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Governo espanhol aprova reforma financeira e cria ‘banco podre’

País dependia dessa aprovação para receber até 100 bilhões de euros de ajuda da União Europeia, visando sanar seu mercado financeiro

Por Da Redação - 31 ago 2012, 10h08

O governo espanhol aprovou nesta sexta-feira uma nova reforma do setor financeiro, exigida pela União Europeia para que o país receba ajuda para recapitalizar seus bancos. A ideia é segregar os ativos tóxicos das instituições em um ‘banco podre’ e abrir caminho para o fechamento de instituições inviáveis.Os novos moldes contemplam também o aumento de requisitos para a solvência de bancos.

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Segundo a vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, a iniciativa é “uma necessidade nacional, imprescindível para recuperar o crédito e o financiamento necessários para as pequenas e médias empresas”. A reforma é uma exigência de Bruxelas para conceder até 100 bilhões de euros de ajuda aos bancos espanhóis e dá amplos poderes ao Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB), que passará a ser controlado pelo governo.

Nesta sexta-feira, a Eurostat, agência oficial de estatísticas da eurozona, divulgou recorde da taxa de desemprego em julho, quanto 18 milhões de pessoas ficaram desocupadas. A Espanha é líder entre os 17 países membros, com um índice 25,1% de desempregado em relação a população economicamente ativa.

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(Com agência EFE)

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