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Quem é o magnata saudita que pode virar o novo dono do Chelsea

Empresa dirigida por Mohamed Alkhereiji teria oferecido 2,7 bilhões de libras pelo campeão mundial, que atualmente é do russo Roman Abramovich

Por Larissa Quintino Atualizado em 15 mar 2022, 13h29 - Publicado em 15 mar 2022, 11h53

Com Roman Abramovich cada dia mais enrolado com o governo britânico, o Chelsea está à venda e à procura de um novo bilionário para chamar de seu. O nome mais provável é o do empresário saudita Mohamed Alkhereiji. Com os ativos de Abramovich bloqueados, o Chelsea precisou congelar vendas de ingressos e produtos oficiais, negociações de transferências. A venda do clube será monitorada pelo governo e uma das condições é que o oligarca russo não receba um centavo da transação. 

O magnata saudita de 50 anos estudou no Reino Unido, é apontado como torcedor dos Blues e esteve no estádio durante o empate de 1 a 1 do time londrino com o Manchester United, em novembro do ano passado. O jogo, aliás, foi o último que Abramovich foi visto em Stamford Bridge.

Mohamed Alkhereiji
Mohamed Alkhereiji é chefe de um conglomerado de mídia e engenharia e torcedor do Chelsea reprodução/Twitter

Alkhereiji é  diretor do grupo MBC Media e CEO da empresa de engenharia Engineer Holding Group. Segundo a emissora americana CBS Sports, a empresa teria liberado 2,7 bilhões de libras, equivalente a 18 bilhões de reais, para a negociação. O saudita estudou na Cass Business School e passou três anos trabalhando para o Deutsche Bank. Alkheriji não teria ligações com o governo saudita, um dos impeditivos para a negociação de times no futebol inglês.

A proposta de 2,7 bilhões de libras, menos que os 3 bilhões pretendidos por Abramovich, envolveria também uma reforma no Stamford Bridge, estádio do clube, e investimentos no futebol feminino. Não se sabe ao certo o tamanho da fortuna do saudita, mas o grupo que ele controla é o maior representante de mídia do Oriente Médio e também tem negócios em publicidade, hotelaria e esportes.

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De acordo com a CBS, Alkhereiji ainda não tem garantias bancárias para o negócio, mas um de seus parceiros seria Mohammed bin Khalid Al Saud, um dos diretores da Saudi Telecom Company (STC), a empresa estatal de telecomunicações do país. Al Saud, sim, tem ligações com o governo saudita, e a STC não pode entrar oficialmente no negócio.

Venda

A proposta do grupo saudita é uma das 20 interessadas na compra do atual campeão da Champions League e do Mundial de Clubes da Fifa, segundo a BBC. Além de Alkhereiji, há o investidor imobiliário britânico Nick Candy. O bilionário disse na segunda-feira que está em conversas avançadas com possíveis parceiros, incluindo o empresário britânico Martin Broughton, sobre se unir para concorrer ao Chelsea. Os dois homens estão entre uma lista crescente de pretendentes ao redor da equipe do oeste de Londres, cuja venda foi complicada pela sanção a Abramovich, anunciada na semana passada, e que pode crescer com novas medidas do governo britânico.

Tanto Candy quanto Broughton são torcedores do Chelsea. Candy disse que espera que o clube seja vendido dentro de dois meses.

“Este acordo será feito muito antes do início da nova temporada”, disse Candy. Ele disse que não seria “o financiador com o maior cheque” do consórcio, mas era a pessoa que poderia reunir todos para uma oferta bem-sucedida. Broughton é ex-presidente do Liverpool Football Club e ajudou a preparar o caminho para a aquisição do clube pelo Fenway Sports Group em 2010. 

A Raine Group, consultoria que toca a venda do clube londrino, enviou comunicado a interessados na compra do clube garantindo que o processo de venda seguiria normalmente, apesar da sanções aos ativos de Abramovich, sendo o Chelsea um dos principais dele.

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