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Mercado revive otimismo com Brasil no início do ano

Na primeira semana do ano, o Tesouro Nacional e empresas privadas captaram juntos US$ 2,6 bi no exterior

Por Da Redação 8 jan 2012, 07h52

A primeira semana de 2012 comprovou que o Brasil mantém o posto de queridinho dos investidores globais. Bastou uma pausa nas preocupações com a Europa para o país se destacar. Nos cinco primeiros dias úteis do ano, o Tesouro Nacional e duas empresas privadas captaram juntos US$ 2,6 bilhões no mercado externo. Se fosse mantido pelas outras 51 semanas do ano, seria um ritmo três vezes superior ao de 2011, quando as emissões atingiram US$ 38,5 bilhões.

Trata-se apenas de um cálculo indicativo, pois ninguém se arrisca a estimar por quanto tempo essa janela de oportunidade vai se manter aberta. A razão? As turbulências na Europa. Executivos alertam que, de fevereiro a abril, os países que tiram o sono dos investidores – Espanha, Itália, Portugal e Grécia – terão altos volumes de dívida para refinanciar. Ou seja, um leilão fracassado de títulos italianos ou espanhóis seria suficiente para azedar o clima.

“Em termos relativos, o Brasil está melhor do que a maioria dos europeus, inclusive a França”, observou o diretor executivo da Ashmore Brasil, Eduardo Câmara. “Mas, para o país nadar de braçada, é preciso que a situação europeia seja definida”. A Ashmore é uma gestora internacional especializada em emergentes, com ativos de US$ 60 bilhões.

Quando Câmara fala em ‘nadar de braçada’, refere-se à possibilidade de o otimismo deste início de 2012 se espraiar para outros mercados, como o de ações. Por enquanto, o segmento em que o Brasil aparece bem é o de emissão de títulos de dívidas. Como lembra o vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Alberto Kiraly, esse é o mercado que costuma reagir primeiro quando a confiança melhora.

Por isso, ao menos por ora, não se espera que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seja inundada de recursos externos – a despeito da entrada de mais de R$ 600 milhões de dinheiro estrangeiro entre 2 e 4 de janeiro. “Vamos ver se se trata de um movimento mais duradouro e amplo quando empresas de menor porte também acessarem o mercado”, ponderou a diretora-geral da Fator Administração de Recursos, Roseli Machado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Com Agência Estado)

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