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Veja a íntegra do ato assinado por Trump que impõe tarifas recíprocas sobre importações

Ordem executiva assinada por Trump estabelece tarifas recíprocas para os produtos estrangeiros que chegam a seus portos

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 2 abr 2025, 20h09 - Publicado em 2 abr 2025, 20h07

Após semanas de expectativa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, finalmente assinou a ordem executiva que estabelece tarifas recíprocas sobre as importações que chegam aos seus portos. Para marcar esta quarta-feira 2, Trump chamou a data de o “Dia da Libertação”, e realizou a cerimônia de assinatura nos jardins da Casa Branca, diante de uma plateia de congressistas, assessores e representantes de empresas e trabalhadores.

No total, mais de 150 países foram incluídos na lista de reciprocidade tarifária. O Brasil foi citado explicitamente em seu pronunciamento e pagará, a partir de amanhã, uma alíquota mínima de 10% sobre os produtos que vender aos americanos. A taxa é a menor prevista na medida assinada hoje, e está em linha com a tarifa média de 10% que o Brasil cobra sobre os produtos americanos. A China, principal alvo da Casa Branca, pagará uma alíquota mínima de 34%. Já a União Europeia será taxada em 20%.

A ordem executiva assinada hoje, Trump afirma que, apesar do “compromisso com o princípio de reciprocidade, as relações comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais se tornou altamente desbalanceada, particularmente em anos recentes.” O documento prossegue, afirmando que o sistema econômico internacional, no período pós-guerra, se baseou em “três pressupostos incorretos”. O primeiro seria que os Estados Unidos liderariam o mundo em direção ao liberalismo econômico e seria seguido pelas demais nações.

A segunda premissa era que a liberalização econômica resultaria, em última instância, em maior convergência entre os Estados Unidos e seus parceiros comercias, acarretando também o aumento do consumo de produtos americanos em outros países. Por fim, essa conjuntura garantiria que os Estados Unidos não acumulariam déficits comerciais.

Segundo Trump, esse arcabouço não gerou a esperada reciprocidade comercial, nem elevou a demanda de produtos americanos por consumidores de outros países. “Aqueles eventos, ao contrário, criaram grandes e persistentes déficits anuais no comércio de bens para os Estados Unidos”, diz o presidente. Além disso, os déficits americanos teriam se transformado em “uma característica do sistema global de comércio.” Fiel ao ideário de “fazer a América grande de novo”, o republicano sublinha na ordem executiva que “o futuro da competitividade americana depende de reverter essas tendências.”

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Veja a íntegra da ordem executiva assinada por Trump nesta quinta-feira, 2, estabelecendo tarifas recíprocas sobre as importações provenientes de seus parceiros comerciais:

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