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Inflação vai a 0,33% em dezembro e fecha 2025 em 4,26%

O resultado anual do IPCA vem dentro do teto da meta de inflação cujo centro é 3%  e limite de tolerância até 4,5%

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jan 2026, 09h07 • Atualizado em 9 jan 2026, 11h17
  • O Índice de Preços ao Consumido Amplo (IPCA) passou de  0,18% em novembro para 0,33%, abaixo da expectativa que era de 0,35%. Com isso a inflação acumulada de 2025 ficou em 4,26%, abaixo também das projeções que indicavam 4,30%. O resultado vem dentro do teto da meta de inflação cujo centro é 3%  e limite de tolerância até 4,5%.

    Na inflação de dezembro, o maior impacto veio dos transportes, com altas em passagens aéreas e transporte por aplicativo, enquanto ao grupo Habitação caiu, puxada pela redução da conta de luz com a mudança da bandeira tarifária.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação do ano veio principalmente do  grupo Habitação, com os preços subindo de 3,06% em 2024 para 6,79% em 2025. É o maior  impacto no índice do ano: 1,02 ponto percentual, mais que o dobro do impacto observado no ano anterior (0,47 p.p.).

    Na sequência, destacaram-se Educação (6,22% e impacto de 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação acumulada no ano.

    Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destacou que o resultado de 2025 é o quinto menor da série histórica desde o Plano Real, iniciada há 31 anos. Antes dele, apenas 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%) registraram taxas menores.

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    O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, desacelerou de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025, refletindo principalmente a alimentação no domicílio, que passou de alta de 8,23% para 1,43%. Entre junho e novembro, a alimentação no domicílio acumulou seis meses consecutivos de queda, somando retração de 2,69%. Nos demais meses do ano, a alta acumulada foi de 4,23%.

    Entre as capitais, Vitória teve a inflação mais alta do ano, pressionada pela conta de luz e pelos planos de saúde. Campo Grande registrou a menor, beneficiada pela queda de alimentos.

     

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