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Merkel reconhece que resgate grego pode não ser solução

Em debate no Parlamento federal Bundestag antes da votação do legislativo sobre à contribuição alemã ao segundo resgate grego, Merkel apresentou ressalvas

Por Da Redação - 27 fev 2012, 12h32

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta segunda-feira que a aprovação do segundo resgate à Grécia pode não ser a solução definitiva e que ainda é preciso um caminho ‘longo’ para a estabilização da economia helena. “Ninguém pode dar uma garantia de êxito de 100%”, afirmou Merkel.

As declarações da chefe do Governo alemão no Parlamento federal Bundestag aconteceram no debate anterior à votação do legislativo para dar sinal verde à contribuição alemã de 36 bilhões de euros ao segundo resgate grego, que chega a um total de 130 bilhões de euros. A nova ajuda financeira para a Grécia tem como objetivo reduzir a dívida pública grega até 120% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020.

Merkel ainda acrescentou que seu cargo leva implícito assumir certos riscos ‘mas não aventuras’, e destacou que a solução da crise grega depende não apenas da Grécia, mas também da Alemanha e do restante de países resgatados, dos periféricos com problemas de endividamento e do conjunto da União Europeia (UE).

No entanto, a chanceler destacou que a Grécia tem que primeiro se ajudar para sair da crise e ressaltou que no país ainda há muito por fazer em termos de melhora da competitividade econômica, de aperfeiçoamento do sistema de arrecadação tributária, de melhora da eficiência, e de dinamização e liberalização do mercado. “Todos têm que fazer sua parte. Em primeiro lugar, a Grécia”, disse Merkel.

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Contenção do agravamento da crise – Ainda no discurso no Parlamento federal Bundestag, Merkel anunciou que a Alemanha vai ‘acelerar’ suas contribuições ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). A expectativa é que a contribuição financeira alemã de 22 bilhões de euros esteja totalmente disponível em dois anos – para 2013 – ao invés de em cinco, como estava previsto inicialmente.

Além disso, a chanceler destacou os esforços reformistas que estão acontecendo em outros países da eurozona, como a Itália e a Espanha. Sobre o último país, Merkel ressaltou a aprovação do ‘freio da dívida’ constitucional e a reforma do mercado de trabalho.

(Com Agência EFE)

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