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Portugal Telecom aposta em fibra para a ‘Copa do vídeo’

Por Da Redação
13 set 2011, 12h05

Por Luana Pavani

São Paulo – A Portugal Telecom apostará este ano em fibra ótica e cloud computing no Brasil. O presidente da operadora de telecomunicações portuguesa, Zeinal Bava, não falou em números, mas afirmou que a decisão de investimento é inevitável diante do “tsunami de dados” previsto para os próximos anos no mundo todo e particularmente no Brasil, com a Copa do Mundo, em 2014. “Mais investimento em fibra é inevitável, não é uma questão ‘se’, mas ‘quando’. A vantagem de o Brasil entrar mais tarde em fibra é aproveitar que a tecnologia baixa de preço, e com isso pode dar um salto em relação ao (fio de) cobre”, afirmou, sem especificar em que momento os aportes serão realizados junto à Oi, da qual a PT faz parte do bloco de controle desde o ano passado – quando saiu da joint venture com a Telefônica na Vivo. “Estamos conversando com a Oi e vamos encontrar a forma adequada para investir tendo em vista o retorno adequado, porque a alavancagem tem certo limite”, ponderou.

Bava considera que o regime especial anunciado ontem pelo Ministério das Comunicações para desoneração em equipamentos de rede de transmissão de dados, incluindo PIS e Cofins é bem-vindo, mas não o suficiente. Segundo ele, deveria haver também incentivos para serviços, de modo a massificar o acesso, e em banda larga móvel, com vistas à tecnologia 4G, para reduzir os custos à população. “A desoneração de PIS e Cofins é atrativa, mas tem de haver mais. Nem que seja na banda larga móvel, para reduzir os custo das pessoas e garantir a cobertura necessária”, afirmou Bava, citando um estudo de que um aumento de 10% no acesso da população de um país à banda larga gera um crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto. “O Plano Nacional de Banda Larga é um ponto de partida. É fundamental que haja incentivos para que os investimentos sejam feitos.”

Ainda em relação à regulação do setor no Brasil, o presidente da Portugal Telecom comparou com a de Portugal, onde “não há incumbência para fibra ótica, só no cabo”, e fez críticas ao que considera uma assimetria de mercado na questão dos investimentos privados e contrapartidas de obrigações com o governo, no caso particular da Oi. “Não pode haver assimetria no mercado, que para uns seja mais oneroso e para outros, menos”.

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Em sua análise, se na Copa da África do Sul a tecnologia predominante foi a de alta definição (HD), no Brasil será a vez do vídeo sob demanda. “Já existem 5 bilhões de dispositivos pessoais em uso no mundo, e essas pessoas irão assistir aos jogos de seus aparelhos individuais”. A fibra também é a resposta para atender ao que Bava chama de “geração C”, pessoas que já cresceram com PC e celulares, e hoje interagem com cerca de 200 a 300 pessoas por dia em redes sociais. “Essa geração C não é reativa é proativa, e grande produtora de conteúdo. Por isso, não faz sentido falar apenas em velocidade de download mas também de upload, onde a fibra tem vantagem significativa em relação ao cabo.”

Em sua apresentação no segundo dia do evento Futurecom 2011, em São Paulo, Bava afirmou que hoje 55% da receita da companhia na área fixa vem de dados, ou seja, de acesso à internet e TV por assinatura via fibra, o que tem feito com que os clientes reduzam as taxas de cancelamento das linhas. “A banda larga atribui valor à linha fixa”, disse.

No mercado corporativo, o foco da PT é a oferta de serviços de cloud computing integrados ao portfólio de telecomunicações e maior capacidade de data centers, o que permite redução de custos pela virtualização de processos. “Cloud é uma tendência inevitável, também para pequenas empresas”, afirmou.

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