Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Espanha continuará em recessão em 2013, segundo FMI

Por Da Redação
16 jul 2012, 14h55

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que a Espanha, país que enfrenta graves dificuldades econômicas, continuará em recessão em 2013, com seu Produto Interno Bruto (PIB) retrocedendo 0,6% no ano, de acordo com as novas previsões mundiais do órgão, divulgadas nesta segunda-feira.

O Fundo advertiu que as “turbulências” têm se intensificado na Espanha, que solicitou ajuda da União Europeia (UE) para seus bancos e anunciou na semana passada novas medidas de ajuste para economizar até 65 bilhões de euros.

Contudo, em seu novo relatório, o FMI estima que a recessão este ano será menos severa que a prevista anteriormente (-1,5%, contra -1,8% de contração do PIB previsto em abril). Para 2013, o PIB recuou 0,6% (contra uma queda de 0,1% prevista em abril).

“A turbulência nos mercados tem se acelerado na Espanha devido a novas preocupações quanto a seu sistema financeiro e pelas possíveis implicações orçamentárias”, disse o FMI, que faz um alerta particular sobre problemas no setor bancário do país.

No dia 8 de julho, a UE acordou um plano de ajuda de até 100 bilhões de euros para os bancos espanhóis, asfixiados desde o estouro da bolha imobiliária espanhola em 2008.

“O principal risco é óbvio: que o círculo vicioso de Espanha e Itália volte mais forte, que a produção baixe ainda mais, que alguns países percam seu acesso aos mercados financeiros”, disse durante coletiva de imprensa o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard.

Continua após a publicidade

Madri não solicitou ainda ajuda do FMI para suas finanças públicas, mas o Fundo, que obteve um papel de supervisão do plano europeu, formulou no mês passado algumas recomendações, como uma alta imediata do IVA e uma diminuição dos salários dos funcionários públicos.

As medidas anunciadas na quarta-feira passada pelo presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, atendem esses pedidos e incluem uma alta do IVA de 18 a 21% e uma reforma da administração.

O FMI reconheceu na semana passada que esses ajustes seriam “difíceis”, mas que eram “passos na direção correta”, conforme afirmou seu porta-voz, Gerry Rice.

A UE acordou conceder um ano mais, até 2014, a Espanha para que reduza seu déficit público para menos de 3% do PIB.

Contudo, em troca, pediram ao governo da Espanha um plano de ajustes para reduzir o déficit a 6,3% do PIB este ano, a 4,5% em 2013 e a 2,8% em 2014.

Continua após a publicidade

“Os anúncios de Rajoy devem ajudar a Espanha a alcançar esses objetivos”, disse o FMI.

O número de protestos na Espanha também tem crescido na mesmo proporção em que aumentam os anúncios de cortes.

O FMI, que nesta segunda-feira reduziu marginalmente sua previsão de crescimento para este ano da economia mundial para 3,5%, concentrou suas preocupações nos países já resgatados, que chamou de “periferia do euro” e nos quais incluiu a Espanha.

Este novo relatório do FMI não oferece previsões atualizadas para a Grécia, outro país da Eurozona em grandes dificuldades, mas disse que a situação do país, que recebe ajuda financeira internacional, continua “confusa”.

Quanto a Portugal, que também pediu ajuda do FMI, o relatório disse que o ajuste orçamentário foi desenvolvido “dentro do previsto”, assim como houve na Irlanda.

Continua após a publicidade

Para a zona do euro, o FMI prevê uma contração do PIB este ano de 0,3%, com uma volta do crescimento em 2013, de 0,7%.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.