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Vendas do Carrefour no Brasil crescem 13,3% no trimestre

Contudo, resultado foi menor do que na Argentina (+16,5%). Contudo, alta da receita do grupo desacelera ante o quarto trimestre

A varejista francesa Carrefour anunciou nesta quinta-feira que as vendas no Brasil tiveram crescimento orgânico de 13,3% no primeiro trimestre de 2013 em “todos os formatos” operados pela companhia, ou seja, em hipermercados, lojas de vizinhança e atacado (bandeira Atacadão). O desempenho, porém, é inferior à alta de 16,5% na Argentina.

O desempenho das vendas nas mesmas lojas (abertas há mais de um ano) de todas as unidades do Carrefour, contudo, ficou abaixo da expectativa nos primeiros três meses. O ambiente desafiador na Espanha e na Itália e uma deterioração em seus hipermercados na França, seu maior mercado, pesaram e a varejista registrou vendas de 20,8 bilhões de euros no primeiro trimestre, um pouco abaixo da média estimada por analistas, de 20,9 bilhões de euros. Excluindo combustíveis e efeitos do câmbio, a receita subiu 0,2%, ante 0,4% no quarto trimestre de 2012.

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Vendas do varejo caem 0,4%, mas a receita cresce 0,6%

Na França, que é responsável por 40% das vendas do grupo e um importante termômetro da capacidade do grupo de se recuperar, teve queda de 1,4% na receita, após queda de 0,8% no quarto trimestre. Os hipermercados foram atingidos pela concorrência de lojas especializadas e pela tendência de compras locais e online. No país, a receita diminuiu 1,4%, após queda de 0,8% no quarto trimestre, também afetada pelo efeito negativo do calendário e condições climáticas desfavoráveis.

As vendas mesmas lojas, que consideram unidades em operação há pelo menos 12 meses, em hipermercados do Carrefour na França caíram 2,9%, após declínio de 2% no quarto trimestre. As vendas de alimentos, no entanto, continuaram a crescer ao longo do trimestre.

Em meio a um plano de recuperação, Georges Plassat, que se tornou presidente-executivo do Carrefour em maio de 2012, prometeu reduzir custos, melhorar a competitividade dos preços e simplificar a oferta de produtos, particularmente no problemático setor não-alimentício.

(com agência Reuters e Estadão Conteúdo)