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CVM se recusa a fechar acordo financeiro com empresas

Executivos da Aracruz e da Sadia pretendiam encerrar investigações da autarquia sobre irregularidades com derivativos realizadas em 2008

Por Da Redação - 12 out 2010, 13h12

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recusou as propostas de acordo financeiro feitas por executivos e ex-executivos da Aracruz e da Sadia para encerramento dos processos que investigam operações irregulares, feitas em 2008, com derivativos cambiais. As indenizações propostas pelos 23 envolvidos nos dois casos somavam 5,2 milhões de reais.

De acordo com a decisão do colegiado da autarquia, publicado no site da CVM, os acordos propostos visavam indenizar apenas a CVM, e não as empresas e os acionistas prejudicados pelas operações. O colegiado apoiou-se nos fatos e nos termos da acusação, sem examinar os argumentos da defesa, que serão avaliados no julgamento.

As propostas de sete dos nove executivos da Aracruz foram de 200 mil reais. Isac Zagury e Carlos Aguiar, respectivamente diretor financeiro e presidente da empresa, propuseram 400 mil reais cada um. A CVM considerou que a aceitação do pleito “não se afigura conveniente nem oportuna”. O julgamento, neste caso, foi marcado para 7 de dezembro.

Inconveniência – No que diz respeito à Sadia, a inconveniência da proposta também foi citada como motivo para recusa do acordo, que incluía pagamento de 200 mil reais para cada um dos 14 executivos listados no processo.

As operações com derivativos em 2008 levaram a Sadia a uma perda de 2,6 bilhões de reais e a consequente venda da empresa para a Perdigão. No caso da Aracruz, que acabou tendo o controle absorvido pelo grupo VCP, o prejuízo chegou a 4,5 bilhões de reais.

(com Agência Estado)

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