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Dólar abre a terça-feira em alta e encosta nos R$ 4,26

Moeda registra recorde na cotação intradia após bater os R$ 4,22 na segunda; o ministro Paulo Guedes disse que câmbio alto é reflexo da política econômica

Por Redação 26 nov 2019, 09h45 | Atualizado em 26 nov 2019, 09h57
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Depois de mais um recorde histórico, o dólar abriu esta terça-feira, 26, em alta e superou os 4,25 reais pela primeira vez na história. A disparada é reflexo do pessimismo dos investidores pessimistas após o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”.

Às 9h35, o dólar avançava 1,01%, a 4,258 reais na venda. A moeda americana atingiu o índice pouco após a abertura. Essa é a maior cotação intradia já registrada. O recorde anterior é de 24 de setembro de 2015, quando a moeda americana chegou a 4,248 reais. Por volta das 9h45, a moeda recuou um pouco, aos 4,247 reais, alta de 0,77%.

Na segunda-feira, o dólar encerrou a sessão em alta de 0,53%, a 4,22 reais, valor mais alto da história para o fechamento. Na parcial de novembro, acumula alta de 5,07% sobre o real. No ano, o avanço até agora é de 8,74%.

Na véspera, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou não estar preocupado com o novo recorde de cotação da moeda americana. Segundo ele, é preciso que o país se acostume com o patamar alto da moeda, que é uma consequência de uma mudança na política econômica brasileira, com juros mais baixos e câmbio de equilíbrio alto, ainda não compreendida pela maior parte da população.

“O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele (dólar alto) está causando. Vamos exportar um pouco mais e importar um pouco menos”, afirmou o ministro nesta segunda em Washington. “É bom se acostumar com juros mais baixos por um bom tempo e com o câmbio mais alto por um bom tempo.”

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