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14/01/2014

às 14:02 \ Cultura, Educação, Lei e ordem

O “rolezinho” da inveja. Ou: A barbárie se protege sob o manto do preconceito

O assunto do dia é esse, não posso me eximir de colaborar com meus dois cents. Os “rolezinhos” marcados pelas redes sociais, fruto do capitalismo, têm levado centenas de pessoas aos shopping centers luxuosos. A alegação é de que combatem o preconceito contra negros e pobres. Pretendo mostrar que não é nada disso. Mas antes, vejam as cenas de um desses “rolezinhos”:

Alguém pode realmente acreditar que se trata de alguma forma de protesto legítimo? Sou do tempo em que o eufemismo politicamente correto ainda não tinha obliterado completamente os conceitos e a linguagem. Portanto, chamemos as coisas por seus nomes, ok?

O que vemos acima se chama “arrastão”. Uma turba de bárbaros invadindo uma propriedade privada para fazer baderna não é protesto ou “rolezinho”, mas invasão, arrastão, delinquência. O primeiro passo para vencer esse avanço da barbárie é chamá-la pelo nome certo. Selvagens que cospem na civilização não são “manifestantes” coisa alguma.

Sobre o “argumento” de preconceito, vamos lá. Casais ou indivíduos, vestidos de maneira adequada (sim, a maioria dos shopping centers não permite a entrada com trajes de banho, por exemplo, e esse é um direito dos proprietários do estabelecimentos), dificilmente serão alvos de constrangimento, por mais humildes que sejam, ou se tiverem a cor da pele mais escura.

Podemos ter casos isolados de abordagem inapropriada dos seguranças (que são trabalhadores humildes), que devem ser condenados. Ainda assim, pode-se argumentar, como atenuante, que seguem um ponto de vista estatístico: se a maioria de casos envolvendo pivetes nesses estabelecimentos ocorrer pelas mãos de pessoas com determinado estereotipo, então parece natural, apesar da afetação politicamente correta, que os seguranças ficarão mais atentos e preocupados quando alguém com tal tipo adentrar o local.

Sei o quão difícil é para muitos absorver isso, mas pensem em um sujeito com turbante e mochila entrando em uma sinagoga. Ele pode ser apenas um turista, claro, mas seria compreensível que os guardas ligassem o sinal de alerta. Ele também preenche melhor o perfil do típico terrorista…

Se pobres ou negros circulam livremente por diversos shopping centers (basta uma rápida visita ao Barrashopping, o maior da América Latina, para verificar), então esse tipo de “rolezinho” não pode alegar ser rejeitado por conta de algum preconceito. Ou por outra: é preconceito sim, mas não contra negros ou pobres, e sim contra falta de educação, barbárie, aglomeração de gente em local inadequado, baderna, multidões barulhentas e indecentes.

Tudo que eles querem é causar transtorno, levar o caos a esses lugares, para serem reprimidos pela força da lei, como devem ser, e depois posarem (ou pousarem, como diria Emir Sader) de vítimas. Ou seja, estão em busca do rótulo de vítimas de preconceito, sendo que o verdadeiro preconceito vem deles. Explico.

Não toleram as “patricinhas” e os “mauricinhos”, a riqueza alheia, a civilização mais educada. Não aceitam conviver com as diferenças, tolerar que há locais mais refinados que demandam comportamento mais discreto, ao contrário de um baile funk. São bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade, e morrem de inveja da civilização. [explico melhor o que quis dizer com isso aqui]

Notem que isso não depende da conta bancária ou da cor da pele! Como eu disse, vários pobres ou negros frequentam esse tipo de estabelecimento numa boa, sem problema algum, como deve ser. Por outro lado, é bem capaz de que gente da esquerda caviar, da elite intelectual ou financeira, aplauda a barbárie dos “rolezinhos” para se sentir “engajada” e fugir justamente da pecha de preconceituoso.

Por fim, vale mencionar o direito de propriedade privada. O shopping center tem dono! Claro que certas regras, por se tratar de local aberto ao público, precisam ser respeitadas. Não é por ser propriedade privada que o estabelecimento pode barrar, por exemplo, a entrada de alguém só pela cor da pele. Isso seria crime de racismo. Mas o shopping pode, sim, criar critérios objetivos e impessoais, válidos igualmente para todos, no que diz respeito aos trajes ou comportamento.

O propósito do shopping é oferecer um local agradável para o consumo e o lazer das famílias e indivíduos. Quem está atrapalhando os demais na busca desses fins pode e deve ser impedido de permanecer no local. Os “rolezinhos” da inveja precisam ser duramente repreendidos e punidos. Caso contrário, será a vitória da barbárie sobre a civilização.

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287 Comentários

  • Elisa

    -

    17/2/2014 às 19:04

    Vamos pensar no fato de que essas pessoas que participam de “rolezinhos” são pessoas excluídas da sociedade burguesa, não tem espaço planejado para elas usarem para lazer. Depois lembramos também que apesar de serem pobres eles também tem o direito humano de usar o shopping como todos nós. Essas pessoas normalmente não tem um bom estudo, nem uma boa educação em casa (não são todos, mas muitos) então levemos em conta que eles são menores procurando diversão, do mesmo modo que uma “patricinha” ou um “mauricinho” procura. Eles obviamente não vão ter o mesmo comportamento, o mesmo gosto musical, nem o mesmo modo de se vestir justamente pelo fato de que eles são de classes sociais diferentes, não pq eles escolheram, simplesmente nasceram assim… Não podemos julgar o modo de pensar do outro, da mesma forma que não gostamos de ter nossos pensamentos julgados, então diante disso por que julgar a forma que pessoas de uma outra classe social se diverte? Eu não estou aqui para defender as pessoas que estão lá para roubar e arrumar briga, mas para defender os jovens excluídos socialmente que só estão procurando uma forma de se divertir. Não concordo com a opinião que esse texto passa justamente pelo preconceito implícito. Os “rolezinhos” já aconteciam a muito tempo nos estacionamentos e só foram “descobertos” quando os jovens entraram no shopping. Pensem nisso antes de saírem falando coisas preconceituosas sobre assuntos dessa gravidade social. Muito obrigada pela atenção. Tenho 16 anos e venho aqui mostrar minha sincera opinião.
    R: Elisa, claro que devemos julgar o comportamento dos outros. Não fazê-lo seria o caos! No mais, ninguém disse que estes jovens não podem ir ao shopping; apenas que não podem tumultuar o ambiente. Ninguém pode!

  • Monalisa

    -

    9/2/2014 às 17:36

    Não me pareceu honesto a postagem do vídeo, pois os jovens estavam fora do shopping, e a confusão se deu exatamente porque a entrada foi proibida. A impressão que tive é de tentativa de manipulação de minha opinião. Sinto muito, mas não achei o texto confiável.

  • ReginaldoSoares

    -

    8/2/2014 às 21:41

    A Raquel Sheherazade toma na cabeça e é esculachada por seus comentários por estar na TV… Há os que espalham bobagens mas saem ilesos porque ler e mais difícil que assistir televisão.

  • Rodrigo Zaborowsky

    -

    6/2/2014 às 13:35

    Rodrigo, vejo em seu texto uma análise dos rolezinhos muito mais profunda do que está reunião de jovens realmente é. Apesar de concordar parcialmente com seu post, comentários relacionados ao racismo e ao preconceito fogem bastante da idéia dos rolezinhos. Se os rolezinhos, fossem um grupo de meninos ricos e bem vestidos ouvindo musica alta, onde certos indivíduos aproveitam desta situação para baderna, a opressão seria a mesma. Isso se trata de jovens indo para lugares para se reunir e se entreter, mas o local que escolhem não é ideal.

  • Maria

    -

    5/2/2014 às 12:50

    Só na capital mundial do coitadismo banditista que combater preconceito é incutir medo, ódio, nojo e desconfiança. Em qualquer civilização minimamente meritosa, despreconceber requer aproximar para conhecer, e não invadir para intimidar.

  • Felipe Schulman

    -

    4/2/2014 às 13:13

    Rodrigo, admiro sua coragem em tempos em que o politicamente correto reina e é quase regra. A polícia do politicamente correto, como sempre, corre atrás de desculpas ou afirmações gerais, assim como culpados inexistentes para justificar o comportamento inapropriado e muitas vezes ilegal, que insistem em defender. Acredito, no entanto, que estamos todos cometendo um erro banal ao fazer análises assim tão profundas dos rolezinhos. Todos discutem o assunto rotulando-o ou como um protesto, ou uma nova moda que destruirá os poucos lugares de lazer (especialmente da elite) em São Paulo. Considero o assunto mais simples: jovens de férias foram atrás de lazer, já que não o encontraram na periferia onde moram, vieram aos bairros. Os shoppings teriam que proibir tais movimentos em suas propriedades. E assim o fizeram, não baseando-se na cor da pele, mas pelo barulho, pela quantidade de pessoas, pelo uso inapropriado do local. Acabaria aí. Mas enquanto não acabou a polícia chegou com cacetete e virou notícia. Como sempre a polícia de São Paulo, junto com o governo agem contra eles próprios, culpando não a falta de opções de lazer na cidade, e sim aqueles que sofrem com isso.

  • José Carlos

    -

    29/1/2014 às 8:10

    Comentário lúcido. Este episódio tem sido manipulado de maneira desonesta por pessoas que querem desastabilizar as relações sociais no Brasil. Chegamos ao ponto deplorável em que defender a ordem, a urbanidade, opor-se ao vandalismo, passou a ser considerado ódio aos pobres e aos negros. Pobre país.

  • Ricardo Pires

    -

    29/1/2014 às 5:48

    Muitos destes argumentos são muito fortes, e na maioria eu estou de acordo. Eu concordo que em certos casos há dificuldade dos rolezeiros conviverem com as diferenças. Também acho que as vezes falta um pouco de senso. Parece que ninguém envolvido nos rolês parou para pensar se aquilo estava certo ou não, apenas seguiram a multidão. Concordo também que existe lugar para tudo. Realmente existe lugares mais refinados onde baderna não e permitida. E sendo uma propriedade privada, quem são os jovens para desafiar as regras estabelecidas pelo dono. Se certas regras o incomodam, então se retire do local. Ninguém esta forcando jovens a irem ao shopping. Eles vão porque querem. A partir dai, o shopping pode estabelecer a regra que quiser, sendo elas regras que aplicam a todos. Apenas acho que você foi longe demais quando disse que os jovens “cospem na civilização”. Não acredito nisso. Apenas achou que estes jovens não tiveram capacidade de perceber que o que eles estavam fazendo era inapropriado e após serem abordados pela segurança do shopping e pela policia começaram a apelar pela desigualdade das classes e pelo racismo.

  • Andre

    -

    29/1/2014 às 3:09

    Primeiramente, adolescentes que se aglomeram em um shopping center para se divertir e curtir com certeza não é invasão, arrastão, delinquência e muito menos “selvagens que cospem na civilização”. Esses ‘rolezinhos’ são apenas jovens procurando formas de se divertirem e socializarem enquanto estão de férias. Concordo que uma turma de jovens num shopping center gera um certo incômodo. Porém qualquer reunião de centenas de pessoas haverá baderna e confusão, independentemente de sua classe social ou cor de pele. Também, acho errado generalizar que todos são criminosos, apesar de que sempre haverá alguns infratores que aproveitam da situação para roubar, e são esses que devem ser punidos.
    Comento: “qualquer reunião de centenas de pessoas haverá baderna e confusão, independentemente de sua classe social ou cor de pele”. Foi exatamente isso que disse e condenei: não importa a cor, e sim o COMPORTAMENTO. A barbárie está em não se dar conta da falta de respeito em confundir shopping com baile funk.

  • Nathalia

    -

    27/1/2014 às 21:09

    Rodrigo, concordo com você em apenas um aspecto: aquele em que você diz que os rolezinhos podem sim ser bastante desagradáveis. Porém, temos que entender os dois lados da situação. Não acredito que em nenhum momento esse jovens se juntaram em torno de uma ideia de vandalizar ou “causar” nos locais públicos, porque assim como eu e você, eles podem muito bem frequentar qualquer lugar público que eles bem entenderem. Mas, não posso negar que, como uma grande usuaria de shoppings, não iria gostar de ver esse tipo de baderna acontecendo ao meu redor (relacionando ao video colocado), mas, não vejo problema os adolecentes se juntarem para se divertirem. No momento em que eles são “abortados” pelos seguranças do local e uma confusão começa a tomar conta, é ai que devem agir de um modo mais rigido, mas nunca usando violência e muito menos palavras de preconceito.

  • Renato Curiati

    -

    27/1/2014 às 20:27

    Rodrigo, compreendo o seu ponto de vista, porém não acho correto dizer que estes jovens “ cospem na civilização” . Estes jovens se juntam para se divertir, e não fazer baderna. O que realmente querem é buscar uma forma de entretenimento. Claro que a bagunça faz parte, até porque isso é muito comum quando um grande número de pessoas se juntam. Também, acho que esses jovens não merecem serem reprimidos com a violência policial (que se repete de novo após as manifestações). Os jovens merecem se divertir sem serem reprimidos.

  • Julia Saliba

    -

    27/1/2014 às 18:38

    A única coisa que eu concordo com você nesse texto é que os “rolezinhos” não são agradáveis, especialmente quando você só quer se afastar um pouco do trabalho ou da escola passeando em um Shopping Center. Mas isso não é o que esses adolescentes também estão tentando fazer? Se encontrando com os amigos, conversando, nada ao extremo, eles não querem “causar transtorno, levar o caos a esses lugares, para serem reprimidos pela força da lei, e depois posarem (ou pousarem, como diria Emir Sader) de vitimas”. Eles não estão fazendo nada disso. Claro que reunindo 6,000 adolescentes, alguns podem ser tornar um pouco violentos, mas tudo o que eles querem é se divertir com os amigos, uma coisa normal igual a qualquer outra pessoa, inclusive você.

  • Luiza Kalil

    -

    27/1/2014 às 12:18

    Rodrigo, concordo com você que os “rolezinhos” são bastante desagradáveis para usuários dos shoppings que escolhem esses locais como um lugar de lazer. Porém não acho que os jovens são “selvagens que cospem na civilização”. É claro que qualquer grupo de 6000 adolescentes iram causar uma grande comoção, mas não é porque eles pertencem a uma classe mais baixa ou pela cor da pele deles. Em aglomerações deste tamanho, é de se esperar que alguns vão ser mas violentos, mas a grande maioria não. Muitos vão aos “rolezinhos” apensas para conhecer gente nova, encontrar seus fãs, e se reunir com os amigos. Portanto acho que você faz uma generalização dos jovens que comparecem aos “rolês”.

  • Cesca

    -

    27/1/2014 às 8:36

    Discutir os “Rolezinhos” que tem acontecido no Brasil é algo que certamente vai gerar polémica pois este é um fenômeno que só aconteceu e acontece no Brasil. Não tem nada similar no mundo para que se faça uma comparação ou relação. Não seria certo da minha parte dizee que é um movimento contra o racismo economico ou social no Brasil, nem dizer que é algo feito por baderneiros. O que consigo entender da análise feita por Rodrigo Constantino é que ele não consegue entender a relação entre o jeito que os integrantes dos “rolezinhos” agem e o discurso deles contra o racismo. A crítica que ele faz é em relação ao comportamento e não em relação ao discurso que não fica claro nos atos de vandalismo. Pessoalmente cresci ouvindo que o Brasil é o pais menos preconceituoso do mundo, mas eu descordo. Acho o Brasil super preconceituoso e fico impressionada quando viajo e vejo como lá fora, não importa sua cor.

  • Mateo Games

    -

    27/1/2014 às 8:03

    Apesar de seu texto estar transbordando de comentários preconceituosos concordo que o objetivo do shopping está sendo atrapalhado pelo tumulto causado por esses jovens. Na minha opinião, um shopping center não é o lugar adequado para se fazerem os “rolezinhos” e o estabelecimento deveria ter o direito de barrar aqueles que possivelmente planejam participar de um. O problema é que nos encontramos com a lamentável coincidência de que os jovens “rolezeiros” são pobres e maiormente negros, e por essa razão começa a polêmica do preconceito. Até ai concordo, porém, eu não acho que os adolescentes involucrados deveriam ser punidos como criminais porque isso seria um absurdo, levando em conta que, de acordo com a lei, eles não cometeram nenhum crime.

  • Sarah Santiago

    -

    27/1/2014 às 6:14

    Como já vimos nas manifestações de junho e julho, qualquer grupo grande de pessoas irá atrair baderneiros e pessoas com más intenções, mas isso não justifica classificar todos os participantes do rolezinhos como “bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade [que] morrem de inveja da civilização.” Os jovens que frequentam esses eventos pertencem à uma classe social emergente e não são todos negros. Concordo com você quando diz que há lugar para tudo e que é aceitável e compreensível a atitude dos shoppings, mas as dezenas de comentários preconceituosos nesse texto foram um pouco mais do que repugnantes. Confesso que não gostaria de me deparar com um rolezinho no shopping, mas não por causa dos jovens que “cospem na sociedade”, e sim pelo simples fato de não apreciar QUALQUER TIPO de aglomeração, seja dos “mauricinhos” e “patricinhas” ou dos “bárbaros” mais humildes. Sua visão do assunto é muito elitista, você está criminalizando esses jovens com base em alguns poucos participantes dos rolezinhos e agindo como vítima.

  • Nicky Ferreira

    -

    26/1/2014 às 23:44

    Depois de ler este texto, devo dizer que vejo muitos argumentos dos quais eu discordo. Primeiramente, a maneira na qual você classificou as pessoas que frequentaram os “rolezinhos” como selvagens não civilizados, delinquentes e criminosos foi completamente inadequado; certamente eles não estavam se comportando de uma maneira completamente adequada, mas ver um monte de jovens festejando juntos não é nada fora do comum, e não os faz menos civilizados que o resto de nós. Outra coisa que eu gostaria de dizer, é sobre como você fala a respeito de “rolezinhos” não serem manifestações, e eu concordo não são, mas também seu propósito nunca foi ser uma manifestação e sim um encontro de muitos jovens para se divertir. O fato que eles se encontram em shoppings não tem nada a ver com eles tentando protestar contra estes shoppings luxuosos da classe alta – tanto que muitos “rolezinhos” foram feitos em shoppings de padrão mais baixo – e sim porque os shoppings são lugares onde jovens costumam se encontrar e que tem espaço o suficiente para caber tantas pessoas. Também, acredito que chamar estes eventos de “arrastões” é simplesmente errado, estas pessoas que vão pro shopping se encontrar não são criminosos visando saquear e roubar as lojas do shopping.

  • Nabila Mourad

    -

    26/1/2014 às 23:43

    O Brasil esta sofrendo de uma descriminalização econômica e preconceito entre classes sociais. Isto foi claramente visto na série de “rolezinhos” em shoppings brasileiros e o papel da sociedade nestes acontecimentos. Não foi um movimento, também não foi “fruto do capitalismo” pois os jovens não estão manifestando contra a injustiça da classe social, muito menos a combaterem o preconceito contra negros e pobres. Interligados as redes sociais, usarem este meio para juntar-se para conversar, escutar musica em lugares públicos. Então discordo plenamente com os vários argumentos apresentados, especialmente ao “perfil do típico terrorista” e intolerância e serem bárbaros inferiores fora de nossa civilização. É exatamente ao contrario, são todos parte de nossa civilização, nada inferior e a única barbaridade neste assunto foi a falta de distinção de jovens causando tumulto e preconceito racial.

  • Frederico Miguel

    -

    26/1/2014 às 22:11

    De acordo com o dicionário Michaelis, um “arrastão” é um Furto coletivo praticado por turmas de pivetes em locais de grande concentração de pessoas, como praças públicas e praias, em geral sem violência física. Em bom português posso lhe dizer, senhor Rodrigo, que jovens de outras classes sociais também tem o direito de ir aos shoppings públicos. Como pode o senhor dizer que jovens mais pobres são inferiores? Desde quando o nosso nível é medido por nossa riqueza, ou senão, gosto musical? O que faz de um cidadão com os mesmos direitos que eu e você temos inferior? Não sou de uma elite intelectual, não apoio os “rolezinhos” e muito menos sou esquerdista. Porém não posso ficar calado enquanto escuto diversos argumentos usados para depredar a imagem de pessoas que só estão em um evento social num local exclusivamente feito para o entreterimento.
    R: “Como pode o senhor dizer que jovens mais pobres são inferiores?” Simples: não disse isso! Leia direito ou tenha mais honestidade. Disse que inferiores, do ponto de vista CULTURAL, eram aqueles que não respeitavam os demais e confundiam um shopping center com baile funk, o que é BEM diferente.

  • Valentin Hollard

    -

    26/1/2014 às 21:26

    Caro Rodrigo Constantino, são muito poucos os pontos que concordo neste seu post. O video presente no início deste post já desperta no leitor um sentimento de ódio contra estes jovens, mas não se sabe que tal comportamento não esta presente em todos “rolezinhos”. No video, é um grupo de jovens isolados, no lado de fora de um shopping, e acho errado generalizar todos “rolezinhos” como este no video. Condeno o comportamento dos funkeiros no video, mas não se pode generalizar a situação. Por outro lado, comparar estes jovens como “bárbaros”, como este (http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Conan.jpg) acho muito exagerado. São jovens que não tem condição de viajar durante suas ferias, e decidem de simplesmente se encontrar em um shopping para socializar. Se fossem se aglomerar em um local público como uma praça ou uma avenida como você sugere, receberiam provavelmente balas de borrachas e gás lacrimogêneo por existir este “preconceito” que você sustenta.

  • Luiz Felipe Vidigal

    -

    26/1/2014 às 20:30

    Acho até engraçado como hoje em dia, depois das ondas de protestos legítimos do ano passado, tudo é visto como uma ‘revolução social.’ Os ‘rolezinhos’ são nada menos que jovens de uma determinada classe social que, independente da cor de pele, procurando meios de se divertir. Não tem a intenção de roubar ou agredir, apesar de alguns criminosos poderem se infiltrar na multidão. Entendo perfeitamente por que são vistos como mal educados, aliás, não conheço multidões educadas. E também entendo por que shopping centers, que são propriedade privada, estão fechando suas portas. De fato, o potencial de aglomeração dos ‘rolezinhos’ assustam e nenhum shopping, de classe alta ou baixa, gostaria de lidar com tal multidão em seus demais estabelecimentos. Os ‘rolezinhos’ estão longe de ser bárbaros. São jovens que estão querem conhecer pessoas novas e se divertir. Infelizmente eles ainda não acharam seu lugar (shopping centers não são adequados para tal tipo de evento), mas eventualmente isso vai acontecer.

  • Marina Telles Nogueira

    -

    26/1/2014 às 19:54

    Oi, Rodrigo Constantino! Aqui quem escreve é a mãe dos meninos( Márcio e João Paulo) e estou com eles nesta empreitada juntamente com você. Eles me pediram para você ler o blog do Gustavo Moreira, História e Política e o artigo deste: “Ainda bem que somos bárbaros: Rodrigo Constantino e seus fãs civilizados”. “Fãs Civilizados”, entenda-se como os seus próprios leitores que fazem alguns comentários do “arco da velha”! (Marina Telles Nogueira; na verdade sou madrasta dos dois, mas não gosto desta palavra!). Abraços, Rodrigo!

  • Lucas Espanha

    -

    26/1/2014 às 19:40

    Existe um preconceito contra esses jovens e tal preconceito ficou evidente após as restrições impostas pelo shopping JK, proibindo jovens destes “rolezinhos” de frequentarem o local. O preconceito porém é economico e não racial. A desatisfação das pessoas ao verem esses jovens não tem nada haver com o fato de alguns serem negros e outros não, e sim por estar em uma classe social abaixo dos frequentadores “habituais” do shopping. Não acho errado o JK proibir a entrada desses jovens, afinal, uma instituição privada tem o direito de selecionar seus frequentadores, agora o erro está em considerar estes jovens criminosos. Os jovens que participam nestes encontros não comparecem armados, tão pouco com a intenção de assaltar as lojas. Eles comparecem juntos para se divertirem, por que para eles isso é um meio de distraição. Dizer que estes jovens “cospem na civilização” é incorreto, pois estes jovens não se juntam para protestar e fazer baderna, são jovens que querem um entretenimento e acabam fazendo bagunça, como qualquer grande grupo de pessoas faz. Em conclusão, vejo este tema como uma futilidade, o que a sociedade deveria estar realmente preocupada é com problemas de uma escala maior e não discutir a criminalidade ou não destes jovens.

  • Guilherme Pires

    -

    26/1/2014 às 19:31

    Rodrigo, concordo contigo que os ‘rolezinhos’ não tem foco algum em manifestação ou mobilização e só se trata de jovens querendo se divertir, mas dizer que quem participa nos ‘rolezinhos’ cospem na civilização é um absurdo. Os jovens presentes nesses ‘rolezinhos’ são predominantemente de classe C, a classe que mais evoluiu economicamente no Brasil. Eles possuem videogames, roupas e sapatos de grifes, portanto consomem desses mesmos shoppings em que vão tocar suas músicas e conhecer pessoas. Os ‘rolezinhos’ se tratam apenas de uma forma de diversão e não devem ser reprimidos com tanta violência policial, que é sempre um problema no Brasil. Se os shoppings quiserem banir os ‘rolezinhos’, fiquem à vontade, mas não pode ser permitido que policiais, da mesma classe C, desçam a porrada em jovens procurando se divertir.

  • João Paulo Nogueira

    -

    26/1/2014 às 17:51

    Desculpe-me, mas não tive a intenção de acusar ninguém de “nazista” aqui. Até mesmo porque não conheço pessoalmente estes que fazem comentários infelizes contra os pobres e negros. E outra coisa: não possuo uma visão classista e maniqueísta da questão dos rolezinhos. Seria simplista e simplório de minha parte( assim como estão fazendo alguns esquerdistas e marxistas que tenho lido e ouvido nestes últimos dias). Aliás, meu irmão(Márcio) e eu temos procurado ler as mais diversas opininões, da esquerda à direita, sobre o assunto em boga no momento. De Paulo Nogueira a Aluízio Amorim, Raquel Scherazade, Júlio Severo e Felipe Moura Brasil. Mas, não a propósito do “darwinismo social”, com aspas ou sem aspas, sugiro a leitura do livro de Edwin Blacke: “A Guerra contra os Fracos: a Eugenia e a Campanha Norte-americana para criar uma Raça Perfeita”( se não me engano, o subtítulo é este), de mais 850 páginas, fartamente documentado. Ainda não o comprei, mas será o meu próximo livro a ser lido. Ainda sugiro a leitura do artigo “A arte de ignorar os pobres”, de James Kenneth Galbraith, no blog Controvérsia.

  • João Paulo Nogueira

    -

    26/1/2014 às 16:52

    Mestre Constantino, sem demagogia, meu irmão e eu aprendemos muito com os seus artigos aqui no blog. Porém, sem prentender cassar a palavra de ninguém, há certos comentaristas aqui deste espaço cujas opiniões chegam a bordejar o famigerado e e de triste memória darwinismo social de Herbert Spencer e Companhia Limitada do século XIX. É só você observar como alguns comentários se referem aos pobres e negros oriundos das favelas e bairros da periferia. Tenho até dificuldade em repetir aqui tantos adjetivos baixos e mesquinhos que bem denunciam o tipo de caráter de quem os redige. É lamentável. Felizmente são apenas alguns em mais de 250 comentários. E nem me atrevo em solicitar a você que os delete. Absolutamente! Por favor, não faça isso! Pelo menos tais pérolas sócio-darwinistas têm um aspecto demonstrativo e pedagógico de como o darwinismo social, apesar de ter caído em desgraça após os horrores do nazismo, no final da Segunda Guerra Mundial, continua, em pleno século XXI, ainda que de forma difusa, presente na mentalidade popular do senso comum. Especialmente de determinadas pessoas que, apesar de mal terem ouvido falar de darwinismo social, eugenia, Francis Galton, Chamberlain, Spencer, etc. Porém, de holocausto nazista e Adolf Hitler, é claro, todos estes preconceituosos e racistas já ouviram falar um trilhão de vezes ao longo de suas vidas, não é mesmo?

  • Ale Ortiz

    -

    26/1/2014 às 16:10

    Primeiramente, concordo com algumas pontos que o senhor faz, por exemplo quando diz que shoppings são propriedade privada e tem donos. Nisso, você esta certo, o shopping é de alguém e cabe a eles fazerem o que quiserem com o que é deles. Mais altamente descordo com a generalizações que você faz, pois isso demonstra uma ignorância de alta magnitude que o senhor tem sobre as pessoas que atendem os “rolezinhos.” Do outro lado, pessoalmente também não concordo com os “rolezinhos”, pois eles criam em uma escala muito grande uma exterioridade que acaba afetando outros que não estão envolvidos. Musica muito alta e um grande numero de pessoas que, se acontecer algo, como um incêndio, nem todos poderão se salvar.

  • Luiz de Campos

    -

    26/1/2014 às 14:29

    Eu também não acho que essas multidões de jovens podem invadir os corredores dos shoppings e atrapalhar as vidas de todas as outras pessoas que não pertencem a esses grupos. Porém, seu argumento inteiro é absurdo, baseado em uma fonte só e um estereótipo. Esse vídeo só mostra uma pequena parte dos “rolezinhos”. Primeiramente, gostaria de apontar que os “rolezinhos” são encontros organizados por funkeiros jovens para poder encontrar com seus fãs e fazer novas amizades. Concordo que um shopping não é o melhor lugar para marcar um encontro de mais de 6000 pessoas e, em um grupo de 6000 pessoas, sempre vai ter alguém que quer causar confusão. Mas, isso é verdade para qualquer situação envolvendo milhares de pessoas. Portanto, você não pode dizer, baseado em um único vídeo no Youtube, que esses jovens são bárbaros que cospem na civilização. Também não pode generalizar que todos eles são indecentes, mal-intencionados e ignorantes só porque gostam de funk. Achei mais chocante e desrespeitoso sua afirmação que uma pessoa com um turbante e uma mochila tem mais probabilidade de ser um terrorista. Consequentemente, seu texto é limitado e preconceituoso.

  • Mike Thomas

    -

    26/1/2014 às 11:19

    Rodrigo, discordo com a maioria dos seus argumentos, pois você generaliza uma raça e class econômica, por base de uma minoria. Ou seja, só porque tem alguns negros e pobres que não são educados, não significa que todos são assim. Se fosse assim, você poderia usar esse argumento pra maioria de homens brancos e bem-sucedidos, pois eu já conheci muitos sem educação. Não se pode colocar todos os negros e pobres do país em um grupinho porque todos nós somos diferentes e, de fato, não há só negro e pobre lá. É só assistir o vídeo que você postou mesmo que dá pra ver negros e brancos.

  • Marcos Oliveira

    -

    26/1/2014 às 5:11

    Sr. Rodrigo Constantino. Sou negro, pobre, ganho pouco, trabalho duro e gosto de funk, mas nem por isso me vejo no direito de constranger pessoas educadas que levam seus filhos ao shopping para ter seu momento de lazer familiar. Quando falo de pessoas educadas não estou falando de educação formal, mas da educação que trazemos de casa, ensinada por nossos pais, que esses baderneiros sabem muito bem o que é, mas ignoram. Portanto, ser negro, ser pobre, ser funkeiro, ou qualquer outro pseudo-coitadinho não é desculpa para falta de educação, falta de respeito ao próximo e à propriedade alheia. Vejo esse pessoal do rolezinho que fazem baderna em shopping como verdadeiros vagabundos, mau caráter e criminosos. Esse problema se resolve da seguinte forma: um par de algemas e uma cela bem quentinha por um bom tempo (um santo remédio). Portanto Rodrigo, concordo 100% com tudo que você disse. Mas infelizmente, vejo que existe em sua página comentários de algumas pessoas dotadas de covardia intelectual e contaminadas pela PRAGA DO POLITICAMENTE CORRETO que ficam pinçando picuinhas do seu texto para tentar justificar, de alguma forma, a ação desses vagabundos. No meu entendimento, quem protege vagabundo é por que é da mesma laia. Portanto companheiro, ignore tais comentários e parabéns pelo seu texto.

  • Victor Chang

    -

    25/1/2014 às 22:30

    Para começar, os “rolezinhos” foram planejados para o lazer e não para a manifestação de jovens adolescentes da classe menos privilegiada. É preciso levar em consideração que qualquer multidão pode gerar desordem, portanto, não podemos generalizar de que todos os jovens reunidos para o “rolezinho” são jovens delinqüentes. Não podemos nos deixar fixados com os estereótipos de que pessoas negras, pobres, que moram na favela e que escutam funk sejam bárbaros. Em seu texto, você diz que os jovens que participam desses “rolezinhos” são nada mais que selvagens que cospem na civilização e compara eles com um terrorista em uma sinagoga. Acho que você exagera em alguns pontos de seus argumentos no qual alguns são absurdos para ser sincero. Ao escrever um artigo com um grande potencial de tornar um assunto polêmico, você deveria ter pesquisado mais para ter uma visão mais ampla dos “rolezinhos”, ter falado com os jovens participantes dos “rolezinhos” por exemplo.

  • Gabi Campos

    -

    25/1/2014 às 20:52

    Achei levemente irônica sua abordagem ao tema do preconceito sendo que seu texto está repleto dele, desde sua descrição do “típico terrorista” à sua denominação dos adolescentes que frequentam “rolezinhos” como “selvagens.” Você faz afirmações incorretas sobre os “rolês”, os quais não têm como finalidade a violência, “caos,” ou “causar transtorno.” De acordo com os “rolezeiros” entrevistados pelo Fantástico, os “rolezinhos” são apenas festas onde os adolescentes querem se divertir. Concordo que para muitos, esses acontecimentos são inconvenientes, principalmente levando em conta que uma pequena parte dos jovens foge da conduta ética. Porém, não é separando pessoas de classe social alta (de acordo com seu texto, a “civilização mais educada”) das de classe social baixa (associadas no seu texto à falta de educação, barbárie e inferioridade) que uma solução será encontrada.

  • Esther Choe

    -

    25/1/2014 às 14:12

    Discordo plenamente com os seus argumentos. Primeiramente, é de se esperar que, não importa a classe social, um grupo de pessoas sempre fará barulho. Acredito também que os jovens que participam no “rolezinhos” não são “selvagens que cospem na civilização”. Vendo diversas reportagens, os jovens vieram para um encontro que foi planejado pelas redes sociais, onde a intenção era fazer novas amizades e um encontro de fãs. Eles não tiveram a intenção de cuspir na civilização e acredito que você está julgando os jovens baseado em suas classes sociais. Eles podem ser de uma classe mais baixa, mas isso não significa que todos são “bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade e morrem de inveja da civilização,” isso é só um estereotipo. Sim, concordo que não gostaria de me deparar um os “rolezinhos” nos shoppings, já que a minoria dos jovens vão com más intenções, mas isso foi, como dito antes, planejado em redes sociais onde qualquer um poderia participar.

  • Aline Ho

    -

    24/1/2014 às 19:04

    É inaceitável que os jovens escolham um lugar inapropriado e privado para escutar “funk ostentação”, incomodando outros indivíduos que escolheram o local como uma forma de lazer. Alguns consideram isso uma questão das classes sociais menos favorecidas querendo ter acesso a ambientes frequentados por pessoas mais privilegiadas. Porém, eles não têm direito de destruir a propriedade privada de quem paga impostos. É verdade que existem jovens bem intencionados, que desejam se reunir para se divertir, sem causar dano a ninguém. Entretanto, pelo fato de que os “rolezinhos” foram formados por redes sociais, com mais de 1000 pessoas envolvidas, muitos jovens aproveitaram da situação para agir com más intenções. Os jovens têm o direito de se reunir, mas para isso o poder público deve providenciar locais adequados, como quadras esportivas, praças, clubes e escolas. Só assim os shoppings deixam de ser a única opção.

  • JOÃO CELLES

    -

    24/1/2014 às 17:07

    Rodrigo, seu argumento descamba ladeira a baixo quando você afirma que uma pessoa pobre, ou favelada que escuta funk,é inferior que uma mulher rica que pode pagar até 10 mil reais em uma bolsa. Não se mede valores muito menos inteligencia e educação pelo “recheio da carteira”
    Comento: quando foi que eu disse isso? Não coloque palavras falsas em minha boca, rapaz! Isso é feito, desonesto. Eu condenei a postura daquela turma toda sem respeito pelo próximo, que acha que shopping é baile funk. Pode ter branco ou negro, rico ou pobre ali. Condeno o COMPORTAMENTO.

  • Tenente Coronel

    -

    24/1/2014 às 12:33

    Hoje estamos vivendo uma situação de baderna generalizada, onde marginais incapazes de produzir estão revoltados por sua própria inaptidão em aprender e evoluir como pessoas insertas numa sociedade de consumo. O seu texto é mais do que correto, ele diagnostica um fenômeno interessante, onde as influências esquerdistas confundem bandalheira com manifestação, destruição da propriedade privada com protesto, intimidação criminosa e agressão física com manifestação do pensamento e inversão de valores socialmente construídos com liberdade de expressão. Será possível não se aperceber que essa geração de idiotas jovens e de tendências sociopatas já comprometeu o futuro do país? Será possível não entender que o tratamento jurídico e policial atual não é eficiente ou minimamente eficaz contra a ação deles? É assim tão difícil se ver qual é o tratamento a ser adotado contra essas iniciativas, ou devemos simplesmente continuar assistindo isso e condenando a polícia quando ela age com dureza? Que tipo de pessoas somos, se vemos cobras venenosas indo em direção aos nossos filhos e não corremos para eliminá-las? Quem são as autoridades que deveriam iniciar um processo de mudança jurídico-social capaz de restabelecer a ordem nesse país, e de juntar, pela dureza da lei e da ordem política e institucional, os jovens estúpidos que aparecem no vídeo na direção da disciplina e da busca incessante pela qualificação? O fato é que a continuar com esse “status quo” atual, sem ser autorizada uma repressão feroz e mesmo letal em defesa dos cidadãos, já estamos fadados ao declínio irrefutável enquanto sociedade. Devemos ser não somente duros, devemos ser implacáveis e impiedosos agora, ou perderemos a chance de restabelecer a ordem escrita na bandeira e sem a qual não existe progresso. Ou agimos fora dos limites da lei para retomá-la, ou entraremos na barbárie, onde grupos de cidadãos se reunirão e exercerão a justiça com as próprias mãos, pois mesmo as vítimas desses animais irão se revoltar em algum momento e buscarão alguma satisfação de seus algozes. O Estado tem de agir, agir com força, determinação, agir sem eufemismos, agir sem titubear, agir de maneira implacável, intolerante e diretamente, as forças de ordem devem receber o sinal verde e abrir as coleiras de seus agentes, antes que a cólera dessa turba ignota se derrame sobre o país.

  • Rodrigo Curiati

    -

    23/1/2014 às 22:10

    Rodrigo, concordo plenamente com você que esses “rolezinhos” estão acontecendo em um lugar onde o lazer predomina, e não esse tipo de coisa. Porém, discordo plenamente com o seu argumento que os jovens que participam desses “rolezinhos” são “selvagens que cospem na civilização”. Sim, a primeira impressão que se passa quando se vê 6000 jovens de classe média reunidos em um shopping é de bagunça. Mas creio que os “rolezinhos” são apenas movimentos para gerar uma descontração, mesmo não agradando muitos brasileiros. Porém, concordo que depois de um tempo, esses “rolezinhos” estão passando uma impressão de um protesto social. Temos que ficar de olho….

  • Laura Schivartche

    -

    23/1/2014 às 22:02

    Discordo plenamente com seus argumentos. Primeiro, é de se esperar que qualquer multidão faça barulho, segundo, não creio que os adolescentes que fazem parte dos “rolezinhos” são “bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade e morrem de inveja da civilização”. Você não pode julgar uma pessoa só porque não usa as mesmas roupas que você e não pertencem aos mesmos costumes. Eu creio que estes “rolezinhos” são apenas uma extensão do lazer que queremos no shopping, porém sem querer cresceram muito rapidamente. Pense, se fossem 6.000 jovens vestidos de marca e usando roupas “típicas” de classes sociais mais altas, haveria o mesmo tratamento? Óbvio que não, e você deveria ter olhado mais deste ponto de vista do que inferiorizar aqueles que parecem não ter tudo que você tem.

  • MC Otani

    -

    23/1/2014 às 21:08

    Concordo plenamente com a distinção entre jovens fazendo bagunça e jovens negros e pobres. Mas note a palavra “distinção”. Não importa a classe ou a cor, qualquer ajuntamento de pessoas, qualquer multidão leva a algum nível de desordem e caos, seja em um jogo de futebol, uma manifestação na paulista, ou um rolê no shopping. Generalizar esses dois grupos, os jovens delinquentes com os negros e pobres em apenas uma categoria vai não apenas contra a lei, mas contra a razão. Comparar um rolê no shopping com um suposto terrorista em uma sinagoga é uma comparação um pouco exagerada, se não completamente absurdo. Sim, não aprecio funk nem gostaria de me deparar com um rolê enquanto passeio no shopping com a minha família, não aprecio esses tipos de agrupamentos. Mas a reunião de jovens de classe baixa indiscretos e barulhentos é o suficiente para ser considerada uma barbaridade e um cuspe no rosto da civilização? Certamente não. Ao chamar esses jovens de bárbaros, não se esqueça você vitimizou a si mesmo e a sua definição elitista de “civilização”.

  • Fernanda F

    -

    23/1/2014 às 16:34

    Há muita discussão quando se trata dos rolezinhos acontecendo no Brasil e há varias opiniões e definições diferentes. Por tanto, eu acho que muitos dos argumentos apresentados nesse texto são muito fortes e não necessariamente corretos. Eu não acho que uma pessoa pode generalizar e falar que todos os adolescentes vão aos rolezinhos pelas mesmas razões. Provavelmente há alguns adolescentes que vão por motivos errados como “invasão, arrastão, delinquência” mas, não são todos. Muitos jovens somente estão indo aos rolezinhos para se divertir e para ser parte de um grupo e de um evento. Concordo que os rolezinhos são inconvenientes e muitas vezes incomodam as pessoas ao redor, mas mesmo assim não são crimes causados pelos jovens que merecem consequências, são somente “festas”.

  • Márcio Passos Nogueira

    -

    23/1/2014 às 13:18

    Rodrigo, tem mais este: site Escrivinhador, para sociólogo Jessé Souza, “Classe média menospreza os pobres”. Confesso a você que ainda não tenho uma opinião formada a respeito do movimento conhecido como “Rolezinho”. Até mesmo porque moro em uma cidade pequena do interior e tenho acompanhado os fatos somente pelos jornais, revistas, telejornais, sites e blogs da Internet, bem distante dos acontecimentos, in locum, embora, é claro, já possa ter algumas impressões sobre o assunto. E o seu blog, com asuas perspicazes análises, tem me ajudado bastante. Sei que o tema é muito polêmico, com argumentos prós e contras. E assim, estou avaliando com calma os dois lados da questão. Porém, adianto-lhe que mesmo antes de me posicionar, aprecio muito o debate de ideias e o contraditório, respeitando todas as opiniões, mais à esquerda ou mais à direita, favoráveis ou contrárias ao que penso ou vier a pensar.

  • Márcio Passos Nogueira

    -

    23/1/2014 às 10:01

    Por favor, Rodrigo, quando você puder, leia o artigo do sociólogo e cientista político Rudá Ricci: “Os rolezinhos do domingo”, de 19/01/2014, em seu site De Esquerda em Esquerda. Depois diga-me o que você achou da visão dele sobre esse movimento.

  • Claudio ricardo santos

    -

    22/1/2014 às 23:22

    Esses pobres que hoje votam no PT ainda vão pagar muito caro na mão desse partido. Eles vão ver o que realmente é ser pobre em um país comunista.

  • Letícia Guimarães

    -

    22/1/2014 às 23:03

    Discordo plenamente com o argumento de que os jovens que participam dos “rolezinhos” sejam “selvagens que cospem na civilização.” Porém, o que se esperar de milhares de pessoas reunidas em um só local além de confusão e violência? Sim, assim como nos protestos de 2013 houve baderna. Mas não acredito que os jovens de classe média tenham se reunido para criar confusão e muito menos para protestar. Creio que os “rolezinhos” são apenas um movimento para gerar lazer e descontração, mas que com um certo tempo ganhou uma conotação de protesto social. Vale também enfatizar que o problema não se trata de um apartheid racial e sim social como mencionado. Nesse aspecto sim, concordo plenamente.

  • Daniel Dissinger

    -

    22/1/2014 às 19:49

    Parte dos seus argumentos são coerentes, porém, um tanto ofuscados por uma parcialidade arrogante e elitista de retratar os fatos. Concordo, sim, que tais eventos sociais não pertencem aos shoppings centres (nem no JK e tampouco no Metrô Itaquera) e que os proprietários destes estabelecimentos privados tem o direito de se mobilizar com liminares e as restrições descritas acima. O que não é sensato, é ofender os integrantes do rolezinho ao ponto de dizer que “são bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade”. Se tratava de estudantes entediados, que queriam se reunir com os amigos e fãs. Infelizmente este evento despertou os interesses de vândalos e delinquentes, que se aproveitaram da situação para badernar à vontade.

  • Thiago Lima

    -

    22/1/2014 às 19:07

    Rodrigo, concordo com certos aspectos desse artigo. Primeiramente, os rolezinhos que estão acontecendo no shopping não podem ser tolerados por outras razões, mais do que só o fato que os adolescentes são negros e de Classe mais baixa. Creio que, por experiência própria, não deve ser tolerado ações ou qualquer evento que atrapalha e constrange as pessoas ao redor. Um shopping center tem dono, portanto, é uma área particular aberta ao público, mas que tem direito de criar certos limites às pessoas querendo entrar e usar a área. Eu, pessoalmente, como adolescente, ficaria realmente chateado se 6,000 pessoas por volta da minha idade entrassem em uma área que eu também estou usando para meu lazer, e começassem a tocar música alta, dançar, e infelizmente, cometer crimes como vimos nos últimos rolezinhos. O importante é que isso é independente de cor da pele e classe social. Também não gosto dos meninos que vão pro shopping de skate e mochila e boné pra trás em grupos de 10 ou mais. Acho que tem que ser notado e feito com que, qualquer um tenha direito de entrar no shopping center, respeitando os limites criado pelo estabelecimento e com base de não chatear nem perturbar as outras pessoas usando o mesmo local.

  • Homero

    -

    22/1/2014 às 17:55

    Como testemunha da história, descreví no meu site o que vejo todo fim de semana: http://freakgames.com.br/

    Moro perto do Shopping Campo Limpo e ví nas notícias veículadas pela mídia esquizofrênica (alguns defendem a turba, outros exageram descrevendo o que não viram) a repercussão que os ditos “rolezinhos” e bailes funks no meio das ruas vem causando. Como testemunha ocular do fenômeno , vou agora escrever o que penso sobre o assunto.

    Os sujeitos dos rolêzinhos quando são expulsos do Shopping Campo Limpo, descem todos para a avenida em que moro e fecham a pista e causam um espetáculo, um bacanal dos tempos de Tibério e Calígula… reconheço muitas pessoas conhecidas aqui do bairro, inclusive, para meu espanto, até gente que nunca participou desse tipo de ação, simplesmente se deixando envolver pela onda, pela vibe da multidão e suas loucuras.

    Sociólogo tetinha só fala merda dizendo que os jovens da periferia são pobrezinhos famintos esquecidos do estado… o problema dos jovens da periferia é de pobreza de espírito crônica e não de pobreza material ou falta de espaço público para lazer e cultura: os cretinos que dão e participam de bailes funk fechando as avenidas aqui do bairro, desfilam com motos, carros, cocaína, maconha, wiski, roupas importadas e smartphones tops ou seja: dinheiro não falta.

    OBS: os cretinos dos bailinhos aqui do bairro e rolezinhos que desfilam com carros, motos, drogas, bebidas e smartphones, não são traficantes: alguns são sustentados pelos pais ou trabalham nos comércios, motoboys, etc. Pobreza de espírito pura pois podiam escolher lazeres e encontros mais saudáveis.

    Quando a prefeitura inaugura uma área de lazer, no mesmo dia o local vira ponto de consumo e tráfico de drogas (não tenho coragem de ir andar de skate com minha filha na pista pública aqui do bairro por causa dos maconheiros e crackeiros que circulam na pista) e os centros culturais e bibliotecas vivem vazios; pobreza? Pobreza era no meu tempo de moleque que meu pai vivia desempregado e fudido e o Sarney e seus planos cruzados com inflação de 400%; infelizmente contra os males que advém da pobreza de espírito, cegueira mental e herança cultural rasteira de antepassados viciados em ostentação (o que vocês pensam que é o Carnaval?!) , álcool,drogas e sexo, não há decreto ou política que possa combater, pois trata-se de escolha pessoal e visão crítica de sí mesmo e do mundo em que o sujeito está inserido.

    Droga! Todo Domingo fico refém, preso dentro de casa: desocupados começam a fechar a rua as 16 horas, chegam vários carros tocando essa música infernal num volume ensurdecedor (não tenho nada contra o funk de letras eróticas desde que ouvido em locais apropriados para maiores de idade), tudo quanto é tipo de viciado acocorados nas calçadas, gente fazendo sexo oral, anal, vaginal nas esquinas e carros (não é nada divertido abrir a janela e dar de cara com uma garota muito louca não sei do quê, boqueteando três caras embaixo da árvore de sua calçada), motos estourando escapamentos e muita putaria…

  • Juli Isman

    -

    22/1/2014 às 17:37

    Os rolezinhos se geram pelas multidões de adolescentes procurando fazer bagunça em lugar qualquer. Não importa a classe social deles ou sua cor de pele, em qualquer lugar do mundo existem adolescentes com vontade de ser notados. E mais ainda quando estão de férias e só querem sair. Não pode-se afirmar que o movimento é uma “invasão, arrastão, [ou] delinquência” ou que são “selvagens que cospem na civilização” porque não é isso o que eles estão fazendo. Claro, sempre há aqueles que roubam ou tentam se manifestar de formas mais violentas, mas isso acontece em qualquer aglomeração de 6.000 pessoas. De novo, independentemente da classe social ou cor da pele. É muito difícil controlar tantos indivíduos dentro de uma multidão tão grande. No entanto, como você falou, o shopping é um lugar de lazer e esse não deveria ser o destino de tais acontecimentos.

  • Maria Isabel Guinle

    -

    22/1/2014 às 9:32

    Achei o texto um tanto radical. Não creio que um encontro inconveniente de jovens com música alta seja algo que esteja cospindo na civilização. No entanto, o preconceito parece ser recíproco; há sim, em minha opinião, uma discriminação com a classe mais baixa, mas há também uma aparente “revolta” a classe A (os “patricinhas” e “mauricinhos”). Concordo que o rolezinho não seja uma manifesto mas acho que colocar jovens na cadeia por crimes que não cometeram, seja um pouco demais.

  • Rodrigo Silveira

    -

    21/1/2014 às 23:06

    Seu texto é muito bom pelos os argumentos que usa e as coisas e ideias que você defende. Parabéns!

 

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