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Interesse por petróleo atrai eventos do setor para o Rio

Por Da Redação - 14 set 2011, 17h23

Por Sergio Torres

Rio – O interesse internacional pelo mercado de petróleo brasileiro atrai eventos tradicionais do setor de óleo e gás. No próximo dia 20, começa a Rio Pipeline 2011, feira do setor de dutos. Em outubro, também no Rio, será realizada pela primeira vez no País a versão brasileira da Offshore Technology Conference (OTC), que desde 1969 acontece em Houston, nos EUA.

Empreendimento de caráter mundial, o Pipeline ocorre no Canadá, em anos pares. O crescimento da indústria petrolífera brasileira, motivado especialmente pela descoberta do pré-sal, atraiu o interesse da “comunidade dutoviária”, conta Marcelo Rennó, integrante do comitê executivo da Pipeline e diretor da Transpetro.

“Nós fazemos no Rio nos anos ímpares. Vamos discutir os temas da comunidade, como as tubulações de aço de grande extensão e a infraestrutura de transporte a grande distância”, disse ele.

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O escoamento da produção do pré-sal e as tendências e desafios tecnológicos na área de dutos serão os temas centrais da quarta edição da Rio Pipeline, que vai até o dia 22, no Centro de Convenções SulAmérica (Cidade Nova, região central do Rio).

“Com o crescimento global da indústria de petróleo e gás, aumenta a necessidade de escoamento da produção e de distribuição de combustíveis. E isso torna o setor de dutos cada vez mais estratégico, trazendo inúmeras oportunidades de negócios”, afirmou Rennó.

Pela primeira vez montada fora dos Estados Unidos, a OTC reunirá 410 empresas de 23 países em área de 14.450 metros quadrados no centro de convenções e exposições Riocentro (zona oeste do Rio), entre 4 e 6 de outubro. De acordo com a organização do evento, cerca de 80 companhias brasileiras participarão da OTC Brasil na condição de expositoras de produtos e serviços. Haverá 24 sessões técnicas, dez sessões especiais e duas plenárias. Por dia, ocorrerão seis almoços-palestras.

A organização destaca as sessões técnicas que tratarão de temas relevantes da exploração offshore, como desafios e soluções inovadores para o desenvolvimento de campos de petróleo. “O Brasil é líder em desenvolvimento de tecnologia em águas profundas e ultraprofundas. Está na frente de outros países no desenvolvimento dessas tecnologias, especialmente no pré-sal. Tudo isso será discutido na OTC Brasil”, disse o engenheiro Ricardo Juiniti Bernardo, gerente-executivo da petroleira nacional OGX e vice-presidente da Seção Brasil da Sociedade dos Engenheiros de Petróleo (SPE).

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