and the Clown Family, onde as crianças viviam às voltas com um circo.

Em 2005 foi produzido o filme Bewitched/A Feiticeira, estrelado por Nicole Kidman e Will Farrell. Esta produção não é uma versão cinematográfica, mas uma homenagem. Na história, um canal de TV está interessado em produzir um remake da série dos anos de 1960 e, sem saber, acaba contratando uma bruxa de verdade para interpretar Samantha.

A série também gerou versões internacionais. Entre elas, na Argentina (Hechizada), em 2007; no Japão (Okusama wa majo/奥さまは魔女), em 2004; na Índia (Meri Biwi Wonderful), em 2002; e na Rússia (Моя любимая ведьма). Em 2001, a rede CBS chegou a anunciar que um projeto estava em desenvolvimento para dar à série uma nova versão. Por sorte, ela não se materializou!

Outras séries que completam cinquenta anos este mês são Viagem ao Fundo do Mar, O Agente da UNCLE, Os Monstros (que recentemente quase ganhou um novo remake), Daniel Boone e A Família Addams.

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19/09/2014

às 20:20 \ Cartazes, Séries Anos 2010-2019

Cartazes de ‘Agents of S.H.I.E.L.D.’ e ‘Kingdom’

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Globo estreia ‘Dupla Identidade’

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Bruno Gagliasso em ‘Dupla Identidade’ (Fotos: Estevam Avellar/Rede Globo)

Com quase dez anos de atraso, a Rede Globo estreia esta noite, às 23h37, Dupla Identidade, minissérie sobre um assassino em série, tema que vem sendo recorrente em séries e episódios da TV internacional na última década. Pelo que me recordo, a última vez que um seriado brasileiro tratou deste tema foi com a minissérie As Noivas de Copacabana, de Dias Gomes, exibida em 1992.

Escrita por Glória Perez, Dupla Identidade também é situada em Copacabana. A história gira em torno de Edu (Bruno Gagliasso), um advogado e estudante de psicologia. Bonito, inteligente, sensível e ambicioso, ele trabalha com o Senador Oto (Aderbal Freire Filho), um homem que domina o jogo político e está sempre pronto a conquistar novos eleitores e mais poder.

Edu conhece Ray (Débora Falabella), uma mulher independente, mãe de Larissa (Maria Eduarda Miliante), que acredita ter encontrado seu Príncipe Encantado. Carente, ela logo se entrega de corpo e alma a este novo relacionamento, sem perceber que Edu esconde um lado sombrio.

Quando o corpo de Mariana (Yanna Lavigne), modelo e prostituta, é encontrado pela polícia, ela se torna a quarta vítima de um assassino em série. Dias (Marcello Novaes), um delegado dedicado que sonha com o cargo de Secretário de Segurança, está encarregado do caso. Mas em meio às investigações, ele precisa lidar com a presença de Vera (Luana Piovani), uma psiquiatra que costuma auxiliar a polícia em casos relacionados a este tipo de crime. Dias é uma antiga paixão de Vera, que ainda não conseguiu superar a separação.

Ao longo de treze episódios, a minissérie mostrará o jogo de gato e rato realizado pela polícia na captura do assassino.

No elenco também estão Marisa Orth, como Sílvia, a esposa de Oto que faz de Edu seu confidente quando descobre mais uma traição do marido; Bernardo Mendes, como Júnior, filho de Oto e Sílvia; Mariana Nunes, como Dina, amiga de Ray que a ajuda a cuidar de Larissa; Brenda Sabryna Mac, como Tati, filha de Dias que se envolve com Edu; Gláucio Gomes, como Assis, advogado e assessor do senador Oto;  Igor Angelkorte, como Ivan, amigo de Edu; Mouhamed Harfouch, como o namorado de uma das vítimas; Luana Tanaka, como Elda;  Thiaré Maia, como Cláudia; Paulo Tiefenthaler, como Nelson; e Felipe Hintze, como Cícero, os quatro últimos são peritos da polícia.

A direção é de Mauro Mendonça Filho e René SampaioDupla Identidade é a primeira produção da Globo filmada no sistema 4K, que tem uma definição melhor que o HD.

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19/09/2014

às 17:32 \ Pilotos de Séries, Remakes, Versão Televisiva

Novos projetos e pilotos – Setembro 2014 – Parte 5

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Série coreana ‘My Love From Another Star’

ABC

My Love From Another Star – Projeto de Elizabeth Craft (The Shield) e Sarah Fain (The 100) que adapta a série coreana My Love From Another Star/Byeoreseo on geudae, criada por Ji-eun Park, que teve 21 episódios produzidos. Na história, uma atriz se apaixona pelo vizinho, um sujeito anti-social que ela descobre ter vindo de outro planeta. Vivendo na Terra há vários séculos, o alienígena se sente desiludido com a raça humana. Tentando manter o juramento de que não irá interferir na vida das pessoas que o cercam, ele acaba entrando em contato com a vizinha quando tem a premonição de que ela será assassinada. Agora apaixonado por ela, o alienígena precisa decidir se permanece na Terra ou retorna para seu planeta de origem. A produção é da HB Entertainment, responsável pela série original, Enter Media Contents e a Sony Pictures Television.

Projeto de Heldens e Mendelsohn – Desenvolvido por Liz Heldens (Mercy) e Carol Mendelsohn (CSI), o projeto gira em torno de um jornalista que cai em desgraça e se vê forçado a trabalhar para seu ex-estagiário, agora sócio de um importante site de notícias. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação. A produção é da Carol Mendelsohn Productions em parceria com a Sony Pictures TV.

Pair of Aces – Projeto de Eva Longoria (atriz de Desperate Housewives), Meredith Lavender (Nashville) e Marcie Ulin (Nashville) que adapta uma matéria publicada na revista Vogue, em 2003. A matéria traça a trajetória dos gêmeos Julián Castro, prefeito de San Antonio, e Joaquim Castro, congressista, na política. No projeto, a história apresenta a vida de Chris e Alex Reyes, dois irmãos que são melhores amigos e grandes rivais na política. Sob o comando de Maria, a mãe manipuladora, os dois estão destinados a transformar a família na dinastia mais poderosa do Texas, por meio de chantagens e mentiras. A produção é da UnbeliEVAble Entertainment em parceria com a Universal TV.

Projeto de Safran e Gordon – Desenvolvido por Josh Safran (Smash) e Mark Gordon (Criminal Minds), o projeto gira em torno de um grupo de recrutas do FBI que recebe treinamento na Virgínia. A história será dividida entre o tempo presente e o futuro, o qual será visto através de flashforwards. No futuro, um dos recrutas se revela um terrorista que realizou um dos mais surpreendentes ataques em solo americano desde o 11 de setembro. A produção é da Mark Gordon Company em parceria com a ABC Studios.

Projeto de Stephanie Weir – Desenvolvido por Weir, o projeto é uma comédia que apresenta a vida do gerente de uma instituição financeira que acredita ser capaz de utilizar seu estilo de gestão para vencer a concorrência com uma organização mais importante, recém chegada na cidade. A produção é da CBS TV Studios.

Nino SantoA&E

Niño Santo – Projeto de Darryl Frank (Under the Dome), Justin Falvey (Extant), Jeff Pinkner (Fringe), Maurício Katz, Pedro Peirano e Pablo Cruz que adapta a série mexicana criada pelos três últimos, já exibida no Brasil pelo canal I.Sat. A história acompanha os trabalhos de um grupo de médicos que foi enviado a uma comunidade remota para vacinar os moradores. Lá, eles descobrem que a cidade é adepta de um culto liderado por um homem misterioso capaz de curar as pessoas pela fé. Em nome da ciência, o grupo passa a investigar os milagres e a acompanhar os trabalhos do sujeito. Aos poucos, os médicos começam a questionar a ciência em relação à fé. A produção é da A&E Studios em associação com a Amblin Television, de Steven Spielberg, e Canana, produtora mexicana.

Amazon

Runner – Projeto de Ian Sander (Ghost Whisperer) e Kim Moses (Reckless), com roteiro de Roderick e seu filho Bruce Taylor. Inspirada na Bíblia, a história apresenta a trajetória de doze apóstolos que enfrentam aqueles que estão no poder de três reinos para mudar o mundo. Ainda não está claro se a trama será situada no período bíblico ou nos tempos modernos.

CBS

Acquittal – Projeto de Jerry Bruckheimer (CSI) e Rick Eid (Lei & Ordem), que assinará o roteiro. Trata-se de uma adaptação da obra não ficcional de Richard Gabriel, Acquittal: an Insider Reveals the Stories and Strategies Behind Today’s Most Infamous Veredicts. A história gira em torno de um importante consultor jurídico que se alterna prestando serviços para a acusação e para a defesa, utilizando táticas pouco ortodoxas, as quais se apóiam mais na psicologia que nas leis. A produção é da Jerry Bruckheimer TV em parceria com a Warner Brothers TV. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação.

Supergirl – Anunciado há alguns dias, quando ainda não tinha um canal definido, o projeto ficou com a CBS que se comprometeu a encomendar a produção da primeira temporada. Desenvolvido por Greg Berlanti (The Flash, Arrow) e Ali Adler (No Ordinary Family), o projeto adapta HQ da DC Comics. Criada por Otto Binder e Al Plastino em 1959, Supergirl é Kara, a prima do Superman, dotada dos mesmos poderes. A personagem ganhou uma versão cinematográfica em 1984, com Helen Slater. Na década de 2000, ela apareceu na série Smallville, interpretada por Laura Vandervoort (Bitten). A personagem também aparece em diversas animações e sátiras.

HBO

In America – Projeto divulgado em julho, quando ainda não tinha um canal definido. Desenvolvido por Jim Sheridan (do filme Meu Pé Esquerdo), o projeto adapta seu filme Terra dos Sonhos, lançado em 2002. A história acompanha a vida de um imigrante irlandês ilegal tentando se adaptar à cultura e à vida nos EUA com poucos recursos financeiros. A produção é da Fox TV Studios.

Projeto de Olsen, Scheffer e Godrèche - Desenvolvido por Mark V. Olsen e Will Scheffer, ambos de Big Love e do remake de Getting On, com roteiro da atriz e roteirista francesa Judith Godrèche. A história apresenta uma famosa atriz francesa que se muda para os EUA, onde tenta manter sua família unida. A produção é da Anima Sola Productions.
Acquittal

NBC

The Greatest Love Story Ever Told – Projeto de Ruben Fleischer, David Bernad e Justin Spitzer (The Office). Trata-se de uma comédia sobre um grupo de funcionários que trabalham em uma loja no interior dos EUA, e os relacionamentos românticos que surgem entre eles. A produção é da Universal TV.

TNT

Projeto de Bruckheimer, Bay e Ashford – Desenvolvido por Jerry Bruckheimer (CSI) e Michael Bay (The Last Ship), com roteiro de Michelle Ashford (Masters of Sex), o projeto ganhou a encomenda de um episódio piloto para avaliação. Originalmente desenvolvido para a HBO, com base no documentário Cocaine Cowboy, de 2006, o projeto foi reformulado e oferecido para a TNT quando a HBO o descartou. A história narra o combate ao tráfico de drogas em Miami no período entre as décadas de 1970 e 1980.

Sem Canal Definido

Projeto de Schwartz e McKay – Desenvolvido por Ben Schwartz (Parks and Recreation) e Adam McKay que, se produzido, poderá ser estrelado por Seth Rogan. O enredo não foi divulgado. A produção é da Gary Sanchez Productions, Point Grey Pictures e Good Universe.

Cartazes de ‘Arrow’ e ‘The Goldbergs’

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Atualização de elencos

Candice Bergen (Foto: Mark Sullivan/WireImage)

Candice Bergen (Foto: Mark Sullivan/WireImage)

Show Me a Hero – Esta é uma minissérie de David Simon, que adapta a obra não ficcional de Lisa Belkin. A produção foi anunciada em julho. Na história, Nicholas Wasicsko (Oscar Isaac), o mais jovem prefeito de Yonkers, se vê envolvido em uma polêmica quando a corte federal ordena que ele construa casas de baixo orçamento em um bairro de classe média. O projeto divide a cidade e paralisa os trabalhos da prefeitura, colocando em risco o futuro político de Wasicsko. O ator Daniel Sauli (NYC 22) interpretará Terry Zaleski, um deputado estadual que é eleito prefeito de Yonkers depois que Nick deixa o cargo.

Red Band Society – Remake de série espanhola, a série estreou esta semana nos EUA. Ela acompanha a vida de pacientes da ala infantil de um hospital. Daren Kagasoff (A Vida Secreta de uma Adolescente Americana) terá participação recorrente interpretando Hunter, um bad boy com humor sarcástico, que se torna paciente do hospital.

Justified – A última temporada da série terá as participações recorrentes dos atores Sam Elliott (Missão: Impossível) e Garret Dillahunt (Raising Hope). O primeiro será Markham, um gangster que retorna ao Kentucky depois de passar anos no Colorado plantando maconha medicinal. Acompanhado de um pequeno exército e cheio do dinheiro, ele chega para recuperar seu império e o coração de Katherine (Mary Steenburgen), sua antiga paixão. Garret será Walker, um militar veterano que passou a última década em zonas de guerra, primeiro como soldado e depois como empreiteiro. Agora ele está pronto para iniciar seu próprio negócio (quase legal) em Harlan. A última temporada de Justified estreia nos EUA em janeiro.

Ordinary Lies – Esta é uma série anunciada pela BBC1 em agosto de 2013. Situada em uma revendedora de carros, a história acompanha a rotina de trabalho das pessoas que lidam diariamente com a tarefa de inventar mentiras para poder realizar um negócio ou se manter no emprego. Algumas dessas mentiras levam a situações engraçadas, outras a consequências trágicas. A atriz Belinda Stewart-Wilson (Inbetweeners) entrou para o elenco, mas seu personagem não foi divulgado. A série estreia na Spring Season de 2015, que compreende os meses entre março e maio.

Battle Creek – Criada por Vince Gilligan (Breaking Bad) e David Shore (House), a série apresenta os trabalhos do detetive Russ (Dean Winters, de Oz, 30 Rock, Brooklyn Nine-Nine), um homem cínico e impaciente, e de seu parceiro, o agente do FBI Milton Bradley (Josh Duhamelde Las Vegas), um sujeito humilde, ingênuo e sincero. A veterana Candice Bergen (Justiça Sem Limites, Murphy Brown) interpretará Constance, uma vigarista (que por acaso é a mãe de Russ), que ajuda a dupla em um caso que investiga. A atriz aparecerá no episódio sete mas, por ser mãe de um dos personagens centrais, é possível que ela retorne em episódios futuros. A série tem previsão de estreia para 2015.

Broadchurch – A segunda temporada desta série britânica contará com a presença recorrente de Meera Syal (The Kunars). Seu personagem não foi divulgado. A data de estreia dos novos episódios ainda não foi divulgada.

Veep – O ator Sam Richardson passa a fazer parte do elenco regular da série a partir da quarta temporada. Visto em participação recorrente da terceira temporada, Sam interpreta Richard, assessor que acompanhou Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus) na turnê de autógrafos que ela fez para divulgar seu livro. Na quarta temporada ele fará parte da equipe que trabalha no gabinete de Selina.

Bela e a Fera – A terceira temporada da série contará com a participação recorrente de Alan Van Sprang (Reign) e Natasha Henstridge (The Secret Circle). Eles serão Bob e Carol, marido e mulher que trabalham como agentes de segurança e se tornam mentores de Vincent (Jay Ryan) e Catherine (Kristin Kreuk).

19/09/2014

às 14:26 \ Séries Anos 1980-1989

Trinta anos de ‘The Cosby Show’

The Cosby Show

No dia 20 de setembro, a sitcom The Cosby Show completa trinta anos de sua estreia pela rede NBC, revolucionando o formato ao colocar no horário nobre da rede aberta a vida de uma família típica da classe média, formada por afro-americanos. Até então, as sitcoms familiares eram predominantemente formadas por famílias branca (de diferentes classes sociais).

Na década de 1970 existiram algumas tentativas de retratar a vida de uma família negra, sendo a sitcom The Jeffersons sua melhor representante. No entanto, esta produção não retratava a relação pais e filhos. Seguindo a linha das topical sitcoms de sua época, ela fazia uma crítica social à situação do negro nos EUA. The Cosby Show acabou com a crítica e retratou esta família com os mesmos problemas que qualquer outra poderia enfrentar, focando seus episódios no relacionamento familiar. Outra série que precedeu The Cosby Show foi Julia, produzida na década de 1960, na qual temos uma enfermeira afro-americana tentando criar sozinha seu filho, depois que o marido morre na Guerra do Vietnã. Embora retratasse uma mulher da classe média, ela era essencialmente uma série que acompanhava a vida de uma mulher solteira no trabalho e em seus relacionamentos românticos, bem como sua amizade com a vizinha e seus momentos com o filho.

Em The Cosby Show temos a vida de uma família inteira, com histórias voltadas aos relacionamentos entre pais e filhos. Cliff Huxtable (Bill Cosby) era um obstetra que veio de uma família de classe média. Mantendo sua própria clínica em uma adjacência da casa, ele é uma presença constante na vida dos filhos e nos problemas do dia a dia. Cliff é casado com Clair (Phylicia Rashad), outra representante da classe média. Advogada, ela passa mais tempo fora de casa, chegando à noite para ouvir do marido e dos filhos o que eles fizeram durante o dia. O casal tem cinco filhos,  Sondra (Sabrina Le Beauf), Denise (Lisa Bonet), Theodore (Malcolm-Jamal Warner), Vanessa (Tempestt Bledsoe) e Rudy (Keshia Knight Pulliam) que, ao longo da série, crescem diante do público compartilhando seus problemas de infância e da adolescência.

Ironicamente, quando a série foi concebida, ela seguia o padrão que as produções estreladas por afro-americanos tinha estabelecido. A série começou a ser concebida em 1983 por Cosby e Patricia A. Bell, tendo como referência o show de stand-up Bill Cosby: Himself. Cliff seria um chofer dono de sua própria limousine e Clair seria uma eletricista ou encanadora. A intenção de Cosby era dividir as histórias entre a relação de trabalho de Cliff (ele e os passageiros) e sua vida em família (a relação dele com a esposa e os filhos). Mas os produtores Marcy Carsey e Tom Werner o convenceram a mudar as profissões do casal e, com isso, a história mudou de rumo.

Cliff se tornou médico, filho de um músico que sofrera a segregação imposta pelas leis americanas. Ao se formar em medicina, ele se tornou a realização do sonho americano. Cliff se casa com Clair, que neste momento do desenvolvimento do projeto era uma dona de casa. Clair seria uma dominicana de pavio curto que receberia constantemente a visita dos pais. Eles falariam espanhol na frente de Cliff, que não entenderia uma palavra do que seria dito.

The Cosby ShowA ideia de Cosby era a de inverter a situação mostrada em I Love Lucy, série da década de 1950, na qual o marido é um cubano com um sotaque forte e a esposa uma americana que não fala espanhol. Por ter vivido por dois anos no México (para onde ela, sua irmã e sua mãe se mudaram para fugir do preconceito da sociedade americana), Phylicia sabia falar espanhol fluentemente, razão pela qual foi selecionada para o papel de Clair.

Mas a esposa de Cosby não gostou da personagem e o convenceu a fazer algumas mudanças, que a tornariam uma pessoa mais auto-suficiente e equilibrada. Com isso, Cosby levou a série para o terreno que predominava na TV americana: os Huxtables se tornaram uma típica família da classe média que, por acaso, é afro-americana.

A série foi oferecida à rede ABC por duas razões. A primeira é o fato de que os produtores eram ex-executivos da ABC que deixaram seus cargos para formar a produtora The Carsey-Werner Company. The Cosby Show era a segunda produção da empresa. A primeira foi Oh Madeleine, com uma única temporada exibida pela ABC.

A segunda razão era o fato de que a rede tinha, seis anos antes, provocado uma revolução na TV americana ao oferecer a minissérie Raízes, produção que retratou a trajetória do escravo Kunta Kinte. O imenso sucesso que esta produção promoveu levou à uma sequência, também pela rede ABC, com o título de Raízes: Nova Geração, em 1979. As duas produções levaram o Emmy de melhor minissérie.

Mas a ABC rejeitou o projeto que foi parar nas mãos da NBC. Esta aprovou a produção de um episódio piloto para avaliação. Os executivos do canal gostaram do resultado e a primeira temporada foi encomendada. The Cosby Show estreou no dia 20 de setembro de 1984 conquistando uma das maiores audiências da época. Ao longo de sua primeira temporada, ela registrou a média de 20.5 milhões de telespectadores com 24.2% da audiência do público alvo. A série também recebeu uma indicação ao Emmy levando o prêmio de melhor comédia do ano. Renovada, a série foi produzida ao longo de oito temporadas e 202 episódios, sendo que as sete primeiras temporadas figuraram entre as dez maiores audiências da TV americana.

The Cosby Show gerou uma spinoff, a qual retratou diversas situações relacionadas a preconceitos raciais. A Different World, produzida entre 1987 e 1993 era estrelada por Denise (Bonet), uma das filhas de Cliff e Clair. A história acompanhava a personagem na Faculdade. No entanto, ao final da primeira temporada, a atriz ficou grávida. Cosby concluiu que o público não aceitaria ver Denise grávida sem ser casada e, por isso, a personagem foi retirada da série, que foi reformulada para apresentar a vida de estudantes e professores.

Bem recebida pela crítica e pelo público, The Cosby Show dividiu opiniões, tal qual ocorreu na década de 1960 com Júlia. Ao optar por retratar uma família negra da classe média, a série deixou de lado diversas críticas sociais e culturais que surgiriam caso os personagens representassem a classe operária. Tal como Júlia, os Huxtables não sofriam preconceitos raciais. As duas produções sugeriam que, ao atingir um certo nível social, os preconceitos acabam. Representando uma minoria, a série levou um segmento de público e de crítica a classificá-la como uma versão romantizada da vida do negro na América.

Embora as críticas sejam válidas, não dá para deixar de classificar a série como revolucionária. Ela trouxe para o branco uma visão positiva do negro, diluindo algumas ideias pré-concebidas pela sociedade. A sitcom também abriu as portas para outras produções que seguem esta mesma linha. O problema é que, ironicamente, elas são atualmente mais produzidas para canais como BET (ou OWN), voltados para este segmento de público, que na rede aberta americana, onde surgem de quando em quando. Nesta temporada, sua representante será Black-Ish, que estreia no dia 24 de setembro pela rede ABC.

A série The Cosby Show também foi apontada pelo New York Times como forte influência na aceitação de Barack Obama. Quando ele foi eleito Presidente dos EUA, o jornal publicou uma matéria com o título de Before Obama, There Was Bill Cosby, na qual sugere que a forma como a série retratou a família negra americana tornou a candidatura de Obama aceitável, pois ela era vista por adolescentes que se tornaram eleitores.

No Brasil, The Cosby Show foi exibida pela rede Bandeirantes.

Adendo: outras séries que comemoram trinta anos em 2014 são Assassinato por Escrito, Miami Vice, Punky a Levada da Breca, Who’s the Boss?, O Homem que Veio do Céu, Tiro Certo, V, Night Court e Águia de Fogo.

Cliquem nas fotos para ampliar. No vídeo, um episódio da primeira temporada. 

18/09/2014

às 15:46 \ Séries Anos 2010-2019, Séries Renovadas

‘Tyrant’ garante segunda temporada

S1T-Elenco

O canal FX encomendou a produção de treze episódios da segunda temporada de Tyrant, série criada por Howard Gordon (Homeland), Gideon Raff (Hatufim) e Craig Wright (A Sete Palmos), que foi disputada pelo canal, o Showtime e a HBO.

A história acompanha a vida de Bassam Al Fayeed (Adam Rayner, de Hawthorne, Hunted), filho mais novo do ditador de um país do Oriente Médio. Discordando das atitudes do pai, Bassam se muda para os EUA, onde adota o nome de Barry e constitui família. Passados vinte anos, ele volta para seu país natal, juntamente com a família, para um casamento. Em seu retorno, ele encontra seu país vivendo turbulências políticas e sociais.

A primeira temporada foi exibida nos EUA entre junho e agosto registrando a média de 1.55 milhão de telespectadores, com 0.55% entre o público alvo, ao vivo. Com a soma do DVR, reprises e outras plataformas, a temporada chegou a 5.1 milhões com 2.3 milhões entre o público alvo.

As filmagens da segunda temporada terão início no primeiro semestre de 2015, com estreia prevista para a Summer Season.

Cliquem na foto para ampliar.

 

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