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Lula volta a defender criação de moeda comum para transações entre os Brics

'Não se trata de substituir nossas moedas mas é preciso trabalhar para que a ordem multipolar que almejamos se reflita no sistema financeiro', disse

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 23 out 2024, 12h23 - Publicado em 23 out 2024, 11h11

O presidente Lula discursou por videoconferência durante reunião na cúpula dos Brics em Kazan, na Rússia, e defendeu novamente  que o bloco avance nas discussões sobre o uso de uma moeda comum nas transações entre os países do bloco. Essa discussão não pode ser mais adiada, disse o presidente. Grupo de países com economias emergentes formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia e China, ao qual a África do Sul se juntou posteriormente, os Brics se expandiram neste ano com entrada de Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos.

O presidente Lula participaria presencialmente do encontro, no entanto, recebeu recomendação médica de não viajar por longas horas após sofrer uma queda, bater a nuca e precisar levar cinco pontos no ferimento, no último sábado.

“Agora é chegada a hora de avançar na criação de meios de pagamento alternativos para transações entre nossos países. Não se trata de substituir nossas moedas, mas é preciso trabalhar para que a ordem multipolar que almejamos se reflita no sistema financeiro internacional. Essa discussão precisa ser enfrentada com seriedade, cautela e solidez técnica, mas não pode mais ser adiada”, disse o presidente, que já se referiu outras vezes a alternativas às transações com dólar, padrão usado no comércio internacional. Desde agosto do ano passado, o grupo tem avaliado essa questão do uso de uma moeda comum para transações comerciais, mas até agora nada foi definido.

O presidente também falou sobre as bandeiras do Brasil no G20, a taxação das grandes fortunas mundo afora e a criação de uma “aliança global” para acabar com a fome e agradeceu o apoio recebido. “Quero agradecer o apoio que os membros do grupo têm estendido à presidência brasileira do G20. Seu respaldo foi fundamental para avançar em iniciativas que são fundamentais para a redução das desigualdades, como a taxação dos super-ricos. Nossos países implementaram nas últimas décadas políticas sociais exitosas, que podem servir de exemplo para o resto do mundo.”

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