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Produção de veículos em julho sobe 8,8%, diz Anfavea

Na comparação com igual mês do ano passado, houve, contudo, recuo de 3,6%; volume produzido em 2012 ainda mostra resultado negativo

Por Da Redação 6 ago 2012, 11h32

A produção de veículos – automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – no mercado brasileiro somou 297.789 unidades em julho, o que representa uma alta de 8,8% na comparação com o mês anterior. Contudo, houve recuo de 3,6% em relação ao mesmo período de 2011. Apesar do resultado positivo no mês passado, o volume produzido acumula queda de 8,5% nos sete primeiros meses de 2012 em relação a igual período de 2011. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Já as vendas de veículos aumentaram 3,1% em julho ante junho, ao somar 364.196 unidades, e avançaram 18,9% na comparação com julho de 2011. No acumulado do ano até julho, os emplacamentos chegaram a 2.081.112 unidades, uma alta de 1,8% sobre o mesmo mês do ano passado.

Ante a recuperação da comercialização, cresce a expectativa de que, no final deste mês, deverá perder efeito o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido do setor. O governo tem sinalizado que não prorrogará a medida. A indústria, no entanto, não dá sinais de recuperação consistente. A presidente Dilma Rousseff vive, então, um dilema: benefícios fiscais não têm se mostrado suficientes, mas retirá-los em época de crise pode causar problemas ainda maiores ao segmento.

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Automóveis – Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção chegou a 282.203 unidades, o que implica uma expansão de 8% ante o mês anterior. Sobre julho do ano passado, também foi observada uma redução, de 0,8%.

A produção de caminhões, por sua vez, atingiu 12.499 unidades, com elevação de 42,9% ante junho e queda de 37,2% sobre julho de 2011. No caso dos ônibus, foram produzidas 3.087 unidades, com diminuição de 11,7% em relação a junho e recuo de 28,1% ante julho do ano passado.

Estoques – O estoque de unidades nas montadoras chegou a 329 mil, o que o presidente da entidade, Cledorvino Belini, classifica de um nível “bom para a indústria”. Os estoques na indústria automobilística caíram de 29 dias em junho para o equivalente a 27 dias de venda em julho. Na indústria, os estoques permaneceram em patamar equivalente a sete dias de venda. “Com o ajuste dos níveis de estoque, a tendência é de crescimento da produção de veículos, que deve ser mais forte já em agosto”, disse nesta segunda-feira o dirigente, em entrevista à imprensa para divulgação dos resultados de julho.

Empregos – Com a retomada da produção, a expectativa é de aumento de empregos no setor, que neste ano acumula até julho saldo positivo de 3.100 vagas, com a maioria dos postos criada em junho e julho. “Estes empregos foram criados a partir do final de maio, após da redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI)”, explicou. Em julho, a indústria automotiva empregava 147.714 pessoas, um aumento de 0,5% sobre junho e de 2,7% perante julho de 2011.

Sobre a General Motors e os riscos recentes de demissão de funcionários, Belini disse que é uma questão da empresa e ressaltou o saldo positivo no setor ao longo do ano. O presidente da Anfavea declarou ainda que a crise da montadora na unidade de São José dos Campos, interior paulista, não atrapalha a estratégia da entidade de reivindicar a prorrogação do benefício fiscal gerado pelo IPI menor. “O caso da GM não atrapalha, porque o acordo diz respeito ao nível de emprego de todo o setor, que está crescendo.”

(com Agência Estado)

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