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Empregados da Eletrobras planejam greve contra a privatização

Paralisação de 72 horas começa na segunda-feira; categoria reivindica também a saída do atual presidente da estatal e o dissídio coletivo de trabalho

Por Estadão Conteúdo 8 jun 2018, 18h06 • Atualizado em 8 jun 2018, 19h58
  • Depois dos caminhoneiros e petroleiros, os empregados da Eletrobras pretendem fazer uma greve de 72 horas a partir do dia 11 de junho contra a privatização da empresa.

    O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) da base Rio fará um ato unificado na porta da sede da Eletrobrás, às 12 horas, no primeiro dia de greve, reunindo funcionários de Furnas, Eletronuclear, Cepel e da holding Eletrobras.

    Além da suspensão do processo de privatização da companhia, o protesto pede a saída do presidente Wilson Ferreira Jr. Os empregados querem o afastamento do executivo por estar, segundo eles, tomando atitudes que vão contra o interesse da companhia e depreciando a imagem da mesma junto à sociedade.

    Ferreira Jr. vem se esforçando para vender as seis distribuidoras deficitárias da companhia e as 70 Sociedades de Propósito Especial (SPEs) selecionadas nos segmentos de transmissão e energia eólica, além de promover a capitalização da Eletrobrás que vai diluir a participação do governo no capital da empresa.

    Até o momento porém, não conseguiu executar nenhuma venda, mas melhorou as finanças da companhia, o que dá argumentos aos empregados de questionarem a necessidade de prosseguir com a privatização.

    A categoria briga também pelo dissídio coletivo de trabalho que venceu em maio.

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