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Petrobras rompe com consórcio da Alumini em Abreu e Lima

Motivo, segundo estatal, foi o "descumprimento de cláusulas contratuais". Empresa acusada, por sua vez, diz que petroleira deve 1,2 bilhão de reais

Por Da Redação - 15 Jan 2015, 12h50

A Petrobras decidiu romper o contrato com o consórcio liderado pela Alumini (ex-Alusa), responsável por uma unidade de tratamento de gases tóxicos na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O motivo, segundo a estatal, foi o “descumprimento de cláusulas contratuais por parte do consórcio responsável pela obra”, chamada Snox. As informações foram publicadas nesta quinta-feira pelo jornal Valor Econômico.

No fim do ano passado, a petroleira incluiu a Alumini na lista de bloqueio cautelar de 23 empresas citadas como participantes de um cartel investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). Dois meses antes de tomar essa decisão, a construção da plataforma Snox já tinha sido paralisada.

A Alumini alega que não pode faturar “vários serviços já executados”, que dependem da liberação de aditivos, sendo que muitos deles com pedidos de ampliação ou alteração de escopo, solicitados pela própria Petrobras. A empresa também alega que a Petrobras lhe deve 1,2 bilhão de reais. Com a interrupção de pagamentos, cerca 4,6 mil trabalhadores da empresa na obra brigam na Justiça para receber 130 milhões de reais em rescisões e salários atrasados. Até agora, receberam apenas 44 milhões de reais.

A Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) concedeu licença para operação de Abreu e Lima em outubro e estipulou que até maio o equipamento Snox estivesse funcionando. Segundo a Alumni, não há nenhuma negociação em curso para a retomada da construção. Já a Petrobras disse que está “analisando o escopo remanescente e as medidas a serem adotadas para a retomada dos trabalhos”.

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Refinaria – Abreu e Lima terá dois trens de refino, com capacidade para processar 230 mil barris por dia. O primeiro deles está em operação e o segundo tem 82% das obras concluídas. Trabalhadores da refinaria, no entanto, dizem que as obras estão muito mais atrasadas que o informado pela petroleira. Em 2005, a refinaria foi orçada em 2,5 bilhões de dólares e deveria estar pronta até 2011. No centro das investigações da Operação Lava Jato, o valor da obra já chegou a cerca de 18,5 bilhões de dólares.

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