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Leilão de aeroportos já tem 10 estrangeiras interessadas–fonte

Por Da Redação - 13 jan 2012, 17h54

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA, 13 Jan (Reuters) – O leilão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) já tem pelo menos 10 operadoras estrangeiras de terminais interessadas, disse à Reuters uma fonte do governo com conhecimento direto do assunto nesta sexta-feira.

Além das duas já confirmadas Fraport (Alemanha) e Aena (da Espanha), e de empresas como GMR (Índia), Corporación América (Argentina) e Aéroports de Paris (França), o governo foi procurado por pelo menos outras cinco operadoras de aeroportos da Suíça, Estados Unidos, Alemanha (além da Fraport), Índia (além da GMR) e de Cingapura.

Segundo apurou a Reuters com duas outras fontes -outra do governo e uma empresarial-, pelo lado brasileiro estariam também em tratativas para formar consórcios companhias como Odebrecht, Queiroz Galvão, CCR, Galvão Engenharia, Engevix, Carioca Engenharia e a Socicam (operadora de terminais rodoviário e fluviais e de pequenos aeroportos no Brasil).

Além dessas, OHL Brasil, associada à Aena, e Ecorodovias, junto com a Fraport, já estão confirmadas. Com isso, já são 19 o número de empresas com potencial para formar consórcios e entrar no certame.

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A fonte do governo que revelou o interesse de mais cinco empresas estrangeiras disse que a expectativa é de que o leilão marcado para 6 de fevereiro tenha bons ágios.

“Até agora, ninguém reclamou dos preços mínimos”, disse a fonte, ressalvando que apenas o cronograma para conclusão dos investimentos até a Copa do Mundo de 2014 tem preocupado investidores.

O edital estabeleceu preço mínimo de 3,4 bilhões de reais para Cumbica, em Guarulhos. Em Viracopos, o lance mínimo para levar o aeroporto é de 1,47 bilhão de reais, enquanto em Brasília o valor é de 582 milhões de reais.

Segundo essa fonte, o maior ágio percentualmente deverá ser o de Brasília, pelo fato de o piso ser o menor. “Mas a maior disputa será por Guarulhos”, disse.

A concessão dos três aeroportos à iniciativa privada foi a solução encontrada pelo governo para viabilizar os pesados investimentos necessários para expandir a capacidade dos terminais e prepará-los para a Copa.

Somente em Guarulhos, o vencedor da disputa terá de investir cerca de 1,38 bilhão de reais antes da Copa e viabilizar a construção de um terceiro terminal com capacidade para 7 milhões de passageiros por ano.

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