Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Os elogios do PT ao atual presidente do Banco Central

Ex-ministro da Fazenda, Mantega vê com bons olhos o trabalho de Roberto Campos Neto, mas acredita que autarquia deveria atuar mais para impulsionar economia

Por Felipe Mendes, Victor Irajá Atualizado em 28 jan 2022, 20h50 - Publicado em 28 jan 2022, 16h00

Um dos principais consultores de Lula, que desponta na liderança das intenções de voto à Presidência, o ex-ministro da Fazenda (de 2006 a 2014) Guido Mantega não contesta o trabalho do atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Mantega entende que existe uma boa condução no comando da autarquia monetária, que levou, em 2020, a taxa básica de juros, a Selic, a seu menor patamar histórico: 2% ao ano. “O Roberto Campos faz um bom trabalho. Em 2020, ele seguiu o que o Banco Central Europeu e o Federal Reserve fizeram. Me parece um homem inteligente, corajoso e conversável”, diz Mantega.

Ele injetou crédito no mercado e jogou a taxa de juros lá embaixo. Acho que até baixo demais. Mas tudo bem. Em meio a uma crise, é difícil dosar. E naquele momento foi bom, porque desanuviou as estruturas produtivas que precisam de crédito, estimulando, por exemplo, o setor de construção. Foi uma política correta, em sintonia com as principais economias do mundo”, continua.

Caso Lula venha a ser eleito, o Partido dos Trabalhadores (PT) terá de “conviver” com Roberto Campos Neto, já que, desde fevereiro de 2021, o Banco Central ganhou status de “autônomo” e “independente”. Com isso, a autarquia fica livre, por exemplo, de ingerências pelo Executivo. Indicação do atual ministro da Economia, Paulo Guedes, Roberto Campos Neto tem mandato fixo à frente da entidade até 31 de dezembro de 2024.

De olho no futuro, Mantega entende que o Banco Central se vê obrigado a praticar juros mais altos, o que tende a dificultar a geração de emprego e a retomada da economia. Ele acredita que a autarquia tem sua atuação limitada à tentativa de controle da inflação por meio da taxa Selic. “O Banco Central não deveria olhar só para a inflação, embora a regra de metas coloque um cabresto na instituição. Era necessário que se preocupasse também com a criação de empregos e com a atividade econômica”, diz Mantega. “A inflação, no Brasil, não é de demanda, como nos Estados Unidos, onde há um problema de acesso a suprimentos. Aqui, boa parte da população perdeu renda, emprego e poder aquisitivo. O Bolsonaro vai deixar um Orçamento desequilibrado e confuso. O próximo governo vai herdar uma ‘herança maldita’ e o Banco Central vai ter de continuar praticando juros mais elevados.”

Leia mais em: Guido Mantega: “Lula não tem um Posto Ipiranga; o Posto Ipiranga é o Lula”

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês