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Tombini nega a existência de subsídios aos combustíveis

Em audiência pública no Senado, o presidente do Banco Central também disse que não vê um desalinhamento dos preços domésticos da gasolina com os praticados no exterior

Por Da Redação 10 dez 2013, 17h49

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta terça-feira que não existem subsídios no Brasil ao preço dos combustíveis derivados de petróleo. Segundo ele, os preços não estão desalinhados com os de outras economias, contradizendo a visão da presidente da Petrobras, Graça Foster, de economistas e de especialistas do setor de energia.

Tombini esteve em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal e respondeu ao senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que perguntou se a inflação não seria irreal por conta de o governo ter segurado o aumento de alguns preços, como o de combustíveis. O presidente do BC disse que não via uma “inflação artificial” no país.

A Petrobras vinha negociando um reajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel para melhorar sua geração de caixa, prejudicada com a diferença entre os preços praticados no mercado interno e no exterior. Com a paralisação de uma série de refinarias, o refino da estatal diminuiu e a estatal precisou importar muito mais combustível, que é vendido no mercado doméstico a preços inferiores aos pagos lá fora.

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A decisão sobre o reajuste chegou a gerar divergências na equipe econômica e, inclusive, entre Graça Foster e a presidente Dilma Rousseff. Embora o governo reconheça que a estatal precisa melhorar seu caixa para garantir seu ambicioso plano de investimentos – que passa pela exploração do pré-sal -, a preocupação com a escalada inflacionária falou mais alto. Apenas no final de novembro foi aprovado um reajuste médio de 4% para a gasolina e de 8% para o óleo diesel.

Inflação – O presidente do Banco Central afirmou que a inflação medida pela Fipe está em 4,01% no acumulado de 12 meses e, com isso, os preços administrados devem evoluir em linha com a meta de inflação, de 4,5%, no próximo ano. “Os preços administrados em 2014 ficarão em torno de 4,5%, um pouco maior do que foi este ano”, comparou. Tombini salientou que houve surpresas negativas no ano passado na área de administrados e que esse conjunto de preços é importante, mas representa 25% da cesta dos índices de preços aos consumidores.

(com Estadão Conteúdo)

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