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IBGE: vendas do comércio têm alta de 0,3% em setembro

Em relação ao mesmo período do ano passado, alta registrada é de 8,5%

As vendas do comércio varejista no país registraram alta de 0,3% em setembro em relação a agosto, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador vem em linha com o que esperavam os analistas. Ainda segundo o IBGE, o resultado de setembro representa alta de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, as vendas do setor subiram 8,9% e, nos 12 meses até setembro, 8,1%.

As projeções dos analistas variavam de queda de 0,2% e alta de 1,1%. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a expectativa era de aumento de 8,7%, segundo a mediana de 31 projeções.

O indicador de setembro veio pouco melhor do que o de agosto ante julho, que marcou crescimento de 0,2% das vendas do setor. Mesmo assim, a inadimplência preocupa e deve trazer um Natal mais ameno para o comércio, com o 13º salário comprometimento com pagamento de dívidas, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Projeção da Serasa Experian, porém, aponta que o movimento de consumidores nas lojas do país cresceu 2,3% em outubro sobre o mês anterior, revertendo a queda de 1,9% vista em setembro.

Setores – Dos dez segmentos analisados, oito aumentaram as vendas em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado. Os segmentos que mais venderam foram os de combustíveis e lubrificantes (10,9%), artigos de uso pessoal e doméstico (9,9%), alimentos e bebidas (9,4%) e artigos farmacêuticos e médicos (8,1%). Os dois setores que registraram uma queda em seu volume de vendas foram os de equipamentos e material para escritório e informática (0,6%), e veículos e autopeças (9,5%).

Segundo o IBGE, o aumento do consumo foi impulsionado principalmente pelos alimentos e bebidas, cujas vendas cresceram em elevados índices tanto em setembro como no acumulado do ano apesar de seus preços subiram mais do que os de outros produtos.

“Esta variação positiva (nas vendas de alimentos) obedece entre outros fatores ao crescimento da massa da renda”, informou o IBGE ao se referir à queda do desemprego e ao aumento da renda dos trabalhadores. O crescimento do consumo interno foi o que ajudou a economia brasileira a crescer 2,7% no ano passado, apesar da crise internacional, que reduziu a demanda externa.

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A queda de 22,6% nas vendas de veículos e motos, partes e peças na passagem de agosto para setembro puxou o recuo de 9,2% no volume de vendas do varejo ampliado no período, que inclui as atividades de material de construção e de veículos. A queda foi maior do que o piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, de -5,80%. Este foi a maior queda desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, em janeiro de 2003. A segunda maior queda foi de 7,6%, registrada em julho de 2009

Na comparação com setembro do ano passado, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 2,0% em setembro deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam de um avanço de 3,20% a 11,50%, com mediana de 5,30%. Até setembro, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam altas de 7,8% no ano e de 6,6% nos últimos 12 meses.

(com agência Reuters, EFE e Estadão Conteúdo)