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Lula define comitê para tratar de sobretaxa e se reunirá com empresários

Lula avisou ministros de que conversará pessoalmente com os setores mais prejudicados pela sobretaxa de 50% anunciada por Trump

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2025, 09h12 • Atualizado em 14 jul 2025, 11h23
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá pessoalmente com empresários dos setores mais atingidos pela sobretaxa de 50% que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende aplicar sobre as importações provenientes do Brasil a partir de 1º de agosto. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a decisão foi tomada na noite de domingo, 13, em reunião convocada por Lula.

    No encontro, também foi definida a criação de um comitê interministerial para traçar a estratégia de reação do governo ao tarifaço. Ainda de acordo com a Folha, o grupo será formado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. O jornal informa que as demais pastas serão chamadas a colaborar, à medida que o trabalho avance e temas específicos entrem na pauta, como o impacto da tarifa americana sobre os produtos agrícolas, para o qual o comitê contará com a assessoria do Ministério da Agricultura

    Desde que Trump anunciou a sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros, em 9 de julho, o Palácio do Planalto avalia possíveis planos de ação. A decisão da Casa Branca surpreendeu agentes econômicos e políticos tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos. Isto, porque na carta enviada a Lula para justificar a medida, Trump elenca razões inverídicas, como a de que o país acumula grandes déficits comerciais com o Brasil – quando, na verdade, os americanos obtêm superávit nas transações bilaterais há quase vinte anos. Trump também aponta objetivos políticos, como o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta um julgamento no Supremo Tribunal Federal (SFT) pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

    Nos últimos dias, o Palácio do Planalto tem afirmado que a sobretaxa de Trump fere a soberania nacional ao tentar influenciar em assuntos internos, como o funcionamento do Poder Judiciário. No front econômico, Brasília conta também com a própria pressão de empresas americanas que contam com insumos e produtos oriundos do Brasil para funcionar, como o setor de suco de laranja e as siderúrgicas que importam produtos semiacabados daqui para finalizá-los lá.

    Enquanto Lula afirma que poderá recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a decisão americana, Haddad indicou que as retaliações podem envolver medidas não-alfandegárias, a fim de evitar que sobretaxas aplicadas às importações oriundas dos Estados Unidos pressionem a inflação. Entre as medidas em estudo, estariam a quebra de patentes de medicamentos e de direitos autorais de produtos culturais.

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    No ano acumulado do primeiro semestre, o Brasil exportou o equivalente a 20 bilhões de dólares para os Estados Unidos. A cifra representa um crescimento de 4,4% sobre o mesmo período do ano passado e equivale, também, a 12% do total de exportações na primeira metade de 2025. Os principais produtos exportados para o mercado americano são petróleo, café, aviões, produtos siderúrgicos, manufaturas, máquinas e equipamentos, e suco de laranja.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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