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Crescendo 30% ao ano, Engemon Engenharia quer dobrar de tamanho até 2028

Mercado de galpões logísticos está em alta é já representa 15% do faturamento do grupo

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 set 2025, 09h58 • Atualizado em 19 set 2025, 11h10
  • O avanço do comércio eletrônico no Brasil aqueceu o mercado de galpões logísticos muito antes da pandemia, mas foi a partir de 2020 que a curva de crescimento se acelerou de forma inédita. A necessidade imediata de ampliar a capacidade de armazenagem e distribuição valorizou os ativos e impulsionou novas construções. Essa tendência permanece consistente, segundo Ronny Boucinha, CEO da Engemon Engenharia. “Ao que tudo indica, deve se prolongar por alguns anos, sustentada pela transformação estrutural do consumo e pela consolidação de modelos de negócio digitais”, afirma.

    Na Engemon, os galpões já respondem por 15% do faturamento do grupo, que também reúne áreas de TI, serviços operacionais e energia. O carro-chefe ainda são os datacenters, responsáveis por 70% da receita. No primeiro semestre, o grupo cresceu 50% e, no ano em que completa 35 anos, projeta faturar mais de 1,3 bilhão de reais em 2025, o que representará uma expansão de 400% em relação ao desempenho anterior.

    Para os próximos cinco a oito anos, o  executivo projeta expansão contínua. A Engemon Engenharia prevê dobrar de tamanho até 2028, crescendo cerca de 30% ao ano. A empresa desenvolve projetos sob medida, alinhados às necessidades específicas de cada cliente. Entre os projetos recentes estão um centro de distribuição de 8 mil metros quadrados em Campo Grande (MS), outro de 25 mil metros quadrados em Santa Catarina e a revitalização de 80 mil m² de pátios e áreas de apoio na maior fábrica de refrigerantes do mundo, em Jundiaí (SP).

    Com maior demanda no Sudeste, especialmente em São Paulo, os projetos têm entre 10 mil e 25 mil m², dimensões ideais para grandes varejistas digitais e operadores logísticos. “Os galpões logísticos deixaram de ser apenas depósitos e passaram a exigir soluções inteligentes, como plataformas automatizadas, controle de clima e integração digital com centros de distribuição. Nosso diferencial está em unir a engenharia de alta complexidade à tecnologia, entregando ativos que oferecem eficiência, sustentabilidade e escalabilidade às operações logísticas”, diz Boucinha.

    Expansão e desafios

    Os números reforçam o dinamismo do setor. De acordo com a Colliers, a taxa de vacância de galpões no Brasil caiu para 8,1% no primeiro trimestre de 2025, o menor patamar desde 2016. Ao mesmo tempo, o preço do metro quadrado de empreendimentos de alto padrão subiu 34% em três anos. A expectativa é que, só neste ano, sejam entregues 2 milhões de m² adicionais, somando-se aos 28 milhões de m² já existentes.

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    Mas o crescimento vem acompanhado de entraves. “A escassez de terrenos com características técnicas adequadas para receber empreendimentos de grande porte é um dos desafios que nós temos”, diz Boucinha, que também cita o alto custo de áreas e insumos. Outro gargalo, segundo ele, é a falta de mão de obra qualificada. Para enfrentá-lo, a Engemon investiu R$ 4 milhões nos últimos quatro anos em contratação, capacitação, maquinário e infraestrutura.

    Além disso, o setor como um todo enfrenta incertezas que afetam a previsibilidade. Entre elas, Boucinha destaca as questões econômicas, fiscais e jurídicas do país, que inibem investimentos de longo prazo, a carência de profissionais especializados e o risco de desabastecimento ou variação de custos de insumos ligados a commodities.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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