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PSDB

17/05/2015

às 8:09 \ Opinião

Carlos Brickmann: Ricardo Pessoa é o sonho de qualquer investigador

Meninos, ouvi: crise política é o que teremos agora. Nada dessas coisas simples, de oposição e governo, de coxinhas e melancias ─ que, como comprovaram os tucanos na sabatina de Luiz Edson Fachin, são parte do mesmo lanche.

Renan e Eduardo Cunha estão no alvo do procurador Rodrigo Janot e procuram alvejá-lo primeiro. Renan e Cunha miram em Dilma e o PT mira nos dois, mas também quer pegar Janot, por desconfiar que ele mire em Lula e também em Dilma. Dilma adora Renan e Cunha, de preferência ao forno com batatas e maçã na boca, e é indiferente a Collor, que atira em Janot (são quatro representações – e, se uma for aceita por Renan, que foi aliado, inimigo, aliado e hoje em dia sabe-se lá o que de Collor, Janot pode ser afastado – e, como foi Janot que convenceu Ricardo Pessoa, o empreiteiro da UTC, a aderir à delação premiada, seu afastamento pode atrasar as denúncias previstas. Como tem gente torcendo por isso!)

Ricardo Pessoa é o sonho de qualquer investigador. Não ouviu dizer: ele sabe (e já insinuou que atingirá autoridades, e já disse que deu dinheiro por fora para a campanha de Dilma). Ele estava no lugar certo, na hora certa, em contato com as pessoas certas. Tem condições de causar um terremoto na política deste país.

Drummond, num festejado poema, contou que João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. O título do poema é Quadrilha. Na versão atual, em que todos se odeiam e se aliam apenas para alvejar terceiros, o título poderia ser Quadrilhas.

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14/05/2015

às 7:14 \ Opinião

Valentina de Botas: “Não culpo o PSDB por nada do que fez o PT, culpo o PSDB por tudo quanto o PSDB deixou de fazer’

VALENTINA DE BOTAS

Nova York é linda também agora, no último mês da primavera já anunciando o verão. Nunca estive lá. Me disseram que a cidade é destes lugares em que o visitante não precisa ir a nenhum local ou evento especial, pois a grande atração da cidade é ela mesma, ela é o acontecimento. “Você é espanhola?”. Em Istambul, o taxista tenta adivinhar minha nacionalidade num inglês tão pior do que o meu que pensei que ele estivesse falando turco. “Desculpe, não falo sua língua”. “Está desculpada, já sei: do sul da Itália?”. “Sou brasileira”. “Ah, mas então, você conhece meu primo que foi morar no Brasil”. Outra pessoa, mas não eu, diria da impossibilidade disso, que o país é enorme e tal: “Claro, como é o nome dele?”. “Mehmet”.

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13/05/2015

às 16:11 \ Opinião

Carlos Brickmann: A campanha de Fachin mostra que é ótimo ser ministro do Supremo

O advogado Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma para o Supremo Tribunal Federal, tem o posto em alta conta. Para alcançar a honra de integrar a mais alta corte do país, recebendo muito menos do que profissionais tão bem sucedidos quanto ele, investiu com força em imagem. Para apoiar sua candidatura, contratou Renato Rojas da Cruz, que foi, pela empresa Pepper, o chefe dos marqueteiros digitais na campanha de Dilma (segundo seu currículo, comandava a equipe de criação de redes sociais). Rojas montou um site de apoio a Fachin, www.fachinsim.com.br. Sua participação era desconhecida, mas o segredo foi escancarado pelo blog https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli/, do jornalista Cláudio Tognolli. A campanha “Fachin sim” utiliza também o Facebook, o twitter e o You Tube. Preço? Não se conhece o número exato; mas Rojas já trabalhou na cúpula de uma campanha presidencial e é professor da Universidade de Brasília. É bem cotado no mercado de campanhas.

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07/05/2015

às 7:50 \ Opinião

Valentina de Botas: O apoio a Fachin atesta que o PSDB descarrilou numa montanha-russa de baixos e mais baixos

VALENTINA DE BOTAS

Detesto montanha-russa, brinquedo tolo. Ora, tive amores, me desiludi, fiz filhos, sobra mês no final do meu salário. Com a vertigem viva da vida real, montanha-russa para quê? No final de semana, levei filha, sobrinha e afilhados a um parque de diversões. Desnecessário repetir dados biográficos que fazem da indicação do cabo eleitoral de Dilma para o STF um escândalo, pois eles estão bem descritos no Reinaldo Azevedo, por exemplo. Os defensores dessa infâmia brandem o brilhantismo do brilhante professor Luiz Fachin como se mentes brilhantes não pudessem ser moralmente maléficas.

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16/03/2015

às 7:47 \ Opinião

Eliane Cantanhêde: ‘Crise grave, mas sem saída’

Publicado no Estadão

ELIANE CANTANHÊDE

O Brasil tem agora o antes e depois de 15 de março de 2015. Mais de um milhão de pessoas foram às ruas para protestar contra a presidente Dilma Rousseff e contra o PT, que, desde 1980, era quem tinha força e capacidade de mobilização.

Quem poderia imaginar que o PT mudaria de lado e passaria a ser alvo, após 30 anos de glórias e de jogar as ruas contra tudo e contra todos em nome da ética? Bastaram 12 anos de poder para o caçador virar caça. E isso tem um lado dramático. Mas cada um colhe o que plantou.

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08/03/2015

às 12:10 \ Feira Livre

‘Que ano é hoje?’ – Uma crônica sobre o Brasil

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SILVIO NAVARRO

São Paulo, 15 de março de 2015, um domingo de sol. Mas poderia ser 1992.

Seu João acordou de um coma que durava mais de 23 anos e desafiava a ciência moderna. Sem saber em que ano despertava, perguntou ao médico: 

- Doutor, o que está acontecendo lá fora?

O médico respondeu prontamente, até porque estava indignado naquela manhã com a notícia de que o governo anunciará a convocação de mais médicos cubanos, algo que, para ele, ecoava inconcebível num país com tantas universidades e profissionais formados.

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20/02/2015

às 10:38 \ Sanatório Geral

Coisa de gênio

“A oposição quer inviabilizar o governo da presidente Dilma. É uma ação direta e a origem está no PSDB, que já fala até em impeachment”.

Jorge Viana, senador pelo PT do Acre, revelando que a ideia de desviar dinheiro público para financiar as campanhas eleitorais de Lula e Dilma Rousseff foi sugerida por Fernando Henrique Cardoso para derrubar Lula e Dilma Rousseff.

15/11/2014

às 10:10 \ Opinião

‘Dilma em estado puro’, de J.R. Guzzo

Publicado na edição impressa de VEJA

J.R. GUZZO

O que a presidente reeleita Dilma Rousseff, o PT e o ex-presidente Lula, condutor de uma e do outro, pretendem fazer em relação aos 51 milhões de brasileiros que votaram em seu adversário Aécio Neves na eleição presidencial de outubro? É uma pergunta que deixa impaciente o alto-comando do governo; e torna especialmente irado seu sistema de propaganda. Gostariam de que essa gente toda não existisse; não podendo fazer com que ela evapore no ar, acreditam que a saída é não reconhecer sua existência. A indagação, que continua sem resposta clara, é perfeitamente razoável, levando-se em conta que os 51 milhões de pessoas em questão estarão aí pelos próximos quatro anos – não só eles, na verdade, já que outros 37 milhões de cidadãos nem apareceram para votar, votaram em branco ou anularam seu voto.

Ao todo, no fim da conta, resulta que perto de 90 milhões não votaram na presidente que ficará no Palácio do Planalto até janeiro de 2019. Além disso, a diferença em seu favor foi a menor desde que PT e PSDB começaram a bater chapa, doze anos atrás. (A vantagem vem diminuindo a cada eleição: passou de mais de 61% dos votos, em 2002, para menos de 52%, em 2014.) É apenas matemática, ciência indiferente aos desejos do PT ou de qualquer outro partido. Mas o governo fica de mau humor quando alguém fala no assunto, e o resultado é essa situação esquisita em que os vencedores ficam reclamando o tempo todo dos vencidos.

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13/11/2014

às 12:34 \ Opinião

Oliver: ‘O sono dos insolentes’

VLADY OLIVER

Faço parte de uma comunidade que ajuda gratuitamente pessoas que trabalham com os tipos de softwares com os quais trabalho, tirando dúvidas, fazendo sugestões ou simplesmente ouvindo seus argumentos. Infelizmente, a coisa parece um cursinho básico de inglês. As mensagens de erro desses softwares aparecem na tela e as pessoas “printam” (e publicam) sem ter a menor ideia do que o Gúgol traduziu. E qual o mote para um blog político? O mote é a tal “Smartmatic”, empresa cujas informações simplesmente não existem em português confiável. Mesmo os “esquerdistas ianques”, que tendem a dourar a pílula como toda a canalhada socialista a soldo aqui aboletada, não conseguem esconder os odores que emanam das reiteradas fraudes bolivarianas levadas a cabo pela quadrilha do Foro de São Paulo na latrino américa.

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12/11/2014

às 18:13 \ Opinião

Paulo Moura: ‘A oposição eficaz’

Publicado na coluna de Paulo Moura

Em junho de 2013 milhões foram às ruas contra a corrupção e por melhores serviços públicos de transporte, educação, saúde e segurança. O que ocorreu em 2013 nada tem a ver com as mobilizações que a esquerda costumava liderar no século XX, sob o comando de sindicatos, associações de bairro, entidades estudantis e a esquerda da Igreja. Emergiu no Brasil, assim como na Espanha em 2004, na Tunísia e no Egito em 2011 e na Turquia, Ucrânia e Venezuela mais recentemente, um fenômeno típico das sociedades-rede.

Correndo por fora das organizações tradicionais, milhões de cidadãos conectados pelas mídias sociais saíram às ruas para se manifestar e, sem planejar isso como objetivo, derrubaram ou desestabilizaram governos. Tudo ocorreu sem lideranças, sem organizações de massas, sem projetos de poder e sem controles. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário
 

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