Blogs e Colunistas

Arquivo de 16 de Março de 2012

16/03/2012

às 22:47

PPS diz que vai recorrer contra a restrição do TSE ao Twitter. Veja por que ela beneficia o PT

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), afirmou que vai entrar com um mandado de segurança no próprio TSE contra a decisão do tribunal, que liberou o uso de twitter para candidatos e partidos só a partir de 6 de julho, quando começa oficialmente a campanha.

Com o devido respeito, trata-se de uma decisão ou asnal ou petistófila, vocês escolham. Por que afirmo isso? Leiam este notícia publicada na Folha, no dia 18 de outubro do ano passado. Volto em seguida:

PT treina “patrulha virtual” para atuar em redes sociais

O PT vai montar uma “patrulha virtual” e treinar militantes para fazer propaganda e criticar a mídia em sites de notícias e redes sociais como Twitter e Facebook. O partido quer promover cursos e editar um “manual do tuiteiro petista”, com táticas para a guerrilha na internet. A ideia é recrutar a tropa a tempo de atuar nas eleições municipais de 2012. “Vamos espalhar núcleos de militantes virtuais por todo o país”, promete o petista Adolfo Pinheiro, 36, encarregado de apresentar um plano de ação amanhã ao presidente da legenda, Rui Falcão.

Os filiados serão treinados para repetir palavras de ordem e usar janelas de comentários de blogs e portais noticiosos para contestar notícias “negativas” contra o PT. “Quando sai algo contra um governo petista, a mídia faz escândalo, dá página inteira no jornal. Temos que ir para cima”, diz Pinheiro. “Nossa única recomendação é não partir para a baixaria e manter o nível do debate político”, afirma ele. A criação dos chamados MAVs (núcleos de Militância em Ambientes Virtuais) foi decidida no 4º congresso do partido, em setembro.

O encontro foi marcado por ataques à imprensa e pela defesa da “regulamentação dos meios de comunicação”. O militante à frente do projeto atuou na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010.
(…)

Voltei
É isso aí. Ricardo Lewandowski, Aldir Passarinho, Marcelo Ribeiro e Arnaldo Versiani,  Os quatro ministros que decidiram proibir o uso de Twitter “aos candidatos”, estão, na prática, colaborando com essa máquina que o PT decidiu montar. “Ah, mas a intenção não é essa…” E daí?

Já recebi comentários assim: “Os outros partidos que também montem seus esquemas…” É mesmo? A proposta evidencia, então, que a decisão do TSE, em vez de coibir a a suposta propaganda ilegal, acaba por generalizá-la. E que se considere: nem todas as legendas têm os recursos ilimitados do PT.

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 20:10

A prisão de George Clooney, a omissão criminosa da imprensa e a cristofobia

A imprensa ocidental corre o risco de morrer de inanição moral — já que não morrerá de vergonha. A prisão do ator George Clooney (já está solto), que fazia um protesto em frente à embaixada do Sudão, em Washington, chama a atenção para a dramática situação daquele país, sim, e isso não deixa de ser positivo. Mas só uma parte da história está sendo contada sobre o país — e o principal está sendo omitido.

Quem pratica os assassinatos em massa no país são milícias islâmicas a serviço do ditador Omar al-Bashir. E os mortos, atenção!, são cristãos!

Na edição de 13 de fevereiro, a Newsweek trouxe uma reportagem da somali Ayann Hirsl Ali, que teve de fugir do seu país, intitulada “O crescimento da cristofobia”. O texto (íntegra aqui) evidencia as perseguições que sofrem os cristãos no mundo inteiro. Há um trecho dedicado ao Sudão:

“O governo autoritário, sunita, do Norte do país há décadas persegue cristãos e minorias animistas do Sul. O que é habitualmente descrito como uma guerra civil é, na prática, perseguição promovida pelo governo sudanês às minorais religiosas. Essa perseguição culminou com o infame genocídio de Darfur, que começou em 2003. Ainda que o presidente Omar al-Bahsir tenha sido indiciado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia, que tem contra ele três acusações de genocídio — e apesar da euforia com a semi-independência que ele garantiu em julho do ano passado ao Sudão do Sul —, a violência continua. No [estado] de Kordofan do Sul, cristãos ainda são alvos de bombardeios aéreos, assassinatos seletivos, sequestros de crianças e outras atrocidades. Relatórios da ONU indicam que entre 53 mil e 75 mil civis inocentes foram expulsos de seus lares; casas e edifícios foram incendiados”.

Ainda voltarei a esse tema. Cristãos morrem como moscas hoje em dia em vários cantos do planeta.  Os mortos de Darfur passam de 400 mil — eu escrevi 400 mil!!! Estima-se que possam morrer outras 250 mil. Atenção! É por perseguição religiosa! Não é só ali, não! O glorificado Egito da “revolução democrática” assiste a massacres frequentes de cristãos.

É justa toda a indignação que há no mundo com a situação na Síria. Mas cabe uma pergunta: por que tão poucos se importam com os cristãos do Sudão? A tese de Ayann Hirsl Ali faz sentido: o nome disso é “cristofobia”! O massacre de cristãos no Sudão passa pelos filtros do lobby islâmico no Ocidente — que sequestra a má consciência de intelectuais de esquerda, da academia e da imprensa. Chamar a coisa pelo nome que ela tem pode ser classificado de “islamofobia”.

O resultado, então, é uma inversão moral fabulosa: os cristãos, hoje perseguidos mundo afora por milícias islâmicas, desaparecem do noticiário porque, afinal, o islamismo tem de aparecer na imprensa sempre como vítima da discriminação do Ocidente.

A cobertura dispensada à prisão de George Clooney mundo afora oscilou entre a fofoca de celebridades e a mais vergonhosa omissão. Obra da cristofobia.

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 19:09

Juiz resiste à patrulha e decide conforme a lei. Salve!

A Justiça Federal recusou a denúncia contra o major Curió. Isso significa que o juiz federal João César Otoni de Matos o considera inocente ou tem simpatia por torturadores? As duas hipóteses são ridículas. Isso significa que a ação proposta por aquele grupo de procuradores amostrados é inepta. Cabe recurso? Cabe. Duvido que sejam bem-sucedidos tais as leis e fundamentos que decidiram ignorar.

A decisão de Otoni de Matos é exemplar. Fico especialmente satisfeito com ela — e isso nada tem a ver com o tal Curió, com quem nunca falei — porque constatei que os argumentos que desenvolvi aqui tinham fundamentação técnica. Se vocês lerem a decisão (íntegra) —  não é longa —,  encontrarão coisas assim:

“Pretender, depois de mais de três décadas, esquivar-se da Lei da Anistia para reabrir a discussão sobre crimes praticados no período da ditadura militar é equívoco que, além de desprovido de suporte legal, desconsidera as circunstâncias históricas que, num grande esforço de reconciliação nacional, levaram à sua edição”.
Acho que escrevi bastante a respeito dessa questão aqui, não? Enfatizei muitas vezes que é uma estultice confundir “anistia”, que quer dizer esquecimento, com “absolvição”.

O juiz lembra também a Lei 9.140, evocada neste blog: “os desaparecidos mencionados na denúncia do Ministério Público Federal foram oficialmente reconhecidos como mortos pelo artigo 1º da Lei nº 9.140, de 04.12.1995, data que seria, então, o termo inicial do prazo prescricional relativamente ao delito do artigo 148 do CP [sequestro], cuja pena máxima, na forma do seu parágrafo 1º, é de oito anos”.

Até aí, eu diria que o meritíssimo cumpriu a sua obrigação funcional e técnica, que é decidir de acordo com a lei. A sua decisão se torna mesmo maiúscula quando enaltece as circunstâncias histórias em que se deu a aprovação da Lei da Anistia.

Ao ler o que escreveu o juiz Otoni de Matos, paro para pensar um tantinho na realidade destes dias. Os procuradores que moveram a ação sabem que existe um aparato legal no país, no qual se sustenta o estado democrático e de direito, e que seu papel é zelar pela sua integridade. O mesmo vale para a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. E não deveria agir de modo diferente a imprensa. Se as leis que temos não são boas, que se usem os caminhos que a própria democracia faculta para mudá-las. Inaceitável é que se tente ignorá-las, apelando ou ao clamor público — que, nesse caso, nem existe — ou à mobilização de setores ditos formadores de opinião.

Operadores do direito e jornalistas medianamente informados sabiam que aquela ação não poderia prosperar porque ela agride, sob o pretexto de fazer justiça, os fundamentos do próprio direito. Mas a maioria preferiu se calar. Ou por covardia ou porque acreditam que o grande juiz do direito é mesmo a ideologia, para “inocentar os nossos e punir os deles”. São os “tiranos do bem”.

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 18:17

Juiz federal recusa denúncia contra major Curió e critica Ministério Público por tentar driblar Lei da Anistia

Do site da Justiça Federal do Estado do Pará. Volto em seguida.
 O juiz federal João César Otoni de Matos, de Marabá, rejeitou no início da tarde desta sexta-feira (16) denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o coronel da reserva Sebastião Rodrigues de Moura, que ficou conhecido como major Curió, pelo crime de sequestro qualificado contra cinco militantes, capturados durante a repressão à guerrilha do Araguaia, na década de 70, e até hoje desaparecidos. A denúncia foi distribuída para a 2ª Vara Federal de Marabá, pela qual o magistrado, que é titular da 1ª, está respondendo. 

Como fundamento para a rejeição (veja a íntegra) da denúncia, o magistrado valeu-se da Lei da Anistia, em vigor desde 1979, e que anistiou os supostos autores de crimes políticos ocorridos de 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, período que abrangeu a ditadura militar instaurada a partir do golpe militar de 1964. 

“Pretender, depois de mais de três décadas, esquivar-se da Lei da Anistia para reabrir a discussão sobre crimes praticados no período da ditadura militar é equívoco que, além de desprovido de suporte legal, desconsidera as circunstâncias históricas que, num grande esforço de reconciliação nacional, levaram à sua edição”, diz o juiz João César Matos. 

Na denúncia, o MPF relata que cinco pessoas – Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Cordeira Corrêa (Lia) – foram sequestradas por tropas comandadas pelo major Curió entre janeiro e setembro de 1974 e, após levados às bases militares coordenadas por ele e submetidos a grave sofrimento físico e moral, nunca mais foram encontrados. 

O juiz federal João César Matos ressalta que o MPF não fez referência, na denúncia, “a documento ou elemento concreto que pudesse, mesmo a título indiciário, fornecer algum suporte à genérica alegação de que os desaparecidos a que se refere teriam sido – e permaneceriam até hoje – seqüestrados.” 

Para o magistrado, no caso objeto da denúncia do MPF, não basta, para configurar o crime de seqüestro previsto no artigo 148 do Código Penal Brasileiro, apenas o fato de os corpos dos desaparecidos não terem sido localizados. 

“Aliás, dada a estrutura do tipo do seqüestro, é de se questionar: sustenta o parquet [Ministério Público] que os desaparecidos, trinta e tantos anos depois, permanecem em cativeiro, sob cárcere imposto pelo denunciado? A lógica desafia a argumentação exposta na denúncia”, diz o juiz federal. 

João César Matos acrescenta ainda que até mesmo se for admitida, apenas por hipótese, a presença de indícios do crime de sequestro supostamente praticado pelo Major Curió, a pretensão punitiva já estaria prescrita, ou seja, o Estado não poderia mais puni-lo. Isso porque, segundo o magistrado, “diante do contexto em que se deram os fatos e da extrema probabilidade de morte dos desaparecidos, haveria mesmo de se presumir a ocorrência desse evento morte.” 

Além disso, ressalta o juiz federal, “os desaparecidos mencionados na denúncia do Ministério Público Federal foram oficialmente reconhecidos como mortos pelo artigo 1º da Lei nº 9.140, de 04.12.1995, data que seria, então, o termo inicial do prazo prescricional relativamente ao delito do artigo 148 do CP [sequestro], cuja pena máxima, na forma do seu parágrafo 1º, é de oito anos”. 

João César Otoni de Matos também rebateu os argumentos segundo os quais o julgamento proferido pelo Corte Internacional dos Direitos Humanos teria a força para afastar a aplicação da Lei de Anistia em casos como os relatados na denúncia oferecida contra o Major Curió. 

O magistrado sustentou que a Lei da Anistia “operou, para situações concretas e específicas, efeitos imediatos e voltados para o passado”. Referiu-se ainda a entendimento do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Eros Grau, para quem a Lei da Anistia “tratou de uma lei-medida, não de uma regra genérica e abstrata para o futuro”. 

Desse modo, afirma João César Matos, não poderia mesmo um julgamento posterior, como o da Corte Internacional dos Direitos Humanos, “fundado em convenção internacional, pretender retroagir mais de 30 anos para desfazer os efeitos produzidos e exauridos na esfera penal pelo mencionado ato normativo”.

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 17:59

Blatter se encontra com Dilma e, em entrevista, deixa claro que entidade pode dar um pé no traseiro do Brasil e fazer a Copa na Inglaterra

Se o Brasil não der um grande vexame na Copa do Mundo de 2014, um dos principais responsáveis será o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke! Ele percebeu tudo com aguda vista!  Ao afirmar que as autoridades brasileiras precisavam “se donner un coup de pied aux fesses”, provocou os brios dos brazucas. A tradução errada pode nos ter feito bem. Nem mesmo os franceses, com a sua disposição para explicar em 5 mil palavras o que poderia ser dito em 500, seriam capazes de explicar como alguém conseguiria dar um chute no próprio traseiro, um pé no próprio rabo. Traduzir literalmente a expressão palavra a palavra é uma estupidez.

É claro que se trata de uma expressão idiomática. O problema é que o ministro Aldo Rebelo, que “está tendo de descascar um abacaxi”, coitado!, “has a chip on his shoulder”, entendem? Como? Assim como ele não descasca abacaxis (mas enfrenta problemas) e não tem “uma lasca no ombro” (é um pouco esquentado!), também não foi convidado a dar um chute no próprio traseiro, mas a se mexer, a se mover, a “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, na música imortalizada por Noite Ilustrada. Não se pode dizer que Valcke tenha recorrido a um francês de salão. Mas é verdade que decidiram fazer “tempestade em copo d’água” no Brasil.  Acabei me alongando nesse assunto. Vou para o principal.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, esteve com a presidente Dilma. Está selada a paz. Basta o Brasil fazer tudo o que a entidade quer, e não haverá conflitos. O país cede em algumas questões — e nas outras também — e pronto!

Sem chance de haver erro de tradução desta vez, Blatter, sim, ameaçou o país com um pé no traseiro. Depois do encontro com Dilma, afirmou:
“Tem algumas pessoas que dizem que até a Inglaterra poderia sediar essa próxima Copa, mas um país como o Brasil, que é do futebol, que vive e respira futebol… É muito importante haver essa Copa aqui, e temos a certeza de que será um grande evento”.

Entenderam? Ou é como quer a Fifa, incluindo a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, ou a entidade dá um pé no traseiro do Brasil.

E as autoridades brasileiras ficaram e ficarão de bico fechado. Querem saber? Melhor assim! Hora dessa gente toda “se donner un coup de pied aux fesses” e “parar de pisar no próprio saco”.  Agora vertam isso para o francês clássico!

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 17:13

Depois de Dilma dar “un coup de pied aux fesses” em Jucá e Vaccarezza, novo líder do governo no Senado corre para o colo de Lula!

Vejam esta imagem, de Ricardo Stuckert, do Instituto Lula.

eduardo-braga-e-lula

Lembro sempre que o câncer do ex-presidente já é o mais documentado da história da humanidade. Como a imagem é produzida por uma entidade política, estamos diante da enésima manifestação de politização do câncer. Adiante. Este que está aí grudado ao ex-presidente, com o rosto esticadíssimo e os cabelos mais negros do que os de Iracema, é Eduardo Braga (PMDB-AM), nomeado novo líder do governo no Senado.

Lula não pode ainda entrar pra valer no jogo político. Consta que estará liberado para uma “vida normal” em 30 dias. Então é o caso de ir explorando, enquanto isso, a estética “United Colors of Benetton”. O ex-presidente ainda não anda pra lá e pra cá, endeusando aliados e satanizando adversários, como gosta de fazer, mas já participa da costura política.

Assim como, em São Paulo, Lula deu “un coup de pied aux fesses” de Marta Suplicy e nomeou Fernando Haddad candidato, ele tenta dar outro pé no traseiro dos dirigentes municipais e estaduais do PSB, que decidiram apoiar a candidatura do tucano José Serra. O petista ligou para o presidente nacional da legenda, o governador Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e sugeriu: “O Dudu, dá aí um coup de pied aux fesses da turma. Mas com boa tradução!”

Incrível! Braga nem foi ainda reconhecido como interlocutor habilitado do governo pela própria base aliada. Mas já está lá agarrado a Lula. Cadê aqueles “especialistas” que costumam dar plantão na editoria de Política do Estadão, em São Paulo, para afirmar que o PT precisa de “renovação”???

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 16:39

Eleonora Menicucci volta a atacar: agora ela mira nos médicos que não praticam aborto por objeção de consciência!

Atenção, “companheiro” médico que se nega a praticar aborto, ainda que legal, por objeção de consciência! Você precisa fazer um estágio de Educação Moral e Civismo com a ministra Eleonora Menicucci (Mulheres). Ela tem muito a lhe ensinar. E é melhor fazê-lo antes que as bruxas comecem a caçar as fadas, não é? Tudo saindo como quer esta notável humanista, médicos que alegarem “objeção de consciência” —- um direito que lhes é assegurado — para não praticar o aborto terão de ser substituídos.

Leiam trecho de reportagem de Lígia Formenti, no Estadão. Volto em seguida:
A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, criticou a falta de médicos nos serviços que fazem aborto legal no País. Ela observou que muitos centros funcionam apenas na teoria porque profissionais se recusam a fazer o procedimento, alegando objeção de consciência. “É preciso que esses serviços coloquem outra pessoa no lugar”, disse Eleonora nesta quinta-feira, durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS). A lei permite que gestações que coloquem a mulher em risco ou resultem de violência sexual possam ser interrompidas. Atualmente, existem no País 63 centros cadastrados para realização desse tipo de atendimento. Além de considerar o número insuficiente, grupos feministas relatam que, com frequência, mulheres não conseguem ser atendidas nos serviços, sobretudo em instituições administradas por grupos religiosos.
(…)
Eleonora também citou resultados de pesquisas realizadas demonstrando a falta de qualidade nos serviços de atendimento às vítimas.Além da melhoria da qualidade, a ministra defendeu a ampliação do acesso aos serviços. Algo que, em sua avaliação, pode ser alcançado com descentralização do atendimento.
(…) Atualmente, são 557 centros para atendimento das mulheres e 63 capacitados para fazer o aborto. De acordo com ministério, outros 30 estão sendo capacitados para também fazer a interrupção da gestação nos casos permitidos pela lei. “Esse número de 63 centros é insuficiente. Basta ver as estatísticas de estupro. No Rio, por exemplo, esse número chega a 20 casos por dia”, acrescentou a secretária de enfrentamento à violência contra a mulher, Aparecida Gonçalves.
(…)

Voltei
Caros “companheiros” médicos com objeção de consciência, mirem-se no exemplo da ministra, que, naquela notável
entrevista concedida em 2004, trazida à luz por este blog, definiu-se, cheia de orgulho, como “avó do aborto” — revelando ter feito dois. Sua dedicação pessoal à causa não parou aí, fornecendo ela mesmo dois fetos. Contou que foi aprender a fazer aborto em clínicas clandestinas da Colômbia. A ideia era capacitar as mulheres para o “faça você mesma o seu aborto”. Menicucci experimentou quase todas as variações da palavra: foi abortante, abortista, aborteira… Só pôde ser assim porque não foi vítima do agente da voz passiva: não foi abortada! Relembro trecho.

Eleonora -  Dois anos Aí, em São Paulo, eu integrei um grupo do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. ( ). E, nesse período, estive também pelo Coletivo fazendo um treinamento de aborto na Colômbia.
Joana – Certo.
Eleonora – O Coletivo nós críamos em 95.

Joana
– Como é que era esse curso de aborto?
Eleonora – Era nas Clínicas de Aborto. A gente aprendia a fazer aborto.
Joana – Aprendia a fazer aborto?
Eleonora – Com aspiração AMIU.
Joana – Com aquele…

Eleonora
– Com a sucção.
Joana – Com a sucção. Imagino.
Eleonora – Que eu chamo de AMIU. Porque a nossa perspectiva no Coletivo, a nossa base…

Joana
-  é que as pessoas se auto auto-fizessem!
Eleonora – Autocapacitassem! E que pessoas não médicas podiam…

Joana
– Claro!
Eleonora – Lidar com o aborto.

Como se percebe, essa é mesmo uma mulher desassombrada. Só uma nota à margem antes que siga com Eleonora. É preciso ver direito aquele número de 20 estupros por dia “no Rio”. Além de não ficar claro se é uma referência à cidade ou ao estado, é bom lembrar que várias modalidades de crimes sexuais passaram a ser caracterizadas como estupro para efeitos legais. Adiante.

Não tem jeito! Dona Menicucci não enxerga nada além de sua militância — daí a confissão horrorosa que fez acima. Imaginem um bando — a palavra é essa! — de leigas em medicina e no funcionamento do corpo humano “aprendendo” a fazer aborto. A cada vez que leio isso, junto com a indignação, vem-me um profundo nojo. Não vou escrever que essa ministra deveria ser proibida para menores porque pareceria ironia…

O governo quer mudar também, informa o Estadão, a coleta de provas de estupro “e outros tipos de violência sexual”, bastando as evidências colhidas pelo médico que primeiro atende a vítima, sem exame no Instituto Médico Legal. Parece bom? Parece bom! Mas abre as portas para falsas denúncias do crime — uma vez que um não-especialista em medicina legal nem sempre tem critérios para avaliar. Mas isso fica para outra hora. Quero destacar aqui uma fala da ministra ao defender medidas que reduzam a violência contra as mulheres:
“O estupro virou presente de aniversário, embalado com fita de celofane.Não podemos conviver com isso?”

Heeeinnn???

“Estupro como presente de aniversário?” Quais são os delírios que povoam a mente desta senhora? Ela se referia, vocês devem se lembrar, a uma barbaridade acontecida na cidade de Queimados, na Paraíba. Amigos simularam um assalto a uma festa para possibilitar que o aniversariante estuprasse algumas convidadas. Era o seu “presente de aniversário”. Duas vítimas reconheceram os agressores e foram assassinadas.

Nas palavras de dona Eleonora, tal prática parece corriqueira no Brasil. Este parece ser um país de estupradores. Inferir, a partir desse caso, que “estupro virou presente de aniversário” corresponde a afirmar que esfaquear a mãe virou uma forma de argumentação de jovens no Brasil…

Lamento! Fica evidente, mais uma vez, que dona Eleonora Menicucci não tem aporte intelectual, cultivo ético-moral e serenidade para ocupar o cargo que ocupa.

PS – Sim, sei que alguns supostos moderados dirão: “Como esse Reinaldo é agressivo!” Que coisa! Uma ministra de estado decide arbitrar sobre objeções de consciência de profissionais da saúde, e o agressivo sou eu!?  Como costumo dizer, “as palavras fazem sentido”. Se ninguém se escandaliza com as barbaridades que esta senhora fala, traduzindo o seu pensamento torto, eu ainda me reservo esse direito.

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 15:20

Decisão do TSE sobre Twitter é ridícula, autoritária e privilegia máquinas partidárias que têm militantes a soldo na Internet

Por quatro votos a três, o Tribunal Superior Eleitoral proibiu ontem pré-candidatos de se manifestar sobre as eleições no Twitter antes de 6 de julho. Trata-se de uma decisão ridícula, autoritária, que abre a janela para o arbítrio e a subjetividade. Mais: vai privilegiar máquinas partidárias fortes, como a… petista, por exemplo!, e pode inundar de ações a Justiça Eleitoral. Votaram contra a proibição os ministros Dias Toffoli, Carmen Lúcia e Gilson Dipp. Ficaram a favor da tese, que me parece obviamente errada, Ricardo Lewandowski (para não variar), Aldir Passarinho, Marcelo Ribeiro e Arnaldo Versiani.

O Twitter, bem argumentou a ministra Carmen Lúcia, é uma “mesa de bar virtual”. E é mesmo. Por que o TSE tem de meter o bedelho em algo assim? Toffoli lembrou que é uma espécie de bate-papo telefônico. Também é verdade. Para Dipp, conversa sobre eleição no Twitter, no máximo, “constitui propaganda eleitoral lícita, doméstica, caseira, entre interessados”. Estão todos certos. Mas prevaleceram o erro e a fúria legiferante do TSE. A piada é que essa decisão ainda decorre de uma ação movida pelo Ministério Público Eleitoral contra Índio da Costa em… 2010! Que bom se tivéssemos uma Justiça Eleitoral mais ágil e menos dada a se meter na comunicação entre os indivíduos!

Se os quatro preclaros que votaram contra não se deram conta, eu lembro. Uma simples pesquisa na Internet informa que o PT decidiu contratar pessoas para “monitorar” as redes sociais, sites e blogs. Trata-se de um grupo profissionalizado, QUE JÁ ESTÁ FAZENDO CAMPANHA, SENHORES! E não tem como ser evitada. O mesmo acontece no Facebook e nas demais páginas do gênero.

Muito bem! Se um pré-candidato recebe um ataque organizado de uma súcia, ele está impedido de reagir? Faz o quê? Recorre à Justiça Eleitoral para pedir direito de resposta? Mas direito de resposta contra quem? O argumento mais ridículo foi mesmo o de Lewandowski. Não seria cerceamento à liberdade de expressão porque as pessoas não-envolvidas em eleições podem se manifestar à vontade. É mesmo? Isso inclui os cabos eleitorais contratados, não é mesmo? Acontece que eles estão “envolvidos” nas eleições.

Ora, no Twitter, “seguir” alguém é um ato de vontade. Se você não gostar do que aparece na sua tela, basta bloquear.  Ninguém precisa da ajuda de Lewandowski para isso. No momento, nós precisamos dele é para outra coisa. Digo já qual é.

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 7:26

LEIAM ABAIXO

O PT piorou o que já era ruim. Ou: Um país com este modelo está pedindo para ser assaltado. E é!;
New York Times publica anuncio anticatólico, mas se nega a publicar anúncio anti-islâmico;
Oba! Os petralhas já podem torrar a paciência do Advogado Geral da União, que critica ações contra militares;
PT prepara uma grande festa para Haddad em… São Bernardo! E a homenagem à sogra de Kim Jong-Lula!;
Nem no Regime Militar os “milicos” estiveram tão presentes no dia a dia dos brasileiros;
MEC, então sob o comando de Haddad, sabia desde 2009 de prática da Unip que distorcia resultados do provão. E não fez nada;
Haddad participou de criação de taxas no governo Marta;
Até os petistas querem que Ideli volte para o Ministério da Piaba!;
Demóstenes recebeu telefone antigrampo de empresário do jogo;
Este é um governo que fala grosso com os EUA e fino com a Fifa;
A revisão da Lei da Anistia e os extremistas do sucrilho e do Toddynho. Ou:  Comissão da Vingança ignora a construção da democracia. Ou: Um recado àquele…;
A Comissão da Verdade é revanchista, sim!;
Até agora, são 1238 os militares que assinam protesto – 112 oficiais-generais;
A inteira natureza da crise do governo Dilma. Ou: Mentiras influentes e verdades sem prestígio. OU: Chega de conversa mole! Este governo é muito ruim!;
Maria do Rosário é (ir)responsabilidade de Dilma;
Agenda põe o petista Agnelo Queiroz, de novo, sob suspeita;
Os medalhões do Banco do Brasil, pelo visto, não acreditam nesse negócio de deixar dinheiro no… banco!;
Eita! Collor já está dando conselhos a Dilma… Ou: A mentira e a verdade na fala do ex-presidente

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 7:20

O PT piorou o que já era ruim. Ou: Um país com este modelo está pedindo para ser assaltado. E é!

Comecemos do começo: quem ganha a eleição quer governar. É a regra do jogo! No mundo inteiro, presidentes e primeiros-ministros nomeiam pessoas de sua base política para cargos de confiança. Então o que há de errado com o Brasil? Um monte de coisa. Em primeiro lugar, o número de cargos que são da livre escolha de quem governa: mais de 24 mil só no governo federal — fora as autarquias, estatais, fundos de pensão de empresas públicas etc. Vamos comparar? Nos EUA, há 9 mil — já é um escândalo! No Reino Unido, são 300; na Alemanha, 170. É evidente que esses países têm, portanto, uma primeira barreira — estabelecida pela própria legislação — que dificulta o assalto aos cofres públicos, além, claro!, da rigidez da lei com quem é pego com a boca na botija.

Os petistas, é verdade, herdaram essa legislação de governos passados. Tentaram corrigi-la? Ao contrário: aumentaram o número de cargos de confiança! E ainda lamentaram as privatizações feitas pelo governo FHC. Afinal, imaginem quantos companheiros deixaram de ser empregados nas telefônicas, na Vale, na Embraer, nas empresas elétricas etc.

Assim, até que não se reduza drasticamente esse número de cargos de confiança, dificilmente a administração será realmente profissionalizada, e a política, moralizada. Legendas se grudam a este ou àquele candidato não para ver implementadas as suas teses, a sua visão de mundo, as suas propostas. Querem cargos. O senador Blairo Maggi (PR-MT) foi de uma sinceridade quase angelical e pôs a nu o sistema. Em outras palavras, disse o seguinte: “Temos sete senadores e nenhum ministério; se o governo quer os nossos votos, tem de nos dar a compensação; é assim que o modelo funciona”. E ele estava mentindo?

Já perguntei em outro texto e indago de novo: por que um partido faz tanta questão de ter a diretoria financeira de uma estatal? É evidente que esses milhares de agentes partidários que tomam a administração vão se encarregar, no poder — e lidando com dinheiro público — do fortalecimento dos esquemas que representam. O povo que se dane!. Ministérios, estatais, autarquias etc.  servem aos partidos como fonte de caixa — além, como se sabe, de atrair notórios ladrões.

Partidos
Essa ocupação do estado por partidos induz, é evidente, a formação de… partidos! Grupos se organizam, então, para criar legendas porque sabem que isso lhes dará poder de negociação. Existem 29 partidos legalizados no país. Há ainda alguns com registro apenas em TREs. Há nada menos de 32 outros em formação. Sei que vem chiadeira, mas é fato: esse número é evidência de atraso político e sinal de que alguma coisa errada está em curso. As grandes democracias do mundo ou são, na prática, bipartidárias ou contam, no máximo, com uma terceira força. Sim, queridos, se vocês forem pesquisar, encontrarão uma lista imensa de legendas de papel nos EUA — passam de 70! Veem-se bizarrices como o Partido Multiculturalista de Illinois e o Partido da Escolha Pessoal. Mas só dois têm condições de chegar ao poder; na Alemanha, três. Nas democracias organizadas, inexistem essas legendas com força para chantagear o governo em razão do tal “presidencialismo de coalizão”. É bem verdade que Republicanos e Democratas têm, cada um segundo seus marcos, as suas respectivas alas direita e esquerda e o centro. Mas os ministérios — ou secretarias — não são loteados segundo essa lógica.

Então cabe uma pergunta: por que o Brasil conta com tantos partidos — uns 10 — com poder de fogo real para criar dificuldades para Executivo e lhe vender facilidades? Por causa, se quiserem saber, do paternalismo da legislação. Poucos se lembram, mas é fato: uma vez legalizado, o partido já passa a ter acesso a um fundo, que é dinheiro público. Vira cartório! Ganha o direito também ao horário político gratuito, e lá vemos a TV ser invadida por aqueles senhores de cabelo acaju e bigodes mais negros do que as asas da graúna a dizer sandices.

E há o mais perverso dos fatores de desestruturação da vida político-partidária: o horário eleitoral gratuito. Trata-se de uma excrescência autoritária e cara. Nada tem de gratuito porque as emissoras são compensadas. Sob o pretexto de dar uso público a uma concessão também pública (os rádios e as TVs), cria-se o riquíssimo mercado da venda do horário de TV. O PMDB não custa tão caro a cada eleição porque os candidatos estão interessados em seu, sei lá como chamar, aporte ético! Sim, o partido está organizado no país inteiro, tem uma enorme rede de influência e tal, mas o que se busca mesmo são os seus preciosos minutos.

Outro viés da crise
Isso tudo torna o ambiente político quase irrespirável. Esses elementos estão na raiz da crise vivida pela presidente Dilma. Neste ponto, alguém poderia perguntar: “Mas não é assim com todo mundo? Por que essa barafunda agora? Já não era assim nos governos Lula e FHC?” Vamos ver.

É claro que FHC distribuiu cargos também — no seu último ano de governo, eram 18.374; a companheirada achou pouco! O PT é tão autoritário, tem tal viés totalitário, que desestabiliza mesmo o sistema de loteamento. Os peemedebistas, do ponto de vista da lógica desse sistema perverso, têm razão de reclamar: os seus “parceiros” estão sempre nos seus calcanhares. Um peemedebista até pode estar no comando de uma pasta, mas o segundo escalão é quase sempre ocupado pela turma da estrela. E há, escrevi ontem a respeito, a incompetência pura e simples. Com Lula, a chance de crispação era menor porque ele tinha o que Dilma não tem: domínio da máquina partidária. Bastava um peemedebista reclamar de alguma inconveniência dos petistas, e o chefão dava um jeito. Dilma manda no PT menos do que eu…

Encerrando
Por isso, é uma bobagem essa história de que a base aliada está rebelada porque Dilma está tentando moralizar o poder. Aliás, em algum lugar, li que Fernando Haddad teria se saído com essa. A ser assim, está dizendo o quê? Lula optava pela imoralidade? O caso é bem outro. O petismo piorou o que já era perverso: um país que tem esse número de cargos de confiança — imaginem se contarmos todos os governos estaduais, todas as prefeituras, estatais e autarquias não-federais… — está pedindo para ser assaltado e estimulando a pistolagem partidária. Na gestão desse modelo, Dilma está perdida porque não conseguiu controlar os “companheiros”, que não aceitam dividir o butim, conforme o  combinado.

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 7:15

New York Times publica anuncio anticatólico, mas se nega a publicar anúncio anti-islâmico

Na BBC, nós já vimos aqui, é permitido insultar cristãos e fazer pilhéria de Jesus Cristo, mas é proibido tornar pública qualquer referência crítica ao profeta Maomé. Chegou a vez de o New York Times evidenciar a sua dupla moral. O cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo — INCLUSIVE NOS PAÍSES CRISTÃOS, O QUE É ESPANTOSO! Qual é o ponto? No dia 9 de março, o New York Times publicou este anúncio, segundo informa a FoxNews.com.

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Ele convida os católicos a abandonar a Igreja. Indaga por que enviam seus filhos para a doutrinação e classifica de equivocada a lealdade a uma fé marcada por “duas décadas de escândalos sexuais envolvendo padres, cumplicidade da Igreja, conluio e acobertamento, da base ao topo da hierarquia”.

Muito bem! Tudo em nome da liberdade de expressão e da liberdade religiosa, certo? Ocorre que a blogueira Pamela Geller, que comanda a página “Stop Islamization of America”, tentou pagar os mesmos US$ 39 mil dólares para publicar no mesmo New York Times um anúncio convidando os muçulmanos a abandonar a sua religião. E O NEW YOR TIMES SE NEGOU! Assim:

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Pamela afirma que seu anúncio era baseado naquele anticatólico. Dirigindo-se aos muçulmanos, indagava: “Por que pertencer a uma instituição que desumaniza mulheres e os não muçulmanos (…)? E convidava: “Junte-se àqueles que, como nós, colocam a humanidade acima dos ensinamentos vingativos, odiosos e violentos do profeta do Islã”.

Ao comentar a recusa, Pamela afirmou: “Isso mostra a hipocrisia do New York Times, a excelência do seu jornalismo e sua disposição de se ajoelhar diante da pregação islâmica”.

Eileen Murphy, porta-voz do New York Times, repete a resposta que teria sido enviada a Pamela quando houve a recusa: “Nós não nos negamos a publicar. Decidimos adiar a publicação em razão dos recentes acontecimentos no Afeganistão, como a queima do Corão e o assassinato de civis por um membro das Forças Armadas dos EUA. Acreditamos que a publicação desse anúncio agora poderia pôr em risco os soldados e civis dos EUA, e nós gostaríamos de evitar isso”.

Encerro
Huuummm… A resposta é a mesma dada por aquele rapaz da BBC. A síntese é a seguinte: “Como os cristãos não são violentos, então a gente pode insultá-los à vontade. Não mexemos com os muçulmanos porque, vejam bem!, eles podem reagir. E a nossa valentia não chega a tanto.” Em “Máximas de Um País Mínimo”, escrevi que pregar a morte de Deus no Ocidente é coisa de covardes; corajosos pregariam a morte de Alá em Teerã. Fase e frase superadas. Os covardes não têm coragem de criticar o Islã nem no Ocidente!

Noto que a resposta oficial do New York Times já é um mimo da autoflagelação. A queima dos livros do Corão, é evidente, foi acidental. Os EUA inteiros não podem ser culpados pelo gesto tresloucado de um soldado, que será punido — à diferença dos terroristas, que ficam sempre impunes. “Ah, mas eles entendem de outro modo!” Entendi… Se eles entendem de outro modo…

Esses valentes, pelo visto, querem convencer os cristãos de que a sua opção pela não-violência foi um erro. Agissem como os radicais muçulmanos, seriam preservados do achincalhe dos covardes. Que os cristãos sigam defendendo a paz e a superioridade moral do seu postulado.

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 7:03

Oba! Os petralhas já podem torrar a paciência do Advogado Geral da União, que critica ações contra militares

Ah, então não sou só eu? O Advogado Geral da União também acha imprópria a ação daqueles procuradores doidivanas que querem rever a Lei da Anistia? Os petralhas e malucos de plantão que vão lá, então, encher o saco dele, não é? Um Advogado Geral da União é a visão jurídica do governo. Só falta, agora, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) se conformar em seguir a lei. Cabe a Dilma dar a ordem.
*
Por Valdo Cruz e Felipe Seligman, na Folha: 
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que não são “adequadas” nem “devem render frutos” as ações do Ministério Público Federal para processar militares que atuaram nas operações contra militantes políticos durante a Guerrilha do Araguaia (1972-1975).
“O esforço do Ministério Público não vai render os frutos que eles pretendem”, disse. Segundo ele, as “ações não são adequadas porque estão violando entendimento do Supremo Tribunal Federal”. Em 2010, o STF decidiu que a Lei de Anistia, editada em 1979, não pode ser alterada para permitir a punição de militares torturadores.

Na opinião de Adams, não “deve prevalecer” nem mesmo a nova tese levantada na denúncia criminal contra o coronel Sebastião Curió, na qual é acusado de praticar sequestros no Araguaia. As declarações de Adams sinalizam a posição jurídica do governo sobre o tema, contrastando com afirmações feitas à imprensa pela ministra Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos), que disse ser favorável à abertura de inquérito contra o coronel Curió, solicitada pelo Ministério Público Federal na Justiça de Marabá (PA). Embasado em decisões anteriores do próprio STF, em dois casos de extradição de militares argentinos, o Ministério Público entrou com ação contra Curió sob o argumento de que o crime de sequestro é permanente, ou seja, só deixa de ser cometido quanto a vítima é encontrada.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 7:01

PT prepara uma grande festa para Haddad em… São Bernardo! E a homenagem à sogra de Kim Jong-Lula!

Li a notícia uma vez. Não confiei no que havia entendido. O dia ontem foi um pouco confuso. Li de novo. Era aquilo mesmo! Os petistas estão organizando uma grande festa de pré-lançamento da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo na cidade de… São Bernardo! Creio eu que nunca se viu isso antes na história destepaiz, pois não? Leiam trecho do que informa Fernando Gallo, no Estadão Online. Volto em seguida.
*
Para tentar reagir à apatia da direção nacional do PT e ao imobilismo do governo federal em relação à pré-candidatura de Fernando Haddad (PT), o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, braço operacional do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, articula para integrar publicamente à pré-campanha a senadora Marta Suplicy (PT), o ministro Aloizio Mercadante e próprio Lula. Para fazer um ato robusto em prol de Haddad, Marinho convidou os três para a inauguração do primeiro Centro de Educação Unificado (CEU) de São Bernardo, no dia 14 de abril. O evento deverá contar ainda com a mulher de Lula, Marisa Letícia, cuja mãe, Regina Rocco Casa, já falecida, dará nome ao centro.

O objetivo do evento é dar uma demonstração de força da pré-candidatura que, além de não ter podido contar com Lula, doente, nem com tempo de TV que ajude a tornar Haddad conhecido, vem sendo torpedeada pelos partidos da base aliada ao governo federal, que recusam apoiar o ex-ministro até que a presidente Dilma Rousseff atenda a seus pleitos. Marta, afagada com o gesto do prefeito que insistiu em manter a nomenclatura CEU, vitrine da gestão da senadora à frente da Prefeitura paulistana, já aceitou o convite. Deve ser sua primeira agenda pública com Haddad desde que foi pressionada a deixar a prévia petista. Desde então, vem sendo instada a fazer gestos em favor de Haddad, sobretudo para conquistar para o pré-candidato os votos da periferia da cidade, onde ela foi bem votada nas duas últimas eleições municipais. Mercadante também já deu sinais ao prefeito de que aceitará o convite.
(…)

Voltei
Entendi! O objetivo é “dar uma demonstração de força” fazendo a pajelança… em São Bernardo!!! Eis a evidência de que São Paulo é um mero instrumento da luta do PT para tomar São Paulo — não a cidade, mas o estado. Não se trata, como se vê, de uma disputa na capital, mas de uma luta maior. Ah, sim! A população de São Bernardo tem o direito de saber: Luiz Marinho já é pré-candidato do PT ao governo estadual. Se reeleito, vai deixar a Prefeitura. Já que os petistas gostam desse tema… Quem votar em Marinho estará tentando eleger seu vice. Trata-se também do seu primeiro comício para 2014.

E uma nota sobre o nome que vai batizar o CEU. Já escrevi algumas vezes que o PT fundou uma nova aristocracia. Dona Lindu, a mãe de Lula, é nome de um parque em Recife. Por quê? Ora, porque é mãe do filho! Não basta? Agora, a progenitora de Maria Letícia também será homenageada. Por seu trabalho em favor da educação? Não! Por ter dado à luz a mulher de Kim Jong-Lula, o nosso Estimado Líder.

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 6:59

Nem no Regime Militar os “milicos” estiveram tão presentes no dia a dia dos brasileiros

Nem durante o regime militar estes que muitos gostam de chamar “milicos” estiveram tão presentes no dia a dia da população. Recebi de um amigo um texto interessante — não estou certo se é um desses que circulam na Internet sem autoria. O fato é que está cheio de verdades. Como há um trecho na primeira pessoa do plural, deve ter sido redigido por um militar. Leiam! Volto em seguida.

A PF não quer ir pra fronteira porque a diária é pouca? Chamem os milicos.
A PM não quer subir o morro porque é perigoso? Chamem os milicos.
A PM faz greve porque o salário é baixo? Chamem os milicos.
A Anvisa não quer inspecionar gado no campo? Chamem os milicos.
O Ibama não dá conta de fiscalizar os desmatamentos? Chamem os milicos.
Os corruptos ganham milhões e não constroem as estradas? Chamem os milicos.
As chuvas destroem cidades? Chamem os milicos.
Caiu avião no mar ou na selva? Chamem os milicos.
Em caso de calamidades públicas, a Defesa Civil não resolve? Chamem os milicos.
Desabrigados? Chamem os milicos.
A dengue ataca? Chamem os milicos.
O Carnaval, o Ano Novo ou qualquer festa tem pouca segurança? Chamem os milicos.
Certeza de eleições livres? Chamem os milicos.
Presidentes, primeiros-ministros e visitantes importantes de outros países? Chamem os milicos.

Adicional noturno? Não temos!
Periculosidade? Não temos!
Escalas de 24 por 72 horas? Não temos!
Hora extra, PIS, PASEP? Não temos!
Residência fixa? Não temos!
Certeza de descanso no fim de semana? Não temos!
Salário adequado? Não temos!

Acatar todas as ordens para fazer tudo isso e muito mais, ficando longe de nossas famílias, chama-se respeito à hierarquia.
Aceitar tudo isso porque amamos o que fazemos chama-se disciplina.
Quer conhecer alguém que ama o Brasil acima de tudo? Chame um milico!

Voltei
É isso aí! Está em curso, apelando a flagrantes ilegalidades, uma campanha que resulta em óbvia tentativa de desmoralizar as Forças Armadas. Em nome da disciplina, os militares da ativa estão proibidos de se manifestar. Os da reserva, que podem falar (porque amparados em lei), encontram-se sob o assédio de um surto de autoritarismo. De fato, as Forças Armadas estão presentes em todos aqueles eventos, alguns nascidos da mais escancarada incúria de governos civis.

Alguns bobalhões, ao fazer a defesa da revanche, ignorando leis e decisão do Supremo, tentam inculcar nos militares da ativa certa aversão aos da reserva — “afinal, os que estão aí hoje não participaram de 64″, argumentam… É preciso desconhecer o básico da história dos militares do Brasil e do mundo para tornar público argumento tão cretino. Ai do país que tivesse Forças Armadas sem o sentido da lealdade!

Tenho uma idéia melhor: CUMPRIR AS LEIS!

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 6:57

MEC, então sob o comando de Haddad, sabia desde 2009 de esquema da Unip para distorcer resultados do provão. E não fez nada

Por Cedê Silva. no Estadão:
O Ministério da Educação recebeu e respondeu em maio de 2009 a uma denúncia de que a Universidade Paulista (Unip) selecionaria seus melhores alunos para fazer o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), obrigatório para todos os convocados. A pasta apura agora por que não tomou providências à época.

Estudantes de Direito da Unip de São José dos Campos enviaram à Ouvidora do MEC, em 19 de maio de 2009, um e-mail com a mensagem de que lá havia “uma regra de não passar para o próximo semestre toda a sala com intuito de não fazer o Enade, devido às péssimas notas e falta de preparação desses alunos”. Seis dias depois, a Secretaria de Educação Superior respondeu que procedimentos como dependências e critérios de avaliação “são de autonomia da instituição”. O e-mail da secretaria nem menciona o Enade.

A bacharel em Direito Roberta Costa, de 29 anos, estava à época no 9.º semestre do curso, e portanto faria o Enade no fim do ano. Segundo ela, professores de pelo menos três disciplinas cobraram em provas conteúdo do semestre seguinte, com o objetivo de reprovar um grande número de alunos. Desta forma, os alunos não completariam carga horária suficiente para serem convocados para o Enade. “No turno da noite, cerca de 50 alunos tomaram bomba e apenas 3 fizeram o Enade”, contou. Ao contrário de suas expectativas, porém, os alunos não tiveram de refazer as disciplinas no ano seguinte. Em abril de 2010, sem refazer as provas e sem frequentar aulas desde o fim do ano anterior, todos receberam os diplomas.

Depois da resposta do MEC por e-mail, estudantes da Unip, Roberta inclusive, reuniram-se com dois servidores da pasta em São Paulo, em 19 de junho de 2009. A identidade da servidora não foi confirmada ontem pelo MEC. De acordo com Roberta, o outro servidor (na foto de costas, próximo à porta) estava bem pessimista sobre resultados da reunião. “Isso aí não vai para a frente”, teria dito ele, segundo a ex-aluna. “Esquece, não vai dar certo”. Procurada, a Unip disse desconhecer a reunião de estudantes com servidores do MEC.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 6:55

Haddad participou de criação de taxas no governo Marta

Por Bernardo Mello Franco, na Folha:
O pré-candidato Fernando Haddad (PT), que prometeu abolir a taxa de inspeção veicular em São Paulo, ajudou a criar as taxas do lixo e de iluminação na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (2001-04). Na época, ele também foi escalado para convencer os vereadores a aprovar os tributos, que levaram a oposição a apelidar a ex-prefeita Marta Suplicy de “Martaxa” e contribuíram para suas derrotas nas últimas eleições municipais.

Mestre em economia pela USP, Haddad participou da formulação da reforma tributária da gestão petista, aprovada no fim de 2002. Era chefe de gabinete do então secretário de Finanças, João Sayad. Ao defender a criação dos tributos de Marta, o atual pré-candidato sustentava que “cobrar uma taxa por um serviço efetivamente prestado” era “socialmente correto e justo” por onerar apenas os usuários desse serviço, e não todos os contribuintes.

“É muito melhor (…) introduzir as taxas em correspondência com o serviço prestado do que ir em outra direção”, disse em 2002, segundo transcrição de audiência nos arquivos da Câmara. A decisão atual de prometer o fim da taxa de inspeção veicular foi tomada em reunião do comando da pré-campanha de Haddad com o publicitário João Santana, que fará sua propaganda eleitoral.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 6:53

Até os petistas querem que Ideli volte para o Ministério da Piaba!

Por Simone Iglesias, Maria Cabral e Gabriela Guerreiro, na Folha:
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) passou a ser alvo de setores da base governista descontentes com o Palácio do Planalto. Senadores e deputados, principalmente do PT e do PMDB, planejam nos bastidores ações para desestabilizar a ministra, que é a responsável pela articulação do Executivo com o Congresso. Os críticos de Ideli, que é senadora licenciada, reclamam do que chamam de estilo “truculento” e “intransigente” que, segundo eles, tenta impor vontades do governo sem permitir o diálogo.

A ideia desse grupo é colocar na pauta de votações assuntos que não interessam ao governo, além de tentar paralisar o andamento de projetos de seu interesse. Há nove meses no cargo, Ideli assumiu o ministério prometendo diálogo, acesso ao Planalto, liberação de verbas das emendas ao Orçamento e nomeação de aliados a cargos federais. O governo, no entanto, fechou o cofre e fez poucas nomeações. Sobre o estilo de Ideli, deputados relatam que nas reuniões para discutir o Código Florestal, por exemplo, ela disse que quer ver o “extrato” da votação para saber quem da base está a favor e contra o governo.

Anteontem, a ministra se reuniu com os partidos aliados. Peemedebistas deixaram o encontro dizendo que não há mais diálogo. “A ministra não pode vir impor a sua vontade. Ela disse que só vota o Código [Florestal] se for do jeito que o governo quer. Se não votar, paramos tudo”, disse Sandro Mabel (PMDB-GO). No Senado, a ameaça são as CPIs. Insatisfeito por não ter emplacado um indicado no comando do Ministério dos Transportes, o PR anunciou que esta na oposição. Caso isso se concretize -o PR já manifestou antes sinais de independência, mas sem que isso ocorresse na prática-, a oposição contará com 25 dos 81 senadores. CPIs precisam de 27 assinaturas.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

16/03/2012

às 6:51

Demóstenes recebeu telefone antigrampo de empresário do jogo

Por Fernando Mello e Leandro Colon, na Folha:
Relatório do Ministério Público Federal aponta que o grupo comandado pelo empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso no mês passado, entregou telefones antigrampos para políticos.Entre eles, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que admitiu à Folha ter recebido o aparelho, e Cláudio Monteiro, chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que nega. O objetivo, diz o Ministério Público, seria dificultar eventuais investigações.

A informação faz parte da Operação Monte Carlo, deflagrada no mês passado, que levou 31 pessoas à prisão por acusação de exploração de máquinas de caça-níquel. Segundo o advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, o senador recebeu o rádio de Cachoeira, que havia retornado de uma viagem aos Estados Unidos. Kakay afirma que Cachoeira pediu que Demóstenes usasse esse aparelho para conversar com ele, o que ocorreu durante oito meses. “Não há nenhuma ilegalidade”, diz o advogado.

GRAMPO
A Procuradoria afirma que os telefones eram distribuídos a “membros do grupo criminoso” com base em conversa captada entre Cachoeira e Idalberto Matias, o Dadá, ex-agente da Aeronáutica.~Cachoeira e Dadá falam sobre aparelhos que seriam distribuídos por Cláudio Abreu, diretor da Delta Construção e apontado como sócio oculto de Cachoeira, de acordo com a investigação.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

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