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Copa do Mundo é a esperança da virada para vendas no varejo

O evento, que acontece junto a outras datas de grande movimentação – Black Friday, Natal e fim de ano, serão decisivos para impulsionar o comércio

Por Luana Zanobia Atualizado em 21 set 2022, 22h15 - Publicado em 21 set 2022, 15h15

A Copa do Mundo 2022 pode ser o empurrão necessário e tão esperado pelo varejo, que acumula quedas consecutivas na atividade nos últimos meses devido à alta da inflação e dos juros, que vêm corroendo o poder aquisitivo da população. O evento esportivo, que acontece junto a outras datas de grande movimentação para o comércio – Black Friday, Natal e fim de ano, devem ser decisivos para impulsionar o comércio neste segundo semestre.

A expectativa da Associação Brasileira do Varejo (ABV) e da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo é de um aumento de até 12% nas vendas no período do mundial, capaz de injetar mais de 20 bilhões de reais na economia. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) espera um crescimento de 7,9% no faturamento do varejo em relação a 2014, ano em que o Brasil foi sede do evento.

Segundo o levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo, o setor de vestuário e calçados deve ser o maior beneficiado, seguido do setor de eletrônicos – já que a transmissão dos jogos incentiva a compra de novos aparelhos. Bares e restaurantes que investirem na transmissão devem ter um aumento de até 40% no fluxo de pessoas. 

A Nielsen também levantou dados sobre as principais tendências de consumo, identificando grande interesse em vestuário (56%), notebooks (38%) e móveis em geral (26%). Ao menos metade dos entrevistados planeja adquirir produtos na Black Friday como preparação para o mundial. A pesquisa ainda identificou uma relação entre compradores da Black Friday e fãs de esporte – cerca 87% das pessoas que costumam adquirir produtos na data gostam de futebol.

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A expectativa é que os eventos consigam consolidar uma tendência de recuperação, já que neste ano o varejo oscila bastante. Em julho, o setor acumulou seu terceiro mês seguido de recuo, segundo o levantamento o IBGE. No ano, entretanto, acumula crescimento de 0,4%. “O varejo tem apresentado bons índices, o que ajuda na recuperação, mas medidas como a liberação do FGTS, pagamento 13° salário e programas governamentais são essenciais para a manutenção ativa do varejo”, diz Maurício Stainoff, presidente da federação, que estima a abertura de 25 mil vagas temporárias no último trimestre do ano para atender o aumento da demanda no comércio.

Apesar das expectativas positivas, as entidades reforçam que a alta da inflação e o desemprego refletem diretamente no desempenho do setor. Além desses fatores, as eleições presidenciais devem impactar, diretamente, os índices gerais do varejo.

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