Especialistas alertam que Cuba é a ‘próxima’ na lista de Trump
Economistas concordam que o país está na mira de Trump
A crise em Cuba ganhou a capa de Veja como reportagem especial de Caio Saad. O repórter descreve em detalhes o agravamento da situação energética e social da ilha. O bloqueio ao fornecimento de petróleo venezuelano pelos Estados Unidos expôs a fragilidade do sistema elétrico e ampliou o desabastecimento, com impactos diretos no cotidiano da população, desde a conservação de alimentos até o funcionamento de serviços essenciais.
Cuba destruída
Para o economista Bruno Corano (Corano Capital) , o quadro vai além de uma simples recessão e configura uma crise humanitária profunda. Ele afirmou que Cuba está “destruída” e que o colapso energético paralisa atividades básicas, comprometendo hospitais, limpeza urbana e até cirurgias. Na avaliação dele, a combinação de escassez de combustível, apagões e falta de infraestrutura indica que o país pode enfrentar mudanças políticas mais drásticas em curto prazo.
Sai Irã e entra Cuba
Corano também avaliou que a pressão internacional tende a aumentar. Segundo ele, a ilha pode se tornar um foco geopolítico mais intenso, com a crise econômica acelerando o desgaste do regime. O economista argumentou que a ausência de energia compromete toda a cadeia produtiva, o que aprofunda a dependência externa e torna o cenário ainda mais instável. O economista é categórico ao afirmar que o presidente Donald Trump deve direcionar toda a sua artilharia à Cuba assim que a guerra no Irã for resolvida.
Massacre da população
Já o economista André Galhardo enfatizou o caráter humanitário da crise. Para ele, a população é “massacrada” tanto pela ineficiência interna quanto pela pressão externa. Galhardo associou o cenário às decisões de política internacional adotadas por Donald Trump, avaliando que a escalada geopolítica contribui para o agravamento da situação econômica e social da ilha.
Impacto limitado
Do ponto de vista econômico, Galhardo destacou que o impacto direto para o Brasil é limitado, já que Cuba perdeu relevância comercial ao longo dos anos. Ainda assim, ele lamentou a deterioração de parceiros regionais que já tiveram peso estratégico para o país. Na leitura do economista, o enfraquecimento simultâneo de Cuba e da Venezuela evidencia como instabilidade política prolongada e pressão externa podem levar à desintegração econômica de nações inteiras.







