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Dólar deve subir hoje com medida cambial

Por Da Redação
12 mar 2012, 10h17

Por Cristina Canas

São Paulo – O mercado doméstico de câmbio tem mais um motivo para dar continuidade à alta do dólar, que já dura seis pregões consecutivos. Apesar da moeda norte-americana acumular valorização de 4,2% em seis dias de negócios e ter encerrado o último pregão a R$ 1,784, muito acima da marca de R$ 1,70 que é considerada o piso informal do dólar, o governo anunciou hoje a ampliação do prazo de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações de empréstimo externo. O período tributado, que recentemente tinha sido estendido de 720 dias para três anos, passou para 1.800 dias (5 anos). O dólar comercial abriu hoje em alta de 1,07%, a R$ 1,803.

“Tudo que o governo e o Banco Central têm feito é para o dólar subir. Deixaram claro desde o início do ano que querem ver a taxa ao redor de R$ 1,75, no mínimo, R$ 1,85 no máximo, um pouco mais ou um pouco menos”, disse o diretor da Fourtrade Corretora de Câmbio, Luiz Carlos Baldan. O fato de a medida ter sido anunciada com a cotação acima da marca que o mercado considera o piso informal do dólar, também não surpreendeu. “Ele tem avisado que tem vários mecanismos e vai usar”, acrescentou Baldan.

Em função da nova medida cambial do governo e do comportamento do mercado externo, onde o dólar sobe diante das demais moedas emergentes de destaque, a expectativa dos profissionais domésticos é de alta no dólar ante o real hoje. Eles não descartam por completo, no entanto, que um movimento de realização e a entrada dos exportadores, diante do nível alto das cotações, limitem a valorização.

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No exterior, a pressão sobre as moedas emergentes ocorre no rastro da queda de preços das commodities. O desempenho das principais matérias-primas reflete a apreensão dos investidores com a situação da Grécia. Na sexta-feira, a Associação Internacional de Swaps e Derivativos (Isda, na sigla em inglês) declarou que a reestruturação da dívida da Grécia foi um evento de crédito. Ou seja, um calote.

Também volta a preocupar a situação da economia chinesa. Os temores com a atividade do gigante asiático foram realimentados depois que o país anunciou que teve déficit comercial de US$ 31,48 bilhões em fevereiro, em seguida ao superávit de US$ 27,28 bilhões registrado em janeiro e pior do que a previsão dos economistas de déficit de US$ 8,5 bilhões. Na semana passada, o governo chinês reduziu a meta de crescimento do país de 8% para 7,5%, em 2012.

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