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Governo dos EUA processa agência de classificação de risco por fraude

Standard & Poor's estaria envolvida em esquema de manipulação de títulos de hipotecas que causou prejuízo de bilhões de dólares

Por Da Redação - 5 fev 2013, 14h50

Os motivos que desencadearam a crise financeira mundial de 2008 continuam sob atenta investigação das autoridades americanas. Depois do sistema bancário, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos quer esclarecimentos de agências de classificação de risco. Nesta terça-feira, um processo foi aberto contra a Standard & Poor’s por ter supostamente se envolvido num esquema com o objetivo de fraudar investidores que detinham títulos lastreados em hipotecas residenciais e obrigações de dívida colateralizada, ou seja, que têm diferentes tipos de crédito como garantia.

Segundo o processo, os investidores perderam bilhões de dólares às quais a S&P atribuiu ratings “inflados”, que não representavam o verdadeiro risco de crédito dos títulos. A queixa também alega que a S&P mentiu sobre a independência de seus ratings, que seriam influenciados pelo relacionamento da agência com bancos de investimento. Para o Departamento de Justiça, a S&P favoreceu estes bancos para elevar suas receitas e participação de mercado.

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“A ação de hoje é um importante passo de nossos esforços em investigar e punir a conduta que teria contribuído para a pior crise econômica da história recente”, comentou Eric Holder, procurador-geral dos EUA, em comunicado.

A agência de classificação divulgou nesta terça-feira um comunicado no qual afirma que vai se defender vigorosamente das acusações feitas pelo Departamento de Justiça. “O DoJ e alguns Estados abriram processos civis sem mérito contra a S&P, questionando alguns dos nossos ratings para obrigações de dívida colateralizadas (CDOs, na sigla em inglês) em 2007, e o modelo subjacente para ratings de títulos lastreados em hipotecas residenciais (RMBS, em inglês). As acusações de que nós deliberadamente mantivemos os ratings altos quando sabíamos que eles deveriam estar mais baixos simplesmente não são verdade”, diz o comunicado.

(Com Estadão Conteúdo)

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