Clique e assine a partir de 9,90/mês

Déficit americano sobe em novembro e país se aproxima do teto do endividamento

O Tesouro do país informou que o déficit orçamentário foi de US$ 172 bilhões de dólares, enquanto economistas esperavam um saldo negativo de US$ 150 bi

Por Da Redação - 12 dez 2012, 17h11

O Tesouro norte-americano informou nesta quarta-feira que o déficit orçamentário do país no mês passado ficou em 172 bilhões de dólares, superando as previsões de economistas que apontavam para um saldo negativo de 150 bilhões de dólares. No mesmo mês de 2011, o resultado havia ficado negativo em 137 bilhões de dólares. Com o dado de novembro, os Estados Unidos aproximam-se perigosamente do teto de endividamento fixado pela Casa Branca e pelo Congresso, de 16,4 trilhões de dólares.

O crescimento do déficit deve-se ao ritmo mais forte de expansão dos gastos ante a velocidade de crescimento das receitas. As despesas chegaram a 334 bilhões de dólares contra 290 bilhões de dólares no mesmo mês do ano passado. Já as receitas atingiram 162 bilhões de dólares contra 152 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado.

Leia também:

Fed anuncia novo programa de compra de bônus para janeiro

Continua após a publicidade

Obama e Boehner continuam sem acordo sobre ‘abismo fiscal’

FMI recomenda aos EUA aumentar impostos e reduzir gastos públicos

Parte da explicação para o avanço dos gastos deve-se a uma questão de calendário. Como 1º de dezembro caiu num domingo, as despesas com assistência médica a idosos foram contabilizadas em novembro em vez deste mês. Independentemente disso, o Tesouro norte-americano deve atingir o limite de endividamento estipulado no fim do ano. Conforme dados da última segunda-feira, o Tesouro estava apenas 62,5 bilhões de dólares abaixo desse teto.

O aumento no limite de dívida é um dos pontos críticos das negociações entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o Congresso sobre o “abismo fiscal” – conjunto de medidas automáticas de aumento de impostos e cortes de gastos que podem levar a economia norte-americana a uma recessão no próximo ano.

Continua após a publicidade

(com Reuters)

Publicidade