Blogs e Colunistas

PSDB

29/03/2014

às 0:03 \ Sanatório Geral

Dono do Supremo

“Não vai dar em nada. O PSDB tem grande influência no Judiciário de instâncias inferiores em Minas”.

Devanir Ribeiro, deputado federal pelo PT de São Paulo, sobre a decisão do STF de devolver o processo de Eduardo Azeredo à primeira instância, explicando que o partido a que pertence só é majoritário na Suprema Corte.

 

13/03/2014

às 12:51 \ Opinião

‘Chuva e seca, eleitoras’, um artigo de Carlos Alberto Sardenberg

Publicado no Globo desta quinta-feira

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Demorou, mas hoje petistas e tucanos depositam a mesma esperança — e fé — numa mesma pessoa: São Pedro. Todos, unidos, rezando pela chuva.

Um racionamento de água em São Paulo, estado dominado pelo PSDB, seria um desastre não apenas para o governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, mas para as pretensões nacionais de Aécio Neves.

Reparem a importância da coisa. Nas últimas presidenciais, o PT, com Lula e Dilma, ganhou fácil em Minas e ali acumulou boa vantagem. Em compensação, o PSDB ganhou direto em São Paulo, com FH, Serra e Alckmin. Neste ano, Aécio vai dar uma lavada em Minas. Se os tucanos mantiverem a vantagem em São Paulo, a coisa fica boa para eles.

Ou seja, a chuva na Cantareira, principal reserva de água da região metropolitana de São Paulo, é um fator eleitoral crucial.

Do mesmo modo, se Dilma for obrigada a promover um racionamento de energia elétrica, cairá nos reservatórios secos um dos seus discursos mais fortes: o de criadora e gerente de um novo e eficiente setor elétrico. Aquela que reduziu as tarifas.

» Clique para continuar lendo

19/02/2014

às 10:17 \ Opinião

Nêumanne comenta a cumplicidade do PSDB com Eduardo Azeredo e a sujeição do governo brasileiro à ditadura cubana

Em sua coluna Direto ao Assunto, veiculada pela Rádio Jovem Pan, o jornalista José Nêumanne Pinto afirmou que o tratamento dispensado ao deputado Eduardo Azeredo, envolvido no valerioduto mineiro, torna o PSDB parecido com o PT. E criticou a subordinação do governo brasileiro às regras impostas pela ditadura cubana aos participantes do programa Mais Médicos. Confira:

Sobre Eduardo Azeredo

Sobre o Mais Médicos

12/02/2014

às 8:46 \ Opinião

‘Aos amigos e inimigos, a lei’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

O marechal Eurico Dutra foi o grande suporte da ditadura do Estado Novo e participou de um Governo que comemorou a conquista de Paris pelos nazistas. Quando ouvia falar em democracia punha as tropas de prontidão. Com a queda da ditadura, elegeu-se presidente; e foi exemplar no cumprimento da lei. A qualquer problema, queria saber o que dizia “o livrinho” ─ a Constituição; e o que a Constituição mandasse, fazia. Transformou-se em exemplo. Elegeu o sucessor.

Black blocs, baderneiros, vândalos? Lei neles. Adeptos do pancadão, que perturbam o sossego público? Lei neles. Casas noturnas tipo Kiss, sem condições? Lei nelas. “Justiceiros”, “milicianos”? Lei neles. Traficantes? Lei neles.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

06/02/2014

às 8:33 \ Sanatório Geral

Sonho revelado

“PSDB quer cassar Vargas por punhos cerrados. Vou pedir para a bancada repetir o gesto”.

Sibá Machado, deputado do PT do Acre, ao comentar no Twitter, sobre a tentativa de enquadrar por atentado ao decoro o vice-presidente da Câmara, André Vargas, pelas provocações ao ministro Joaquim Barbosa, revelando que, quando crescer, quer ser dirceu, genoino, delúbio ou joão paulo.

15/01/2014

às 18:23 \ Opinião

‘Os donos da verdade’, de Carlos Brickmann

Publicado no Observatório da Imprensa

CARLOS BRICKMANN

Um dos fenômenos mais interessantes (e perigosos) da atualidade brasileira é a incapacidade dos atores políticos, inclusive jornalistas engajados, de aceitar a possibilidade de que os adversários possam eventualmente ter razão, ou no mínimo tenham boas intenções. O objetivo do debate, aparentemente, não é provar suas teses, mas demonstrar que as do adversário estão erradas ─ de preferência, por estar ele vendido ou mal-intencionado; nem vencer a discussão, mas tentar desmoralizar o adversário. E, quando o objetivo não é atingido, bate a fúria e parte-se para o insulto.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

09/01/2014

às 21:33 \ Opinião

‘Silêncio obsequioso’: Carlos Brickmann comenta manobras forjadas por dois deputados para censurar os jornalistas Augusto Nunes e Juca Kfouri

Publicado no Observatório da Imprensa

CARLOS BRICKMANN

O deputado estadual João Paulo Rillo, do PT paulista, acusa o jornalista Augusto Nunes de ser “antijornalista” e quer retirá-lo da TV Cultura, por ser “um soldado de José Serra”. Rillo é advogado de formação e sabe perfeitamente que está não apenas tentando censurar o trabalho de um jornalista como proibi-lo de trabalhar ─ aquilo que, quando a ditadura militar ousou fazer, provocou tamanha reação que foi obrigada a desistir da barbaridade.

O deputado estadual Fernando Capez, do PSDB paulista, quer proibir o jornalista Juca Kfouri de publicar textos, no futuro, que possam “ofender sua honra e imagem” ─ em outras palavras, censura prévia. E, considerando-se que Fernando Capez é profissional de Direito, proveniente do Ministério Público, deve saber perfeitamente que a Constituição da República proíbe a censura prévia.

São dois parlamentares, dois profissionais de Direito, pertencem a partidos adversários que se consideram inconciliáveis, mas têm uma coisa em comum: o ódio ao jornalismo e o apreço incontido pela censura prévia.

Cada um tem seu motivo particular para odiar o jornalismo.

Capez, que tem alguma militância na área esportiva, é criticado pelo jornalista Juca Kfouri. Tem todo o direito de não gostar das críticas; tem todo o direito de pedir direito de resposta, quando achar que é necessário; tem todo o direito de processar Kfouri, quando achar que as críticas ultrapassaram os limites do legalmente aceitável. Mas não tem o direito de querer calá-lo.

Rillo está ofendidíssimo porque Augusto Nunes, a seu ver, é tucano. E mais ofendido ainda porque, no programa Roda Viva, entrevistou o músico Lobão. “Esse sujeito (Lobão) precisa ser tratado urgentemente”, garante Rillo. E por que precisa de tratamento? Porque não é petista e se manifesta contra o PT nos meios de comunicação. Segundo Sua Excelência, advogado que se imagina com conhecimentos de psiquiatria, Lobão “sofre da Síndrome de Estocolmo, se apaixonou por quem o prendeu”.

Caso se desse ao trabalho de ler alguma coisa, o nobre parlamentar João Paulo Rillo encontraria um trecho interessante num livro autobiográfico de Ricardo Kotscho, Do golpe ao Planalto. De volta ao Brasil depois de uma temporada como correspondente, e sem emprego, Kotscho, petista até o último fio de cabelo (sim, o último ele ainda tem) foi procurar emprego na Sucursal paulista do Jornal do Brasil . A quem buscou? Augusto Nunes, que o empregou imediatamente. Augusto Nunes sabe quem é bom jornalista. Rillo não sabe ─ não apenas não sabe, como pensa que é conhecido e poderoso. Segundo disse, pretende questionar a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, até que Augusto Nunes seja removido da função. “Vou usar todas as ferramentas que meu cargo me permite utilizar para tirar esse sujeito de lá”.

Capez foi longe, também, no seu objetivo de calar o jornalista que não o elogia. Embora, vamos repetir, seja um cultor do Direito, interpôs embargos de declaração que não têm sentido no caso ─ tanto que foram todos rejeitados pelo Superior Tribunal de Justiça. “Embargos de Declaração são utilizados para tornar clara a decisão em que exista omissão relacionada a algum ponto cuja manifestação seria obrigatória”, diz a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi. E por que falha tão flagrante? Segundo a ministra, Fernando Capez “admite expressamente que, na realidade, pretende apenas e tão somente abrir caminho para a futura interposição de recurso ao Supremo Tribunal Federal”. Lembrou também que a aceitação do pedido de censura formulado por Capez “viola o direito à liberdade de imprensa e à informação”.

Dois políticos, dois partidos inimigos, o mesmo objetivo: calar a imprensa. Jornalismo livre só é bom para eles quando o jornalista é livre para falar bem. Se não falar bem, rezam ambos, tem de ser mantido em silêncio. Esse tipo de raciocínio, aliás, é o que se vê amplamente divulgado em redes sociais: jornalista bom é o que está do nosso lado. Os demais são gente horrorosa, a ser difamada e isolada. Só que Parlamento não é rede social, deputado deveria tomar atitudes coerentes, pessoas formadas em Direito precisariam envergonhar-se de defender a censura prévia.

E não imagine o caro colega que, como jornalista, estou com a impressão de que todo mundo nos detesta. Não! Tenho alguns parentes que gostam de mim.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

08/12/2013

às 8:27 \ Opinião

‘É a tua, tá?’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

É triste ouvir políticos veteranos comportando-se como crianças. Porque, fora a safadeza, isso de dizer “eu sou ladrão, mas foi ele que começou” é infanto-juvenil: se é ladrão, fora da lei, que seja investigado e julgado. Se o adversário também é ladrão, que também seja investigado e julgado. Não é porque os ladrões estão em partidos adversários que a ladroeira de um compense a do outro.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

09/11/2013

às 2:37 \ Sanatório Geral

Quem dá mais?

“Estou com um pé lá e outro cá. Se o PT e o governador Cid Gomes não me apoiarem, concorro ao governo ao lado do PSDB e do Tasso Jereissati”.

Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado e leiloeiro de si mesmo.

28/10/2013

às 22:11 \ Opinião

‘Amplia-se o campo da oposição’, um texto de Sergio Fausto

Publicado no Estadão deste domingo

SERGIO FAUSTO

Dissidências são um problema para quem está no poder. Exemplos disso não faltam. O fim do reinado de 70 anos do Partido Revolucionário Institucional (PRI), no México, iniciou-se quando uma dissidência à esquerda lançou candidato próprio nas eleições presidenciais de 1988. Os sucessivos governos da Concertación, no Chile, entre 1990 e 2009, interromperam-se por igual razão. Aqui, no Brasil, o governo de Fernando Henrique Cardoso começou a perder a sucessão quando se rompeu a aliança entre PMDB, PFL e PSDB, em 2001.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados