ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Última semana do 1º semestre faz ‘raio-X’ da economia brasileira

Abertura de mercado: semana é marcada pela divulgação de dados do Copom, prévia da inflação, indicadores de emprego e números das contas públicas

Por Tássia Kastner
24 jun 2024, 08h21

A última semana do primeiro semestre de 2024 será abarrotada de indicadores aqui no Brasil, uma oportunidade perfeita para investidores recalibrarem suas apostas para o futuro da economia do país.

Tudo começa com a ata da reunião do Copom, amanhã. Depois tem IPCA-15, dados do emprego formal, medido pelo Caged, e do mercado de trabalho em geral, pela Pnad Contínua. Serão divulgados ainda o relatório trimestral de inflação e números das contas públicas. Os dados são relativos a maio. No exterior, o dado mais importante é o PCE, a inflação usada pelo Fed, que será divulgada na sexta-feira.

Enquanto a bateria de dados não chega, investidores se entretém com o boletim Focus, uma espécie de bússola para chegar o que os colegas economistas da Faria Lima pensam sobre o futuro da taxa Selic, da inflação e do PIB. Esse será o primeiro relatório depois da decisão do BC de interromper a queda da taxa de juros, mantendo a Selic em 10,50% ao ano.

Via de regra, o primeiro semestre do ano vinha surpreendendo positivamente o mercado, com dados sólidos de emprego, inflação controlada e arrecadação acima do previsto. Mas, mais recentemente, mudanças na meta fiscal e a reviravolta sobre a taxa de juros nos Estados Unidos deixaram investidores mais céticos sobre o que deve ocorrer daqui para frente no país. Aí o Ibovespa foi massacrado. O índice acumula queda de 9,6% no ano.

O tombo é ainda mais feio quando comparado com o mercado americano. O índice S&P 500, o mais importante, sobe 14,6% no mesmo período, negociado muito perto de suas máximas históricas. Isso apesar dos juros nas máximas históricas.

Continua após a publicidade

Mesmo no mês de junho, o Ibov cai 0,72%. Para fechar o mês em alta, precisa subir a 122 mil pontos, o que dependerá também do exterior.

Não está claro que a bolsa brasileira terá a ajuda de Wall Street para esse prêmio consolação. O EWZ, o ETF que representa o Ibovespa nos EUA, avança 0,15% no pré-mercado. O sinal também é positivo nas bolsas europeias. Por outro lado, os futuros americanos, que interferem mais no humor global, operam sem direção única, com queda no Nasdaq.

Há ainda o efeito das commodities: o petróleo avança, mas o minério recuou em Dalian, colocando Vale e Petrobras, as gigantes da B3, em uma espécie de cabo de guerra. 

Continua após a publicidade

Agenda do dia

8h25: BC divulga relatório Focus
8h30: BC publica saldo da conta corrente e IDP de maio 
9h30: Haddad tem reunião com Bernard Appy
11h: Haddad tem reunião com Rogério Ceron
15h: Mary Daly (Fed/São Francisco) participa de evento
16h: Argentina anuncia PIB do 1TRI

Esta é a versão online da newsletter de ‘VEJA Negócios – Abertura de mercado’ enviada hoje. Quer receber a newsletter completa, apenas para assinantes, amanhã? Cadastre-se aqui

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas R$ 5,99/mês*
ECONOMIZE ATÉ 59% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Nesta semana do Consumidor, aproveite a promoção que preparamos pra você.
Receba a revista em casa a partir de 10,99.
a partir de 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app. Pagamento único trimestral de R$5,97, a partir do quarto mês, R$ 16,90/mês. Oferta exclusiva para assinatura trimestral no Plano Digital Promocional.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.