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Arquivo de 30 de Março de 2012

30/03/2012

às 22:16

DEM espera explicação de Demóstenes até a próxima terça

Por Nathalia Passarinho, no Portal G1:
O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), cobrou nesta sexta-feira (30) que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) dê respostas até o início da próxima semana às denúncias de irregularidades no envolvimento com Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal.

Segundo Agripino, o partido está “inquieto” com o silêncio do senador e aguarda o discurso em plenário prometido por Demóstenes para depois se posicionar sobre uma eventual expulsão.

Como na próxima semana haverá o feriado da Páscoa, o partido quer que Demóstenes se pronuncie na tribuna do Senado até terça-feira (3). Isso porque a maioria dos parlamentares deve viajar na quarta (4).

“Na próxima semana, ele precisa se manifestar. Espero que ele rapidamente se manifeste, já que terá tempo no fim de semana para levantar todas as acusações. O partido quer que ele cumpra o prometido e fale na tribuna no Senado”, afirmou Agripino Maia ao G1.

A assessoria de Demóstenes Torres informou que ele vai passar o final de semana em sua casa, em Brasília, analisando o conteúdo do inquérito em que é investigado por ligação com Cachoeira, preso sob acusação de chefiar uma quadrilha de jogo ilegal. Gravações telefônicas obtidas pelo jornal “O Globo” e publicadas na edição desta sexta mostram que Demóstenes usou do mandato para tentar beneficiar o empresário.

O senador é alvo de investigação em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Na noite desta quinta (29), o ministro Ricardo Lewandowski determinou a abertura de inquérito e a quebra do sigilo bancário do parlamentar pelo período de dois anos – Lewandowski não informou o período de início e fim da quebra de sigilo. De acordo com Agripino Maia, o DEM está “inquieto” com o silêncio de Demóstenes e a divulgação de novas denúncias a cada dia.

“O partido está inquieto. A posição do DEM vai depender da qualidade do argumento que o senador apresentar. A partir dessa manifestação, o Senado e o partido darão uma resposta”, disse. Parlamentares do DEM, principalmente deputados, defendem que Demóstenes se afaste da legenda voluntariamente, para evitar desgastes. A avaliação é de que o senador dificilmente conseguirá dar explicações convincentes.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 20:44

FIM DA LINHA – Comissão de Juristas, na prática, legaliza o terrorismo, desde que praticado por “movimentos sociais”. Não adianta tergiversar! É isso mesmo!

Se vocês recorrerem ao arquivo, encontrarão dezenas de textos deste escriba informando que o Brasil não dispõe de uma lei para punir atos terroristas. Um dos mais recentes foi publicado no dia 19 de dezembro do ano passado: O terrorismo já está entre nós, mas seguimos sem uma lei antiterror. E tudo porque a extrema esquerda seria prejudicada, coitadinha!. O PT e as esquerdas sempre se negaram a votar uma lei antiterror no Brasil porque boa parte das táticas a que recorre o MST, por exemplo, seria enquadrada como… TERRORISMO!!! A ausência da lei, também já escrevi a respeito, fez com que o Brasil prendesse — e soltasse — gente ligada à Al Qaeda. Há casos de brasileiros viajando ao exterior para fazer “curso” em células que podem ser classificadas de terroristas — como fez Mohammed Merah, aquele da França, lembram?

Pois bem! Há uma comissão de juristas fazendo propostas para a revisão do Código Penal. Ela decidiu, finalmente, propor a caracterização do crime de terrorismo. Huuummm… Fosse uma comissão de esquartejadores, talvez estivéssemos mais seguros. É aquela turma que sugeriu, na prática, a legalização do aborto, como se a matéria não tivesse alcance constitucional e pudesse ser resolvida pelo Código Penal. Para obter a autorização, bastaria que médicos e psicólogos comprovassem que a mulher não tem condições psicológicas de ter o filho. Eles também querem ampliar as possibilidades de aborto no caso de fetos com anomalias. O relator da turma, o procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, explicou em quais circunstâncias: quando ficarem evidentes “graves e incuráveis anomalias que inviabilizem sua [da futura criança] vida independente”. Quantos seriam os deficientes que hoje estão vivos, produzindo e fazendo outras pessoas felizes que se enquadrariam nesse critério? Falta a essa comissão, lamento dizer, um eixo. Está vivendo num pântano moral. Sigo adiante.

O grupo decidiu caracterizar o crime de terrorismo. É uma proposta que já chega tarde. Não fosse a esquerdopatia dominante, há muito teríamos essa lei. E que atos mereceriam essa denominação? Sempre que se impingir terror à população por meio de sequestros ou manutenção de terceiros em cárcere privado; toda vez que pessoa ou grupo recorrerem a explosivos, venenos, gases tóxicos ou conteúdos biológicos que ameacem pessoas ou possam causar danos. Mas não só isso: também seria ato terrorista sabotar ou assumir o controle de portos, aeroportos, estações de trem, de metrô ou terminais de ônibus. Tudo, em suma, que caracterize um serviço essencial ao bem-estar da coletividade — hospitais, por exemplo — estaria abrigado pela lei.

É evidente que o país precisa dessa lei! Especialmente este que está prestes a realizar uma Copa do Mundo. Certas práticas só poderiam ser coibidas no país pela Lei de Segurança Nacional, que é de 1983.  Pois bem! E por que reclama esse Reinaldo Azevedo?

Vejam que fabuloso! Tudo o que vai acima será considerado crime de terrorismo, EXCETO SE FOR PRATICADO POR MOVIMENTOS SOCIAIS E REIVINDICATÓRIOS, entenderam? Nesse caso, então, tudo bem! Deixa de ser crime de terror. A preclara comissão de juristas está nos dizendo para esquecer essa história de que todos são iguais perante a lei. Não! Certos crimes, se praticados por alguns, seria terrorismo; se praticados por outros, são “reivindicações legítimas”. Lá entre eles, considerou-se, informa o Estadão, que essa ressalva é necessária porque, caso contrário, a lei seria recusada pelo PT porque o partido é ligado a movimentos que promovem esse tipo de coisa.

Entenderam o tamanho do esculacho? Não estamos mais empenhados — eles não estão — em aprimorar o estado de direito no Brasil, mas em aprimorar o torto estado de direito petista, que libera certos crimes para alguns. Imagino que um grupo de proprietários rurais que ameaçasse a segurança pública por algum motivo — ou que fosse acusado — seria enquadrado no crime de “terror”. Já o MST poderia fazê-lo sem receio porque, afinal, é um “movimento social”.

Lembram-se daquele manifesto estupefaciente daquela tal Associação Juízes Pela Democracia? Escrevi a respeito. O que ela dizia mesmo? Isto:
“Não é verdade que ninguém está acima da lei, como afirmam os legalistas e pseudodemocratas: estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais e que, por isso, rompendo com o estereótipo da alienação, e alimentados de esperança, insistem em colocar o seu ousio e a sua juventude a serviço da alteridade, da democracia e do império dos direitos fundamentais.”

Traduzindo a linguagem cafona: quem diz lutar pela justiça social pode fazer o que lhe der na telha porque está acima da lei. É o espírito que anima a tal comissão. Se isso for aprovado, seremos o primeiro país do mundo a, na prática, legalizar o terrorismo — desde que praticado por boas pessoas, é claro, essas que, como é mesmo?, “vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais”

Nunca antes na história do Direito!

Começaram destruindo a lógica. Depois depredaram a história. Agora chegou a vez de estuprar as leis e de impor a desigualdade como norma.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 19:42

Lavando a alma! Ou: O triunfo do bem!

Caros, há coisas que são mesmo de lavar a alma! Vocês verão logo na manhã deste sábado. Interrompi o texto que estou escrevendo sobre A LEI QUE LIBERA O TERRORISMO NO BRASIL só para lhes dizer isto: não é uma fatalidade da natureza, infelizmente, mas ocorre de vez em quando, e o bem triunfa.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 19:19

Comissão de Juristas quer legalizar ações terroristas no Brasil

Você não acredita? Em alguns minutos, deixarei tudo muito claro. É a mesma comissão que propôs, na prática e ao arrepio da Constituição, a legalização do aborto.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 17:47

Demóstenes e José Dirceu: dois casos emblemáticos da República. Ou: Como reagem os moralmente doentes e os moralmente saudáveis diante do caso

Peço que vocês leiam com muita atenção este texto

Já escrevi vários posts sobre a situação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Publiquei, aliás, a primeira entrevista com ele tão logo veio a público reportagem da VEJA — e foi a VEJA a primeira a tratar do assunto em letra impressa — sobre o caso. Sabia-se bem menos do que hoje a respeito. Algumas das perguntas feitas então:
- O senhor é um dos mais severos críticos dos desmandos do petismo. Não pega mal para alguém com esse perfil ser flagrado conversando com Carlinhos Cachoeira?
- O senhor já foi secretário de Segurança de Goiás, entre 1999 e 2002. Não é impróprio alguém nessa posição ter amizade com um contraventor?
- Mas que tanto o senhor tinha para falar com Cachoeira?

Alguns vagabundos, que hoje são empregados do quadrilheiro-chefe da República, tentaram ligar meu nome às acusações contra Demóstenes. Ele seria “a fonte” e o “interlocutor” de Reinaldo Azevedo, como se falar com políticos não fosse uma obrigação do jornalista — e olhem que até falo pouco… O que é impróprio para jornalista é ser cúmplice de criminosos. Aliás, jornalistas falam com políticos e com o resto da humanidade — inclusive com aquela parte que chamo “imprópria para consumo… humano”. Boa parte das falcatruas que são reveladas, o que serve para proteger os cofres públicos, nasce da denúncia de pessoas envolvidas em esquemas que têm interesses contrariados. Conversar com uma fonte não é se comprometer com ela. Esse caso está ainda no começo. Eu posso lhes assegurar que os decentes da imprensa rirão por último. Mas, até lá, cumpre fazer algumas observações importantes.

As perguntas que lhe fiz, reproduzidas acima, nada tinham de “levantada de bola”. Ele só está numa situação muito difícil porque não tem boas respostas pra elas e porque o que vazou até agora indica que elas são pouco satisfatórias. Sim, eu lamento profundamente a desgraça política de Demóstenes porque, em si, independentemente do mérito (e falarei, sim, do mérito), o fato é ruim para o Brasil. Qualquer democracia do mundo precisa de uma oposição atuante. É a sua existência que demonstra, como lembro sempre, que o regime é democrático. Governos existem também nas ditaduras, mas só os regimes que asseguram as liberdades públicas e individuais contam com oposições organizadas e legais.

Lamento a situação de Demóstenes — e não sou o único — POR AQUILO QUE SE CONHECIA DE SUA ATUAÇÃO, não por aquilo que não se conhecia. A essa altura, ele próprio deve saber que dificilmente conseguirá se recuperar politicamente. Em certa medida, nem o ex-governador José Roberto Arruda, do DF, caiu de tão alto. Havia um halo de desconfiança que cercava Arruda em razão dos episódios ligados à quebra de sigilo do painel eletrônico do Senado. Mais: a política no Distrito Federal tem algumas características próprias que a tornam especialmente perversa mesmo para os padrões da lambança geral. Demóstenes estava em outro patamar  e certamente sabe disso.

Os moralmente saudáveis e os doentes
Há uma reação de justa indignação dos moralmente saudáveis com a derrocada de Demóstenes. Não eram poucos os que acreditavam na sua pregação e que, atenção!, ainda acreditam naqueles valores que ele anunciava. E fazem muito bem! Eram e são bons valores. Se ele próprio, como apontam os indícios, não levava o que dizia na ponta do lápis, isso não depõe contra aqueles fundamentos, não! Eles continuam corretos.

Essas são pessoas de bem! Ninguém, até agora, me enviou comentários afirmando que isso tudo é só uma tramoia do PT; que Demóstenes foi obrigado a fazer essas coisas para sobreviver politicamente; que ele age como agem todos; que há também petistas — e os há!!! — na lista de políticos amigos de Cachoeira. Aliás, nota à margem: existe um vídeo em que o contraventor promete dinheiro a um deputado do… PT!!!

Não! Os antigos admiradores de Demóstenes não recorreram a essas estratégias. Isso é desculpa de petista! Isso é desculpa de petralha! Isso é desculpa do JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista)! Isso é desculpa de quem dá trela para José Dirceu! Os ex-admiradores de Demóstenes estão sinceramente decepcionados e não se mostram dispostos a perdoá-lo, AINDA QUE ELE TENHA SIDO ALVO DE UMA ILEGALIDADE CONTINUADA, ao contrário do que diz o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (já chego lá). Ocorre que essa ilegalidade não muda a natureza e o conteúdo dos diálogos.

O senador é um homem inteligente. Sabe que aqueles que o elegeram e que o admiravam não o perdoarão politicamente. E é por isso que, segundo leio, teria comentado com pessoas de seu círculo que está politicamente liquidado. Salvo um evento formidável, vindo de outra esfera, não creio que consiga se sair bem desse inferno.

Essa é a reação das pessoas saudáveis. Mais: elas querem que Demóstenes, confirmadas as ligações com Cachoeira, pague pelo que fez. Não há votos em favor da impunidade, não! Os que o admiravam são muito diferentes dos, como é mesmo, “amigos de José Dirceu”. Estes querem impunidade mesmo! Estes acham que o Zé só estava comandando a “revolução petista” por outros meios; estes acham que o Zé só estava agindo como agem todos, mas em favor do “lado certo”, o PT.

O SENADOR DEMÓSTENES TORRES SABE QUE, HOJE, O SEU PIOR INIMIGO É A SUA PRÓPRIA ATUAÇÃO NO SENADO, A PARTE CONHECIDA, QUE ERA EXCELENTE! E SEU SEGUNDO PIOR INIMIGO SÃO EXATAMENTE AS PESSOAS QUE O ADMIRAVAM EM RAZÃO DESSES VALORES. No caso de Dirceu é diferente: os valores dos seus admiradores o protegem porque iguais aos seus. Trazida à luz a relação de Demóstenes com Cachoeira, ele caiu em desgraça. Pego com a boca na botija, o Zé virou herói.

Acho que a carreira de Demóstenes está acabada. Já o Zé, como a gente viu, fez fama e fortuna. Não estivesse com os direitos políticos suspensos, haveria petistas bastantes para elegê-lo deputado. Afinal, o Zé, processado no STF por formação de quadrilha, cassado pela Câmara por corrupção, virou até “colunista político”, além de “consultor de empresa privada”.

A reação daqueles que tendem a inviabilizar a carreira política de Demóstenes é a reação de pessoas moralmente saudáveis. A reação daqueles que garantiram a sobrevivência de Dirceu — que o transformaram, pasmem!, em oráculo, que ainda votariam nele e que agora vibram com a desgraça do senador do DEM — é moralmente doente.

Mais sobre os doentes
E são justamente esses doentes, inclusive no colunismo político — coisa de vigaristas mesmo! — que tentam estabelecer conexões entre as ligações de Demóstenes com Cachoeira e sua oposição ao governo Dilma, como se só pessoa com víncuações suspeitas pudessem se opor ao PT. É mesmo?
- Então ninguém pode se opor ao PT do mensalão por bons motivos?
- Então ninguém pode se opor ao PT dos aloprados por bons motivos?
- Então ninguém pode se opor ao PT de Erenice Guerra, ex-braço-direito da própria Dilma, por bons motivos?
- Então ninguém pode se opor ao PT das lanchas de Santa Catarina (ver posts abaixo) por bons motivos?

Uma ova!

São exatamente as pessoas que não aceitam a moral elástica do petismo que estão a dizer a Demóstenes: “Assim não dá, senador! Isso é coisa da turma do lado de lá! Não somos petistas! Não justificamos os malfeitos das pessoas que estão do lado de cá!”

Polícia política
Tão logo o senador Demóstenes foi capturado na rede de influências de Carlinhos Cachoeira, seu caso deveria ter sido remetido ao STF. “Ah, não era ele o alvo da escuta…” Isso é conversa mole! No que diz respeito à questão propriamente criminal, dificilmente as eventuais provas contra Demóstenes não serão impugnadas. Ocorre que, politicamente — e Demóstenes é político —, isso não tem a menor relevância.

Quero chamar a atenção de vocês para outro aspecto. Repararam que o método empregado com Demóstenes é muito parecido com aquele que destruiu Arruda? Faz-se uma operação secreta, vão se colecionando provas ou indícios e depois começa o trabalho de vazamento, de modo que a pessoa colhida não tem para onde correr. Não por acaso, os “peixões” capturados são justamente lideranças da oposição.

Fizeram coisa errada? Que paguem! Quanto a isso, não há a menor dúvida. Quem gosta de impunidade são os amigos do Zé Dirceu! Mas por que essa mesma PF não emprega igual método contra petistas? Quantos resistiram a essa forma de investigação? Digamos que a Polícia Federal não tenha cometido uma só ilegalidade nessa ação. Diremos, então: eis aí uma instituição que serve ao Estado. Ocorre que começa a ficar caracterizado que os alvos são seletivos. SER DE OPOSIÇÃO NO PAÍS PASSOU A COMPORTAR UM RISCO ADICIONAL. E esse particular não caracteriza uma polícia de estado, mas uma polícia política.

Dado o andamento dos fatos, pergunta-se: de quais garantias dispõem os demais senadores da República — na verdade, o conjunto dos parlamentares — de que não estão sendo monitorados, sob a desculpa de que não são eles os alvos da investigação? A resposta: nenhumas! (o certo é “nenhumas” mesmo…). Fica uma advertência no ar: “Tomem cuidado!”

Caminhando para a conclusão
Que Demóstenes pague pelo que fez. Aliás, os vazamentos todos já caracterizam uma antecipação de pena, é evidente. É a correta atuação do senador — a parte que conhecíamos — que, entendo, inviabiliza o seu futuro político. Mas é justamente a atuação asquerosa de um Zé Dirceu (e de outros mensaleiros que estão de volta à Câmara) que lhe dá um futuro político! Não é mesmo um paradoxo interessante?

Os crimes dos adversários do PT crimes são! E isso é correto! Os crimes do PT, ora vejam!, transformam-se em virtudes, em atos de resistência! E isso é um crime adicional — no caso, moral. Ou não lemos ontem na coluna de Mônica Bergamo, da Folha, que os amigos do Zé (quem? quem?) pensam até em recorrer à OEA caso ele seja condenado???

Vigaristas atuando a soldo na rede, notórios bandidos que vivem de joelhos para o poder, esbirros de mensaleiros, tentam comprometer até mesmo o jornalismo que se dedica ao trabalho honesto, como ficará evidente pela enésima vez. É gente que está vibrando com a destruição de Demóstenes não porque cultive bons princípios, mas porque a serviço de bandidos que estão no poder.

Encerro reafirmando aos leitores que o senador Demóstenes está numa situação crítica NÃO PORQUE TENHA VIVIDO CONFORME O QUE PREGAVA, mas porque, é bem provável, DEIXOU DE FAZÊ-LO. Não havia e não há nada de errado com aqueles princípios. Eles continuam bons. Em suma, os maiores algozes de Demóstenes são aqueles que ele conseguiu conquistar com a sua atuação, tanto quanto os maiores defensores de Dirceu são aqueles que ele também conseguiu conquistar!

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 15:45

Perseguida por lanchas inúteis, Ideli deixa seminário pela porta dos fundos e evita imprensa

Por Thais Arbex, na VEJA Online. Volto depois:

“Um beijo no coração”, disse Ideli Salvatti nesta sexta-feira ao encerrar sua participação no seminário “Governança Metropolitana – Desafios, Tendências e Perspectivas”, antes de sair sorrateiramente pela porta dos fundos, sem falar com a imprensa. Tudo isso para não comentar as denúncias de que a empresa Intech Boating foi procurada para doar 150 000 reais ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina depois de ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de 1 milhão de reais cada para o Ministério da Pesca.

De acordo com as acusações, publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo, o comitê financeiro do PT catarinense bancou 81% dos custos da campanha a governador em 2010. A candidata do partido era justamente Ideli, atual secretária de Relações Institucionais da Presidência da República e ex-ministra da Pesca. Pela manhã, a assessoria de comunicação da Secretaria de Relações Institucionais divulgou nota oficial afirmando que “não há qualquer ligação entre a ministra Ideli Salvatti e a empresa Intech Boating”.

Também presente no seminário, promovido na capital paulista pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo, Rui Falcão, presidente do PT, saiu em defesa da ministra. “Ideli não tem nada a ver com o caso, porque ela não era ministra naquela epoca”, afirmou. “Ela teve sua campanha em grande parte bancada pelo diretório estadual, o que é natural, mas não tem culpa pelas doações nem responsabilidade pelo destino desse dinheiro. Não foi ela que pediu”.

Leia a íntegra da nota divulgada pela Secretaria de Relações Institucionais:

“A respeito de reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo, no dia de hoje, sob o título ‘Pesca contrata empresa e cobra doação ao PT’, a assessoria de comunicação da SRI tem a informar:

1 – A doação no valor de R$ 150 mil registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) feita pela empresa Intech Boating foi destinada ao Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Santa Catarina e não à candidata Ideli Salvatti;

2 – A candidatura de Ideli Salvatti ao Governo de Santa Catarina conforme consta no site do TSE recebeu em doações R$ 3.572.376,65 e a maioria dos recursos foi repassada pelo Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores (PT). É importante ressaltar que as contas da campanha foram aprovadas pelo TSE;

3 – A competência jurídica pela prestação de contas dos recursos arrecadados pelo Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores durante o pleito de 2010 e apresentada ao TRE/SC e ao TSE é de responsabilidade do presidente estadual do PT;

4 – Não há qualquer ligação entre a ministra Ideli Salvatti e a empresa Intech Boating, pois a doação questionada pelo jornal O Estado de S. Paulo não foi feita para a candidatura de Ideli Salvatti ao Governo do Estado;

5 – É preciso esclarecer ainda que o contrato firmado entre a empresa Intech Boating e o Ministério da Pesca para a aquisição de lanchas, que está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), foi assinado em 2009, ano em que Ideli Salvatti era senadora da República e não ministra da pasta”.

Voltei
Faltou a agora ministra Ideli Salvatti explicar que a empresa que forneceu as lanchas inúteis, sem licitação, doou dinheiro para a campanha eleitoral do PT de Santa Catarina em 2010. E a candidata ao governo era… Ideli. Também poderia explicar o que ela fazia em uma das solenidades em que se celebrou a compra das lanchas, conforme atesta foto (ver post desta manhã).

Uma ministra das Relações Institucionais que tem de deixar um evento pela porta dos fundos para evitar a imprensa está pronta para cuidar de assuntos não-institucionais.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 15:17

Blatter volta a dar pito no Brasil e diz que Valcke, aquele do pé no traseiro, continua a representar a entidade e volta ao país em maio

Acreditem no Tio Rei!

Vocês se lembram de Jérôme Valcke, aquele que mandou o governo brasileiro dar um pontapé nas próprias nádegas — “un coup de pied aux fesses” (se virar, fazer alguma coisa, acordar pra realidade,  parar de pisar no saco…) — e tocar a Copa do Mundo? Então…

Vocês se lembram que, logo depois de vir ao Brasil e se encontrar com Dilma Rousseff — chegou com batedores e pose de chefe de estado e foi recebido por uma chefe de estado, de igual pra igual (!) —, ele concedeu uma entrevista afirmando que muitos citavam a Inglaterra como alternativa para a Copa do Mundo de 2014, mas que ele achava que o Brasil tinha plenas condições de realizar o evento? Então… Era, obviamente, uma ameaça.

Em Banânia, noticiou-se que o Brasil tinha falado grosso e vencido o embate. Não aqui! O post do dia 16 de março era este: “Blatter se encontra com Dilma e, em entrevista, deixa claro que entidade pode dar um pé no traseiro do Brasil e fazer a Copa na Inglaterra

Pois é… Leiam o que informa a VEJA Online:
Blatter: “Esperamos atos do Brasil e não apenas palavras”

Depois de dizer na quarta-feira, no início da uma reunião do Comitê Organizador do Mundial, em Zurique, na Suíça, que o Brasil fará “uma Copa excepcional”, Joseph Blatter mudou o tom e deixou de lado elogios e afagos. Nesta sexta, cobrou o governo brasileiro: “Esperamos atos e não apenas palavras.”

Para mostrar sua posição, Blatter disse ainda que a Copa é no Brasil, mas quem ainda representa a entidade é o secretário geral, Jérôme Valcke, que deve vir ao país em maio. “Ele é o responsável pela de Copa de 2014 e as seguintes.” Valcke foi o responsável pelo mal-estar criado depois de dizer que o país precisava de “um chute no traseiro” para acelerar as obras para o Mundial.

Blatter afirmou ainda que está otimista quanto à capacidade hoteleira do Brasil. “Ainda há alguns problemas, a situação não é perfeita. É como na África do Sul, em algumas cidades será preciso se deslocar de localidades próximas, mas isso não vai impedir que os torcedores viajem ao Brasil. São apenas alguns obstáculos logísticos.”

Mudança no comitê
Blatter confirmou também nesta sexta a decisão de mudar a maneira como a Fifa investiga casos de corrupção ao publicar em seu perfil no Twitter que o comitê executivo da entidade aprovou a divisão do seu comitê de ética em dois órgãos, um para investigar casos e outro para julgá-los.

A decisão acontece após o Comitê de Ética da Fifa não conseguir obter provas suficientes para abrir processos sobre supostos pagamentos de subornos durante a escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. “Dia histórico para o processo de reforma da Fifa”, escreveu Blatter sobre a proposta de mudança no comitê, que deve ser votado pelos 208 membros da entidade durante seu congresso, 25 de maio, em Budapeste, na Hungria.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 6:01

LEIAM ABAIXO

Os fascistoides estão nas ruas. Ou: Dilma saiu da VAR-Palmares; precisa agora deixar claro que a VAR-Palmares saiu de Dilma;
Pesca encomendou lanchas inúteis, e empresa fornecedora doou dinheiro para campanha de Ideli, que pagou a encomenda quando virou ministra da… Pesca! E tudo sem Polícia Federal para atrapalhar…;
Lula me dá razão e deixa claro que antecipação da “cura” é mesmo para proteger Haddad. Ou: um jornalismo como nunca houve na história “destepaiz”;
Cristo e o Red Bull. Ou: Maomé jamais apareceria tomando um energético;
E não é que o TJ-RS, que baniu os crucifixos, resolveu ampliar o seu feriado da Semana Santa? Como diria aquela apresentadora de TV, “que deselegante!”;
Demóstenes procurou a Anvisa para tratar de assunto ligado a empresa de Cachoeira;
ESTA É A DEMOCRACIA DELES;
Comentários;
Oiqui, jênti! Oceis pári de ficar inventânu crísi!;
STF abre inquérito e quebra sigilo de Demóstenes;
Eis a grande obra de Maria do Rosário até aqui: Militares da reserva são agredidos e chamados de “porcos” e “assassinos”;
Dirceu, o “chefe de quadrilha” (segundo a PGR) é mesmo um profissional! Ou: Desconstruindo a salsicha. Ou: Dirceu, Brad Pitt e eu;
UMA NOVA ERA – Tio Rei foi citado numa reportagem da revista Serafina, da Folha. Um trechinho de nada, bem pequeno! Mas vejam quanta coisa eu descobri lá!;
VEJAM ESTE FILME, SENHORES DEPUTADOS! Às vésperas da votação do Código Florestal, por que não ouvir quem vive da terra?;
Brasil crescerá menos do que o esperado pelo governo, segundo o Banco Central;
Marta manda Haddad gastar sola de sapato. E eu mando os analistas políticos gastaram um pouco de vergonha e senso de ridículo. Ou: Marta dá um pito na imprensa petista!;
Em conversa gravada pela PF, Cachoeira cita repasses a Demóstenes;
Ministério da Piaba compra lanchas que não usa. Conta: R$ 31,1 milhões. E há mais…;
TCU vê sobrepreço de R$ 29 milhões em obra do São Francisco;
O porre da covardia governista – Câmara aprova Lei Geral da Copa, deixando para estados a liberação do álcool nos estádios;
STF libera acesso a inquérito para Demóstenes Torres

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 5:39

Os fascistoides estão nas ruas. Ou: Dilma saiu da VAR-Palmares; precisa agora deixar claro que a VAR-Palmares saiu de Dilma

Fogo no estado de direito: embora se queiram a encarnação do bem, eles é que estão desrespeitando a democracia e o estado de direito (Foto: Fábio Motta/AE)

Fogo no estado de direito: embora se queiram a encarnação do bem, eles é que estão desrespeitando a democracia e o estado de direito (Foto: Fábio Motta/AE)

 

 

Ontem, o PC do B, que tem um ministério no governo Dilma Rousseff — e sou justo: Aldo Rebello (Esportes) fez um excelente trabalho quando relator do Código Florestal na Câmara —, levou ao ar trechos do seu programa no horário político gratuito. É uma peça patética, que não resistiria a uma abordagem minimamente objetiva. O programa inteiro vai ao ar hoje.  Segundo a versão tornada pública, o partido está, desde sempre, comprometido com a democracia. Explorou-se até a figura de Luiz Carlos Prestes. Não sei se houve algum entendimento com a família do líder comunista. O fato é que o PC do B que está aí hoje deriva justamente da linha que havia rompido com… Prestes! Assistiu-se a uma soma formidável de mentiras, de retórica oca, de vigarices intelectuais. O pior momento, certamente, é aquele em que o PC do B tenta afetar sua pureza e rigidez ideológicas. Se estivesse agarrado a seu credo original, seria péssimo. Mas isso também é mentira. É hoje um partido fisiológico de esquerda, como qualquer outro, que vai se alimentando de carguinhos e de dinheiro público. O escândalo das ONGs, no ano passado, ilustra bem o que quero dizer. Mas não vou me me perder nesse particular porque o objeto deste texto é outro.

Lembrei o caso do PC do B porque foi o partido que protagonizou a guerrilha do Araguaia. Jamais teve compromisso com a democracia. É de tal sorte admirador da ditadura comunista que, atenção!, até hoje não reconhece o processo de desestalinização da União Soviética. Krushev segue sendo, para eles, um algoz do socialismo. Gostam mesmo é de Stálin e seus métodos. Nota: a URSS acabou, como vocês sabem, mas o amor do PC do B pela tirania permanece. Não obstante, O PARTIDO É LIVRE PARA RECONSTITUIR A HISTÓRIA COMO QUISER. Como o comunismo perdeu a batalha no país, temos democracia e liberdade.

A própria presidente Dilma Rousseff é beneficiária desses valores. Ex-membro de dois grupos terroristas, o Colina (Comando de Libertação Nacional) e a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), também ela, aqui e ali, em seus discursos, reconta o passado como lhe dá na telha e exalta aquela juventude — qual mesmo??? — que teria lutado por democracia. Falso! Tão falso quanto afirmar que ela cumpriu a promessa de construir 1.700 creches em 2011. No livro “Combate nas Trevas”, o historiador comunista Jacob Gorender cita justamente o Colina como um grupo que assumia claramente uma perspectiva terrorista. E o mesmo se diga da VAR-Palmares, que surgiu justamente da fusão daquela primeira organização a que pertenceu Dilma com a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), de Carlos Lamarca. Juntos e em associação com outros, os três grupos mataram dezenas de pessoas que nem sequer tinham ligação com a luta política. Consta que Dilma, pessoalmente, não matou ninguém. Mas pertencia ao comando — inclusive cuidando de parte da grana — de grupos que mataram. Isso é inequívoco. Como é inequívoco que Colina, VPR ou VAR-Palmares jamais quiseram democracia.

Não obstante, Dilma tem a liberdade, que ela não ajudou a construir, de contar a história como lhe dá na telha. Mais: deu força à criação de uma tal Comissão da Verdade que, vejam vocês!, para escândalo de qualquer acadêmico honesto da área (ainda que crítico ferrenho do regime militar), vai definir uma “verdade histórica oficial”, uma verdade de estado. Isso é autoritário em sua própria natureza. Dilma não só mistifica o próprio passado como nomeia pessoas que seguem a sua trilha, a exemplo de Eleonora Menicucci, ministra das Mulheres. Ex-membro do POC (Partido Operário Comunista), também ela — assaltante confessa, no passado, para financiar “a revolução” — afirmou no discurso de posse ter sido uma jovem empenhada na construção da democracia.

A democracia, no Brasil, virou a água benta do pecador compulsivo que entra numa igreja. Todo mundo pode meter a mão lá e se persignar, o que não quer dizer que esteja com a alma e com o passado limpos. Não mesmo! Mas a democracia permite a Dilma, a Eleonora e ao PC do B contar a sua própria versão da história. Não deveria permitir, mas está sendo feito, que essa história distorcida virasse história oficial. Então vamos ao ponto.

Por que o Clube Militar não pode fazer um seminário sobre 1964? O objetivo não era exatamente “comemorar” o golpe, como se está dizendo por aí, mas abordar o período segundo uma ótica, estou certo, que não é exatamente a da esquerda. O Clube Militar é, como o nome diz, um clube, uma entidade associativa. Mais ainda: já vimos que a lei garante aos militares da reserva o direito de se posicionar sobre temas políticos. Não há qualquer restrição. Ademais, ninguém estava lá incentivando o golpismo.

Mas quê… Desde o governo Lula, MAS DE FORMA MAIS ACENTUADA SOB A GESTÃO DILMA, os revanchistas estão tentando criar confusão e trazer o passado a valor presente, mas com uma particularidade: UM DOS LADOS, A ESQUERDA, PODE DIZER DE SEUS ADVERSÁRIOS O QUE BEM ENTENDER, MAS SEUS ADVERSÁRIOS ESTARIAM PROIBIDOS DE DAR A SUA VERSÃO ATÉ SOBRE SI MESMOS. Entenderam qual é o busílis? Não só a “verdade” se tornou monopólio de um dos lados como o próprio direito de se manifestar.

“Ah, mas onde já se viu falar sobre 1964???” Ora… Onde já se viu Dilma e o PC do B afirmarem que queriam democracia? O tema debatido lá nesta quinta, de todo modo,  é irrelevante. Sei do que falo. Esse mesmo Clube Militar promoveu, em setembro de 2010, um debate sobre, pasmem!, “Liberdade de expressão”. Os convidados a falar éramos eu, Merval Pereira, Paulo Uebel (Instituto Millenium) e Rodolgo Machado Moura, representante da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). Ninguém nem sequer tocou em 1964 ou coisa parecida. Atenção! Ao mesmo tempo em que debatíamos ali liberdade de expressão, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo abria suas portas para uma manifestação das centrais sindicais, que pediam “controle da mídia”. Isto mesmo: no Clube Militar, falávamos de liberdade de expressão; no Sindicato dos Jornalistas, defendiam a censura. Pois bem: também naquele caso, adivinhem quem apareceu para protestar… A Juventude Socialista! Contei a história aqui.

Há três dias, hordas sob o comando do MST — evidência omitida pelos jornais — saíram perseguindo pessoas por aí e pichando suas casas e local de trabalho sob o pretexto de pedir a instalação da Comissão da Verdade. Isso é “justiça de rua”, é fascismo. Agora, um bando decide agredir e xingar os militares da reserva, que têm o direito legal de debater o que lhes der na telha. Ninguém estava lá conspirando contra a ordem e pregando golpe de estado. Tais ações estão sendo claramente incentivadas, instigadas e, na prática, apoiadas pelo governo federal. Consta que havia 350 baderneiros por lá. Não será difícil, a persistir esse estado de coisas, encontrar outras 350 dispostas a defender os que estão sendo caçados e cassados ao arrepio da lei.

O que quer Maria do Rosário?
O que quer Dilma Rousseff?
O confronto de rua?

Dilma já tem problemas demais para resolver e está, lentamente, dando comida para alguns monstrinhos que estavam guardados na gaveta. Uma intervenção militar hoje em dia seria, felizmente, impensável! Nem por isso as forças que odeiam a democracia hoje, como a odiavam no passado, estão livres para promover seus “justiçamentos” ao arrepio da lei. Se a instituições estiverem tão corroídas a ponto de não poderem reagir, não tenham dúvida de que a sociedade, um pedaço dela ao menos, reage.

A presidente tem de fazer a escolha entre a democracia e a guerra de todos contra todos. Ela já saiu da VAR-Palmares faz tempo — por isso não permito que seja chamada de “terrorista” aqui. Falta agora demonstrar que a VAR-Palmares também saiu de Dilma. Há hoje um claro incentivo à baderna que emana do Palácio do Planalto. E isso tem de acabar. Em nome da lei e da Constituição!

É com elas que Dilma governa, não com seu passado supostamente glorioso. Até porque ele é controverso. Os familiares das vítimas do Colina e da VAR-Palmares sabem disso muito bem.

Texto publicado originamente às 20h15 desta quinta
Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 5:33

Pesca encomendou lanchas inúteis, e empresa fornecedora doou dinheiro para campanha de Ideli, que pagou a encomenda quando virou ministra da… Pesca! E tudo sem Polícia Federal para atrapalhar…

O Estadão noticiou ontem que o Ministério da Pesca encomendou lanchas de fiscalização que jamais usaria. Gastou uma bolada. Pois bem! Hoje, vocês ficarão sabendo que a empresa contratada, sem licitação, para construí-las pertencia a um petista. No mesmo ano, ele doou R$ 150 mil para a campanha de Ideli Salvatti ao governo de Santa Catarina. Mais bonitinho ainda: ela participou, em 2010, da solenidade de contratação da empresa. Ainda mais comovente: derrotada na disputa pelo governo, tornou-se ministra da Pesca e foi quem mandou pagar a conta!

É o jeito petista de fazer as coisas. E sem Polícia Federal para atrapalhar os companheiros.

Por Marta Salomon, no Estadão:
Após ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca – que não tinha competência para usar tais embarcações -, a empresa Intech Boating foi procurada para doar ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina R$ 150 mil. O comitê financeiro do PT catarinense bancou 81% dos custos da campanha a governador, cuja candidata foi a atual coordenadora política do governo, ministra Ideli Salvatti, em 2010.

Ex-militante do PT, o dono da empresa, José Antônio Galízio Neto, afirmou em entrevista ao Estado nesta quinta-feira, 29, que a doação não foi feita por afinidade política, embora se defina como filiado da época de fundação do partido em São Bernardo do Campo (SP).

“O partido era o partido do governo. A solicitação de doação veio pelo Ministério da Pesca, é óbvio. E eu não achei nada demais. Eu estava faturando R$ 23 milhões, 24 milhões, não havia nenhum tipo de irregularidade. E acho até hoje que, se precisasse fazer novamente, eu faria”, disse o ex-publicitário paulista. Logo em seguida, na entrevista, ele passou a atribuir o pedido de doação a um político local.

Derrotada na eleição, Ideli preencheu a cota do PT de Santa Catarina no ministério de Dilma Rousseff, justamente na pasta da Pesca. Em cinco meses no cargo, antes de mudar de gabinete para o Planalto, a ministra pagou o restante R$ 5,2 milhões que a empresa doadora à campanha petista ainda tinha a receber dos cofres públicos.

Nesta quinta-feira, a assessoria da ministra negou “qualquer ligação” entre Ideli e a Intech Boating, alegando que a doação não foi feita diretamente à campanha, mas ao comitê financeiro do PT. Em nota, a assessoria da ministra destaca que as contas da campanha foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ideli teve reiterados recentemente os poderes de articulação política do governo, em meio a sinais de rebelião da base de apoio de Dilma no Congresso.

Na quarta-feira, 28, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades na compra das lanchas-patrulha, em contratos com a Intech Boating, que somaram R$ 31 milhões. O prejuízo ao contribuinte, que autoridades e a empresa serão cobrados a devolver, ainda não foi calculado. O TCU critica sobretudo o fato de o ministério ter comprado lanchas sem ter o que fazer com elas. O relatório diz que 22 das 28 lanchas ficaram guardadas na própria fabricante, pois não tinham onde ser entregues.
(…)

Em 2010, Ideli participou do ato de assinatura da compra das lanchas-patrulha (Arquivo: Revista Náutica)

Em 2010, Ideli participou do ato de assinatura da compra das lanchas-patrulha (Arquivo: Revista Náutica)

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 5:29

Lula me dá razão e deixa claro que antecipação da “cura” é mesmo para proteger Haddad. Ou: um jornalismo como nunca houve na história “destepaiz”

Depois de algum tempo nesta profissão, sei mais ou menos como são as coisas. Anteontem, quando os médicos anunciaram que o câncer de Lula havia sumido e quando veio a público um vídeo em que ele se dizia curado, escrevi aqui o texto “Anúncio da “cura” do câncer de Lula e vídeo fazem parte da “Operação Salva Gugu-Haddad“. Leitores, alguns deles admiradores do blog, comentaram: “Reinaldo, acho que você está exagerando um pouco”. Pois é… Eu sei como esses caras funcionam. Já os vi de bem perto, nunca se esqueçam disso.

Eis que, no Estadão Online (e talvez o texto esteja na versão impressa desta sexta), leio um texto de Daiene Cardoso cujo título é este: Lula se prepara para embate eleitoral e escolhe Serra como alvo. Bingo! Quem aí está surpreso? O único objetivo de antecipar o espetáculo da cura foi mesmo dar um gás na candidatura de Fernando Haddad. E o texto de Daiene não perde a viagem, não! Serra já começou a apanhar de Lula. Haddad ainda não sabe se defender sozinho. Precisa do irmão mais forte, precisa chamar a mãe — no caso, o pai.

O jornalismo brasileiro passa por uma fase inédita também. Se vocês lerem a reportagem, ficarão sabendo que Lula recebeu no hospital Sírio-Libanês as visitas do governador do Rio, Sérgio Cabral, e do prefeito da Capital, Eduardo Paes (PMDB). No Instituto Lula, falou com os senadores petistas Jorge Viana (AC) e Walter Pinheiro (BA). Muito bem! Seu estado de ânimo é excelente; ele não vê a hora de viajar pelo Brasil; nunca antes na história destepaiz houve um Lula que se “curou” do câncer como ele e coisa e tal etc ao quadrado…

Mas atenção! Essa matéria já foi dada umas 300 vezes, não? O lead é outro. Daiene informa que Lula afirmou o seguinte, entre aspas: “Serra é um político de ontem com ideias de anteontem”. Certo! E para quem ele disse isso? Cabral, Paes, Viana ou Pinheiro? A repórter não conta. Foi para “interlocutores”. Se é contra Serra, vale até fala entre aspas dita pra ninguém. Anteontem, a mensagem do Babalorixá de Banânia era outra: “Se bem explorada, a renúncia de Serra em 2006 pode render frutos ao PT”. O Apedeuta pode ficar tranquilo. Os “companheiros” jornalistas se encarregam disso!

No jornalismo do diz-que-diz-que, Lula pode, se quiser, ficar em casa, sentado como um paxá, disparando aspas contra Serra, seu alvo fixo.

Se não me engano, foi no Estadão que li a análise de três “cientistas políticos” que afirmavam, ora vejam!, que Fernando Haddad é a renovação. Nem diga! Esse rapaz inova de tal sorte que sua campanha foi terceirizada. É Lula quem está disputando a eleição por ele.

Nunca antes na história destepaiz nem da imprensa!!! O jornalismo está com saudade de Assis Chateaubriand e Samuel Wainer. Estes, ao menos, nunca fingiram uma isenção que não tinham.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 5:27

Cristo e o Red Bull. Ou: Maomé jamais apareceria tomando um energético

É… Eu adoro esses assuntos que lidam com temas como costumes, tolerância, preconceito etc — e melhor ainda quando eles tocam em temas religiosos.

O Conar, vocês já leram, pediu que o Red Bull suspendesse uma propaganda que afirmava que Jesus Cristo tomava o energético. Abaixo, publico um vídeo que está no Youtube. Um outro já foi retirado pela empresa. Caso este também saia, narro a cena.

Jesus Cristo está pescando, num barco, em companhia de Pedro e de outro apóstolo. Entediado porque os peixes não aparecem, decide ir embora e sai caminhando sobre as águas. Pedro se espanta: “Como você faz isso?” O que está no barco responde: “É que ele toma Red Bull”. Jesus então desmente: não é nada disso. É só saber pisar onde estão as pedras. Vejam o filme (que traz, advirto, interpretações e comentários que nada têm a ver com este blog).

Não é uma propaganda feita no Brasil. Ela já tinha ido ao ar na África do Sul e igualmente suspensa. Na Itália, no fim do ano passado, Jesus também foi parar na campanha do Red Bull, como vocês verão, de modo um pouco mais sóbrio. Já falo sobre o assunto. Fiquemos no caso do Brasil. O Conar recebeu mais de 200 reclamações e concluiu que, de fato, a propaganda “fere a respeitabilidade religiosa”. Vamos ver. Cristo é aquele que multiplica os peixes. No comercial, ele não consegue nem pescá-los. Também é o que anda sobre as águas. Não no filminho. Era só um truque. Como ele faz essa revelação quando se fala nos milagres, fica subentendido que os demais também eram só artimanhas. Sim, é uma peça bem-humorada e coisa e tal, mas é desrespeitosa com a crença de milhões de pessoas.

Muitos babacas por aí estão criticando a chamada “intolerância dos cristãos”. Que intolerância? Onde? Reclamar ao Conar é um direito de qualquer um — inclusive dos cristãos. Inaceitável seria que o estado censurasse o filme. Não foi o que aconteceu. Tampouco os cristãos ameaçaram sair por aí matando os que foram jocosos com a sua crença. Noto, ademais, que seria até possível fazer a propaganda usando Cristo como tema — acho uma desnecessidade, dada a vastidão de referências disponíveis —, sem, no entanto, ofender elementos da crença.

Que fique claro: reclamar é um direito! No limite, os cristãos ofendidos podem simplesmente não tomar a bebida e pronto.

Itália
Na Itália, os publicitários que fazem a propaganda do Red Bull também decidiram apelar a uma cena cristã. Quatro Reis Magos, não três, chegam para visitar o Menino Jesus. Diante do espanto de Maria com o número, o “quarto” rei explica que ele é o que traz o Red Bull. E diz à mãe de Jesus: “Maria, Red Bull é um energético que dá asas. Como você acha que os anjinhos fazem para voar?” Vejam o filme. Volto depois.

Voltei
Atenção! Embora o filme italiano seja mais brando, também foi retirado do ar. Assim, os que trouxeram a peça publicitária para o Brasil, estou certo, esperavam reação idêntica —« e é bem possível que contassem com isso. A área de publicidade e marketing tem dessas coisas. Já há alguns anos lida com a antipropaganda. Mais ainda com a massificação da Internet. O que se proíbe na TV costuma virar febre na rede.

Levar ou não a propaganda ao ar? Comecemos do começo: censura oficial jamais! Não cabe! Já a manifestação dos cristãos é absolutamente legítima — desde que nos padrões aceitáveis de civilidade. Mas eu fico cá me perguntando se os publicitários não conseguem vender seu peixe sem apelar a temas sensíveis a muita gente porque mexem com suas crenças e convicções. O legal não é necessariamente decoroso.

De resto, não ocorreria a ninguém sugerir que Maomé tomou um Red Bull antes de ter as suas revelações, não é? Os extremistas islâmicos, o que seria condenável, sairiam por aí botando fogo no planeta. A mansidão de espírito dos cristãos, no entanto, não lhes tira o direito de protestar. E foi só o que fizeram. Democraticamente.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 5:25

E não é que o TJ-RS, que baniu os crucifixos, resolveu ampliar o seu feriado da Semana Santa? Como diria aquela apresentadora de TV, “que deselegante!”

Como vocês se lembram, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, atendendo a uma representação de uma entidade de lésbicas, resolveu banir os crucifixos dos tribunais gaúchos. Em nome do laicismo! Escrevi muito a respeito da estupidez dessa decisão. Pois bem! Enviam-me o seguinte comunicado emitido por aquele tribunal. Volto em seguida.

Justiça Estadual terá expediente diferenciado na próxima quinta-feira
No próximo dia 5/4, quinta-feira, a Justiça Estadual irá funcionar em horário diferenciado.
O expediente será das 9h às 13h no Tribunal de Justiça e no 1º Grau de jurisdição, de forma ininterrupta, mantendo-se os respectivos serviços jurisdicionais sob regime de plantão. Ficará a critério dos magistrados definição com relação à realização das audiências já designadas.
A determinação é do Presidente do TJRS, Desembargador Marcelo Bandeira Pereira, e consta na Ordem de Serviço nº 003/2012-P.
Na sexta-feira (6/4), feriado nacional, haverá regime de plantão para atendimento das medidas urgentes.
EXPEDIENTE
Texto: Ana Cristina Rosa
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend

Voltei
Vocês devem se lembrar que sou contra esse negócio de laicismo pela metade. Quem se sente oprimido por um crucifixo não pode, evidentemente, folgar com um num feriado cristão. Ampliá-lo, então, nem se diga!

A chamada “Quinta-feira Santa” não é mais feriado há muito tempo. Como sabem todos os advogados gaúchos, o expediente sempre foi das 9h às 18h nesse dia. Não desta vez. O desembargador Marcelo Bandeira Pereira, que presidente o TJ-RS, resolveu dar um meio dia a mais para a moçada. Vai ver é para estimular as orações! Em tempo: foi ele quem presidiu o Conselho da Magistratura na sessão que decidiu caçar e cassar os crucifixos.

O cristianismo parece bem-vindo na hora de ficar de pernas por ar. Em vez de o doutor defender a extinção do feriado cristão em nome do laicismo e da coerência, ele decidiu antecipar a sua vigência.

Como diria uma apresentdora de TV, “que deselegante!”

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2012

às 5:18

Demóstenes procurou a Anvisa para tratar de assunto ligado a empresa de Cachoeira

Por Lauro Jardim, no Radar, da VEJA Online:
Demóstenes Torres ainda era um respeitado e influente senador da República quando solicitou à Anvisa, no começo de setembro do ano passado, um encontro com seu diretor-presidente, Dirceu Barbano. A conversa, dizia o pedido de audiência, serviria para tratar de um certo “protocolo de câncer de próstata”. Diante do pedido de um senador e da relevância do tema, Barbano encaminhou a solicitação com prioridade, marcando a conversa para 21 de setembro.

Com a audiência confirmada, Demóstenes apresentou então o real motivo da conversa com o comandante da Anvisa: discutir a liberação de registros da agência para medicamentos genéricos e similares do laboratório Vitapan, um dos braços de Carlinhos Cachoeira na indústria farmacêutica, localizado na cidade do bicheiro, Anápolis (GO).

A inclusão do tema foi realizada a partir de um e-mail enviado na véspera do encontro pela assessoria de Demóstenes à Anvisa. No dia 21, às 14h, como registra a ata do encontro, Demóstenes apareceu na Anvisa acompanhado de dois representantes do Vitapan para conversar com Barbano e deixou que eles apresentassem os pleitos de Cachoeira.

A mediação do encontro dos representantes do Vitapan com o chefe da Anvisa é uma das primeiras evidências diretas de que Demóstenes usava a influência do mandato para tratar dos interesses de Cachoeira junto a órgãos do governo. Sem a interferência de Demóstenes, os representantes do Vitapan dificilmente teriam conseguido uma audiência fechada com o comandante da Anvisa para tratar de interesses comerciais do laboratório.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

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