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Estrangeiro tira R$ 1 bilhão da Bovespa no 1º dia de IOF

Por Da Redação
22 out 2009, 19h32

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou saída líquida de capital estrangeiro de mais de 1 bilhão de reais na terça-feira, primeiro dia da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o ingresso de capital externo. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira.

As vendas de ações por não-residentes superaram as compras em 1,262 bilhão de reais no dia 20, considerada uma reação inicial ao anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na noite anterior. Ele explicou que seria cobrada uma alíquota de 2% do IOF sobre aplicações em renda fixa e ações. Naquele pregão, o Ibovespa fechou em baixa de 2,88%, maior queda diária em quatro meses. Durante os negócios, a queda chegou a ser de quase 5%.

Com isso, o superávit estrangeiro na Bovespa em outubro até a última terça-feira caiu para 3,757 bilhões de reais, ao passo que o saldo líquido no ano até a mesma data cedeu a 21,764 bilhões de reais.

Pregão – Nesta quinta-feira, a Bovespa se recuperou e fechou em leve alta de 0,99%. Os investidores, porém, ainda estão receosos quanto aos desdobramentos da cobrança do IOF sobre o ingresso de capital externo. O dia foi marcado por importantes balanços econômicos divulgados por empresar dos Estados Unidos.

Se durante a manhã o ministro da Fazenda Guido Mantega provocou preocupação ao dizer que ainda é muito cedo para se repensar o IOF sobre investimentos estrangeiros, durante a tarde os bons resultados nas bolsas americanos animaram os investidores na Bovespa.

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O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, encerrou a sessão aos 66.134,97 pontos, depois de oscilar entre a máxima de 66.502,26 pontos e a mínima de 65.453,97 pontos. O giro financeiro, que somou 5,72 bilhões de reais, foi o menor da semana.

Na primeira parte dos negócios, os dados econômicos da China provocaram certa cautela. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 8,9% no terceiro trimestre, abaixo dos 9,1% esperados pelo mercado. Também houve receio entre os investidores em relação ao desmonte, no país, das medidas econômicas de enfrentamento da crise. Com isso, os índices acionários asiáticos caíram e as bolsas europeias fecharam em baixa ao redor de 1%.

No Brasil, o noticiário manteve-se positivo. A taxa de desemprego de setembro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 7,7% em setembro, ante 8,1% em agosto, abaixo do piso das expectativas dos analistas. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) não surpreendeu e manteve a Selic (a taxa básica de juros) em 8,75% ao ano.

Mercado externo – Já nos EUA, o Departamento de Trabalho registrou crescimento na demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego, considerado um termômetro das condições do mercado de trabalho americano. A cifra total de pedidos iniciais aumentou de 520 000 para 531 000 nas duas últimas semanas, superando as expectativas dos analistas. As más notícias foram mais tarde amenizadas quando o instituto Conference Board revelou que seu índice de ‘Indicadores Antecedentes’, que busca prognosticar o futuro da economia americana, voltou a mostrar crescimento para os próximos meses.

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Quanto aos balanços econômicos, o banco Credit Suisse, a Xerox e a 3M, além do McDonald’s surpreenderam os analistas com resultados acima do previsto. Somente a empresa de telecomunicações AT&T apresentou lucro menor, mas ainda com viés positivo.

Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com valorização de 1,33%, aos 10.081,31 pontos. O S&P500 subiu 1,06%, aos 1.092,91 pontos, e o Nasdaq terminou a sessão com valorização de 0,68%, aos 2.165,29 pontos.

(Com agências Reuters e Estado)

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