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Navio que rachou com minério da Vale pode ser consertado-STX

Por Da Redação 9 dez 2011, 09h00

Por Paulo Whitaker

SÃO LUÍS, Maranhão – O navio gigante que rachou enquanto embarcava expressiva quantidade de minério de ferro da Vale pode ser reparado para então seguir viagem, informou nesta sexta-feira a empresa coreana STX Pan Ocean, dona da embarcação.

De acordo com comunicado da companhia, ainda é muito cedo para avaliar a causa das rachaduras no tanque de lastro do navio Vale Beijing.

A empresa relata em nota que desde quarta-feira uma equipe de engenheiros gigante que rachou enquanto embarcava expressiva quantidade de minério de ferro da Vale pode ser reparado para então seguir viagem, informou nesta sexta-feira a empresa coreana STX Pan Ocean, dona da embarcação.

De acordo com comunicado da companhia, ainda é muito cedo para avaliar a vindos da Coreia vem realizando análise técnica detalhada das condições da embarcação para definir os procedimentos que serão adotados.

“A STX contratou uma empresa referência no mercado internacional de salvatagem para remover, assim que possível e de forma segura, parte do combustível do navio”, diz a STX em nota.

A empresa informa ainda que apresentou nesta quinta-feira à Capitania dos Portos um plano de ação para evitar qualquer impacto ambiental do navio gigante, conforme havia solicitado o Ibama.

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O órgão ambiental demonstrou preocupação com a possibilidade de vazamento de combustível da embarcação. O navio afretado pela Vale encontra-se em área de ancoragem do Porto de São Luís, na Baía de São Marcos.

“Eles vão retirar o maior parte do combustível da embarcação, mas isso é meramente medida de precaução (pois) o combustível está armazenado em tanques separados”, afirmou à Reuters o capitão do porto, comandante Calmon Bahia.

Com destino à Europa, o supercargueiro deveria ter deixado o terminal da Vale no último domingo, em sua primeira viagem.

Recém-construído na Coreia do Sul, o navio integra a nova frota que a Vale está montando com o objetivo de reduzir seus custos de transporte transocenânico de minério de ferro.

A embarcação pode não ter suportado a carga, entre outras possibilidades, segundo autoridade local da Marinha do Brasil.

A carga, de 260 mil toneladas de minério de ferro, ainda não começou a ser retirada do navio. A embarcação tem capacidade para 400 mil toneladas, mas a operação de carregamento foi interrompida em função do problema.

(Texto e reportagem adicional de Sabrina Lorenzi, no Rio de Janeiro)

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