Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Moedas dos Brics devem se recuperar em 12 meses, aponta pesquisa

Real deve valorizar 2% nos próximos 12 meses

Por Da Redação 12 out 2011, 14h13

As perspectivas para o rublo e o real se inverteram desde a última pesquisa em julho, quando estrategistas previram quedas para as moedas em um período de 12 meses

As moedas de todos os países do grupo chamado Brics – o real brasileiro, o rublo russo, a rupia indiana e o yuan chinês – irão reaver pelo menos parte de suas pesadas perdas recentes nos próximos 12 meses, revelou a pesquisa Reuters BRIC FX divulgada nesta quarta-feira.

O levantamento mostrou as moedas se recuperando lentamente após caírem mais de 10% em relação ao dólar ao longo dos últimos três meses. O rublo e a rupia irão tomar a dianteira, já que se espera que subam mais de 5% e 6%, respectivamente, de acordo com a estimativa média de cerca de 70 analistas, economistas e estrategistas entrevistados pela Reuters. O yuan deve subir mais de 4% e o real somente 2% no curso do próximo ano.

As perspectivas para o rublo e o real se inverteram desde a última pesquisa em julho, quando estrategistas previram quedas para as moedas em um período de 12 meses.

Para que o atual consenso se confirme, entretanto, a Europa terá que solucionar a crise, avalia Win Thin, analista global de moedas do banco americano Brown Brothers Harriman. Esse cenário parece incerto no momento. “Os Brics estão vulneráveis a um grande problema se a Grécia der o calote e a Europa quebrar, mas os mercados emergentes sempre se reerguem e neste momento eles são mais promissores do que os mercados desenvolvidos”, prevê. “Assim que a poeira baixar, parece que o fluxo natural será para os Brics e outros mercados emergentes”, completa.

A recuperação do rublo pode começar logo, já que se espera que a moeda suba cerca de 2,2% em relação ao dólar até o final do ano. No entanto, os ganhos podem ser limitados pela necessidade russa de saldar pagamentos de 38 bilhões de dólares de sua dívida externa no quarto trimestre, que reduzirão a entrada líquida de capitais e aumentarão a pressão para enfraquecer o rublo.

(Com Reuters)

Continua após a publicidade

Publicidade