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Só 20% dos programas de corte de custos têm sucesso, aponta estudo do BCG

Empresas ainda recorrem a cortes generalizados, que prejudicam desempenho e engajamento, diz especialista

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 abr 2026, 09h39 • Atualizado em 2 abr 2026, 09h40
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    Reduzir custos continua sendo um dos principais desafios das empresas, mas a execução dessas estratégias ainda enfrenta obstáculos relevantes. Um estudo do Boston Consulting Group mostra que apenas cerca de 20% dos programas de redução de custos são bem-sucedidos.

    De acordo com Lucas Zuquim, diretor executivo e sócio do BCG, o problema está na forma como muitas companhias conduzem esses processos. “A principal dificuldade é que muitas empresas ainda adotam cortes genéricos ou rápidos, sem redesenhar o modelo operacional ou a estrutura organizacional”, afirma.

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    Segundo ele, esse tipo de abordagem não resolve as causas estruturais dos problemas e pode gerar efeitos negativos no médio prazo. “Essas iniciativas não resolvem os problemas subjacentes, prejudicam o desempenho e podem reduzir o engajamento dos colaboradores”, explica.

    Apesar das evidências, cerca de um terço das empresas ainda aposta em cortes lineares, distribuídos de forma uniforme entre áreas. Para Zuquim, isso acontece porque essas medidas são mais simples de implementar. “Esses programas são atraentes porque parecem rápidos, fáceis de implementar e gerar resultados imediatos. No entanto, eles têm efeitos colaterais importantes”, diz.

    Entre os principais impactos estão a perda de talentos, a queda no engajamento dos funcionários e a falta de avanços estruturais. Como consequência, muitas empresas acabam repetindo ciclos de redução de custos sem alcançar ganhos sustentáveis.

    Por outro lado, o estudo aponta que uma abordagem mais estratégica pode elevar significativamente as chances de sucesso. Ao adotar uma visão estruturada, com redesenho do modelo operacional, revisão organizacional e gestão de mudanças, a taxa de sucesso pode chegar a até 80%.

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    “Quando as empresas deixam de fazer cortes pontuais e passam a adotar uma visão mais estruturada, elas realizam uma transformação do modelo operacional, o que traz mudanças estruturais e resultados sustentáveis”, afirma Zuquim. O levantamento reforça que, em um cenário de maior pressão por eficiência, o diferencial competitivo não está apenas em cortar custos, mas em como essas decisões são planejadas e executadas ao longo do tempo.

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