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Inadimplência com cheques é a menor para o mês de julho em seis anos

Apesar da queda na utilização, qualidade do cheque aumenta no semestre

De acordo com os indicadores da Serasa, a inadimplência com cheques evolui na direção oposta ao verificado com cartões de crédito, financeiras e dívidas com bancos

Em todo o país, foram devolvidos 1,74% de todos os cheques por falta de fundos no mês de julho, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pela Serasa. Foi o menor índice verificado para o mês desde 2004.

No acumulado do ano, em relação ao período de janeiro a julho do ano passado, nota-se uma queda de 9,8% no número de cheques compensados, ao passo que os devolvidos por falta de fundos, recuaram 26,9%. Esses números demonstram que há melhora na qualidade do cheque, com inadimplência regredindo muito mais que a queda em sua utilização.

De acordo com os indicadores da Serasa, a inadimplência com cheques evolui na direção oposta ao verificado com cartões de crédito, financeiras e dívidas com bancos. O consistente recuo nos cheques devolvidos por falta de fundos se deve à preferência do consumidor por dívidas com prazos mais longos que o pré-datado, e que ofereçam a possibilidade de negociar a prestação devida. Com o endividamento em alta, crescendo acima da massa salarial, o consumidor procura alternativas que lhe proporcionem flexibilidade na amortização de suas dívidas.

Na perspectiva de curto prazo, os cheques devolvidos por falta de fundos devem continuar apresentando ligeiros recuos. Essa tendência pode ser alterada no último trimestre do ano, com a chegada do Dia das Crianças e do Natal, quando o consumidor acaba procurando diversas formas de parcelamento.

Estados – De janeiro a julho, o Amapá foi o estado com o maior percentual de cheques devolvidos (11,25%). São Paulo, por sua vez, foi o estado de menor percentual (1,41%).