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Confiança da indústria melhora em janeiro–FGV

Por Da Redação - 31 jan 2012, 08h07

SÃO PAULO (Reuters) – O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,5 por cento em janeiro na comparação com o mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta terça-feira. O indicador avançou de 101,8 no mês passado para 102,3 pontos. Segundo a FGV, O índice ficou acima dos quatro últimos meses de 2011, mas ainda abaixo da média histórica, de 103,9 pontos.

Entre os componentes do indicador, tanto o Índice da Situação Atual (ISA) quanto o Índice de Expectativas subiram. O ISA subiu 0,6 por cento em relação a dezembro, para 103,0 pontos, o maior nível desde agosto de 2011.

O IE cresceu pelo quarto mês consecutivo, com alta de 0,6 por cento, para 101,7 pontos. A combinação de resultados sinaliza que a atividade industrial segue em recuperação lenta e gradual no curto prazo”, disse a FGV.

A alta do Índice de Situação Atual refletiu principalmente a variação no quesito que mede os estoques. Em janeiro, 6,3 por cento das empresas consideraram excessivo o atual nível de estoques, o menor percentual desde junho de 2011, quando ficou em 5,3 por cento. No mês passado, o percentual foi de 10,2 por cento.

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Já a proporção das empresas que avaliaram o nível de estoques como insuficiente baixou de 2,2 por cento em dezembro para 1,2 por cento em janeiro.

O Índice de Expectativas mostrou a continuação de uma lenta melhora nas perspectivas dos empresários para os meses seguintes. O quesito relativo ao emprego voltou a subir em janeiro após ter recuado em dezembro e alcançou 111,4 pontos, maior nível desde julho de 2011, quando atingiu 113,8 pontos.

De acordo com a FGV, das 1.204 empresas consultadas, 21,2 por cento disseram pretender ampliar o quadro de pessoal no primeiro trimestre de 2012, contra 19,4 por cento em dezembro. O percentual das que preveem diminuição do número de funcionários baixou de 9,9 por cento em dezembro para 9,8 por cento em janeiro.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) avançou de 83,4 por cento em dezembro para 83,7 por cento neste mês, o maior desde julho de 2011, quando chegou a 84,1 por cento e superior à média histórica desde 2003, de 83,3 por cento, segundo a FGV.

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(Por Hélio Barboza)

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