Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

OGX pagará US$ 1,5 bi para OSX por rescisão de contratos

Montante será dado em forma de ações da petroleira, que se encontra em processo de recuperação judicial

Por Da Redação
26 dez 2013, 08h34

A empresa de construção naval OSX Brasil informou, na noite de quarta-feira, que sua irmã OGX pagará 1,5 bilhão de dólares pela rescisão de contratos neste ano. Em meados de 2013, a OGX anunciou a paralização de alguns de seus poços e cancelou contratos com a OSX. Do montante total oferecido, 414 milhões de dólares são referentes à rescisão do contrato de afretamento e de operações da plataforma de produção de óleo FPSO OSX-1; 557,3 milhões de dólares são referentes à rescisão do contrato de afretamento e de operações da FPSO OSX-2; e 528,6 milhões correspondem à rescisão do arrendamento da plataforma WHP 2.

Quando anunciou a rescisão dos acordos, a OGX havia oferecido 449 milhões de reais como forma de compensação à OSX pelo cancelamento de serviços contratados. Contudo, como o dinheiro viria de da venda de participação nos Blocos BM-C-39 e BM-C-40, na Bacia de Campos, para a Petronas – negócio que não aconteceu – a petroleira ficou sem dinheiro para arcar com seus compromissos e entrou em processo de recuperação judicial.

Leia também:

OSX tenta adiar pagamento de dívida de US$ 500 milhões

Continua após a publicidade

OSX demite presidente e aprova pedido de recuperação judicial

Para acalmar investidores, LLX negocia mudanças de contrato com a OSX

O crédito terá o mesmo tratamento dos demais credores quirografários do grupo OGX, aqueles que não possuem garantias reais para receber seus investimentos. Ou seja, o dinheiro será convertido em ações de emissão d OGX, informou a empresa por meio de fato revelante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Caso a operação seja implementada nos moldes atuais, a OSX passará a deter aproximadamente 7% do capital social da companhia reestruturada.

Continua após a publicidade

Vale lembrar que, segundo levantamento feito pela consultoria Corporate Consulting e pelo escritório de advocacia Moraes Salles, apenas 1% das empresas que pediram recuperação judicial no Brasil saíram recuperadas do processo. Desde que a lei foi criada, em fevereiro de 2005, até 10 de outubro, cerca de 4.000 companhias pediram recuperação judicial, mas apenas 45 voltaram a operar como empresas regulares.

Leia ainda: Minoritários entram com ação na Justiça contra Eike, Eliezer Batista e CVM

O passo a passo da recuperação judicial da OSX

O passo a passo da recuperação judicial da OGX

No comunicado, a companhia informou ainda que os valores foram calculados de acordo com os respectivos contratos e refletem, no caso dos FPSOs, o valor da dívida de tais ativos, acrescido de perdas, custos e despesas incorridos pela OSX. No caso da WHP 2, incluem custos, despesas e penalidades pagas ou incorridas pela OSX.

“Além do reconhecimento do crédito da OSX, o acordo é essencial para a continuidade das suas atividades, na medida em que seu maior cliente OGX procura restabelecer suas condições financeiras, de forma a cumprir suas obrigações com a OSX”, informou a OSX no fato relevante.

Continua após a publicidade

Na terça-feira à noite, a OGX anunciou um acordo com seus credores internacionais e a diminuição da participação de Eike Batista na companhia. De acordo com os termos, a dívida da Óleo e Gás Participações, atual nome da OGX, será convertida em ações. Com isso, a participação de Eike na companhia deverá se reduzir dos atuais 50% para cerca de 5%.

Leia mais:

Futuro da OGX foi escrito por Eike 5 anos atrás

Continua após a publicidade

Reserva da OGX em Tubarão Martelo é um terço da estimativa inicial

​ANP: recuperação judicial da OGX não protege concessões

(com agência Reuters)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.