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Gasto do consumidor nos EUA tem maior ganho em 7 meses

Por Da Redação 30 mar 2012, 10h49

WASHINGTON, 30 Mar (Reuters) – O gasto do consumidor norte-americano registrou em fevereiro o maior aumento em sete meses, mesmo com a renda crescendo modestamente, o que pode levar analistas a amenizar as expectativas de um forte recuo no crescimento econômico deste trimestre.

O Departamento do Comércio informou nesta sexta-feira que os gastos do consumidor subiram 0,8 por cento, uma vez que as famílias provavelmente compraram mais automóveis apesar do aumento nos preços da gasolina.

Os gastos de janeiro foram revisados para 0,4 por cento, ante um ganho previamente anunciado de 0,2 por cento. Economistas consultados pela Reuters esperavam que os gastos dos consumidores, que representam dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos, subissem 0,6 por cento no mês passado.

Ajustado pela inflação, os gastos subiram 0,5 por cento, o maior ganho desde setembro, depois de ganhar 0,2 por cento em janeiro. Isso poderia levar os analistas a elevarem suas previsões de crescimento para 2 por cento no primeiro trimestre.

A economia se expandiu a uma taxa anual de 3 por cento nos três meses finais de 2011, a partir de um impulso da recomposição de estoques das empresas, estímulo que deve ser perdido neste trimestre.

Os gastos dos consumidores cresceram a uma taxa de 2,1 por cento no quarto trimestre e o aumento do mês passado sugere que os consumidores estavam absorvendo as altas nos preços da gasolina e poupando menos para complementar sua renda baixa.

Os gastos com bens destinados a durar mais de três anos subiram 1,6 por cento em fevereiro depois de avançar 1,4 por cento no mês anterior. Os gastos com serviços subiram 0,4 por cento. O calor fora de época havia reprimido a demanda por serviços públicos nos meses anteriores.

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No mês passado, a renda subiu 0,2 por cento, após crescer na mesma margem em janeiro. O aumento ficou abaixo das expectativas dos economistas de alta de 0,4 por cento.

O montante de renda disponível para as famílias, após a contabilização dos impostos e da inflação, caiu 0,1 por cento após declínio de 0,2 por cento em janeiro.

Com a renda superando o consumo, a taxa de poupança caiu para 3,7 por cento, a menor taxa desde agosto de 2009.

O relatório mostrou pressões inflacionárias leves, que deverão ajudar a apoiar os gastos.

Um índice de preços para gastos pessoais subiu 0,3 por cento em fevereiro, após avançar 0,2 por cento no mês anterior. Nos 12 meses até fevereiro, o índice subiu 2,3 por cento. Ele aumentou 2,4 por cento em janeiro.

Uma medida do núcleo da inflação, que exclui custos com alimentos e energia, subiu 0,1 por cento no mês passado depois de ter subido 0,2 por cento em janeiro. Nos 12 meses até fevereiro, o núcleo dos preços ao consumidor subiu 1,9 por cento após crescer numa margem semelhante em janeiro.

O Federal Reserve gostaria que essa medida ficasse próxima de 2 por cento.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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