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Governo vai criar um ‘Uber’ para transportar servidores

Ao invés de ter um carro próprio, cada órgão terá ao seu dispor uma frota terceirizada que será acionada via aplicativo; previsão é economizar 20% dos gastos com transporte

Por Da Redação 9 set 2015, 11h59

Com dificuldades para diminuir despesas de maior impacto no orçamento, o governo fará um esforço para cortar gastos administrativos e dar mais eficiência à contratação de serviços prestados ao Executivo. Uma das novidades é a criação de um aplicativo para o transporte de servidores federais, uma espécie de Uber do governo. Ao invés de cada órgão ter veículos próprios, como acontece hoje, será contratada uma frota terceirizada única para atender aos funcionários públicos.

Na lista de mudanças, ainda entram alterações nas contratações de serviço de segurança, limpeza, manutenção predial, energia elétrica, cartas e encomendas. “São pequenas economias, quando você compara com o 1,2 trilhão de reais que é a despesa do governo, mas é uma questão de eficiência no gasto. Uma sinalização de que o governo está preocupado com isso, está mantendo uma gestão austera dos custos”, disse o secretário executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira.

A intenção do governo não é recorrer aos serviços do Uber. A ideia é que a empresa contratada desenvolva um aplicativo, a exemplo dos existentes hoje para serviços de táxi e transportes de passageiros. Cada servidor terá acesso ao aplicativo e, depois de se registrar, chamará um carro pela tela do telefone para se locomover ao trabalho.

A expectativa é economizar cerca de 20% do montante gasto atualmente com frota, que é de quase 200 milhões de reais por ano. O serviço deverá ser utilizado em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Com isso, conseguiremos otimizar a utilização dos veículos. Hoje temos dificuldade de fazer a manutenção de frota, é um gasto difícil de controlar”, explicou Oliveira.

A empresa contratada deverá receber por quilômetro rodado, o que o governo considera mais fácil de acompanhar, já que o próprio aplicativo registra os trajetos percorridos. “É um mecanismo muito ágil de controle, muito mais eficaz do que ficar administrando frotas próprias”, completa o secretário.

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O governo continuará tendo carro próprio apenas para o transporte de ministros e autoridades e para aplicações específicas, como ambulância e carros policiais e militares.

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(Com Estadão Conteúdo)

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