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PSDB

15/07/2014

às 16:01 \ Opinião

‘Montoro, pedagogo da política’, de Marco Antonio Villa

Publicado no Estadão desta terça-feira

MARCO ANTONIO VILLA

Amanhã, dia 16 de julho, completam-se 15 anos do falecimento de André Franco Montoro. Ele percorreu um caminho raro entre os políticos brasileiros: foi vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, governador e ministro de Estado. Contudo nunca afastou o exercício da função pública da elaboração de ideias que tivessem aplicação prática na vida das pessoas. O fortalecimento da sociedade civil sempre foi uma preocupação central da sua ação, isso num país onde o papel do Estado foi superdimensionado, tanto pela direita como pela esquerda.

Montoro teve na democracia cristã do pós-guerra a sua matriz ideológica. E com base nesse pensamento agiu como um pedagogo da política, escrevendo, debatendo e formando militantes. Por onde passou foi deixando a sua marca. Nos dez meses em que esteve à frente do Ministério do Trabalho, durante o Gabinete Tancredo Neves, foi pioneiro no incentivo à sindicalização rural – tema, à época, explosivo – e criou o salário-família.

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02/07/2014

às 14:25 \ Opinião

‘Plano B’, de Merval Pereira

Publicado no Globo desta quarta-feira

MERVAL PEREIRA

A candidatura de Paulo Skaf a governador de São Paulo corre o risco de perder a singularidade de representar uma terceira via entre PT e PSDB. Não vimos, por enquanto, o próprio candidato assumir a ligação que o PT está querendo forçar, e para que mantenha o viço que o levou a ter 20% da preferência do eleitorado ele terá que esclarecer essa questão o mais rápido possível.

Tudo indica que a melhor postura para ele é a de manter-se na oposição aos dois partidos hegemônicos, se apresentando como uma novidade na política paulista. A pior coisa que poderia acontecer a Skaf seria ficar marcado como um candidato do grupo petista, que quer acolhê-lo na certeza de que a candidatura de Alexandre Padilha não caiu no gosto do eleitorado paulista.

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24/06/2014

às 0:37 \ Sanatório Geral

Coerência & patriotismo

“Depois da suruba, o que se vê agora é o bacanal eleitoral, e o Rio não pode ser vítima dele”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, criticando as alianças partidárias que prejudicam Dilma Rousseff com a autoridade moral de quem já foi filiado ao PFL, ao PSDB e ao PMDB, onde ficou de joelhos para candidatar-se com o apoio de Lula, que acusou de corrupto quando fez parte da bancada tucana na CPI do Mensalão.

15/06/2014

às 11:36 \ Opinião

‘Copa comprada, apito amigo’, onze notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Só há uma coisa mais aborrecida do que aquela abertura chinfrim da Copa: discutir o futebol a partir de posições partidárias. Eta, gente chata! E deslocada: em geral, não sabe quem é a bola e acha que impedimento é depor o Collor. A última discussão imbecil é a da compra da Copa: como muita gente acha que o pênalti em Fred não foi pênalti (este colunista, em minoria, acha que foi), surgiu a lenda de que a Copa foi comprada para reeleger Dilma. Coisa de quem não entende de política: o Brasil perdeu a Copa de 98 e Fernando Henrique se reelegeu, o Brasil ganhou 2002 e o candidato de Fernando Henrique perdeu. E não entende de futebol: se esta Copa é comprada, e as outras? Digamos, a de 86, com o gol de mão de Maradona contra a Inglaterra — e a Argentina bicampeã do mundo?

Como a de 1962, vencida pela indiscutível Seleção de Gilmar, Djalma Santos e Mauro; Zito, Zózimo e Nílton Santos; Garrincha, Didi, Vavá, Pelé (Amarildo) e Zagalo. Contra a Espanha (sem Pelé, com distensão muscular), o Brasil perdia por 1×0, gol de Rodríguez. O ponta-direita Collar foi derrubado na área por Nílton Santos — que, malandro, saiu da área. O juiz chileno Sérgio Bustamante deu falta, não pênalti. Na cobrança, Puskas marcou de bicicleta. O juiz anulou, por jogo perigoso. O Brasil virou o jogo com dois gols de Amarildo, substituto de Pelé. Na semifinal, Garrincha, o maior jogador da Copa, foi expulso. Seria suspenso — mas o juiz uruguaio Esteban Marino sumiu sem apresentar seu relatório. Garrincha pôde jogar contra os tchecos. Brasil, 3×1, bicampeão do mundo.

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21/05/2014

às 8:21 \ Opinião

‘São dois pra lá, dois pra cá’, oito notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

A Justiça, diz a antiga sabedoria, precisa ter os olhos vendados, como a representa sua estátua. Deve aplicar a Lei, do jeito que a Lei é, não importa a quem. Mas ter os olhos vendados não a obriga a cambalear, a ir e vir, a escorregar, quase cair. Empunhar a balança da Lei não significa balançar nas decisões.

Doze pessoas foram presas por ordem do juiz Sérgio Moro na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O ministro Teori Zavascki determinou a libertação de todos e a suspensão de oito inquéritos, porque três envolvidos no caso (nenhum deles preso) são deputados federais e devem ser julgados pelo Supremo. No dia seguinte, o ministro reconsiderou a decisão: foi solto apenas um dos presos, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Os outros onze continuam presos. No vai-vem das decisões, talvez tudo tenha mudado no momento em que o caro leitor puder ler essas linhas. Talvez nem tudo tenha mudado; ou não.

O que se discute é se, como no caso do Mensalão, todos os réus de um caso, se algum deles tiver foro privilegiado. devem ser julgados pelo Supremo; ou se, como no Mensalão mineiro do PSDB, fique no Supremo quem tiver foro privilegiado, e sejam julgados em primeira instância os demais envolvidos. No caso do cartel do Metrô e dos trens metropolitanos em São Paulo, devem ser julgados pelo Supremo três deputados federais do PSDB; para os demais envolvidos, o julgamento começa no juiz de primeira instância, com os apelos previstos na lei.

Qual a diferença entre os diversos casos, exceto o partido dos acusados?

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29/03/2014

às 0:03 \ Sanatório Geral

Dono do Supremo

“Não vai dar em nada. O PSDB tem grande influência no Judiciário de instâncias inferiores em Minas”.

Devanir Ribeiro, deputado federal pelo PT de São Paulo, sobre a decisão do STF de devolver o processo de Eduardo Azeredo à primeira instância, explicando que o partido a que pertence só é majoritário na Suprema Corte.

 

13/03/2014

às 12:51 \ Opinião

‘Chuva e seca, eleitoras’, um artigo de Carlos Alberto Sardenberg

Publicado no Globo desta quinta-feira

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Demorou, mas hoje petistas e tucanos depositam a mesma esperança — e fé — numa mesma pessoa: São Pedro. Todos, unidos, rezando pela chuva.

Um racionamento de água em São Paulo, estado dominado pelo PSDB, seria um desastre não apenas para o governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, mas para as pretensões nacionais de Aécio Neves.

Reparem a importância da coisa. Nas últimas presidenciais, o PT, com Lula e Dilma, ganhou fácil em Minas e ali acumulou boa vantagem. Em compensação, o PSDB ganhou direto em São Paulo, com FH, Serra e Alckmin. Neste ano, Aécio vai dar uma lavada em Minas. Se os tucanos mantiverem a vantagem em São Paulo, a coisa fica boa para eles.

Ou seja, a chuva na Cantareira, principal reserva de água da região metropolitana de São Paulo, é um fator eleitoral crucial.

Do mesmo modo, se Dilma for obrigada a promover um racionamento de energia elétrica, cairá nos reservatórios secos um dos seus discursos mais fortes: o de criadora e gerente de um novo e eficiente setor elétrico. Aquela que reduziu as tarifas.

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19/02/2014

às 10:17 \ Opinião

Nêumanne comenta a cumplicidade do PSDB com Eduardo Azeredo e a sujeição do governo brasileiro à ditadura cubana

Em sua coluna Direto ao Assunto, veiculada pela Rádio Jovem Pan, o jornalista José Nêumanne Pinto afirmou que o tratamento dispensado ao deputado Eduardo Azeredo, envolvido no valerioduto mineiro, torna o PSDB parecido com o PT. E criticou a subordinação do governo brasileiro às regras impostas pela ditadura cubana aos participantes do programa Mais Médicos. Confira:

Sobre Eduardo Azeredo

Sobre o Mais Médicos

12/02/2014

às 8:46 \ Opinião

‘Aos amigos e inimigos, a lei’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

O marechal Eurico Dutra foi o grande suporte da ditadura do Estado Novo e participou de um Governo que comemorou a conquista de Paris pelos nazistas. Quando ouvia falar em democracia punha as tropas de prontidão. Com a queda da ditadura, elegeu-se presidente; e foi exemplar no cumprimento da lei. A qualquer problema, queria saber o que dizia “o livrinho” ─ a Constituição; e o que a Constituição mandasse, fazia. Transformou-se em exemplo. Elegeu o sucessor.

Black blocs, baderneiros, vândalos? Lei neles. Adeptos do pancadão, que perturbam o sossego público? Lei neles. Casas noturnas tipo Kiss, sem condições? Lei nelas. “Justiceiros”, “milicianos”? Lei neles. Traficantes? Lei neles.

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06/02/2014

às 8:33 \ Sanatório Geral

Sonho revelado

“PSDB quer cassar Vargas por punhos cerrados. Vou pedir para a bancada repetir o gesto”.

Sibá Machado, deputado do PT do Acre, ao comentar no Twitter, sobre a tentativa de enquadrar por atentado ao decoro o vice-presidente da Câmara, André Vargas, pelas provocações ao ministro Joaquim Barbosa, revelando que, quando crescer, quer ser dirceu, genoino, delúbio ou joão paulo.

 

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