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Não existem fórmulas ‘mágicas’ para crescimento, diz Levy

Em evento promovido pela OCDE, no Itamaraty, ministro da Fazenda afirmou que 'transição' levará país a ter economia mais aberta, dinâmica e vigorosa

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 21h24 - Publicado em 22 set 2015, 14h20

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira que o Brasil não pode ter a ilusão de que há fórmulas “mágicas” ou “heterodoxas” para se chegar ao crescimento. Em evento promovido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Itamaraty, Levy destacou que o desafio do governo não é restaurar o passado, mas sim facilitar o futuro para a população.

“É importante estarmos muito antenados com o que está acontecendo no mundo e não apenas tentar reviver o passado”, afirmou Levy. “As pessoas têm que ter confiança de que essa transição vai nos levar a uma economia mais aberta, dinâmica e vigorosa”, acrescentou.

Segundo o ministro, a economia brasileira precisa cada vez mais de conteúdo tecnológico e produtividade para alcançar o crescimento sólido. “Não podemos viver só do cartão de crédito, gastando o colchão fiscal”, reiterou. “Estamos em meio a um processo de ajuste macroeconômico. Há a expectativa de que a inflação comece a convergir para a meta depois de anos de desancoragem”, completou.

Entre os assuntos que serão discutidos com a OCDE, está a qualidade dos gastos públicos no Brasil. Levy afirmou, por exemplo, que as despesas da Previdência Social têm de ser continuamente avaliadas. Ele também disse que é importante rever os objetivos dos gastos e usar os recursos de maneira eficiente. “Em muitos países, o orçamento não é feito de forma inercial. Precisamos verificar o que se obteve com o que se gastou”, acrescentou.

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(Com Estadão Conteúdo)

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