Blogs e Colunistas

Arquivo de 17 de Março de 2012

17/03/2012

às 5:15

LEIAM ABAIXO

Chegou a hora de a oposição dar um chute no próprio traseiro. A tradução é ruim, mas o conselho é bom!;
Reage o Brasil real – Magistrados criticam fim de crucifixos no Judiciário; desembargadores dizem que manterão signo em suas respectivas salas;
O mundo encantado de Haddad – Universidade cobra mensalidade maior de universitário financiado pelo governo e ainda repassa uma parte para igrejas que indicarem estudantes!;
Soldados do Exército são hostilizados no Alemão; é o narcotráfico armando a resistência. Alguma surpresa?;
MP decidirá se investiga Mantega por improbidade;
PPS diz que vai recorrer contra a restrição do TSE ao Twitter. Veja por que ela beneficia o PT;
A prisão de George Clooney, a omissão criminosa da imprensa e a cristofobia;
Juiz resiste à patrulha e decide conforme a lei. Salve!;
Juiz federal recusa denúncia contra major Curió e critica Ministério Público por tentar driblar Lei da Anistia;
Blatter se encontra com Dilma e, em entrevista, deixa claro que entidade pode dar um pé no traseiro do Brasil e fazer a Copa na Inglaterra;
Depois de Dilma dar “un coup de pied aux fesses” em Jucá e Vaccarezza, novo líder do governo no Senado corre para o colo de Lula!;
Eleonora Menicucci volta a atacar: agora ela mira nos médicos que não praticam aborto por objeção de consciência!;
Decisão do TSE sobre Twitter é ridícula, autoritária e privilegia máquinas partidárias que têm militantes a soldo na Internet;
O PT piorou o que já era ruim. Ou: Um país com este modelo está pedindo para ser assaltado. E é!;
New York Times publica anuncio anticatólico, mas se nega a publicar anúncio anti-islâmico;
Oba! Os petralhas já podem torrar a paciência do Advogado Geral da União, que critica ações contra militares;
PT prepara uma grande festa para Haddad em… São Bernardo! E a homenagem à sogra de Kim Jong-Lula!;
Nem no Regime Militar os “milicos” estiveram tão presentes no dia a dia dos brasileiros;
MEC, então sob o comando de Haddad, sabia desde 2009 de prática da Unip que distorcia resultados do provão. E não fez nada;
Haddad participou de criação de taxas no governo Marta

Por Reinaldo Azevedo

17/03/2012

às 5:09

Chegou a hora de a oposição dar um chute no próprio traseiro. A tradução é ruim, mas o conselho é bom!

Não adianta a oposição insistir! Ela não vai conseguir me matar de tédio. Assunto é o que não falta — os temas estão aí, dados pela sociedade. E lamento não haver tempo para cuidar de todos eles.

Assim, a oposição pode continuar nesse seu eloquente mutismo que nós vamos cuidar de outras coisas, certo? Onde anda Sérgio Guerra? Cadê Aécio Neves, que é agora “o homem”?

Eu nunca vi — e ninguém nunca viu porque isso não existe — uma política que se caracteriza pela… negação da política! Naquela que foi, sem dúvida, a pior semana vivida pelo governo Dilma — superando em muito as Tensões Pré-Demissão (TPDs) dos ministros acusados de corrupção —, ficamos todos com a impressão de que este é um país onde só há governo. O outro lado sumiu do noticiário. E não venham dizer que é só má vontade da imprensa. Um partido de oposição tem de render ao menos um lead.

Que nada! Se você quiser encontrar descontentes com o governo, procure-os na base aliada. Há ali peemedebistas em penca que são “um pote até aqui de mágoa”. Mais surpreendente: não são raros os magoados também entre os petistas. O nome de Ideli Slavatti foi parar na boca do sapo. Ontem, num ato de quase desespero, o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), correu para tirar uma foto ao lado de Lula. Afrouxem os cintos, o governo sumiu (às vezes, acho que é melhor sem ele…). Essa algaravia toda, esse ritmo buliçoso no Congresso, esse ranger de dentes nos bastidores… Tudo coisa da base aliada!

Há tempos não se via em Brasília uma patetice como a da Lei Geral da Copa! Quer dizer que o governo não havia definido ainda uma linha de ação em algo tão simples: liberar ou não bebida nos estádios? Isso dá uma medida de como anda o resto. A cúpula do Planalto se mobilizou para passar uma orientação e teve de recuar menos de 24 horas depois! E se ouvem muitos resmungos e até ameaças de resistência vindos da… base aliada! “São todos chantagistas!”, gritará alguém. São? Fazer o quê? Eis os parceiros de caminhada de Lula e da Soberana.

Não estou aqui afirmando que a oposição deveria necessariamente fechar questão contra esta ou aquela propostas só para “pegar no pé” do governo. Mas é evidente que há nisso tudo uma questão que é de natureza institucional. O país tem leis. Não pode ficar fabricando outras, ad hoc, a cada vez que decidir sediar um evento. Se a base aliada não vai dar bola pra isso porque entende que seu papel é dizer “sim” ao Planalto, que as oposicionistas se encarreguem, então, dessa defesa institucional.

Não há nada de surpreendente nisso que digo! É assim em todo o mundo. As forças que estão no governo tendem a fazer do pragmatismo seu único Deus. Se seus adversários não reagem, elas caminham para o despotismo até na Dinamarca! É por isso que lembro sempre que é a existência da oposição a prova da democracia — afinal, também existe governo nas tiranias. Mas os nossos oposicionistas — como voz institucional, reitero, não como vozes isoladas deste ou daquele — não querem saber de nada. Ausentam-se do debate.

Na semana passada, Dilma Rousseff mandou para o lixo, por exemplo, uma de suas principais promessas de campanha: a criação de UPPs Brasil afora! No 15º mês de governo, ela descobriu que não bastaria construir prédios (não que o governo seja bom nisso ao menos; não é!). Seria preciso também treinar milhares de homens para a tarefa. Para que o serviço funcionasse, teria de ser operado em conjunto com os estados. Seria um trabalho gigantesco. Tratar a violência como questão federal é uma obrigação, sim. Afinal, há mais de 50 mil homicídios por ano no país. Acreditar, no entanto, que o governo federal pudesse tocar esse megaprograma de instalação de unidades de polícia era uma tolice formidável. Mas parecia divertido prometer que o modelo do Rio se espalharia — como se ele tivesse sido massificado lá, o que é mentira. Indiretamente, fazia-se um ataque a São Paulo. Não tem mais UPPs financiadas pelo governo federal, não!  Também não saíram do papel as creches, as quadras, as UPA… E sabem o que disse a oposição? Se souberem, me contem!

Hoje, como se vê, a principal fonte de críticas ao governo é o próprio governismo. Faltassem os temas administrativo-institucionais — e não faltam! —, há os outros, que mobilizam e dividem a sociedade, alguns ligados ao governo, outros nem tanto. Fico com a impressão de que os candidatos a líderes da oposição — e, por enquanto, não passam disso! — vivem a ilusão de que, caso não opinem sobre nada, caso jamais entrem numa bola dividida, conseguirão angariar a simpatia de todos. Engraçado… A minha impressão é outra: por omissos, acho que acontece o contrário: granjeiam é a antipatia de todos. Eleonora Menicucci voltou a disparar barbaridades sobre o aborto; valores importantes da sociedade brasileira — sim, os religiosos também — estão sofrendo o assédio do laicismo ignorante; pipocam manifestações de desrespeito ao estado de direito…

Não estou dizendo que as oposições deveriam, necessariamente, abraçar esses temas todos. Não faço agenda pra ninguém. Não me cabe. Só estou lembrando que a sociedade brasileira está muito mais viva do que essa oposição cartorial e burocrática. Sei que muita gente torce o nariz para a bancada evangélica, por exemplo, porque há mesmo aqui e ali manipuladores da fé, que criam dificuldades para vender facilidades. Mas há aqueles que levam a sério seus princípios. Cito o grupo só para lembrar que sua mobilização obrigou o governo a vir a público para se explicar sobre alguns temas.

Parlamentares que fazem um trabalho esforçado e decente — e existem! — não devem se zangar com a minha crítica. Reitero que estou aqui a cobrar o que chamei de “voz institucional” da oposição, que tenha a coragem de vir a público para afrontar, quando necessário, um governo popular, sim. Popular e ruim!

Chegou a hora de a oposição se donner un coup de pied aux fesses”!

Por Reinaldo Azevedo

17/03/2012

às 5:07

Reage o Brasil real – Magistrados criticam fim de crucifixos no Judiciário; desembargadores dizem que manterão signo em suas respectivas salas

Por Felipe Bächtold, na Folha:
A retirada de crucifixos de salas do Judiciário gaúcho, decidida na semana passada, causou controvérsia pelo Estado e já desperta reações, da igreja ao meio político. Dois desembargadores declararam oposição à medida e anunciaram que não vão retirar o símbolo religioso de suas salas até que haja decisão definitiva sobre o caso. No último dia 6, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu atender a pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas e mandou tirar os crucifixos de todas as salas da Justiça do Estado. O desembargador que relatou o caso argumentou que a presença do objeto religioso pode levar o julgador a não ficar de modo “equidistante” dos valores em conflito.

Cidadãos comuns e a Associação de Juristas Católicos mandaram representações ao tribunal solicitando a reconsideração da medida. O arcebispo de Porto Alegre, Dadeus Grings, disse que a atitude não foi democrática. Anteontem, Grings se encontrou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Paulo Brossard, também crítico da decisão, e conversou sobre o assunto. Em artigo, Brossard citou a medida como sinal de “tempos apocalípticos”.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) disse que irá enviar representação ao Conselho Nacional de Justiça contra a medida e prometeu levar o debate ao Congresso. Um dos desembargadores que se opõem à decisão, Carlos Marchionatti, diz que o Conselho da Magistratura não é a instância adequada para tratar do assunto e que a separação entre Igreja e Estado não é absoluta no país. “A maioria tem sentimento religioso, o hino nacional tem referência à divindade. Cristo, no âmbito do Judiciário, representa a Justiça”, diz.

Por Reinaldo Azevedo

17/03/2012

às 5:01

O mundo encantado de Haddad – Universidade cobra mensalidade maior de universitário financiado pelo governo e ainda repassa uma parte para igrejas que indicarem estudantes!

Por Vanessa Correa e Fábio Takahashi, na Folha:
Um dos maiores grupos de ensino de São Paulo, a Uniesp tem assinado convênios em que se compromete a pagar um dízimo a igrejas que lhe indicarem universitários. A verba provém de repasses dos governos federal e estadual. No contrato, obtido pela Folha, a Uniesp diz que repassará 10% do que receber do Fies (financiamento federal estudantil) por aluno indicado que aderir ao programa da União. Além de igrejas, podem participar assembleias e congregações. De acordo com a própria Uniesp, 2.000 estudantes já foram matriculados por meio desse convênios. No total, 12,5 mil dos 65 mil estudantes do grupo têm o Fies. A instituição afirma que faz convênios com igrejas para criar envolvimento com essas entidades, o que ajudará a chamar alunos pobres (leia mais em texto ao lado). A faculdade também se compromete a pagar dízimos por indicados que aderirem ao programa Escola da Família, do governo de São Paulo. No projeto, o Estado banca 50% das mensalidades de alunos que ajudem as escolas públicas de ensino básico. A Uniesp tem 2.850 alunos no Escola da Família.

A Secretaria Estadual da Educação informa que o programa “não prevê terceirização de serviços nem repasse de recursos para entidades não credenciadas”. Disse ainda que vai apurar o caso. Já o Ministério da Educação disse que investigará o manuseio que a escola faz das verbas do financiamento. Segundo a pasta, há indícios de irregularidades, uma vez que a Folha verificou também que as mensalidades dos beneficiários do Fies são até três vezes superiores às dos demais estudantes -prática vetada pela lei.

No Fies, as mensalidades dos alunos são bancadas pela União. Os beneficiários devem devolver o montante apenas após a formatura.  (…) A diferença de mensalidades varia entre as suas 43 faculdades da instituição. Na unidade do Brooklin (capital), a dívida do aluno do Fies será calculada com base em mensalidade de R$ 969,10, para o curso de administração. A mensalidade para os demais alunos chega a R$ 280, caso paguem no primeiro dia útil do mês. Para o mesmo curso na unidade de Itu (interior), o preço para beneficiários do Fies é R$ 914. Dependendo do dia do pagamento, para os demais pode cair para R$ 650.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

17/03/2012

às 4:55

Soldados do Exército são hostilizados no Alemão; é o narcotráfico armando a resistência. Alguma surpresa?

No Globo Online:
Apanhei durante tanto tempo por desconfiar do modelo mágico de segurança de Sérgio Cabral e José Mariano Beltrame que, ao constatar que eu tinha razão, poderia sentir alguma satisfação. Mas sinto é tédio pelo triunfo do óbvio. Leiam o que vai abaixo e assistam aqui ao filme a que alude a reportagem
.

A mudança na estratégia de policiamento do Exército nos complexos da Penha e do Alemão vem gerando hostilidade por parte de crianças e de jovens contra as tropas. Desde que os militares intensificaram o patrulhamento a pé nos becos e vielas de áreas mapeadas como pontos de venda de drogas, houve aumento na quantidade de entorpecentes apreendidos. Até ecstasy, droga que não havia sido encontrada nas favelas pelo Exército, foi encontrado nas incursões feitas a partir de fevereiro. Com a perda de drogas e de território, os traficantes partiram para o contra-ataque. Segundo o serviço de inteligência do Exército, bandidos dão ordens a moradores para que provoquem os soldados que patrulham a região.

Como numa brincadeira de gato e rato, crianças usam as mãos para formar as iniciais de uma facção criminosa, e fogem quando os militares avançam na sua direção. Imagens do Exército obtidas pelo GLOBO revelam como garotos agem. Em casos mais extremos, jovens pulam entre as lajes para atirar garrafas, pedras e até lançar rojões.

“Sabemos que estamos incomodando. O nosso serviço de inteligência nos informou que as ações de hostilidade são orquestradas pelo tráfico. Afinal, estamos estragando o “negócio” deles. A finalidade do Exército aqui é proteger a população”, disse o comandante da Força de Pacificação, general Tomás Miguel Paiva.

Nos complexos desde o dia 26 de janeiro, os 1.800 militares da 11 Brigada de Infantaria Leve, de Campinas (SP), e da 6ª Divisão de Exército de Porto Alegre (RS) já apreenderam 300 unidades de ecstasy, cerca de cinco quilos de cocaína e dois quilos de maconha. A quantidade de cocaína representa mais do que o dobro do volume encontrado em patrulhas anteriores. Para driblar a vigilância, segundo o general, os bandidos criaram mecanismos que vão além de radiotransmissores e celulares.

Os traficantes não só reposicionaram barricadas feitas com sofás e restos de obras, como instalaram campainhas. Quando acionadas por olheiros, elas dão o alarme a mais de 300 metros de distância. À noite, o sistema que os bandidos adotaram é o de fazer ligações clandestinas na iluminação pública. Ao avistarem os militares, eles piscam as luzes nos postes.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

17/03/2012

às 4:53

MP decidirá se investiga Mantega por improbidade

Por Ricardo Brito, no Esdtadão Online:
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou à Procuradoria da República no Distrito Federal um pedido feito por seis senadores para investigar se o ministro da Fazenda, Guido Mantega, cometeu improbidade administrativa por causa das suspeitas que levaram à demissão do ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci. No dia 14 de fevereiro, seis senadores pediram a Gurgel que apurasse se Mantega teria sido omisso em manter Denucci no cargo, mesmo diante de denúncias de corrupção levantadas contra ele pela Receita e pela Polícia Federal.

O ex-presidente da Casa da Moeda foi demitido no final de janeiro no momento em que a Folha de S.Paulo preparava uma reportagem sobre ele. O jornal revelou depois que Denucci teria uma conta em offshore por meio da qual receberia propina. Mantega sempre disse que não sabia das suspeitas que pairavam sob seu ex-subordinado, sustentando que a sugestão do nome coube ao PTB em 2008. O partido nega tê-lo indicado.

Gurgel repassou a representação para a Justiça de primeira instância porque é o foro competente para julgar casos de improbidade supostamente cometidos por ministros de Estado. Segundo o procurador-geral, ele só tem competência para investigar Mantega criminalmente, o que não é o caso. Caberá a um procurador da República avaliar a representação. Entre os caminhos, ele poderá decidir se abre inquérito civil contra o ministro, move ação de improbidade (o que pode, em caso de condenação, suspender seus direitos políticos) ou arquivar o pedido.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados