Demissões no topo: Amazon enxuga estrutura e dobra a aposta na inteligência artificial
Cerca de 14 mil cargos corporativos serão cortados em uma reestruturação que pode chegar a 30 mil postos, podendo marcar a maior onda de demissões da empresa
A Amazon confirmou uma nova rodada de cortes que eliminará cerca de 14 mil cargos corporativos – podendo afetar até 30 mil postos, segundo a imprensa americana – numa das maiores reestruturações de sua história. O número representa uma pequena porcentagem do total de 1,55 milhão de trabalhadores da Amazon, mas quase 10% dos cerca de 350 mil funcionários corporativos da empresa.
A medida, descrita pela vice-presidente sênior de Experiência de Pessoas e Tecnologia, Beth Galetti, como parte de um “trabalho contínuo para reduzir a burocracia e realocar recursos”, marca mais um passo na transformação da gigante do e-commerce em uma empresa movida por inteligência artificial.
A decisão é o capítulo mais recente de um processo iniciado sob o comando de Andy Jassy, que sucedeu Jeff Bezos em 2021. Desde então, o CEO vem redesenhando a estrutura da companhia com mão firme: entre o fim de 2022 e o início de 2023, mais de 27 mil cargos foram eliminados. Se as demissões desta semana se confirmarem em 30 mil postos eliminados, será a maior onda de demissões da empresa.
A empresa acelera o plano de enxugamento à medida que a inteligência artificial se torna o eixo estratégico da empresa. “Estamos investindo em nossas maiores apostas e no que mais importa para as necessidades atuais e futuras dos nossos clientes”, escreveu Galetti. A maior dessas apostas é, sem dúvida, a IA generativa.
O corte atual da Amazon é parte de uma ambição maior. Documentos internos da Amazon, obtidos pelo New York Times, revelam um plano que pode substituir mais de 500 mil empregos por sistemas automatizados. A equipe de automação da empresa estima que, até 2027, será possível evitar a contratação de 160 mil trabalhadores, automatizando até 75% das operações logísticas.
Esse futuro não surgiu do nada. Desde a compra da fabricante de robôs Kiva Systems, em 2012, a Amazon construiu o maior laboratório privado de robótica do mundo. Hoje, mais de 750 mil robôs já operam em seus centros de distribuição. O número cresce rapidamente, impulsionado por avanços em visão computacional e IA generativa, tecnologias que permitem aos robôs não apenas mover caixas, mas decidir quais mover, para onde e em que ordem.
Jassy e sua equipe argumentam que a reestruturação é necessária para garantir que a Amazon permaneça “rápida e adaptável” diante da transformação tecnológica mais profunda desde a internet.
O caso da Amazon não é isolado. O setor de tecnologia vive uma reconfiguração estrutural que lembra as ondas de automação industrial do século XX, só que agora nos escritórios. Segundo o Layoffs.fyi, site que monitora cortes no setor de tecnologia, 216 empresas já demitiram cerca de 98 mil pessoas em 2025. Em todo o ano de 2024, foram 153 mil. A Microsoft cortou 15 mil funcionários neste ano; a Meta, 600 apenas na unidade de IA. O mantra é o mesmo: eficiência, foco e agilidade em um mundo cada vez mais dominado por algoritmos – e robôs.
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