Blogs e Colunistas

PSDB

01/06/2015

às 16:54 \ Opinião

Valentina de Botas: ‘Se tanto faz um FHC ou uma Dilma, um Pimentel ou um Aécio, um JD ou um Anastasia, longa vida ao jeca!’

VALENTINA DE BOTAS

Otimista, eu? Não me levem a mal, mas sou meu texto, com equívocos sinceros e acertos, se os há, pequenos perante a dúvida, esta placa de procura-se em que ele – meu texto – se configura nas alamedas ensolaradas desta coluna. Meu querido Oliver vê uma divisão entre os indignados – os que enxergamos um país sob o cadáver do lulopetismo ainda morno, acusados de otimistas; e os presumíveis pessimistas que veem um país perdido no rastro de miséria que o finado deixou.

Celebro a morte do jeca, do lulopetismo, do projeto deles de poder perene. Há menos de um ano, ela era uma obviedade que nem mesmo os profetas mais otimistas anunciavam e o jeca, deleitado na reeleição da presidente de ignorância enciclopédica, estava atravessado de luz como um santo de vitral. Mas há uma maneira pela qual esse pesadelo alcança uma sobrevida: quando igualamos tucanos e lulopetistas. Esse é um dos desejos podres da súcia. Se tanto faz um FHC ou uma Dilma, um Pimentel ou um Aécio, um JD ou um Anastasia, longa vida ao jeca!

Apregoar que um bando disfarçado de partido pôde perpetrar o assalto inédito na história contra o Estado porque o outro partido – eficiente como gestor e ineficaz como oposição – abriu o portão abranda a face anômala do PT e empresta ao PSDB um gangsterismo ausente entre os tantos defeitos dos tucanos. Não dá. Ao contrário do PT, o PSDB não tem a gramática do ódio como afeto político, a mentira como cultura de subsistência, a libido totalitária, a incompetência como sopro, a delinquência como essência, e a súcia, seja lá quem a antecedesse no poder, esbulharia o país e depredaria o estado de direito democrático como tem feito.

Não fosse a era tucana na administração de FHC, a súcia teria sido ainda mais forte em dentes e músculos. Cintila, sob o monturo de sucata e além do rastro de miséria que o lulopetismo deixa, um país decente. Somos nós – otimistas, pessimistas ou nada disso, mas todos indignados, resistentes, cintilando, fartos desse monturo. Quem haverá de negar que existimos? Que existe esperança para a esperança e políticos honrados ainda, inclusive desse PSDB de desencontro marcado com a nação que resiste?

Claro que as mazelas somente serão saneadas no longo prazo e que o problema do longo prazo é que ele é longo. Mas ele está se escoando. Esse é meu otimismo como ele é. Não me levem a mal.

Share

26/05/2015

às 12:43 \ Opinião

Valentina de Botas: A existência do nanico moral continua agredindo a decência

VALENTINA DE BOTAS

A paisagem bucólica é linda: em primeiro plano, com uma baía estreita vista do alto, um lavrador, de costas, lida com um arado puxado por um cavalo; em segundo, no terreno irregular, um pastor olhando para o alto de costas para o mar, entre as ovelhas, apoiado no cajado; no terceiro, alguns navios se distribuem entre umas ilhotas com o sol ao fundo dominando o horizonte. Na atmosfera tranquila que envolve montanhas, rochas e uma cidadela à beira-mar, a vida segue prosaica como ela só. O quadro famoso é “A queda de Ícaro”, do pintor renascentista Brughel.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

17/05/2015

às 8:09 \ Opinião

Carlos Brickmann: Ricardo Pessoa é o sonho de qualquer investigador

Meninos, ouvi: crise política é o que teremos agora. Nada dessas coisas simples, de oposição e governo, de coxinhas e melancias ─ que, como comprovaram os tucanos na sabatina de Luiz Edson Fachin, são parte do mesmo lanche.

Renan e Eduardo Cunha estão no alvo do procurador Rodrigo Janot e procuram alvejá-lo primeiro. Renan e Cunha miram em Dilma e o PT mira nos dois, mas também quer pegar Janot, por desconfiar que ele mire em Lula e também em Dilma. Dilma adora Renan e Cunha, de preferência ao forno com batatas e maçã na boca, e é indiferente a Collor, que atira em Janot (são quatro representações – e, se uma for aceita por Renan, que foi aliado, inimigo, aliado e hoje em dia sabe-se lá o que de Collor, Janot pode ser afastado – e, como foi Janot que convenceu Ricardo Pessoa, o empreiteiro da UTC, a aderir à delação premiada, seu afastamento pode atrasar as denúncias previstas. Como tem gente torcendo por isso!)

Ricardo Pessoa é o sonho de qualquer investigador. Não ouviu dizer: ele sabe (e já insinuou que atingirá autoridades, e já disse que deu dinheiro por fora para a campanha de Dilma). Ele estava no lugar certo, na hora certa, em contato com as pessoas certas. Tem condições de causar um terremoto na política deste país.

Drummond, num festejado poema, contou que João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. O título do poema é Quadrilha. Na versão atual, em que todos se odeiam e se aliam apenas para alvejar terceiros, o título poderia ser Quadrilhas.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

14/05/2015

às 7:14 \ Opinião

Valentina de Botas: “Não culpo o PSDB por nada do que fez o PT, culpo o PSDB por tudo quanto o PSDB deixou de fazer’

VALENTINA DE BOTAS

Nova York é linda também agora, no último mês da primavera já anunciando o verão. Nunca estive lá. Me disseram que a cidade é destes lugares em que o visitante não precisa ir a nenhum local ou evento especial, pois a grande atração da cidade é ela mesma, ela é o acontecimento. “Você é espanhola?”. Em Istambul, o taxista tenta adivinhar minha nacionalidade num inglês tão pior do que o meu que pensei que ele estivesse falando turco. “Desculpe, não falo sua língua”. “Está desculpada, já sei: do sul da Itália?”. “Sou brasileira”. “Ah, mas então, você conhece meu primo que foi morar no Brasil”. Outra pessoa, mas não eu, diria da impossibilidade disso, que o país é enorme e tal: “Claro, como é o nome dele?”. “Mehmet”.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

13/05/2015

às 16:11 \ Opinião

Carlos Brickmann: A campanha de Fachin mostra que é ótimo ser ministro do Supremo

O advogado Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma para o Supremo Tribunal Federal, tem o posto em alta conta. Para alcançar a honra de integrar a mais alta corte do país, recebendo muito menos do que profissionais tão bem sucedidos quanto ele, investiu com força em imagem. Para apoiar sua candidatura, contratou Renato Rojas da Cruz, que foi, pela empresa Pepper, o chefe dos marqueteiros digitais na campanha de Dilma (segundo seu currículo, comandava a equipe de criação de redes sociais). Rojas montou um site de apoio a Fachin, www.fachinsim.com.br. Sua participação era desconhecida, mas o segredo foi escancarado pelo blog https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli/, do jornalista Cláudio Tognolli. A campanha “Fachin sim” utiliza também o Facebook, o twitter e o You Tube. Preço? Não se conhece o número exato; mas Rojas já trabalhou na cúpula de uma campanha presidencial e é professor da Universidade de Brasília. É bem cotado no mercado de campanhas.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

07/05/2015

às 7:50 \ Opinião

Valentina de Botas: O apoio a Fachin atesta que o PSDB descarrilou numa montanha-russa de baixos e mais baixos

VALENTINA DE BOTAS

Detesto montanha-russa, brinquedo tolo. Ora, tive amores, me desiludi, fiz filhos, sobra mês no final do meu salário. Com a vertigem viva da vida real, montanha-russa para quê? No final de semana, levei filha, sobrinha e afilhados a um parque de diversões. Desnecessário repetir dados biográficos que fazem da indicação do cabo eleitoral de Dilma para o STF um escândalo, pois eles estão bem descritos no Reinaldo Azevedo, por exemplo. Os defensores dessa infâmia brandem o brilhantismo do brilhante professor Luiz Fachin como se mentes brilhantes não pudessem ser moralmente maléficas.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

16/03/2015

às 7:47 \ Opinião

Eliane Cantanhêde: ‘Crise grave, mas sem saída’

Publicado no Estadão

ELIANE CANTANHÊDE

O Brasil tem agora o antes e depois de 15 de março de 2015. Mais de um milhão de pessoas foram às ruas para protestar contra a presidente Dilma Rousseff e contra o PT, que, desde 1980, era quem tinha força e capacidade de mobilização.

Quem poderia imaginar que o PT mudaria de lado e passaria a ser alvo, após 30 anos de glórias e de jogar as ruas contra tudo e contra todos em nome da ética? Bastaram 12 anos de poder para o caçador virar caça. E isso tem um lado dramático. Mas cada um colhe o que plantou.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

08/03/2015

às 12:10 \ Feira Livre

‘Que ano é hoje?’ – Uma crônica sobre o Brasil

caras-pintadas-impeachment-e1348911498626

SILVIO NAVARRO

São Paulo, 15 de março de 2015, um domingo de sol. Mas poderia ser 1992.

Seu João acordou de um coma que durava mais de 23 anos e desafiava a ciência moderna. Sem saber em que ano despertava, perguntou ao médico: 

- Doutor, o que está acontecendo lá fora?

O médico respondeu prontamente, até porque estava indignado naquela manhã com a notícia de que o governo anunciará a convocação de mais médicos cubanos, algo que, para ele, ecoava inconcebível num país com tantas universidades e profissionais formados.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

20/02/2015

às 10:38 \ Sanatório Geral

Coisa de gênio

“A oposição quer inviabilizar o governo da presidente Dilma. É uma ação direta e a origem está no PSDB, que já fala até em impeachment”.

Jorge Viana, senador pelo PT do Acre, revelando que a ideia de desviar dinheiro público para financiar as campanhas eleitorais de Lula e Dilma Rousseff foi sugerida por Fernando Henrique Cardoso para derrubar Lula e Dilma Rousseff.

Share

15/11/2014

às 10:10 \ Opinião

‘Dilma em estado puro’, de J.R. Guzzo

Publicado na edição impressa de VEJA

J.R. GUZZO

O que a presidente reeleita Dilma Rousseff, o PT e o ex-presidente Lula, condutor de uma e do outro, pretendem fazer em relação aos 51 milhões de brasileiros que votaram em seu adversário Aécio Neves na eleição presidencial de outubro? É uma pergunta que deixa impaciente o alto-comando do governo; e torna especialmente irado seu sistema de propaganda. Gostariam de que essa gente toda não existisse; não podendo fazer com que ela evapore no ar, acreditam que a saída é não reconhecer sua existência. A indagação, que continua sem resposta clara, é perfeitamente razoável, levando-se em conta que os 51 milhões de pessoas em questão estarão aí pelos próximos quatro anos – não só eles, na verdade, já que outros 37 milhões de cidadãos nem apareceram para votar, votaram em branco ou anularam seu voto.

Ao todo, no fim da conta, resulta que perto de 90 milhões não votaram na presidente que ficará no Palácio do Planalto até janeiro de 2019. Além disso, a diferença em seu favor foi a menor desde que PT e PSDB começaram a bater chapa, doze anos atrás. (A vantagem vem diminuindo a cada eleição: passou de mais de 61% dos votos, em 2002, para menos de 52%, em 2014.) É apenas matemática, ciência indiferente aos desejos do PT ou de qualquer outro partido. Mas o governo fica de mau humor quando alguém fala no assunto, e o resultado é essa situação esquisita em que os vencedores ficam reclamando o tempo todo dos vencidos.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados