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18/11/2011

às 21:39 \ O País quer Saber

Os artistas que contestam a usina não têm nada a dizer sobre a corrupção impune?

Decidido a paralisar as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, o Movimento Gota D’Água recorreu a uma fórmula tão singela quanto infalível: um recado conciso e direto, um elenco de celebridades globais e um vídeo de 5 minutos distribuído pela internet. Quem assiste ao filme é convidado por rostos e vozes familiares a assinar uma petição que reinvindica a interrupção do projeto ─ e conseguir a adesão de mais dez amigos. Milhares de assinaturas colhidas em 24 horas confirmaram o sucesso da ideia. Sempre funciona.

Também por isso, o país quer saber: o que esperam as mesmas celebridades para juntar-se num vídeo que estimule os brasileiros a mobilizar-se contra a corrupção impune?

12/10/2011

às 20:12 \ Direto ao Ponto

Milhares de brasileiros voltaram às ruas para exigir o fim da corrupção impune

Cinco semanas depois de transbordar da internet para as praças e avenidas do país, o movimento contra a corrupção voltou às ruas para exigir, em nome de milhões de inconformados, o fim da roubalheira impune. Em Brasília, 20 mil pessoas reivindicaram a revogação do voto secreto no Congresso, o respeito à Lei da Ficha Limpa e a preservação das atribuições do Conselho Nacional de Justiça. Em São Paulo, mais de 5 mil brasileiros de todas as idades marcharam entre a Avenida Paulista e o Theatro Municipal gritando as mesmas palavras de ordem e, como ocorreu em todas as passeatas promovidas em 25 cidades distribuídas por 17 Estados, repetindo o coro que transformou José Sarney no traço de união entre os grupos que compõem o movimento.

Voltarei ao assunto em outro post. Enquanto isso, veja o vídeo que registra a passeata em São Paulo, ao som do Hino Nacional. E confira na seção O País quer Saber como foram manifestações deste 12 de outubro.

19/09/2011

às 19:54 \ Feira Livre

Movimento contra a corrupção volta às ruas nesta terça-feira no Rio e em Porto Alegre

Manifestantes protestam em Porto Alegre no Dia da Independência

Fernanda Nascimento

Depois de reunir mais de 25 mil pessoas em pelo menos dez cidades no dia 7 de setembro, o movimento contra a corrupção volta às ruas nesta terça-feira, 20, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. A histórica Cinelândia será o cenário do ato de protesto dos cariocas, batizado de “Todos juntos contra a corrupção”. Os organizadores, que se valeram da internet como instrumento de mobilização, esperam reunir mais de 20 mil pessoas no centro da cidade.

“Queremos aproveitar o horário de saída do trabalho”, diz a empresária Cristina Maza. ”Assim, mesmo quem não soube da manifestação pela internet pode ver e participar”. A ideia nasceu no Facebook, há algumas semanas, e conseguiu 200 presenças confirmadas em quatro horas. “Precisávamos saber se as pessoas estavam mesmo interessadas em providências contra a corrupção”, conta Cristine. “Quando vimos o tamanho da mobilização, percebemos que esse sentimento era generalizado.

Em Porto Alegre, os organizadores da manifestação de 7 de setembro resolveram sair novamente às ruas pela segunda vez na data que comemora a Revolução Farroupilha. “A decisão foi tomada já no fim do protesto do dia 7″,  explica o consultor Adilson Di. “A internet conseguiu dar o pontapé inicial para este movimento contra a corrupção.”

20/09

Rio de Janeiro

17h na Cinelândia

Porto Alegre

10h no Parque Gigante – Av. Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio)

30/08/2011

às 13:03 \ Direto ao Ponto

Chegou a hora de gritar nas ruas

Só protestar pela internet não adianta, repetem diariamente numerosos comentaristas. O que podemos fazer na prática?, perguntam outros tantos. Justificadamente inquietos com a roubalheira impune, que vai atingindo dimensões medonhas, os brasileiros honestos entendem que é preciso mostrar nas ruas que também a indignação do país que presta chegou a altitudes sem precedentes.

Pois chegou a hora da ação. Como informa a reportagem na seção Feira Livre, manifestações de de rua contra os corruptos providos de licença federal para roubar serão realizadas em várias capitais no Dia da Independência. Em 20 de setembro, um ato de protesto na Cinelância pretende acordar o Brasil para a urgência do combate em defesa dos pagadores de impostos. Quem já não suporta a ladroagem tem o dever de comparecer. Quem acha que a lei vale para todos não pode perder o bonde da História.

Os brasileiros precisam aprender que o destino de qualquer nação é desenhado pela vontade de seus filhos. E vontade se manifesta nas ruas. Assim começam os grandes movimentos populares. Assim começou a campanha pela volta das eleições diretas para a Presidência da República. Assim deve começar o movimento pelo fim do assalto sem castigo ao dinheiro do povo.

17/07/2011

às 11:56 \ Vídeos: Entrevista

Augusto Nunes, jornalista (parte 4): “A roubalheira está indo longe demais”

“Fiquei encantado com a coluna na internet, pela rapidez e pela resposta imediata. Mas também aparece o que há de pior no ser humano: o cara que se refugia no anonimato para insultar, ofender. Outro problema é o maniqueísmo, que não deixa espaço para o que há em qualquer país do mundo: o democrata, que aceita naturalmente a existência de todas as correntes políticas”.

28/06/2011

às 21:45 \ Sanatório Geral

Aviso aos navegantes

“A presidente quer internet grátis. Queremos implementar no início de julho”.

Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, avisando aos passageiros castigados desde 2007 pelo colapso aéreo que, a partir de julho, todos poderão pelo menos navegar de graça na internet.

27/06/2011

às 10:30 \ Frases

Estratégia para famosos

“Meu lema é internet zero!”

Paola Oliveira, atriz, na edição de julho da revista Claudia, explicando como faz para evitar as fofocas sobre sua vida pessoal.

19/06/2011

às 14:56 \ Direto ao Ponto

O último capítulo da conversa com FHC

No terceiro e último capítulo da conversa, dividido em duas partes, Fernando Henrique Cardoso propõe mudanças na política de combate às drogas e comenta a importância da internet na luta pela consolidação da democracia. Melhore o domingo passando alguns minutos em companhia de um homem que nunca fala antes de pensar e, sobretudo, pensa. Nada a ver com o outro.

17/06/2011

às 20:41 \ Sanatório Geral

Famiglia planetária

“A internet nos transforma em seres coletivos. Assim, eu vou encontrando Sarneys em todo lugar e em várias ocupações. Tornei-me, pelo nome, membro e pioneiro da família que se reúne no Google”.

José Sarney, na Folha desta sexta-feira, revelando que, além do Maranhão e do Brasil, outros países e regiões estão ameaçados pela presença de integrantes da Famiglia.

21/04/2011

às 14:18 \ Feira Livre

“A inteligência está na rede”, entrevista com Don Tapscott

ENTREVISTA PUBLICADA NA EDIÇÃO 2212 DA REVISTA VEJA

André Petry

O canadense Don Tapscott, 64 anos, fala em um ritmo pré-digital: lento, cadenciado, meticuloso. Nada nele trai que foi um rebelde nos anos 60, insurgindo-se contra a guerra no Vietnã e a opressão da mulher, ou que seja hoje um dos mais respeitados estudiosos do impacto da tecnologia nas empresas e nas sociedades. Autor ou coautor de catorze livros, Tapscott participará no dia 3 de maio, em São Paulo, a convite do grupo TV 1, de um seminário sobre o futuro do marketing. A internet, diz ele, não muda o que aprendemos, mas o modo como aprendemos – e o impacto disso será tão intenso quanto a invenção dos tipos móveis da imprensa por Gurenberg. “Não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”, explica. Na entrevista a seguir, Tapscott diz como vê as empresas e os governos da nova era.

Há tecnologias que melhoram a vida humana, como a invenção do calendário, e outras que revolucionam a história humana, como a invenção da roda. A internet, o iPad, o Facebook, o Google são tecnologias que pertencem a que categoria?

À das que revolucionam a história. O que está acontecendo no mundo de hoje é semelhante ao que se passou com a sociedade agrária depois da prensa móvel de Gutenberg. Antes, o conhecimento estava concentrado em oligopólios. A invenção de Gutenberg começou a democratizar o conhecimento, e as instituições do feudalismo entraram num processo de atrofia. A novidade afetou a Igreja Católica, as monarquias, os poderes coloniais e, com o passar do tempo, resultou nas revoluções na América Latina, nos Estados Unidos, na França. Resultou na democracia parlamentar, na reforma protestante, na criação das universidades, do próprio capitalismo. Martinho Lutero chamou a prensa móvel de “a mais alta graça de Deus”. Agora, mais uma vez, o gênio da tecnologia saiu da garrafa. Com a prensa móvel, ganhamos acesso à palavra escrita. Com a internet, cada um de nós pode ser seu próprio editor. A imprensa nos deu acesso ao conhecimento que já havia sido produzido e estava registrado. A internet nos dá acesso ao conhecimento contido no cérebro de outras pessoas em qualquer parte do mundo. Isso é uma revolução. E, tal como aconteceu no passado, está fazendo com que nossas instituições se tomem obsoletas. Os exemplos estão por toda parte. As instituições globais não conseguem resolver a crise da divida na Europa. Os jornais estão entrando em declínio. As universidades estão perdendo o monopólio da educação superior. São inscrições da era industrial, que está finalmente chegando ao fim.

Quais são, na sua visão, as principais características da sociedade pós-industrial?

Na era industrial, tudo é feito para a massa. Criamos a produção de massa, a comunicação de massa, a educação de massa, a democracia de massa, a sociedade de massa. A característica central da sociedade industrial é que as coisas começam com um (aquele que tem o conhecimento) e chegam a muitos (aqueles que não têm o conhecimento). No modelo da educação de massa, eu sou o professor, porque tenho o conhecimento. e os outros são os alunos, porque não têm o conhecimento. O fluxo é sempre no sentido de um para muitos. No sistema de saúde, eu sou o médico, porque tenho o conhecimento. E os outros são os pacientes, não apenas porque estão doentes, mas porque não têm o conhecimento. De novo, é de um para muitos. A democracia de massa funciona nos mesmos moldes. Os eleitores votam num dia, mas apenas um governa por alguns anos. Na sociedade pós-industrial, o conhecimento será transmitido não mais de um para muitos, mas de um para um ou de muitos para muitos. Será a era da inteligência em rede, num sistema de colaboração de massa.

No melhor espírito capitalista, as pessoas cuidam de seus próprios interesses. Por que subitamente se entregariam à colaboração coletiva?

Porque a internet está derrubando radicalmente o custo da colaboração e será do interesse das pessoas colaborar umas com as outras. Por exemplo: a indústria chinesa de motocicletas é formada por centenas de pequenas empresas que cooperam entre si. Não há uma empresa central, uma sede, uma fábrica nos padrões tradicionais da era industrial. Os envolvidos se encontram em casas de chá ou conversam on-line. Cada um responde por uma parte do negócio. Um fabrica o sistema de ignição. Outro faz os freios, um recolhe o dinheiro, outro opera o marketing do produto. Em pouco tempo, essa rede se tornou a maior indústria de motocicletas da China. No meu penúltimo livro, chamei esse sistema de wikínomia, a fusão de “wiki” com “economia”. É o princípio da Wikipédia aplicado à economia. A Wikipédia não tem dono, é feita por 1 milhão de pessoas, já é dez vezes maior que a Enciclopédia Britannica e é traduzida em 190 idiomas. Os estudos mostram que a Wikipédia é quase tão precisa quanto a Britannica. A wikinomia é a arte ,e a ciência da inovação colaborativa. Será a mudança mais profunda na estrutura das corporações em um século. Vai mudar o modo como inovamos, o modo como criamos bens e serviços. Como a internet reduz brutalmente custo da colaboração, as pessoas podem se juntar e criar valor, sem o sistema tradicional de hierarquias.

Qual é o setor da economia que melhor aplica os princípios da wikinomia?

Há exemplos de empresas isoladas, não setores inteiros. A Procter & Gamble, conglomerado de produtos de higiene e limpeza, está usando a colaboração em massa. Começou procurando uma molécula capaz de tirar mancha de vinho tinto da roupa. Em vez de buscar a resposta entre os 7.000 engenheiros químicos da própria empresa, criou um site e foi procurá-la entre os milhões de engenheiros químicos fora da empresa. Multiplicou a probabilidade de encontrar o que busca. Quem sabe um químico aposentado em São Paulo ou um químico recém-formado em Nova Délhi aparece com a resposta certa. Nesse caso, a P&G paga 300.000 dólares ao químico e fica com um novo produto.

Qual é o setor mais atrasado da wikinomia?

Sem dúvida, o setor financeiro. Os bancos funcionam na velha base da sociedade industrial. Pelo menos nos Estados Unidos, eles têm sido a própria negação dos cinco princípios centrais da nova economia, que são: colaboração, abertura, compartilhamento de propriedade intelectual, interdependência e integridade. A crise financeira de 2008 é resultado da mais perfeita negação desses princípios.

Na economia tradicional, há uma tensão permanente entre o estado e a iniciativa privada. Na wikinomia, qual é o papel do estado?

Os governos, com as toneladas de informações que possuem, podem se transformar em plataformas para criação de valor. Recentemente, numa conversa com autoridades de Melbourne, a segunda maior cidade da Austrália, pedi um exemplo de dados arquivados pela policia local. Eles citaram estatísticas sobre acidentes com bicicletas. Eu disse: “Ótimo. Então coloquem essas estatísticas na internet e aposto que, dentro de 24 horas, alguém vai aparecer com algum tipo de mapa interativo dos lugares mais perigosos. Em breve, as pessoas estarão evitando os locais mais perigosos e Melbourne estará salvando vidas sem gastar um tostão”. É um exemplo trivial de como os governos podem atuar como plataforma para criação de valor. Considerando que os governos têm milhares de categorias de dados que poderiam divulgar, o potencial é enorme.

Os governos têm tendência a esconder informação, e não a distribuí-la. Como mudar isso?

A ideia de que a concentração de informação é sinônimo de poder faz parte do velho modelo industrial. Quando retemos conhecimento e informação, criamos poder sobre as pessoas. No novo modelo, criaremos poder por meio das pessoas. O caso da Goldcorp, empresa do setor de mineração, é exemplar. A companhia estava insegura sobre onde tentar explorar ouro e tomou uma atitude inédita: divulgou seus dados geológicos, que normalmente são o grande segredo desse setor, e ofereceu um prêmio a quem tivesse a melhor análise que indicasse onde fazer uma exploração. A empresa pagou 500.000 dólares em prêmio e encontrou 3,4 bilhões de dólares em ouro. O valor de mercado da Goldcorp pulou de 90 milhões para 10 bilhões de dólares.

Na era da colaboração em massa, as pessoas serão mais influentes do que hoje, seja como cidadãos, eleitores ou consumidores?

As revoluções no Oriente Médio são a prova de mudança dessa natureza. Até três meses atrás, todas as revoluções eram verticais. Havia um líder e uma vanguarda. Eles organizavam a revolução e, quando o velho regime caía, tomavam o poder. A mesma dinâmica pautava todas as revoluções, pouco importando seu arcabouço ideológico. Foi assim com George Washington, com Fidel Castro ou Mao Tsé-rung. Agora, como a internet reduz o custo da colaboração, as pessoas podem se unir da noite para o dia com uma força tão extraordinária a ponto de, no Egito. derrubar Hosni Mubarak. O Oriente Médio está fazendo wiki-revoluções. São revoluções que só aconteceram de modo repentino e horizontal em decorrência das mídias sociais, principalmente o Facebook. Na Tunísia. havia franco-atiradores da polícia escondidos nos telhados para disparar contra os manifestantes nas ruas. Os jovens rebeldes tiravam foto, triangulavam a localização dos franco-atiradores e mandavam os dados para aliados nas unidades militares, que, em seguida, saíam às ruas para desmobilizar os atiradores. As mídias sociais não servem só para localizar a namorada ou fazer comunidade de jardinagem. Elas salvam vidas. Isso não quer dizer que a tecnologia esteja instigando levantes populares pelo mundo. Apenas que mudou o modo como são feitos. Antigamente, a militância saía colando cartazes nos postes.

Mas os regimes autoritários não censuram o fluxo de informação na internet, controlam a rede, podendo até tirá-la do ar?

É verdade, mas os governos árabes que tentaram cortar a internet deram um tiro no próprio pé. Os ditadores queriam impedir que os jovens se articulassem, mas o efeito colateral foi que o pequeno comerciante não pôde fazer sua encomenda on-line, a mãe não recebeu o diagnóstico do filho doente, e assim por diante.

Atualmente, em muitos países os jovens são maioria, vivem numa economia de desemprego altíssismo e têm acesso a uma tecnologia poderosa. É uma mistura explosiva, não?

Sim. Estamos caminhando para um choque de gerações. Começou na Tunísia, com a revolução do desemprego. Os jovens correspondem a uma enorme parcela da população hoje, à exceção da Europa Ocidental e do Japão. Além de numerosos, eles são a geração mais bem instruída da história, e a tecnologia lhes permite saber o que está acontecendo, distribuir informação e organizar respostas coletivas. Os jovens de hoje cresceram ouvindo que se estudassem com dedicação e não se metessem em problemas teriam uma vida confortável na idade adulta. Mentimos para eles. Chegaram ao mercado de trabalho e não há emprego. Esses jovens esperavam muito mais do que a realidade está lhes oferecendo.

A tecnologia digital conectada vai liberalizar também o regime chinês, que hoje é ditatorial?

Para mim, é inquestionável que as restrições da China à liberdade de expressão causam danos à economia. A longo prazo. a Índia, por ser mais aberta e ter uma sociedade mais colaborativa, tem melhores chances que a China. A Foxconn é a maior fabricante de componentes eletrônicos do mundo, emprega 900.000 pessoas na China, mas é descrita como uma prisão de segurança mínima. Boa parte dos trabalhadores mora na própria fábrica. A taxa de suicídio é alarmante. Pesquise as imagens da Foxconn no Google. Você verá que colocaram redes em torno do edifício para impedir que os trabalhadores se matem jogando-se da janela. A Foxconn, com seu regime militar de produção, pode ser ótima para a economia, mas seu benefício é limitado.


 

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