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Dólar fecha em R$ 2,30 pela 1ª vez desde setembro

Moeda avançou 1,02%, para 2,3067 reais na venda, puxada pela alta do PIB americano de 2,8% no terceiro trimestre

Por Da Redação
7 nov 2013, 17h04

O dólar avançou nesta quinta-feira e fechou acima de 2,30 reais pela primeira vez em dois meses, com investidores cada vez mais apreensivos sobre o futuro do programa de estímulo econômico dos Estados Unidos. O resultado do crescimento da economia americana divulgado nesta quinta-feira (alta de 2,8% no trimestre) aumentou as expectativas de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, comece a reduzir o ritmo de compra de ativos ainda este ano. Com isso, os investidores voltaram a apostar na alta dos juros, o que fortaleceu o dólar em relação às demais divisas.

A moeda norte-americana avançou 1,02%, para 2,3067 reais na venda. É o maior nível de fechamento desde 5 de setembro, quando ficou em 2,3243 reais. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro foi de cerca de 1,37 bilhão de dólares.

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O Fed injeta 85 bilhões de dólares por mês na economia norte-americana e parte destes recursos costuma migrar para países emergentes, em busca de rendimentos maiores. Com a expectativa de redução dos estímulos, o mercado também prevê que a autoridade monetária comece a aumentar os juros, o que torna os títulos do Tesouro americano mais atrativos para o investidor. Atualmente, o rendimento desses papéis está próximo de zero. Tal aumento faz com que muitos fundos realizem seus investimentos em países emergentes, como o Brasil, e compre treasuries.

Apesar do crescimento, o relatório do PIB dos EUA mostrou fraqueza nos gastos do consumidor. Por isso, muitos investidores aguardam a divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho, na sexta-feira, para apostar na alta ou na queda da moeda americana. “O dado do PIB dos EUA veio muito bom e fortaleceu o dólar no mundo inteiro”, disse o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. “Agora, o mercado vai esperar os dados de amanhã para confirmar essa expectativa”.

Brasil – O mercado de câmbio brasileiro teve grandes oscilações pela manhã, quando o dólar chegou a cair para a mínima de 2,2710 reais após o Banco Central Europeu reduzir inesperadamente sua taxa básica de juros para 0,25%. A decisão alimentou, pelo menos temporariamente, o apetite dos investidores por risco em todo o mundo.

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No Brasil, como já vinha ocorrendo, a pressão de alta para o dólar foi superior à vista no exterior, em função da desconfiança do mercado em relação à condução da economia. “O mercado está se antecipando à retirada de estímulos nos Estados Unidos. E o fluxo cambial (para o Brasil) que se esperava não se tornou realidade, porque o cenário ruim para o país é muito evidente”, afirmou Sidney Nehme, sócio da NGO Corretora.

A China também chamou a atenção no cenário internacional, com uma reunião de quatro dias, que se iniciará no sábado, para definir uma agenda de reformas para a próxima década. A discussão faz parte dos esforços do governo chinês para conduzir a economia em direção a um crescimento mais sustentável, após três décadas de expansão vertiginosa.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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